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Há vida em Marte

por Vítor Cunha, em 13.12.06
A NASA deverá gastar em 2007 USD 1,6 mil milhões (mais 1,8 por cento do que em 2006) nos seus programas espaciais, sendo uma boa parte deste valor para aplicar na exploração de Marte.
A procura de vida e de inteligência não-terrestre dominam os orçamentos e os sonhos de cientistas e decisores.
A Vida (animal ou vegetal) domina o discurso público. Os Estados endividam-se para garantir sistemas de Saúde cujo objecto essencial é prolongar a Vida. Há governos que escolheram ter um ministério da Qualidade de Vida. Os ambientalistas defendem a vida, seja do sobreiro, seja da baleia.
Portugal tem uma tradição antiga de defesa da Vida e da dignidade das pessoas. Fomos dos primeiros a acabar com a pena de morte e com a escravatura.
Devíamos ter orgulho nesse passado e devíamos ter orgulho na nossa legislação vanguardista e conservadora.
A defesa da Vida não é um preconceito moral ou religioso. É um valor civilizacional, distintivo. O que nos faz partir à descoberta de vida em Marte e o que nos leva a desprezar a vida na Terra é um paradoxo sem razão nem sentido.

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