
Não é novidade nenhuma. Miguel Sousa Tavares já nos habituou às suas crónicas repletas de mentiras ou erros factuais. O João Caetano Dias mostra-nos no Blasfémias mais uma. Um comentador com sérios problemas com a verdade.
Vale a pena ser lido por eurofílicos e eurofóbicos, por crentes e por não crentes, por socialistas e por conservadores. Sobretudo por aqueles que têm pressa, muita pressa, em decretar a pátria e a identidade europeias que hoje poucos ou quase nenhuns sentem como suas.
O caminho para uma maior integração e para a compreensão mútua - "identidade comum" parece-me um objectivo excessivamente ambicioso e longínquo - passa mais pelas pessoas concretas e menos, muito menos, pelos decretos e pelas engenharias institucionais. E pelo passar do tempo. Por muito que isso lhes custe.
Uma característica do nosso sistema partidário é a surdez selectiva. Passo a explicar – quando o PS está no poder os seus deputados fazem ouvidos de mercador a tudo quanto são dislates governativos ou de empresas públicas nas mais diversas áreas. Uma vez no Governo o PS tem tendência a deixar que todas as asneiras sejam tapadas pelo grande sol que nos ilumina. Claro que quando o PS passa à oposição todos os movimentos governamentais são suspeitos e as trivialidades anteriores passam a perigosas actuações.
Evidentemente que o inverso também se aplica ao PSD. Infelizmente os dois maiores partidos não gostam de reconhecer erros nem de reflectir sobre eles e esse é um dos grandes problemas do nosso sistema político. Vivemos na permanente luta entre o mal e o bem, que vão variando conforme os resultados eleitorais – o mal de ontem é o bem de hoje e por aí adiante. O sistema é esquizofrénico e o resultado está dramaticamente à vista.
Mesmo em áreas como a Cultura, que devia ser exemplar, o estrago é total - basta ler as extraordinárias intervenções actuais da senhora deputada Inês de Medeiros para me preocupar sobre o que ela andou a conter, provavelmente à custa de calmantes, durante os anos em que o PS desgovernou a pasta da Cultura, num metódico trabalho de criação do caos. Cá para mim alguém deve ter explicado à ex-ministra Isabel Pires de Lima que o caos podia potenciar a criatividade – e vai daí ela atirou-se afincadamente à “caotização” da Cultura, bem seguida aliás pelos seus sucessores na era socrática. O que eu acho curioso é que nessa época a deputada Medeiros tenha andado tão caladinha e agora esteja tão linguareira.
(In "A Esquina do Rio", Jornal de Negócios, à sexta)
A revista do “Expresso” publicou na semana passada um trabalho sobre a vida de José Sócrates em Paris. O que retive na memória foi saber que, enquanto aluno numa universidade parisiense, beneficiava de um estatuto especial que lhe permite algumas práticas pouco usuais em matéria de escolha das disciplinas, frequência das aulas e realização de exames. Depois, voz amiga recordou-me: nada de novo com esse regime especial em Paris – por cá, enquanto na Universidade também viveu de regimes especiais desses. Em resumo, trata-se de um aluno especial, com hábitos especiais.
(in "A Esquina do Rio", Jornal de Negócios, às sextas)
Separadas à nascença
Luísa Ramos Dirigente do PCP de Almada e Luísa Ramos Presidente da Comissão de Utentes de transportes da margem sul e Luísa Ramos do movimento de utentes dos serviços públicos e Luísa Ramos da Comissão de Trabalhadores da TAP.
Já está online a petição contra o fim dos feriados? Ou o clube dos indignados profissionais anda distraído?
Ele também há um Carlos Moura na comissão dos utentes do monsanto. Aquela comissão de cidadãos que lutava contra os vários executivos da camara de lisboa. Sem fotografia disponível não acredito que seja o mesmo carlos moura da comissão de utentes da carris. O mesmo que foi vereador em Lisboa. O mesmo que é dirigente do PCP. Não acredito. Não pode ser.
Ainda antes de opinar sobre o assunto queria só perguntar uma coisinha simples: alguém já tinha ouvido as ditas crónicas? Obrigado.
Manifestante italiano mortalmente atropelado por motorista alemã.
11 de Agosto de 2011
José Silva Rodrigues: "A fusão entre a Carris e o Metro é uma coisa sinistra."
24 de Janeiro de 2012
Vejo uma figura no Economico TV. Parece Manuel Monteiro com mais cinquenta anos. Parece. Mas assim longe. Começa as frases com "eu". Não tenho dúvidas. É mesmo Manuel Monteiro.
Vamos começar ao contrário. Eu não estou a discutir maçonaria, não estou a discutir transparência e também não estou a discutir procedimentos administrativos. O meu ponto sempre foi outro. Eu quero que os meus deputados tenham interesses. Muitos. Que tenham agenda. Muita. Que tenham causas. Muitas. Que tenham carreira. Redes de contactos e de influências. Quero que tenham vivido o mundo. Que o conheçam. O que não quero é este mundo tonto onde um deputado não pode votar matérias onde é parte interessada. O que não quero mesmo são deputados assépticos e esterilizados a caminho da profissionalização plena.
O país está a funcionar de compensações. Como não acreditamos nos políticos, como não conseguimos responsabilizar os políticos pelas decisões que tomam compensamos com a fiscalização prévia dos seus atos em género de obsessão voyeurística. E pumba. Temos cada vez mais deputados profissionais sem interesse ou interesses para registar.
Parece que agora não é aceitável que se critique Angola em Portugal. A seguir será a China? Antes que tal aconteça, aproveito já para deixar aqui o meu profundo repúdio pelo regime chinês. (Espero que não me cortem a luz).
Então a RDP deixou de pagar as crónicas de rádio desta "cineasta obscena" e "pan-sexual"? E defensora da RDA e do regime comunista? A pergunta que faço é esta: mas quem foi o incompetente que a contratou?
S. João da Madeira lança projecto de turismo industrial
A Câmara de S. João da Madeira, com o patrocínio da secretária de Estado do Turismo, vai lançar um projecto inovador de "turismo industrial". A ideia é atrair turistas para um circuito entre as fábricas do concelho, da Viarco à chapelaria, passando, entre outras, pela Cortadoria Nacional de Pêlo.
Agora é que vai ser. Agora é que vêm aí os charters de chineses.
Adeus, Louvre. Adeus, Prado. Vai ser tudo a correr para S. João da Madeira.
Sim porque, se por acaso, a humanidade descobrir de repente que andou a perder tempo e dinheiro em museus e se decidir enfiar em fábricas, não vai querer ver as alemãs nem as italianas nem as chinesas nem as americanas. Vem tudo para Portugal.
E, se a Autoeuropa se lembrar de fazer o mesmo, que fique com a clientela fácil do mainstream. São João é indie. Ver carros é como gostar de Celine Dion. Intelectual que se preze visita a Heliotêxtil.
P.S.: Os bilhetes podem ir até 18 euros. 18 euros. O Museu Nacional de Arte Antiga cobra 5, fora a lista de descontos.
Carlos Moura. Mais um funcionário do partido comunista português obrigado pelas cúpulas burguesas do partido a cumprir a ilegal meia hora de trabalho extra o lugar de presidente da comissão de utentes da Carris. Ainda por cima ao fim-de-semana. É a jornada contínua.
Gosto do Real Madrid TV. Depois dos jogos com o barcelona só passa jogos com juniores. Antes dos jogos só passa jogos com o Barcelona mas da década de oitenta. Daqueles em que o Real Madrid ganhava.
Cavaco Silva disse ser o provedor do povo. O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é povo.
Guardo este comentário sobre o assunto. E até compreendo. Mas não estou a discutir se são cinco ou dez centimos. Se é sobre as máquinas de fotocópias industriais ou sobre todas as máquinas de fotocópias. Isso é forma e trabalho para os deputados. O que me chateia ver discutido e dminuido é a questão da propriedade intelectual. O valor que damos à criação e às ideias. Tipo país do terceiro mundo. Haja acordo nesse princípio e tudo o resto tem solução.
O Carlos Guimarães Pinto diz que estou a querer viver da pornografia alheia. Garanto que nunca tive a intenção de lhe dificultar o acesso à pornografia.
"A partir dos 50 anos, o doente mais barato é o doente morto". É este o Estado Social que queremos?
Ao telejornal regressam as histórias de velhos que vivem no interior do país e que não vão aos tratamentos em hospitais porque ficam longe e o Estado deixou de pagar estes transportes.
Estou-me a lixar para a necessidade de poupar, de racionalizar, não quero nem saber de casos fraudulentos. Não quero ser de um país que poupa dinheiro deixando morrer os mais fracos. É simples. Não é demagógico, é apenas o limite da decência. Não façam pontes, não façam estradas, não façam teatros, apaguem as luzes, se for caso disso, mas isto não.
E se o Estado não puder, não for capaz, se alguém criar um fundo para pagar estas deslocações, eu contribuo.
Irra.
A gastronomia, para alguns, é uma ciência. Para outros, uma arte. Para muitos, a gastronomia, pura e simplesmente, não existe. É uma mera derivação da astronomia e pode ver-se por um canudo.
Há quem goste de comer. E há quem goste de comer bem. Mas não são muitos os que gostam de pôr a mesa, a boa mesa, na conversa. É isso que faz o Raul Lufinha, com cuidado e com toda a atenção. Apetece lá ir, à Mesa do Chef, todos os dias. Só se serve um prato por dia. Não massa. Digo, não maça.
... mas caros, Rodrigo!
De facto, os sucessivos presidentes desta estafada república (e como se sucedem...) são os melhores advogados que a causa da Monarquia conhece. Podiam era ser mais baratinhos...
Ana Drago vai de carro e motorista
Imagine-se o que diria o pregador Francisco Louçã se esta situação se passasse com um deputado de outro partido.
O Rodrigo tem razão. Presidente da República e Chefia de Estado não conjugam. De Arriaga a Cavaco, tem sido sempre a mesma tristeza.
Mas julgo que neste caso o povo não está a ser justo. O Presidente apenas lamentava publicamente o descontrolo do lado da despesa no seu orçamento familiar. Apesar das receitas terem subido, a Primeira Dama acumula défices atrás de défices e as agências de notação atiraram-lhe o rating da dívida para o lixo.
Carolina Madeira, bióloga de 23 anos, tem para oferecer “Abraços Grátis” e explica que veio com os amigos para defender que “a mudança começa em nós, se partilharmos os nosso sonhos com amor”. Num placard branco sobre rodas Carolina e amigos convidam os manifestantes a deixar escritos as suas “visões, sonhos e soluções para Portugal”. No Público
Profissões, bens pessoais, património, heranças e associações. São tantos os interesses que querem registar que para chegarmos a deputados é preciso ser-se desinteressante.
A propósito do que o Rodrigo tem escrito em baixo, acrescento o seguinte:
1. Taxas sobre equipamentos destinadas a compensar autores pela designada excepção da cópia privada (i.e., uma excepção ao direito do titular do direito de autor de permitir ou impedir a reprodução da obra) têm origem no direito dos autores a uma compensação justa cuja atribuição é prevista no artigo 5, n.º 5, da Directiva 2001/29/CE (também conhecida por Directiva da Sociedade de Informação).
2. A possibilidade de cópia privada, nos países onde a mesma é autorizada, assenta numa presunção: de que a reprodução da obra é efectuada para fins não comerciais.
3. Portugal, Holanda, Bélgica, Alemanha, Áustria, Estados Unidos da América, França, Suíça, Suécia, entre muitos outros países, prevêem taxas sobre equipamentos e meios de transmissão e armazenamento. Não deixa de ser curioso o facto deste sistema de compensação ter nascido nos EUA. E a solução legislativa ora discutida Portugal apenas corrige uma lacuna (ou desactualização) do diploma; não inventa nem experimenta nada de novo.
4. Se levarmos às últimas consequências o argumento de que a aplicação das taxas em discussão presume indevidamente que os equipamentos e meios se destinam à reprodução de obras protegidas, rejeitando a bondade de tal presunção, a consequência pode bem ser a de os autores não aceitarem a presunção acima referida no ponto 2 e a cópia privada ser pura e simplesmente excluída. É a solução do Reino Unido. Suspeito que não será este trade-off a satisfazer os adversários desta alteração legislativa.
5. Está por demonstrar que os mecanismos de DRM são eficazes no que se refere à compensação dos autores (ou, pelo menos, mais eficazes do que a gestão do produto das taxas pelas entidades de gestão colectiva de direitos). Por outro lado, está mais do que demonstrado de que os Estados europeus não podem continuar a compensar sectores privados (como se prevê, a partir deste ano, em Espanha) por tudo e por nada.
6. Diz o Rodrigo, e muito bem, que "só há economia criativa se a propriedade inteletual estiver protegida". Um comentador mal-criado escarneceu, reflectindo o grave problema cultural que este nosso país tem não apenas com a criação mas também com a invenção. É óbvio que não existe criatividade e inovação se o resultado do esforço criativo ou inventor não for remunerado. É óbvio e sabido que tal remuneração é possível através de um direito de exclusivo. É também sabido que o sistema de propriedade industrial, por exemplo, contribui bem mais para o progresso do que a alternativa -- o segredo ou a protecção da obra ou invenção -- na medida em que o registo/protecção permitem a divulgação e publicitação da obra/invenção junto de outros autores e concorrentes. Acrescento ainda, para os que acham que os autores vivem (ou devem viver) da mera satisfação moral que o resultado do seu esforço lhes dá, que no que à criatividade diz respeito, o direito de propriedade intelectual assegura, em primeira linha, ao titular do mesmo, o respectivo direito a ser reconhecido como o criador da obra, direito este que aliás merece protecção constitucional.
7. Bem mais interessante que a mera reafirmação do sistema de compensação de cópia privada que já temos e que a generalidade dos legisladores ocidentais adopta, é, por exemplo, a discussão sobre o acórdão Padawan vs SGAE e a admissibilidade, ou não, da aplicação das taxas em questão na venda deequipamentos que se destinam a uso profissional. Mas isto talvez seja complexo de mais para quem ainda se entretém a defender o sistema de contrafacção e imitação do Vale do Ave...
A petição com 7000 assinaturas que pretendia ver proibidas as corridas de touros em Portugal foi categoricamente chumbada no Parlamento.
Só o BE e o PEV estiveram ao lado dos peticionários. PSD, PS, CDS e PCP afirmaram-se contra a proibição. Ainda bem!

1. Sou autor. Recebo direitos de autor. Os meus filhos vão receber esses direitos de autor. Quando chegarem à conclusão que ninguém tem de pagar a propriedade inteletual os meus filhos (são três) deixam de receber direitos de autor;
2. Portugal pode produzir sapatos baratos para exportar para a alemanha ou pode dedicar-se a outros setores de actividade com mais valia para o país e para os portugueses. Tecnologia, indústrias culturais e tudo o que é economia criativa. E só há economia criativa se a propriedade inteletual estiver protegida. Se compensar pensar. Quando preferimos proteger os gigas dos fabricantes chineses em vez de garantir que pensar é negócio estamos a ir para o caminho dos sapatos baratos;
3. Somos tão poucos a defender a Gabriela Canavilhas que há fortes possibilidades de ser convidado para jantar.
Bom dia. Lamento estragar o discurso libertário mas a taxa já existe. Não é uma nova taxa. Neste momento aplica-se aos gravadores de cassetes. O que estamos a discutir é atualizar a proposta de lei porque entretanto foram inventadas umas coisas novas. Tipo os gravadores de DVDs.
Quero taxar os fabricantes de equipamentos de reprodução para compensar o que os autores e criadores perdem com os equipamentos de reprodução. Isso é mau onde? Estão todos malucos?
Não percebo. Queixam-se do quê? A taxa aplica-se sobre os fabricantes. Não sobre os consumidores. Se todos os fabricantes/importadores decidirem mexer nos preços ao mesmo tempo isso é matéria para a Autoridade da Concorrência.
A lei da cópia privada é aquela coisa que quer taxar os fabricantes de equipamentos de reprodução e armazenamento de multimédia para redistribuir o valor pelos autores e criadores. A Jonas não gostou do meu argumento sobre o assunto. Disse-me que esperava melhor e eu não gosto de desiludir as pessoas. Aqui fica um novo argumento. Dez novos argumentos.
Argumento vintage – A taxa já existe. É aplicada aos gravadores de cassetes. Deixar a lei como está seria injusto para com os milhões de consumidores que ouvem música em cassete.
Argumento “isso é uma margem de lucro no teu bolso ou estás feliz de me ver” – os mesmos equipamentos são mais baratos em Espanha. Já com a taxa.
Argumento “por favor guarda a tua margem de lucro só para ti” – a taxa não se aplica ao consumidor. Aplica-se ao fabricante.
Argumento ingénuo – o meu disco de 1tera serve para guardar documentos de word
Argumento mesmo muito ingénuo – os discos multimédia não servem para guardar conteúdos multimédia.
Argumento 25 de abril – o António Ferro nunca concordaria com este modelo. Ele seria sempre contra qualquer solução que impedisse o Estado de financiar diretamente toda a criação cultural.
Argumento Churchill – este modelo é o mais injusto dos modelos à exceção de todos os outros.
Argumento da troika – todos os países da europa têm este modelo de contribuição. Revoga-lo em Portugal criaria um fenómeno de concorrência ilegal na venda de equipamentos informáticos dentro da união europeia;
Argumento custo benefício – nunca gastei tanta energia por causa de 5 centimos numa pen drive.
A Jonas continuará na sua ativa campanha pela proteção dos fabricantes chineses de discos rígidos - essa importante indústria para a economia nacional. Eu entre os Gigas e as pessoas prefiro fazer campanha pela pessoas.
E agora vou ali fazer o download do braveheart para o meu disco externo de 500 gigas e já volto.
"Não há condições para golpe de Estado, mas depende da nova lei do trabalho"
Se isto não é uma ameaça, deste assassino em série ( 17 vitimas mortais) e indigente mental, então gostaria de saber o que será uma.
De facto, " o crime compensa" . Além de ter sido promovido e recebido uma indemnização, no dobro daquela que receberam as vítimas que assassinou, este rapaz tem agora o desplante de ameaçar a democracia.
Já foi o tempo em que a democracia, algo deslumbrada pela sua figura patética se deixou intimidar pelos seus actos. Esse tempo, não volta mais, mas ainda assim estou curioso sobre a próxima intervenção do Dr.. Mário Soares na defesa de tão repugnante e vil personagem.
Que mais factos precisa o MP?
Deputados do mesmo partido que se absteve na votação do Orçamento de Estado pediram hoje a sua fiscalização no Tribunal Constitucional. Consta que a direcção tentou tudo por tudo para demover os revoltosos (afectos à claque socrática), mas estes não se mostraram sensíveis aos argumentos de Tozé Seguro. Até quando este aguentará os golpes que tem sofrido desta gente? Se não contra-atacar, mais cedo ou mais tarde, será derrubado.

Ministro de Franco, domador de la Derecha y creador de un conservadurismo liberal
(1922-2012)
Carlos Moedas tem sido um dos alvos preferidos de uma certa blogosfera, nomeadamente a que utiliza o argumentário vindo de um famoso blogue de anónimos (que não o serão assim tanto). A sua principal função no governo é o cumprimento do acordo que Portugal assinou com a troika (aquele que o governo de José Sócrates carimbou). Não se conhecem críticas ao seu trabalho, antes pelo contrário, tem sido elogiado por diversos quadrantes, até porque Portugal tem cumprido o que subscreveu. Será que depois dos ataques contra Vítor Gaspar não terem tido grande eco, viraram-se contra este Secretário de Estado? No entanto, e para salvaguarda do nosso país, convém que Carlos Moedas continue a cumprir com rigor as suas funções. Aqui não podemos falhar.
Tenho lido em vários jornais europeus criticas à retórica de Mitt Romney (teriam de arranjar alguma forma de o diabolizar) por ele dizer que não quer transformar os Estados Unidos numa Europa. Obviamente esta não é uma crítica xenófoba, como parecem por vezes dar a entender, mas sim uma crítica económica e ao nosso modelo de desenvolvimento. Além disso, é uma boa estratégia e perfeitamente adequada aos tempos que os Estados Unidos atravessam. Na Europa, com governos de direita ou de esquerda (com algumas honrosas excepções, como no caso inglês), o estado sempre desempenhou um papel primodial na economia de um país. Impostos elevados, serviços públicos alargados, empresas estatais e o famoso estado social. Tudo propostas que levaram a Europa à actual situação. Ora, os Estados Unidos nesta última década têm vindo a aproximar-se da realidade europeia. O défice cresceu exponencialmente, o estado federal avançou por todo o lado, e nunca, como hoje, tanta gente nos Estados Unidos dependeu do estado. Os programas sociais americanos, como o Medicare e Medicaid, e a Segurança Social, caminham para a bancarrota, e com isso, também o estado federal. E este será o principal tema da campanha presidencial deste ano: ou os EUA cortam na despesa federal nas suas principais vertentes (programas sociais e defesa), ou de facto dentro de alguns anos estarão numa situação idêntica à Europa. E é precisamente por isso que Romney tem falado no modelo social europeu e tenta contrastar as suas propostas com a realidade europeia.
Só um exemplo: nos Estados Unidos Barack Obama ainda não percebeu bem em que situação o país se encontra. E, ao invés de de mudar de rumo, continua a optar por copiar algumas políticas europeias que nos levaram ao desastre. Jacob Heilbrunn explica na National Interest o fiasco do comboio de alta velocidade na Califórnia.
Eduardo Catroga, Braga de Macedo, Paulo Teixeira Pinto ou Rocha Vieira. Sem fazer juízos ou entrar em polémicas. Há um ano os nomes seriam consensuais. Acima de qualquer suspeita. Hoje foram despromovidos a "nomeações políticas".
Sarkozy descobriu dolorosamente que afinal a França é parte da europa.

A crise e o euro no Museu do Oriente, em Lisboa. O programa está aqui.
Noticia hoje o Público em manchete que "Passos já fez mais nomeações do que primeiro Governo Sócrates".
Escândalo, pensamos. Em sete meses, o primeiro-ministro da austeridade teria colocado mais boys no executivo do que em quatro anos e meio o primeiro-ministro que duplicou a dívida.
No gráfico abaixo, contudo, ficamos a saber que a comparação se refere apenas aos primeiros meses de governo de ambos. Passos teria nomeado 1097 pessoas; Sócrates 1094. Menos mal.
Mas, se alguém se der ao trabalho de ler a notícia no interior do jornal, ficará a saber que, afinal, se comparam as nomeações feitas por Passos em sete meses com as do primeiro governo Sócrates em dois meses e meio.
Aparentemente, o Público teve um jornalista destacado para acompanhar a evolução do número de nomeações do governo. Assim que ultrapassasse Sócrates, saía a notícia. Mesmo que, para tal, fosse preciso esperar sete meses. Ou, presume-se, dez meses, 12, 14, 20.
Nesta equação, o único valor comparável seria o resultante de uma média:
- Primeiro governo Sócrates: 1094 nomeações em dois meses e meio. Média: 14,58 por dia
- Governo Passos: 1097 nomeações em sete meses. Média: 5,22 por dia