
Em pouco mais de 24 horas mais de 5 mil pessoas já assinaram. E no Facebook, o grupo já ultrapassou os 2 mil.
O meu comentário:
«não se dizia uma coisa dessas (...) ninguém acredita que não soubesse (...) foi um erro trágico (...) ele tinha de ter dito que não foi oficialmente informado, mas tinha conhecimento disso».
Algo que temos de apreciar especialmente nos desmentidos de Sócrates é o facto de não trazerem qualquer legitimação anexa. Perante toda a acusação, limita-se a responder que não é verdade, ou que é mentira, ou que é calúnia, ou que é insulto. E ponto final. Nada de álibi.
Poderia, ao menos, ser um pouco mais doce, à imagem das vedetas televisivas que negam qualquer romance que lhes seja atribuído com aquele cândido "eu e o Cristiano somos apenas bons amigos".

«Think before you post», é o lema deste ano. Pinto de Sousa might be watching you, acrescentaria eu. joaompinto
Manifestar incómodo com o que podem ser abusos de poder é um dos mais saudáveis exercícios democráticos. E dos últimos .
Entre a possível injustiça de duvidar do Primeiro ministro e o crime de omissão de cidadania, escolho a primeira.
Também aqui
Devem estar a contratar novos ajudantes a julgar pela rapidez com que as caixas de comentários dos atrevidos-que-duvidam-do-chefe se enchem de impropérios. Sempre ajuda a diminuir o desemprego.
Há gente com piada. No Arrastão aprendi que a Liberdade tem donos, a Liberdade defendida por quem eles não apreciam passa a liberdade, outra e pelos vistos menor. Depende de quem aquele grupo acha que pode falar. No fundo há ali uns abrantes a tentar sair da casca, estão bonzinhos uns para os outros.
Sou institucionalista. Mesmo quando não me agradam os titulares dos diversos órgãos do Estado, sou forçado a respeitar o peso do que representam. É assim com o Presidente da república, por exemplo. E tem sido assim com vários primeiro-ministros. Mas é forçoso reconhecer que há limites para tudo. Já não estamos a falar de gostos. Eu não gosto do Sr. Pinto de Sousa mas abomino o Eng. Sócrates. A criatura tem um poder magnético e atrai tudo o que de pior pode dizer-se de um político. O PS não merece tamanha pequenez e muito menos o país. Durante algum tempo, poder-se-ia pedir ao primeiro-ministro que tivesse vergonha na cara. Agora, resta saber se a temos nós.
A ler, aqui, o voto vencido do Bruno Sena Martins sobre o movimento "Todos pela Liberdade". Todos todos não, que há alguns que não gostam de se misturar com reaças. Felizmente, os reaças desta petição não pensam assim. E até se misturam com comunas. Porque há momentos em que todos falamos da mesma liberdade.
Bla, bla, bla, liberdade de imprensa, claro, bla, bla, bla na conversa de hoje na RTP outra vez. A pergunta a fazer a António Vitorino deve ser esta:
- Alguma vez falou, ou telefonou, a gestores de um grupo de comunicação social privado português mostrando desagrado por notícias que um dos orgãos desse grupo publicou?
Se a resposta for não, está a mentir tanto como o seu protegido JS perante o Parlamento no caso TVI.
Pode mostrar desagrado? Pode.
Isso é uma forma de pressão? É.
Foi eficaz? Não. Graças a Deus ainda há empresários independentes do poder politico.
Um amigo acaba de me perguntar por mail se não vai preso ou coisa parecida se assinar a petição “Todos pela Liberdade”.
Serão os reflexos dos tempos que se vivem actualmente em Portugal?
Vamos lá a ver se nos entendemos: as escutas publicadas pelo Sol na última edição não são ilegais. Fazem parte do processo Face Oculta e, como tal, foram validadas pela Justiça. As outras escutas, que envolviam José Sócrates, não são estas que agora foram publicadas e que comprovam o plano existente para comprar grupos de comunicação social críticos do primeiro-ministro. Para isso, defendeu-se a utilização de dinheiros públicos e de privados ao serviço do PS. É isto que está em causa agora. Podem os do costume falar de violação do segredo de justiça, mas até isso é discutível, se o interesse público da informação se justificar. O que me parece ser, manifestamente, o caso.
Podem assinar aqui o manifesto já subscrito por vários bloggers.
No passa nada é um belo título para um excelente texto do Eduardo no Suction. A ler também o método da guerra. De facto, para os blogues da rede web 2.0 de José Sócrates, não se passa nada e são muito mais importantes as "berlaitadas" de um jogador de futebol. Elucidativo das prioridades.
O protagonista tem de nome Sócrates.
A democracia não é um estado de alma. É uma coisa com regras claras. Marques Mendes, José Eduardo Moniz, o "Correio da Manhã", Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuela Moura Guedes e Mário Crespo têm razão: Sócrates perdeu qualquer credibilidade e tem de sair do poder.
Henrique Raposo, no Expresso.
É isto? Ou mais desfaçatez e falta de vergonha ainda é possível?
Do ponto de vista futepolítico, o que é que estes dois símbolos têm em comum?
Ambos vieram de maiorias absolutas e hoje estão de rastos.
Pior ainda, ninguém sabe ao certo quais poderão ser a curto prazo as alternativas: João Cravinho? Abrantes Mendes?
Preocupados no início em conter os défices, entraram no despesismo ao sabor de incompreensíveis interesses estratégicos futepolíticos, com a colaboração das próprias (ténues) oposições internas e externas.
Como não sabem escutar a voz do povo, não admira que só sejam escutados por gente mesquinha que nada percebe de jogadas políto-financeiras.
Triste.

O País afunda-se a cada dia que passa, a cada análise económica, a cada auditoria externa. Ainda no início desta semana, os comandantes do nosso Titanic queriam abandonar o barco. Não o fizeram, mas, a cada verdade inconveniente da nossa vida interna que vem a lume, são os passageiros que os empurram borda fora. joaompinto
Um primeiro-ministro é confrontado com transcrições de conversas gravíssimas. Responde com ataques ao estilo de jornalismo e à falta de relevância jurídica das escutas. Não desmente nem por um momento o conteúdo das mesmas - que pode não ter relevância jurídica mas têm relevância política e ética.
Por isso: mesmo com o país a ser escrutinado por tudo o que é instituição financeira internacional; mesmo com a perspectiva do caos e do esforço financeiro; mesmo que perversamente o primeiro-ministro veja realizado aquilo que há muito deseja; o caminho só pode ser um: demita-se, senhor primeiro-ministro. Com vergonha ou sem vergonha, mas demita-se já.
Se por acaso um dia voltar a ser legitimado por uma eleição então nessa altura serei o primeiro a dizer: a culpa é de Portugal.

O senhor que faz um baixo cantar
A Ana Margarida Craveiro chama a atenção para as competências que a alínea g) do artigo 133º da Constituição atribui ao Presidente da República. Convém no entanto não esquecer que o artigo 194º da Constituição atribui à Assembleia da República poderes com efeitos práticos semelhantes. Competências concorrentes, responsabilidades partilhadas.
Ao ler este post do Afonso, lembrei-me disto que escrevi há coisa de um ano:
Penso que ao manter-se no seu cargo, José Sócrates não prestou um bom serviço nem ao seu partido, nem ao seu País. E faço esta apreciação presumindo, de boa fé, a sua inocência. Simplesmente considero que Portugal não se pode dar ao luxo de ter um Governo diminuído na sua capacidade – como este já está – no preciso momento em que mais precisa de um Governo capaz de enfrentar a crise com energia e imaginação.
É incrível como poderia escrever praticamente o mesmo hoje. Talvez alterasse um pouco a segunda frase. Talvez.
Nos dias que correm, 'alegado' é prefixo de qualquer notícia que envolva o nome de Sócrates.
ou à espera de um verdadeiro milagre:
o milagre de um estado normal.
Não estamos a viver uma crise política causada pelas irregularidades ou ilegalidades de um Ministro ou Secretário de Estado, não temos um primeiro-ministro acima de qualquer suspeita e moralmente imaculado. Temos uma crise política, todos os casos tiveram um ponto comum e esse foi a suspeita do envolvimento directo ou indirecto do Primeiro-Ministro. Crises já tivemos muitas e teremos mais no futuro. Creio que está na altura de se por fim a esta que embaraça Portugal. Demita-se senhor Primeiro-Ministro.
A razão para mantermos Sócrates a presidir ao conselho é a mesma que manteve e mantém tantos países na mais absoluta das misérias, entregue aos seus tiranos: há um longo período de crise que nunca mais acaba.
A diferença é que os povos de muitos desses países aceitaram ficar reféns da esperança num futuro melhor sem conhecerem exactamente as intenções dos queridos líderes que os 'protegiam', enquanto nós já sabemos exactamente ao que Sócrates vem.
Rui Pedro Soares foi nomeado para a administração da PT pela CGD, mas pelos vistos é o homem de mão do BCP.
Este homem a quem a PT paga o 'segundo' jacto particular só para transportar o seu laptop até Madrid ainda é administrador?
E Sócrates, ainda é o seu «chefe maior»?
Explicaram-me que não se podia investigar o PM a partir do caso Face Oculta porque ele não podia ser escutado. Agora que se sabe que escutas em que o PM não participou indiciam o seu envolvimento numa conspiração para manipular a comunicação social, alguém me pode explicar porque é que não se pode investigar o PM?

José Medeiros Ferreira ouviu Mário Bettencourt Resendes expressar saudades "daquele PS que lutava pela liberdade de imprensa em Portugal" e apela aos "símbolos históricos que estão em silêncio".
Mas que PS? E que símbolos?
Há quem esteja preocupado com a legitimidade das escutas. Há quem esteja preocupado com a divulgação das escutas. E há ainda quem esteja preocupado com a qualidade do jornalismo que publica as escutas. Há tudo isso. E pouca gente preocupada com o que foi escutado.
Pessoalmente não dou credibilidade a escutas que não estejam publicadas no youtube.

(Curiosamente, neste twitter, é lembrado como o "Miguel Abrantes" já usou o conceito aqui. Farfetched,but funny...)
A fotogaleria do Expresso, sobre dia de ontem no Parlamento, por Alberto Frias e Filipe Santos Costa.
PT vai continuar a apostar na Madeira, diz Zeinal Bava
Declarações feitas no dia em que o Governo revelou que não cumprirá a Lei das Finanças Regionais.
Acrescento, esse foi também o dia em que ficámos a saber que o Administrador da PT encarregue dos «esquemas» do «chefe maior» acedia ao computador da PT com a password "Sócrates2009".
1. É inacreditável. As pessoas estão com medo de ver a evidência: José Sócrates não pode continuar a ser primeiro-ministro de Portugal. Os factos contados pelo Sol são graves demais para fingirmos que eles não existem. Cada dia que passa com Sócrates no poder é uma farsa, um desrespeito por qualquer dignidade democrática. Estamos a viver uma farsa.
2. Se isto se passasse com Durão, Cavaco ou Santana, já toda a gente estava a dizer o que eu acabei de escrever. Esta duplicidade de critérios é inaceitável. Uma fraude intelectual e moral.
Como é sabido, durante a Monarquia Constitucional os talassas impediam o acesso do povo à internet e da comunicação social às breaking news das Reuters, BBC ou CNN da época.
A esta pesada herança recebida em 5 de Outubro, juntou-se a 1ª guerra mundial, com as inerentes dificuldades financeiras dos proprietários dos media devido à queda do nosso rating nos mercados internacionais.
Foi por estas razões - e não outras – que entre 1910 e 1926 (1ª República) fecharam temporária ou definitivamente e entre muitos outros, os seguintes jornais (não necessariamente por ordem cronológica): “Echos do Liz” de Leiria, “União” de Santarém, “Democracia do Norte”, "O trabalho" e "A voz republicana" de Viana do Castelo, "O Radical" e "Justiça" em Braga, o "Liberal" na Covilhã, a "Voz de Guimarães", "O Intransigente" e "A juventude" de Portalegre, “O montanhês do norte” em Bragança, "A corja", “A revolta”, "A resistência" e "O democrata" em Coimbra, “7 de Julho”, "A democracia" e "O republicano" em Chaves, “O Germinal” e "Ecos da cidade" em Setúbal, “O democrático" em Évora, "O operário" em Beja, "A liberdade" e "A razão" em Aveiro, "O mundo", "Jornal da tarde", “O Século”, "Voz do povo", "Liberal", "Correio da Manhã", "Diário ilustrado" e "Bandeira Vermelha" em Lisboa, “A verdade” de Lagos, "O Português" de Penafiel, “O povo de Abrantes”, "O alarme", “O trabalho” e "A voz do campo" nos Açores, "A madrugada" em Castelo Branco, “O proletário” em Estremoz, "A voz pública" no Porto, "Terra Algarvia" de Silves, "O progresso", "A verdade", "O Nacional" e "O liberal" no Funchal, “A evolução” em Vila Real, "A verdade" e "A acção" em Viseu, "Ideia Nova" em Silves, “O defensor" nas Caldas da Rainha, "O Lidador" em Beja, "Alma Nova” de Elvas, "Cidade Nova" em Portimão, etc.
Quanto às garantias de autonomia e independência de proprietários e directores de orgãos de comunicação social em relação ao poder político da jovem república, nada de especial: Homem Cristo, director do "Povo de Aveiro", é exilado em Vigo após o encerramento do jornal em 1911, apesar do regime de censura à imprensa só ter sido formalizado em 1912. E os frequentes assaltos de “populares” às redacções dos jornais e a expulsão de jornalistas para o estrangeiro nada tiveram obviamente a ver com os governos do momento.
Já quanto ao que se passou na 2ª República (durante os anos de "Estado Novo", 1926-1974 = 48%), não vale a pena falar porque, segundo Vital Moreira, ex-Presidente das Comemorações do Centenário, a ditadura não devia contar porque aquilo “não era uma república” mas “um regime híbrido”.
Monarquia é que não era, acrescento eu, - apesar da aclamação nacional e popular do Rei Eusébio ao longo de quase duas décadas…
Referências e agradecimentos: Centenário da República (site)
Ando com esta atravessada desde o passado dia 2: no tal encontro com os 100 jovens, para assinalar os 100 dias de governo, José Sócrates, sob o pretexto de uma conversa pessoal e informal, tratou-os a todos por "tu". Pergunto-me se teria achado alguma graça se eles, sob o mesmo argumento, se tivessem dirigido a ele dessa forma também.
Aqui deixo um grito de alma do meu querido Amigo Jorge Lima (no PDL - Pensamento do Dalai Lima - de hoje):
Bando de abutres suicidas,
asnos canibais,
hienas,
ratazanas,
fuinhas,
traças deslumbradas,
baratas,
sanguessugas inchadas,
varejeiras,
não haver um pé que vos esmague,
um ddt que vos fumegue,
uma chibata que vos fustigue,
um abalo que vos soterre,
um diabo que vos carregue,
um decreto que vos expatrie.
Matam a música,
rasgam o livro,
sujam a água,
ofendem,
conspurcam,
desanimam.
Pobres das vossas mães,
mas sobretudo dos filhos das nossas.
Não haver um buraco que vos sugue,
grande para vos tragar a pequenez,
pequeno para não nos arrastardes convosco para o quinto dos infernos,
vossa ditosa pátria.
Ide pelo ralo, que só então poderemos emergir
lentamente
das ruínas
O despesismo da Madeira é uma evidência tão evidente que nenhum comentador ou político que a ela se refira sente a necessidade de a fundamentar. E no entanto, saberão realmente do que falam? Duvido. Como também não sabem do que falam aqueles que dizem que Lisboa é um sorvedouro do dinheiro do resto do País. Como também não sabem do que falam aqueles que dizem que o interior é sempre preterido pelo Estado em favor do litoral. Não sabem do que falam, não por má-fé ou ignorância culposa, mas porque os dados que permitiriam falar em conhecimento de causa pura e simplesmente não existem.
Continue a ler aqui.
«Uma fonte do Sporting, em declarações à agência Lusa, acusou o Benfica de "desestabilizar o futebol português", desmentindo, ao mesmo tempo, que o presidente leonino, José Eduardo Bettencourt, tenha prometido 30 por cento dos bilhetes para o encontro das meias-finais da Taça da Liga.»
«..."O presidente do Sporting aceitou a solicitação do Benfica, ainda que não tenha expressamente definido qual seria a percentagem dos bilhetes"...»
«Ainda conforme a mesma fonte dos leões, como o encontro do Estádio de Alvalade é considerado de alto risco, o Sporting "consultou autoridades e entidades sobre a segurança do evento, ficando desde logo vedada a possibilidade de ceder os alegados 30 por cento que o Benfica fala".»
Portanto, se bem percebi, o Sporting não definiu expressamente qual seria a percentagem dos bilhetes. O Benfica está apenas a destabilizar. Mesmo assim, o Sporting -- certamente por ter tido conhecimento telepático de qual seria a vontade do Benfica -- consultou as autoridades a respeito da segurança do jogo e perguntou-lhes se seria possível ceder 30 por cento dos bilhetes, coincidentemente a mesma percentagem a que o Sporting nunca expressamente se comprometeu.
Qualquer família tem um ou outro membro mais hesitante no que a compromissos diz respeito. A dos Bettencourt não é uma excepção.