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mais ou menos sobre o paternalismo e a liberdade

por Rodrigo Moita de Deus, em 15.12.17

Esquerda chumba proposta do CDS sobre duodécimos para subsídios de férias e Natal

Ah! Temos que proteger a classe trabalhadora de si própria. Coitadita.

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...

por Rodrigo Moita de Deus, em 15.12.17

Não podemos ser demagagos. É claro que a mulher do ministro não é ministra por causa disso. Nem o marido da deputada é ministro por causa disso. Nem a mulher do líder parlamentar, nem a mulher do ex-líder parlamentar. Não é nada disso. É só aquela ideia de quem vive e dorme a política. E de que as universidades de verão deles (socialistas) são muito mais animadas que as nossas.  

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Olha o robot

por Augusto Moita de Deus, em 11.12.17

Escrevi um artigo de opinião no Dinheiro Vivo onde falo de robótica, de veículos sem condutor, de Elon Musk e até do Web Summit. Olhe-se para o robot da Boston Dynamics, o Atlas, no video junto, de menos de 1 minuto. Estaremos nós de facto a assistir a um salto qualitativo na relação da humanidade com a tecnologia? A partir do momento em que há um robot que consegue fazer o que o Atlas faz, é possível que nada fique como dantes.

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amiguismos

por Rodrigo Moita de Deus, em 11.12.17

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Três diferentes e recomendáveis títulos sobre a mesma época. Um tempo maravilhoso que tão cedo não vamos esquecer. Nem devemos esquecer. É que "eles" só fizeram o que fizeram porque nós deixámos. 

 

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Sugestão musical

por Augusto Moita de Deus, em 07.12.17

 

As pessoas vão achar que esta canção está aqui por causa da medida tomada recentemente por Donald Trump. Em parte sim, mas se prestarmos atenção, esta letra tem mas é a tudo a ver com o Brexit. 

 

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Caríssimo José Guedes,

 

Mão pouco piedosa atirou-me a brava missiva. Verdade que, nestas semanas, outras me foram sendo arremessadas. Mas esta é especial. Seja pela hiperbolização vocabular, seja pelo hélas, nota-se que a prosa é esforçada. E como social-marialva e perigoso liberal, que sou, acredito que nenhum esforço deve ficar sem recompensa.

Vai daí impelido à alvura do ecrã. E com outro animo visto que a resposta do meu amigo cuida do tema preferido dos professores quando tratam de ensino: os professores. Os professores, a vida difícil dos professores e, eventualmente, as responsabilidades de D. Maria na degradação da escola pública.

Ah! A D. Maria. Que saudades eu tinha da D. Maria. E da primeira república. E do Estado Novo. Que saudades da pesada herança! D. Maria, mesmo morta, não pode, nem deve passar sem responder pelo estado da educação aos dias de hoje. Como Garcia da Orta tem de responder pela introdução dos genéricos no serviço nacional de saúde. Há nesta coisa da pesada herança uma espécie de justiça póstuma que não pode, nem deve ser descurada sob o risco de passarmos todos por especialistas em generalidades. Para quê exigir respostas aos vivos quando temos sempre os finados para chatear? Verdade.

É defeito meu. Admito. Tenho alguns e este é só mais um. Mesmo crente na comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo, continuo sem perceber a invocação dos nossos entes queridos em sessões espíritas, debates políticos e interpelações públicas. Não vá o diabo tecê-las e os mortos responderem mesmo.

Acresce que a pesada herança serve perfeitamente para a nossa luso-serenidade. A derrota do Benfica na final com o Chelsea é responsabilidade do Bella Guteman, a falta de industrialização do país é responsabilidade do Marquês de Pombal e a instabilidade social e política do Brasil é culpa da colonização portuguesa. A pesada herança, serve. Mas é péssimo modelo, por exemplo, para as gentes de Singapura. Nascidas e criadas num pântano sem perceber que existem sempre circunstâncias históricas mitigantes que dispensam e subsituem a necessidade de resultados. E não são eles que estão à frente do dito ranking PISA? Não lhes vamos querer estragar isso, pois não? Mas admito que possa estar errado. 

E pronto. Esta foi a primeira e última referência ao dito PISA. Por respeito. Respeito aos professores. E pudor. Só por miserável coincidência a melhoria relativa dos resultados da escola pública portuguesa coincide com o tempo do verdugo estrangeiro (vulgo troika) e do congelamento das carreiras. Caramba, meu amigo! É preciso ter um misto de azar e falta jeito para escolher argumentos. Mas pronto.

Deixemo-nos de verónicas e regressemos. Diretos ao assunto. Como tentei explicar, nem precisamos de especialistas em eduquês para a coisa: algum progenitor deixa os seus filhos na escola pública quando pode pagar uma escola privada? E algum professor escolherá uma carreira na escola pública quando lhe é oferecida a mesma alternativa no privado? E isto é verdade no ensino superior? E isto é verdade no serviço nacional de saúde?

Como diria o outro: Hélas. Não é a sua resposta, mas estas perguntas que encerram o debate. Estas simples perguntas.

Podemos depois partir para as derivadas. E falar sobre responsabilidade dos governos, dos ministros, dos telemóveis nas salas de aula, das salas de aula antigas que agora eram novas, da educação que os pais dão aos filhos e da pobre carreira docente. Leio e oiço as variáveis. Mais de trinta ministros depois de abril. E nenhum deles sabia o que fazia? Milhões e milhões de euros em investimentos. E nenhum deles servia? E centenas de protestos e contestações dos professores. Para falar sobre professores. E discutir os professores. E debater os professores. Pelo meio ficam os alunos reduzidos ao estatuto de figurantes e a escola feita cenografia.

E a vanguarda segue. De feito em feito. Dando o insólito como sólito. Quanto mais o numero de alunos diminui, mais o numero de professores aumenta. Quanto mais o país investe na escola pública, pior ela fica. E ainda assim os professores celebram a dedicação e o serviço à causa pública deixando milhares de alunos à porta das salas de aula. Talvez tenha razão. Não percebo mesmo nada disto. Só um especialista conseguiria explicar estes dados.

Uma última palavra sobre as muitas considerações pessoais que não resistiu deixar-me. Considerações que alguns considerariam exageradas. Eu? Pelo contrário. Lisonjeado. Mas sem querer partir o coração a ninguém informo que já sou comprometido. 

 

Um abraço ao camarada Mário,

RMD

 

PS: da próxima explico a parte dos adjetivos.

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Plano benfiquista de leitura

por Augusto Moita de Deus, em 06.12.17

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Trata-se dum excelente livro de divulgação científica. Começa com o relato do que aconteceu ao USS Yorktown em 1997. Por causa dum zero (especificamente, duma divisão por zero no software de controlo dos motores), esse navio da Marinha dos EUA ficou à deriva em alto-mar durante várias horas. Em 2017 como em 1997, um zero pode ser muito embaraçoso.

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pelo sim pelo não substituiram a campanha

por Carlos Nunes Lopes, em 04.12.17

Consta que hoje a DriveNow explicou na TSF que a empresa não se arrisca largar BMW e Mini Coupé em Chelas e nos Olivais por "falta de densidade populacional".

Alguém explique aos responsáveis que no Restelo há sobretudo residências consulares e amplos jardins sem anexos para o airbnb. 

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por Rodrigo Moita de Deus, em 04.12.17

Primeiro fiquei feliz. Depois percebi que Centeno ia acumular cargos.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 04.12.17

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 Sobrevivi às temperaturas negativas para mais tarde perceber que afinal havia vinho tinto lá dentro. Tinto e livros. Boa mistura.

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Ainda o clássico de ontem

por Augusto Moita de Deus, em 02.12.17
  • O Marega jogou mesmo mali.
  • Vai na volta aquele adepto entrou no campo e empurrou o Pizzi para lhe ensinar a ter humildade na hora da substituição.
  • O Benfica ganhou ao Porto por 0 bolas a 0.

 

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Há uma empresa que tem uma política moderna de integração.

Que irónico: é a Uber.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 30.11.17

 Que país seriamos hoje com mais três ou quatro como ele?

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há quem não possa ter um BMW à porta

por Rodrigo Moita de Deus, em 30.11.17

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A DriveNow, que emparceira com a Emel contorna uma freguesia de Lisboa. Caros indignados das redes sociais, defensores de toda a espécie e igualdade e lutadores contra toda a discriminação: Pode um mapa representar, de forma tão gráfica, séculos de políticas de integração? 

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do criador das SCUT

por Rodrigo Moita de Deus, em 30.11.17

Vinha no carro a ouvir João Cravinho. Falava entusiasmado sobre o "futuro", "estratégia" e "longo prazo". Não o via tão entusiasmado desde aqueles gloriosos tempos em que explicava ao país que as autoestradas se pagavam a si próprias com o "desenvolvimento" e a "riqueza" que geravam. Já nessa altura Cravinho gostava muito de "futuro". 

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canal de negócios

por Carlos Nunes Lopes, em 28.11.17

Vender acções 5,52 euros e querer recomprá-las a 3,10 euros não é nacionalizar.

É o BE a jogar na bolsa.

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O mapa azul

por Carlos Nunes Lopes, em 28.11.17

Séculos de políticas de integração social que são assim enterradas neste mapa azul.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 26.11.17

 Para quem não reparou. Ontem foi 25 de Novembro. Não se falou sobre o assunto. O PCP está amuado e o BE também não gosta do assunto. 

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Pedro Rolo Duarte

por Rodrigo Moita de Deus, em 26.11.17

Fui convidado das suas casas duas ou três vezes. E na audiência às vezes aprendiamos tanto com as perguntas que com as respostas. Vou ter saudades.

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Sócrates 2.0

por Nuno Gouveia, em 25.11.17

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o preço da geringonça e do resultado das autárquicas

por Rodrigo Moita de Deus, em 24.11.17

Quase que não reparava. Dia 13 de Novembro foi assinado o acordo para a Cooperação Estruturada Permanente na área da defesa. Um acordo entre 23 países da União Europeia que tem como objetivo começar a formar um bloco de defesa europeu. Pela primeira vez desde que entrou na CEE, Portugal não apareceu numa reunião com esta importância e não foi um dos fundadores da iniciativa. Para não chatear o PCP e o Bloco. Afinal as autarquicas doeram muito a muita gente.

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Once upon a time, workers were placed

por Augusto Moita de Deus, em 23.11.17

IN a land

FAR far away from their homes, so they were very very

MAD.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 23.11.17

Ventos de mudança no Zimbabué. Saí um ditador velho. Entra um ditador mais novo. 

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Ouvido no elevador

por Augusto Moita de Deus, em 22.11.17

Diz um jovem para os amigos, provavelmente para impressionar:

- Que país é maior, Portugal ou o Azerbaijão?

Todos respondem:

- O Azerbaijão.

Ao que o jovem responde:

- Portugal!! Não é por muito, mas é Portugal.

E eu decido perguntar:

- Mas isso inclui ou não Nagorno-Karabakh?

Ao que o jovem fica a olhar para mim, sem resposta, como que fitando o infinito, mas esboçando um breve sorriso, por uns instantes, antes de se precipitar para a porta do elevador, que entretanto parou no piso onde ele e os amigos queriam saír.

 

Em resumo:

  • fica demonstrado que ter conhecimentos de geografia do Cáucaso não implica dominar as respectivas questões geopolíticas, nomeadamente no âmbito das disputas territoriais armenio-azeris;
  • quem me manda meter nas conversas de elevador alheias?

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por Rodrigo Moita de Deus, em 22.11.17

Ainda sobre a escola pública. Adoro aquele "argumento" repetido do "não fale do que não sabe". Claro que não sei nada sobre o assunto. Sou só pai, contribuinte e cidadão.

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Os professores e a decadência da escola pública (Round 3)

por Rodrigo Moita de Deus, em 21.11.17

Na impossibilidade (humana) de manter um debate personalizado com todos os professores que me têm interpelado aqui segue uma resposta mais ou menos coletiva.

Para quem tenha dúvidas sobre o desprestigio da escola pública basta estabelecer um paralelismo com o ensino superior. Público e privado. E podemos ter muitas queixas da Academia, mas os melhores cursos do ensino superior público comparam em prestígio e reputação com os melhores cursos do ensino superior privado. Direito na Católica compara com Direito em Coimbra. Arquitetura do Porto ganha a qualquer curso de arquitetura privado. Engenharia no Técnico nem sequer tem comparação. E gestão na Nova já só compara com os melhores cursos internacionais.

Aplique-se o mesmo princípio à escola pública. Que escola pública compara com os Salesianos, o São Tomás ou o St Julians? Qual?

E o ensino superior também é subfinanciado. E o ensino superior também se pode queixar da falta de condições. E os professores do ensino superior também se podem queixar do congelamento das carreiras, da investigação que são obrigados a fazer, dos sistemas de avaliação, das horas extras ou da necessidade de apresentarem projetos para garantir as verbas necessárias para manterem os seus departamentos. E, mesmo assim, não os vemos na rua. Vemo-los a compararem-se com as melhores universidades internacionais. É a vida. E a maior parte deles fazem pela vida.

E na escola pública? Queixam-se. Lamentam-se. “Ser professor é muito desgastante”, dizem. Desgastante é ser mineiro. Professor devia ser estimulante. E se não é estimulante em vez de desgastante estão mesmo na profissão errada.

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Da série Provérbios populares que deram uma volta de 180º

por Augusto Moita de Deus, em 20.11.17

Tantos meses a falar da agência europeia do medicamento e esquecemo-nos de falar da indigência portuguesa em medicamentos, por exemplo no tocante ao stock das farmácias. A esmagadora maioria das vezes que vou a uma farmácia com uma receita, sou confrontado com um: "peço desculpa, mas este de momento não temos". Resultado: ter de voltar mais tarde à dita farmácia, ou arriscar e ir a outra. 

 

Depois do "tudo o que vem à rede é peixe", que foi sabotado pela versão do contra "nem tudo o que vem à rede é peixe", tenho para mim que o "há de tudo, como na farmácia" vai acabar por ser substituído por um indignado "epá, mas falta aqui quase tudo!, como na farmácia".

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a propósito da agência europeia para o porto

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.11.17

Ouvido hoje na rádio: "Portugal é um país pequeno e com pouca influência internacional". Acrescento eu: só elegemos um presidente da comissão europeia e um secretário geral das nações unidas. Só.

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Liberdade para o Miguel Abrantes

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.11.17

O Ministério Público foi mais bem sucedido que o 31 da Armada. O Miguel fez aquilo que qualquer advogado faz. Jurar as virtudes do seu cliente e apontar os vícios de quem o acusa. Que isso possa ser crime é coisa que não percebo muito bem.

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uma carta para alguns professores

por Rodrigo Moita de Deus, em 19.11.17

Caríssimos professores indignados das redes sociais,

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O que disse sobre a questão do ensino não é uma opinião. Não é um acho.

Os resultados dos alunos nas escolas públicas são miseráveis. Ponto. E a responsabilidade pelos resultados é sempre de qualquer outra coisa, de qualquer outra entidade. Dos livros, das condições, da carreira, do número de funcionários não docentes, dos pais, do ministério, das colocações e dos telemóveis. A responsabilidade é dos outros nunca é dos responsáveis. E esses são os professores.

É que pelo caminho gastaram-se milhões em escolas novas, atacaram-se as escolas privadas, investiu-se em desporto escolar, na formação e fizeram-se uma mão cheia de reformas do ensino. E os resultados continuaram os mesmos. Ou pioraram. Institucionalizaram e massificaram as explicações. E o que deveria ser um sinal de alerta para a falta de qualidade do ensino tornou-se num complemento salarial. Toleraram e regulamentaram o absentismo tornado aceitável que um professor falhe com o seu dever. Banalizaram os trabalhos de casa na tentativa de responsabilizar os pais pelos resultados dos alunos e até celebraram as greves como um grande feito. Milhares de alunos prejudicados pelos próprios profissionais que os deveriam favorecer.

Mas quando discutimos o ensino em Portugal nunca discutimos o ensino em Portugal. Discutimos o bem-estar da corporação.

Convido-vos a pensarem um pouco fora da vossa caixa reivindicativa. Pensem, por exemplo, no serviço nacional de saúde. Há hospitais privados. E os hospitais privados são mais confortáveis, mais arranjadinhos e têm melhores condições. Apesar disso o Serviço Nacional de Saúde é sempre uma opção. Mesmo para quem tem dinheiro. Porquê? Por causa da qualidade técnica. E os melhores médicos querem sempre passar pelo SNS. Apesar de ganharem menos. Porquê? Por causa da valorização profissional. Ter passado em qualquer serviço do Santa Maria ou dos Hospitais de Coimbra valoriza o médico. Agora comparem com o Ensino Público. O ensino público não é uma opção. É, regra geral, falta de alternativa. Falta de alternativa para todos. Pais, estudantes e mesmo para professores. Em três décadas de borga, reivindicações egoístas e serviços prestados à CGTP este é o vosso legado. Um ensino público falido, decadente e descredibilizado. Bonito serviço. Destruíram a escola pública. Mais ou menos o que as comissões de trabalhadores fizeram na CUF.  

E é escusado dizer que a culpa é dos governos, dos ministros e das leis e do sistema. É escusado. É que nas últimas décadas foram centenas as manifestações, as greves e os protestos. E centenas as negociações e as cedências. Fizeram alguma coisa por causa dos manuais escolares? Ou ajudaram a encher os bolsos das editoras? Fizeram algum por causa dos programas estapafúrdios? Da falta de condições de algumas escolas? Da qualidade da comida? Fizeram o que quiseram. E o resultado está à vista. Temos mais professores contratados turma que a média da união europeia, mais investimento em percentagem do PIB que a média da OCDE e é mais caro manter um aluno na escola pública que numa escola privada. Para que o sindicato tenha quotas o ensino público tornou-se numa espécie de central de empregos onde toda a gente entra. Mesmo aqueles que não têm vocação. E ponto é este mesmo. Ser professor não é uma profissão. É uma vocação. Mas vocês conseguiram. Conseguiram transformar a vocação em funcionalismo. Funcionalismo com salários e privilégios acima da média da função pública. E ainda assim passam a vida a queixar-se.

Todos os dias milhares de pais confiam-vos os filhos. Todos os dias milhares de portugueses confiam-vos o dinheiro do trabalho. E como é que nos retribuem? Com uma briosa e profissional greve ou mais uma marcha de marretas pela avenida da liberdade.

No caso em concreto devo dizer que a luta é legitima. Mais do que legitima. Só um ignorante diria o contrário. E é óbvio que o Estado vos falhou. Faltou ao compromisso. Como falta comigo cada vez que me aumenta os impostos ou inventa uma taxa nova para pagar. E ninguém faz greve por causa disso.

Tenho imensa pena de ser uma das poucas pessoas que diz e escreve estas coisas que deviam ser óbvias. Toda a gente tem medo da corporação. Medo. Não respeito. Vocês são muitos. E organizados. Muitos votos. Mas como eu não vou a eleições estou-me nas tintas. Como contribuinte tenho o direito de exigir mais. Como cidadão tenho esse dever.

E é claro que estou a generalizar. E é claro que há exceções. E é claro que há escolas públicas que trabalham bem e professores que têm mesmo vocação. Mas o problema é esse mesmo. É serem exceções.

Um abraço,

RMD

PS: Agradeço penhoradamente as generosas promessas de umas galhetas. Lembro, porém, que antes de vós ainda há estivadores, antigos alunos do colégio militar, meninas de Odivelas e funcionários das finanças. Isto para além de uma rapaziada dispersa que simplesmente embirra com sociais marialvas de barba.

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por Augusto Moita de Deus, em 19.11.17

Há que reconhecer que o Benfica até tem vindo a melhorar.

O que é aliás uma característica intrinsecamente matemática. Após se bater no fundo, qualquer caminho é sempre a subir. 

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por Augusto Moita de Deus, em 19.11.17

O Benfica fez ontem uma das melhores exibições da época.

O que resume bem o que tem sido a época.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 19.11.17

Ontem vi uma parte do jogo do Benfica. Pela primeira vez esta época. Senti aquela vergonha alheia. 

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Zimbabwe

por Rodrigo Moita de Deus, em 19.11.17

- entre marido e mulher não se mete a colher o tanque.

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Redes sociais: as curvas (II)

por Augusto Moita de Deus, em 17.11.17

A curva da indignação 

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Exemplos: os cadernos de actividades para meninos e meninas, o jantar no Panteão Nacional.

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Redes sociais: as curvas (I)

por Augusto Moita de Deus, em 17.11.17

A curva do entusiasmo 

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 Exemplos: vitória de Portugal no Festival da Canção, o Web Summit.

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tem tudo para correr bem

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.11.17

Altice. A crise de um império construído em cima de 50 mil milhões de dívida

Um grupo que compra empresas acima do seu valor. Que compra empresas acima do seu valor mas com dinheiro dos bancos. Que compra empresas acima do seu valor, com dinheiro dos bancos e onde os "amigos" dos acionistas compradores cobram comissões aos vendedores pela "oportunidade" de fazerem negócio. Mais do que artistas...um grupo digno do legado PT/BES.

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ouvido no elevador

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.11.17

- o que mais me surpreendeu nas escutas de Sócrates foi o número de "pás" que o homem diz por minuto 

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pudores

por Alexandre Borges, em 14.11.17

No sábado, a revista do Expresso lembrava as cheias de 1967. A peça de Joana Pereira Bastos, com fotos inéditas de Eduardo Gageiro, recorda a tragédia em que terão morrido mais de 500 pessoas e os esforços da ditadura para que nunca se conhecesse o verdadeiro número de vítimas: “Urnas e coisas semelhantes”, escrevia em mau português a Direcção da Censura, “não adianta nada e é chocante”. Para ter bem presente hoje quando, 50 anos depois, num país livre e democrático, lhe vierem com canalhices do género de querer proibir imagens de incêndios nos telejornais ou acusarem quem quer saber o real número de vítimas de uma tragédia de oportunismo político.

E o melhor é que boa parte destes imbecis, irreparavelmente convictos da superioridade moral das suas opções políticas, nem percebe que está a fazer exactamente o mesmo que os censores de Salazar.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 13.11.17

Quem nunca jantou no Panteão que atire o primeiro cenotáfio. 

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eu que não sou de intrigas

por Rodrigo Moita de Deus, em 13.11.17

Um polícia que não sabe defender-se tem condições para defender os outros?

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Aprender e compreender

por Augusto Moita de Deus, em 13.11.17

O blog Delito de Opinião convidou-me a escrever um post (link). É um texto um pouco mais longo que o habitual, o que não admira, pois falo de assuntos tão distintos como os Pokemons, gatos que não se devem matar e a Madonna. Tudo a propósito de temas bem sérios: o racismo e a educação. 

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há mortos e mortos

por Rodrigo Moita de Deus, em 13.11.17

Morrem 4 cidadãos portugueses num hospital público e é tudo normal. O Paddy janta com mortos no panteão e temos uma crise de estado. 

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web submit

por Augusto Moita de Deus, em 11.11.17

Nada contra o Web Summit, mas este jantar no Panteão Nacional parece mais uma submissão àquela ideia definitivamente parola de que temos que impressionar a qualquer custo.

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Os americanos podem ficar então descansados

por Augusto Moita de Deus, em 11.11.17

Cada vez que Trump encontra Putin, este nega repetidamente que a Rússia tenha interferido nas eleições americanas. E ele até se sente insultado com as alegações nesse sentido. "I didn't do it", diz Putin repetidamente a Trump. Trump diz que acredita nele e por isso decidiu que não mais lhe irá falar no assunto. É bom saber. Os russos não interferiram nas eleições americanas. Ou se interferiram, podem é não ter avisado Putin.

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Que remédio

por Augusto Moita de Deus, em 10.11.17

Gosto muito do Norte e do Porto em particular. Mas sempre achei redutor e até contraproducente uma retórica de suposto confronto Porto-Lisboa que frequententemente é esgrimida. Lembro-me do Air Bull Air Race, que quando transitou do Porto para Lisboa foi um escândalo. Agora que se sabe que não volta ao Porto-Gaia em 2018, tudo ok, é uma questão de rotatividade. Até no Processo Fénix se citou esta semana o despique Porto-Lisboa. Há coisas a melhorar no Porto e em Lisboa, como há em Bragança e em Vila Real de Santo António e em Sagres e em Caminha. Claro que há a eterna questão da macrocefalia associada a uma capital. Mas quando há uma aspiração legítima por parte da Invicta, é preciso partir para a (futebo-)lógica do confronto Porto-Lisboa? Surgiu a notícia recentemente que o Porto vai ser um hub da Ryanair. Deve Lisboa insurgir-se? Seria ridículo. Portanto, será sempre necessário associar uma eventual preferência por Lisboa a questões de discriminação Norte-Sul? Se há uma clara discriminação geográfica em Portugal é no caso do Interior vs. Litoral. Mas aí há infelizmente cada vez menos gente para esgrimir esses ou quaisquer outros argumentos.

 

Chegam agora indicações que a Agência Portuguesa do Medicamento talvez não venha para Portugal. Se tivesse sido Lisboa a candidatar-se, a Agência viria para cá? Nunca iremos saber. Mas com o alarido Porto-Lisboa que se fez na altura, lá teve mesmo que ser o Porto o candidato. Que remédio.

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por Rodrigo Moita de Deus, em 10.11.17

Ouvi hoje na rádio o responsável pela candidatura do Porto à agência europeia do medicamento explicar que agora dependemos do "jogo diplomático". Para acrescentar que as hipoteses do Porto estão sempre limitadas pelo tamanho do país. Portugal é um país pequeno, sem grande capacidade de influenciar os outros e é sempre complicado nestas coisas. Todos sabemos disso. E se não conseguimos uma agência europeia quanto mais um Presidente da Comissão Europeia ou um Secretário Geral das Nações Unidas. 

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e eles conseguem dizer estas coisas com um ar sério

por Rodrigo Moita de Deus, em 10.11.17

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Regulador abre processo sobre legionela no São Francisco Xavier

Dez dias depois a ERS dá sinal de vida. Dez dias, 41 infetados e 2 mortos num hospital público depois. Diz que vão abrir um processo. Processo de avaliação. Diz a notícia: "as averiguações podem ter dois desfechos. O arquivamento ou um processo de inquérito". Só morreram duas pessoas. Naquele tipo de local onde é suposto as pessoas curarem-se. É melhor avaliar. 

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desculpem lá texto mais longo mas estou mesmo irritado

por Rodrigo Moita de Deus, em 08.11.17

 

Não costumo acompanhar estas questões da Saúde e passei ao lado deste tema da Legionella. Até hoje de manhã. 

E acho que não percebi muito bem. Há mais de uma semana que existe um surto de Legionella. Há mais de uma semana que as autoridades sabem que o foco desse surto é o Hospital São Francisco Xavier. Desconhecem a origem, mas sabem que o foco está no Hospital.

E, mesmo assim, o hospital continuou aberto. E o número de vítimas passou de 12 para 19. De 19 para 26. De 26 para 30. De 30 para 38. E, mesmo assim, o hospital continuou aberto. As autoridades não sabem qual a origem, mas o hospital continua aberto. Com cidadãos a entrarem e a saírem. Pelo meio morreram duas pessoas. E alguém explicou que as pessoas só morreram porque estavam “debilitadas”. Umas conferências de imprensa, umas preocupações e uns lamentos, mas o hospital aberto. Pergunto: quem foi a intrépida autoridade que decidiu manter aquele hospital aberto?

É que vale a pena pensar, por um minuto, o que aconteceria se este surto de legionella tivesse sido detetado na CUF Descobertas ou no Hospital da Luz. O que aconteceria? Alguém permitiria que uma unidade privada de saúde colocasse em risco a vida dos seus utentes. Exagero? Há uns anos o mesmo Estado mandou encerrar “preventivamente” as fábricas da Casa do Forte, em Vila Franca, enquanto não se descobrisse a origem do surto de legionella. Uma decisão tomada com base no perigo para a saúde pública de trabalhadores e moradas da zona. Uns meses depois havia nove arguidos. Incluindo os diretores da fábrica que devem perceber tanto de torres de refrigeração como eu percebo de adubos.

Mas o ponto é o ponto. O Estado, o mesmo Estado, que encerrou preventivamente fábricas e fez de engenheiros arguidos, permite agora que um hospital público permaneça aberto. Um hospital público é menos perigoso que uma fábrica. E o administrador hospitalar do Estado é menos perigoso que o engenheiro dos adubos. Imagino eu.

Quando falamos de um hospital público, o estado julga em causa própria. Tudo é estado. O hospital é estado, o médico é estado, a direção geral de saúde é estado, o polícia que foi buscar os corpos é estado. Daí que fosse recomendável uma avaliação independente. Para saber qual das partes do estado fez asneira. E na orgânica da saúde até existe um regulador. Independente e com estas responsabilidades.

Fui ver o site da ERS (entidade reguladora). Uma semana depois de ter sido noticiado um surto de legionella num hospital público anunciaram hoje um processo. De inquérito? Não. Claro que não. De recrutamento. 27 colaboradores. Enviem as vossas candidaturas. Não se ganha mal e trabalha-se pouco.

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para ver se eu percebi bem...

por Rodrigo Moita de Deus, em 08.11.17

O estado infetou duas pessoas com legionella e a seguir tentou fazer desaparecer os corpos?

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...

por Rodrigo Moita de Deus, em 08.11.17

A lagarta no prato significa que a alface era fresca e biológica.

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Ordem do Ministério Público leva PSP a interromper velório para recolher corpo

Este é um caso com vários palermas. O palerma que se "esqueceu" da autopsia, o palerma que mandou recolher o corpo num velório, os palermas que cumpriram a ordem e todos os outros palermas que acham a coisa justificável. 

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Grandes coisas têm pequenos começos

por Augusto Moita de Deus, em 07.11.17

Escrevi um artigo de opinião no Jornal de Negócios, onde falo de dois summits: o Web Summit e o INL Summit. O primeiro dedicado às tecnologias web, o outro à nanotecnologia. Um é um gigante mediático, o outro foi um evento relativamente pequeno. Um baseia-se numa tecnologia com 30 anos de idade, o outro numa tecnologia que já é do futuro. O impacto económico da nanotecnologia num país como Portugal pode ser enorme, se as apostas forem bem feitas e no timing certo (agora). 

 

Grandes coisas têm pequenos começos. O limite é o átomo.

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relatório minoritário

por Alexandre Borges, em 07.11.17

Sempre que revelam a fotografia do atirador de mais um massacre completamente gratuito e cobarde, penso se não se poderia fazer uma alteraçãozinha na lei que determinasse que ter ar de imbecil frustrado insolente devia bastar para dar cadeia. Antes de mais qualquer coisa. Ou ao menos para um interrogatório apertado começando com estas questões: “Porquê esse ar de completo imbecil frustrado insolente? O mundo deve-lhe alguma coisa?” Dependendo das respostas, saía com pulseira electrónica. No caso dos EUA, acresciam estas duas notas: proibição de comprar armas e de se candidatar à Casa Branca. Pelo sim, pelo não.

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o naming a mim não me assiste

por Alexandre Borges, em 07.11.17

Nem Pavilhão Atlântico, nem Meo Arena, muito menos Altice Arena. Chamem-me conservador. Vou continuar a dar-lhe o nome original: Pavilhão da Utopia. Até fazerem melhor.

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A queda de um helicóptero na Arábia Saudita provocou a morte dos oito ocupantes, "entre os quais um príncipe" e elementos da administração do reino, disse hoje o ministro do Interior.

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onde está o pai do SNS quando precisamos dele?

por Rodrigo Moita de Deus, em 06.11.17

Para ver se eu percebi bem: um doente entra num hospital público com uma coisa qualquer e sai de lá com Legionella? E a culpa não é do Passos Coelho? Nem dos cortes orçamentais SNS? Nem da troika? Nem das políticas neoliberais dos governos de direita?   

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...

por Rodrigo Moita de Deus, em 04.11.17

Com esta moda dos assédios a única forma juridicamente segura de tentar seduzir alguém passou a ser o Tinder.

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é preciso ter azar

por Rodrigo Moita de Deus, em 04.11.17

Leio que o Kevin Spacey é um predador sexual e mesmo assim não conseguiu dormir com ninguém...

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eu devo ser muito antiquado

por Rodrigo Moita de Deus, em 03.11.17

Hoje, no negócios e empresas da TSF, um caso de sucesso do empreendedorismo português. Uma empresa, não me lembro do quê, que tinha “levantado” 500 mil euros no mercado e que para o ano queria “levantar” 2 milhões. Nem vendas, nem faturação, nem produto. Importante são os “levantamentos”. É o efeito websummit.

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espelho meu, espelho meu, haverá mais Cristas do que eu

por Rodrigo Moita de Deus, em 03.11.17

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Ontem no Correio da Manhã: Cristas, cronista, fala de Cristas, deputada. Cristas deputada passa para Cristas vereadora. Cristas vereadora feliz na tomada de posse de Cristas, enquanto Cristas, cidadã, tem fotografia de Cristas, turista, com os barquinhos de fundo. Não uma, nem duas, nem três, nem quatro...mas cinco. Cinco fotografias. Em página própria. A destoar, no canto superior direito, aquele rapaz da Madeira que, não sendo Cristas, sabe jogar à bola. Mas pronto. Entende-se. Ele também é penta. 

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e entretanto no país real

por Rodrigo Moita de Deus, em 03.11.17

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 O Ministério Público podia arrestar o resultado da venda da Comporta e garantir o desenvolvimento da zona. Podia. Mas, por alguma estranha e ideológica razão, preferiu inviabilizar o negócio. Já sabemos como é que isto acaba. A Comporta fica nas mãos do Estado. Depois é o abandono. E a coisa acaba num documentário qualquer para passar na televisão.  

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Em vez de aplicar medidas que obriguem a reutilização dos manuais escolares o Bloco de Esquerda achou que era mais fácil e mais popular contribuir para os resultados líquidos da Porto Editora. 

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Enquanto Medina ainda pedia "reuniões de emergência" para "avaliar", Eduardo Cabrita simplesmente mandou fechar a coisa. É por estas e por outras que Medina falhou a maioria em Lisboa.    

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Thank(o)s

por Augusto Moita de Deus, em 02.11.17

Isto da caixa de armamento devolvida a mais na Chamusca cheira um pouco a esturro, mas pronto, devia-se agradecer.

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coisas que realmente interessam

por Rodrigo Moita de Deus, em 01.11.17

O governo vai devolver a caixa de armamento que recebeu a mais? Ou vai apropriar-se de propriedade privada? 

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Quem me mandou transferir uma série de tarefas para dia de S. Nunca, à tarde?

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Tancos: assaltantes devolveram uma caixa a mais

por Afonso Azevedo Neves, em 31.10.17

O Continente Online também me mandou uma caixa de belgas a mais a semana passada.

 

in Expresso.

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eu que não sou de intrigas

por Rodrigo Moita de Deus, em 31.10.17

Não vale a pena perder muito mais tempo com explicações e análises elaboradas. Puigdemont é, na realidade, um agente castelhano que teve como único propósito acabar de vez com as reivindicações independentistas da catalunha. E conseguiu. 

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mal agradecidos

por Rodrigo Moita de Deus, em 31.10.17

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Assaltantes "devolveram" uma caixa a mais.

O general Rovisco Duarte achou "compreensível" mas não agradeceu. 

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Puigd a monte.

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Eu que não sou de intrigas

por Rodrigo Moita de Deus, em 25.10.17

E o reforço de verbas para a prevenção de incêndios? Vem com ou sem cativações?

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Citações

por Augusto Moita de Deus, em 24.10.17

Não sou jurista, por isso não sei se é adequado citar a Bíblia num acordão. Mas não sei se não há aqui uma reacção exagerada às palavras do Sr. Dr. Juiz. Ele poderia ter citado Gandhi, Tolstoi, Mark Twain ou Nelson Mandela. Acho que estaria tudo bem. Neste caso, citou (de forma infeliz, é certo) a Bíblia. E então? É um livro omnipresente na matriz cultural do Ocidente.

 

Eu diria mesmo mais. Quem nunca citou a Bíblia que atire a primeira pedra.

 

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eu que não sou de intrigas

por Rodrigo Moita de Deus, em 24.10.17

Com tanta indignação coletiva alguém já se lembrou de perguntar se a mulher do dito juiz está bem ou se precisa de alguma coisa?

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o discurso de Santana Lopes visto à lupa

por Rodrigo Moita de Deus, em 23.10.17

Eu: 30%

Rui Rio: 20%

História contemporânea do PSD e do país: 40%

Obrigado por aqui estarem: 10%

Futuro: 0%

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always look at the bright side of life

por Rodrigo Moita de Deus, em 23.10.17

Cheira-me que estas eleições diretas do PSD vão fazer mais pela história contemporânea do país que 30 teses de mestrado. 

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e sou candidato na mesma

por Rodrigo Moita de Deus, em 23.10.17

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 O meu nome é Pedro Santana Lopes e assumo tudo o que fiz

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Incêndios: Governo vai apostar em biorrefinarias e centrais de biomassa

(...) este modelo agora aprovado vai criar um incentivo à valorização dos resíduos florestais, "criando assim uma capacidade de desenvolver um sistema de recolha, não apenas incentivos próprios dados a essa recolha, quer pelas autarquias, quer por empresas que o queiram fazer".

 

Pois. A questão da limpeza das florestas só se resolve quando o negócio da biomassa florestal for altamente rentável

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Incêndios e terrorismo

por Augusto Moita de Deus, em 18.10.17

Estava a imaginar uma povoação pacífica no interior, que de repente se visse atacada por um grupo armado que a cercasse e fizesse reféns e que depois matasse algumas das pessoas da localidade, após horas de terror indescritível. Isso seria motivo de um destaque mediático brutal e de medidas extremas. Inúmeras questões se levantariam. Como é que os invasores não foram detectados?, quais os avisos que foram ignorados?, porque as populações não foram defendidas?, o que fazer para evitar futuras incursões?

 

Infelizmente este cenário existe e persiste em muitos países. Chama-se terrorismo. Mas no parágrafo acima substitua-se mutatis mutandis "grupo armado" e "invasores" por "fogo" e veja-se que o que está escrito reflecte com precisão o drama anual dos incêndios em Portugal.

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A política da terra queimada

por Augusto Moita de Deus, em 18.10.17

Estava-me a lembrar duma canção antiga dos NZZN, Deixa Arder. É muito triste dizer isto, mas pelo que se tem visto ano após ano, uma maneira de resolver o problema dos fogos florestais é não fazer nada. Ao ritmo daquilo que se passou este ano, o coberto vegetal irá praticamente desaparecer e portanto mais cedo ou mais tarde acabam-se os incêndios. Apenas tem de se ter o cuidado de não replantar as árvores. Em muitos locais a coisa funciona lindamente. Por exemplo, apesar do calor extremo, são raríssimos os incêndios no Saara.

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O Elvis vive na Chamusca

por Carlos Nunes Lopes, em 18.10.17

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Estão a ver o sítio onde encontraram as armas de Tancos?

Do outro lado da estrada, se procurarem bem, estão as ADM do Colin Powel.

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...

por Rodrigo Moita de Deus, em 18.10.17

O que terá dito - e feito - António Costa a Marcelo Rebelo de Sousa para merecer um discurso daqueles?

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O governo inútil

por Alexandre Borges, em 17.10.17

Em Portugal, quando faz calor, há incêndios. Quando chove, há cheias. Quando alguém decide roubar armas, as armas são roubadas. Quando as coisas correm bem, é mérito do governo; quando as coisas correm mal, o governo não podia fazer nada. Um governo que beneficia exclusivamente do bom momento da economia mundial, do reequilíbrio feito pelo governo anterior, do boom do turismo e dum Presidente ultra-protector que, até aqui, tinha como prioridade fazer cair o líder da oposição. Dirá: mas, em termos económicos, as coisas estão a correr bem. Estão. Até vir a próxima crise internacional. Ou esboço de crise. Ou ameaça de esboço de espécie de crise. Nessa altura, o governo vai encolher os ombros e dizer que não havia nada que pudesse fazer. Tal como na próxima vaga de calor ou de chuva, no próximo incêndio ou na próxima cheia.

Portugal já teve governos bons (poucos), maus (muitos) e muito maus (alguns); nunca tinha tido um governo como este: um governo que não serve para absolutamente nada.

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somos todos portugueses mas há uns que estão mais longe

por Rodrigo Moita de Deus, em 17.10.17

Alguém me dizia que se isto tivesse acontecido nas avenidas novas, por duas vezes, já nem ministra, nem governo. Primeiro achei que estavam a exagerar. Depois das declarações de António Costa já nem tanto. 

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um país sem vergonha

por Rodrigo Moita de Deus, em 17.10.17

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O "país" da nossa esquerda passa a vida na rua. Na rua com a Catalunha, pela melhoria dos serviços públicos, no apoio à venezuela, contra a poluição no Tejo, contra as touradas em Viana do Castelo, contra o nuclear, contra a NATO e contra Miguel Relvas. Morrem mais de cem pessoas por incompetência do Estado e as ruas estão vazias.  

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Pelo cano

por Augusto Moita de Deus, em 17.10.17

Custa-me ouvir e ler declarações sem fim que são mais do mesmo. Indignações. Anúncios de planos de acção e de emergência e de ordenamento. Também desesperos, muitos, mas esses entendem-se. Não consigo imaginar a dor dos que perderam tudo, ou o trauma do pânico mesmo dos que escaparam ao pior. No meio disso tudo, continuam a chover as mesmas declarações que temos ouvido desde Junho deste ano, e em 2016, e em 2015, etc. Uma seca!! Palavras que parcialmente se entendem, mas que não são nada mais que chover no molhado da inércia e do deserto de medidas concretas. 

 

Agora (felizmente!) começa a chover no ardido. Mas o mais certo é tudo ir pelo cano. Estou a referir-me ao cano da indiferença e do esquecimento das medidas de prevenção dos fogos. Sim, que no caso da chuva, é natural que suceda o oposto. Basta pensar nas sarjetas que chegam ao Outono habitualmente entupidas. No caso da chuva, o mais certo é que não vá pelo cano e que daqui a uns tempos estejamos todos indignados a falar das inundações.

 

Update em 18 de Outubro: já começaram as inundações. Eu sei que não é possível antecipar o desempenho de cada sarjeta, mas tudo isto é tão previsível.

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Sim, a incompetência pode (e deve) ser politizada.

por Carlos Nunes Lopes, em 16.10.17

Ontem foi o 22.º dia com maior número de ocorrências nos últimos 17 anos. Podemos começar por tentar perceber porque é que nos outros 21 dias em que se verificaram mais ocorrências as pessoas não morreram abandonadas pelo Estado. Há um dispositivo que sempre funcionou, pelo menos a defender vidas, e que este ano não está a funcionar.

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é um bocado infantil demitir a ministra

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

António Costa é melhor que todos os outros. Sabe que o sistema e os novos nomeados não conseguem responder aos incêndios. Soube sempre. Por isso não demitiu a ministra da Administração Interna. Se o tivesse feito na altura teria hoje de encontrar o seu terceiro MAI no espaço de quatro meses.

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dia 11 de agosto deste ano

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

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um país abandonado a si próprio

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

Há uma explicação assustadora para o número de mortos estar a aumentar. São 11:30 e só agora bombeiros e polícias estão a chegar aos locais. 

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...

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

É uma daquelas ironias. Recebi sexta-feira a carta para pagar a taxa de proteção civil.  

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eu sei que tu sabes que eu sei

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

Sou daqeles que considera Rui Rio um péssimo candidato mas nada que justifique o voto em Santana Lopes.

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correu tão bem da última vez

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.10.17

 Governo dos Açores autoriza concurso para a construção de navio para 650 passageiros (11 de Outubro de 2017)

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palavra dada é palavra honrada

por Alexandre Borges, em 12.10.17

150 mil empregos.png

Sócrates fartou-se de dar trabalho a jornalistas, escritores, comentadores, professores, motoristas, secretárias, construtores, decoradores de interiores, alfaiates, bancários, banqueiros, livreiros, consultores de comunicação, empresários hoteleiros, intermediários diversos e gente cuja missão consistia apenas em ficar calada. Ainda hoje continua a dar que fazer a dezenas de advogados, juízes, procuradores e inspectores. O homem pode ser o que quiserem, mas bem que tentou cumprir a promessa de criar os 150 mil empregos.

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31.

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Sócrates

por Nuno Gouveia, em 11.10.17

Esclarecimento: não tivemos interferência na sua acusação. 

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O PSD está como a nossa função pública

por Carlos Nunes Lopes, em 11.10.17

Miguel Pinto Luz não avança para a liderança do PSD

Os lugares de topo estão sempre ocupados pelos mais velhos da casa.

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por Carlos Nunes Lopes, em 11.10.17

Não vamos fazer nenhuma graçola de oportunidade

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O PSD preso no passado?

por Nuno Gouveia, em 09.10.17

Pedro Santana Lopes foi candidato a líder do PSD pela primeira vez em 1995, tendo ensaiado novamente candidaturas em 1996 (contra Marcelo Rebelo de Sousa) e em 1999 (contra Durão Barroso e Marques Mendes). Viria a ser eleito líder em 2004, isto depois de Durão Barroso ter ido para Bruxelas e novamente candidato em 2008 (contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho).

 

Rui Rio foi deputado durante a década de 90 e Secretário-geral de Marcelo Rebelo de Sousa entre 1996 e 1997, tendo batido com a porta depois de uma zanga com o actual Presidente da República. Foi ainda Vice-presidente de Durão Barroso, de Santana Lopes e de Manuela Ferreira Leite, e é consensual que poderia ter sido líder do PSD, se o quisesse, em 2008. Desde então, tem sido sempre falado como candidato a líder do Partido e foi ainda putativo candidato presidencial em 2016.

 

São estes os dois únicos (?) candidatos à liderança do PSD, havendo aqui uma conotação excessiva com o passado. Se a última década do século passado e a primeira do actual estão muito bem representadas nestas duas candidaturas, salta à vista que não existe ainda um vestígio de futuro nelas. Quererá isto dizer que o PSD está preso nesse passado? Quero acreditar que não, até porque vários são os membros do presente do PSD que poderiam liderar o partido: sejam aqueles que já anunciaram não estarem disponíveis para tal neste momento (como Luís Montenegro ou Paulo Rangel) mas também outros, que me escuso de referir, mas que se têm destacado nos mais variados palcos, desde o parlamento, no governo anterior ou até fora dele. 

 

Os últimos anos foram muito difíceis para o PSD: primeiro porque teve de salvar o país (juntamente com o CDS) de uma bancarrota provocada pelo Partido Socialista; mas também porque teve dois anos muito duros de oposição, principalmente depois de ter ganho as eleições. E isto sempre com forte oposição dos ditos “barões” do velho PSD, os mesmos que parecem ter ficado parados no tempo e que sempre demonstraram mais interesse nos famigerados “interesses” que Pedro Passos Coelho combateu nestes últimos sete anos do que propriamente no país. E isso poderá ter causado em diversos putativos candidatos um afastamento claro nesta altura, o que lamento. Preferia que existisse uma candidatura alternativa àqueles dois nomes, até porque teriamos um debate mais franco e aberto. Mas neste momento parece-me que tal não acontecerá.

 

E quererá isso dizer que caso não exista uma candidatura alternativa,  o PSD estará condenado a ficar preso no passado, seja com Rui Rio ou Santana Lopes? Talvez não, mas isso dependerá muito do que quiserem trazer para o PSD, que tipo de programa vão apresentar aos militantes e que tipo de pessoas vão ter a seu lado. Neste momento, resta esperar.

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a legalidade

por Rodrigo Moita de Deus, em 09.10.17

Gosto do argumento da legalidade para discutir temas como a independência e a autodeterminação. Gosto ainda mais quando são portugueses a invocar a coisa para falar da catalunha. Toda a gente sabe que, por exemplo, a restauração em 1640, foi feita no mais escrupuloso respeito pela legalidade.

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