Se alguma dúvida ainda subsistir sobre quem era o verdadeiro Che Guevara por detrás do mito romântico terceiro-mundista, mesmo depois da última edição da revista
.
Bem, não fazia ideia que Che Guevara era assim. O "Heil Che" é bastante apropriado.
Sim, sim, a Veja esse baluarte do bom jornalismo que faz o Pravda parecer um jornal sem motivações ideológicas.
De Portela menos 1 a 2 de Outubro de 2007 às 23:57
um capa digna do PSN.
-Já sabia que Ernesto Guevara era um criminoso, também já conhecia os seus disparates em África e na Bolívia, desconhecia no entanto que fosse tão brutal, diria que se vivesse hoje seria julgado como criminoso de guerra. Hubert Matos é um comandante de 2ª linha da revolução. Para se fazer a história verdadeira da revolução cubana tem de se investigar a fundo o personagem incontornável que foi Camilo Cienfuegos, dos revolucionários o mais popular, o mais carismático, desaparecido trágicamente num acidente de helicóptero que se veio a revelar bastante proveitoso para los hermanos Castro, Camilo tinha mais poder que eles antes e nos dias pós-revolução. Até hoje a sua morte permanece um mistério, e o seu papel vindo sempre a ser diminuido. Mesmo no artigo da Veja, Camilo apenas recebe uma linha.
De
isa a 2 de Outubro de 2007 às 23:58
isso é tudo mt lindo mas a capa que está ali ao lado continua a ser a do Pê Ésse Dê, o que, nos dias de hj, é deprimente... ;-) Bjs
Concordo, Isa. Plenamente. A gerência desta casa está a falhar. Bjs
De tenho medo de dizer quem sou a 3 de Outubro de 2007 às 00:23
Convém explicar ao Sr. Pedro Marques Lopes que o Sr. Ernesto Guevara também era um convicto republicano. Em alguns momentos da História (e não apenas portuguesa), o crime e a República andaram de mãos dadas.
a-a
De gafanhoto a 3 de Outubro de 2007 às 08:11
Pensei que o destaque da Atlântico seriam os 'heróis' do rugby! AHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
De S.V. a 3 de Outubro de 2007 às 22:39
Já não chegava a propaganda Cubana, agora temos que levar com a propaganda de direita... .
Ingénuo aquele que acredita na imagem imaculada de Che, mais ingénuo aquele que acredita que Che era o cro-magnon retratado nesse artigo.
Não deixa de ser engraçado que o soldado que matou Che foi incognitamente (não sabiam que era ele) operado em Cuba recuperando a visão. Parece que Cuba exporta cuidados médicos, os EUA se calhar deviam importar alguns de lá... (e não seria interessante verificar como é que Cuba se desenvolveria sem o embargo dos EUA que apenas fortalece a classe dirigente cubana?)
De
cristina a 5 de Outubro de 2007 às 16:02
do observatório da imprensa, por Celso Lungaretti em 2/10/2007
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=453FDS001
Sobre a reportagem da nojenta neoliberal Veja:
Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem em 9 outubro, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias de capa mais tendenciosas de sua trajetória.
"Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas", afirma a revista, numa admissão involuntária de que não praticou jornalismo, mas, tão-somente, produziu uma peça de propaganda anticomunista, mais apropriada para os tempos da guerra fria do que para a época atual, quando já se pode olhar de forma desapaixonada e analítica para os acontecimentos dos anos de chumbo.
Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catilinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa.
Raciocínio tortuoso
Assim, por exemplo, a Veja faz um verdadeiro contorcionismo retórico para tentar tornar crível que, ao ser preso, o comandante guerrilheiro teria dito: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Ora, uma frase tão discrepante de tudo que se conhece sobre a personalidade de Guevara jamais poderá ser levada a sério tendo como única fonte a palavra de quem posou como seu captor, um capitão do Exército boliviano (na verdade, eram oficiais estadunidenses que comandavam a caçada).
É tão inverossímil e pouco confiável quanto a "sei quando perco" atribuída a Carlos Lamarca, também capturado com vida e abatido como um animal pelas forças repressivas.
E são simplesmente risíveis as lágrimas de crocodilo que a Veja derrama sobre o túmulo dos "49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia" e morreram perseguindo os guerrilheiros. Além de combater um inimigo que tinha esmagadora superioridade de forças e incluía combatentes de elite da maior potência militar do planeta, Guevara ainda deveria ordenar a seus comandados que fizessem uma cuidadosa triagem dos alvos, só disparando contra oficiais...
É o mesmo raciocínio tortuoso que a extrema-direita utiliza para tentar fazer crer que a morte de seus dois únicos e involuntários mártires (Mário Kozel Filho e Alberto Mendes Jr.) tenha tanto peso quanto a de quatro centenas de idealistas que arriscaram conscientemente a vida e a liberdade na resistência à tirania, confrontando a ditadura mais brutal que o Brasil conheceu.
Exercício de jus esperneandi
Típica também – e não por acaso – da retórica das "viúvas da ditadura" é esta afirmação da Veja sobre o legado de Guevara: "No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas".
Assim, a onda revolucionária que se avolumou na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 teria como causa "as concepções de revolução pela revolução" de Guevara e não a miséria, a degradação e o despotismo a que eram submetidos seus povos. E a responsabilidade pelos banhos de sangue com que as várias ditaduras sufocaram anseios de liberdade e justiça social caberia às vítimas, não aos carrascos.
De
cristina a 5 de Outubro de 2007 às 16:03
continuando..
É o que a propaganda enganosa dos sites fascistas martela dia e noite, tentando desmentir o veredicto definitivo da História sobre os Médicis e Pinochets, que protagonizaram "alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas".
Não existe muralha alguma impedindo a correta observação desses episódios, tanto que ela já foi feita pelos historiadores mais conceituados e por braços do Estado brasileiro como as comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos. Há, isto sim, a relutância dos verdugos, de seus cúmplices e de seus seguidores, em aceitarem a verdade histórica indiscutível.
E a matéria de capa da Veja não passa de mais um exercício do jus esperneandi a que se entregam os que têm esqueletos no armário e os que anseiam por uma recaída totalitária, com os eventos desastrosos e os banhos de sangue correspondentes.
Na minha opinião pessoal