Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Rui Albuquerque a fazer-se ao Dragão de Oiro

por Rodrigo Moita de Deus, em 13.12.06
No Blasfémias, Rui Albuquerque escreve um relato enternecedor sobre a vida de Pinto da Costa e Carolina Salgado:
 
Mole de coração - a idade não perdoa, Pinto da Costa enamora-se. Apaixona-se, até” continuando “escreve bilhetes amorosos, proclama juras de amor eterno” até que “Um dia, pelo excesso de evidências, apercebe-se que, afinal, aquele amor não era «sincero». Temperamental, põe a moça na rua com os trapos que trazia no corpo quando a conheceu (…)”
 
O amor não era sincero e o coração mole de Pinto da Costa ficou partido. Pobre Pinto da Costa. Destroçado pelo afecto não correspondido, devastado pela trova que ficou por cantar, o romântico das juras de amor eterno resolveu afinfar na cativa que o tinha cativo. O desventurado, antes arrebatado, mal conseguiu "molhar na sopa". Dois dedicados amigos viraram, quase sozinhos, essa página desgostosa da sua vida. O malhanço terá tido o efeito terapeutico desejado? Nunca se sabe. Uma vez idealista e pinga amores...sempre idealista e pinga amores.
Temperamental…pois.

Autoria e outros dados (tags, etc)