Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
um dos "sobreviventes" explicava que tinha estado preso quatro anos. só porque tinha participado num golpe de estado. quatro anos! fascistas! malandros! 
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:08
link | nunca erro e raramente me engano
15 comentários:
De Nuno Ramos de Almeida a 30 de Outubro de 2007 às 12:22
Às vezes surpreendes-me. Agora justificas o Tarrafal?
Já agora os tipos chacinados em Auschwitz conspiravam contra o governo eleito de Hitler, não?
Na minha opinião, de tipo que te estima, devias pensar duas vezes antes de deitar um soundbite.

Abraço,
Nuno


De Luis Morais Sarmento a 30 de Outubro de 2007 às 13:39
Rodrigo quer apostar que o Eng. Socartes ainda se vai lembrar de fazer uma lei da memória histórica? Apostamos?



De António Vilarigues a 30 de Outubro de 2007 às 13:50
Caro Rodrigo Moita de Deus,
Ouviu mal de certeza~absoluta. Os marinheiros (3) estiveram presos mais de 10 anos e num caso 17 anos. Edmundo Pedro mais de uma dezena de anos. O único que esteve preso quatro anos foi o meu pai, Sérgio Vilarigues. Foi preso, tal como era dito no documentário, por andar a colar tarjectas na Rua Maria Pia em Lisboa a apelar a libetação de outors jovens. Foi para o TARRAFAL JÁ TINHA ACABADO A PENA (!!!). Foi "amnistiado" em 1940.
Cera nos ouvidos ou rancor ideológico a perturbar a audição?
Já agora, deixo-lhe um link pedagógico género Sabia que?...
http://ocastendo.blogs.sapo.pt/86536.html


De Luís Gomes a 30 de Outubro de 2007 às 15:11
Recuso-me a acreditar que o 31 da Armada seja discípulo do Portugal clube:
- Se é apenas para deitar gasolina para a fogueira e deixar o circo pegar fogo? Nem mesmo isso o justifica.
Em memória de todos quantos sofreram e morreram no campo de concentração do Tarrafal, somente porque uma figura sinistra, retrograda e fascizante como a do Salazar e a escumalha que o seguia fielmente como os cães seguem os seus donos, o respeito impõe-se. Foram factos vividos e sofridos, "não foram lendas," que não mais devem de ser esquecidos para que não se repitam.
quando aconteceu a revolução de Abril os do 24 foram tratados com respeito e, para eles não existiu nenhum Tarrafal. Não queiram dár razão aqueles que queriam que o Otelo Saraiva de Carvalho, fizesse e não dissesse.
Luís Gomes
Santerém


De tenho medo de dizer quem sou a 30 de Outubro de 2007 às 18:34
rodrigo, andas mesmo desorientado, pá...


De pedro a 30 de Outubro de 2007 às 19:12
sou de esquerda e costumo ler-te, costumo dar-te como exemplo de um tipo que dizendo tanta vez o oposto de mim é civilizado e democrata.

isto foi de um mau gosto que efectivamente merece um pedido de desculpas ou uma adesão ao pnr .


De Convidado invisível a 30 de Outubro de 2007 às 22:09
Quantos mais comentários melhor, não é senhor marialva? lol. Dá que falar, é chocante... género The Sun. lol


De Miguel a 31 de Outubro de 2007 às 07:31
Não vi o comentário porque moro fora de Portugal, mas gostaria de escrever o seguinte:

Campos de Concentração são maus onde quer que seja, tenho muito respeito pelos Portugueses Democratas que lá foram internados. Mas também gostaria de ouvir nem que fosse por uma vez que fosse, uma referência aos Gulags Soviéticos e por exemplo às mortes no Muro de Berlim e famílias que dezenas de anos foram separadas por essa construção que dividiu a capital da Alemanha Nazi depois da Guerra.

Tiro o meu chapéu e faço muitas véneas a quem esteve preso no Tarrafal e outros que tais, mas o seu estado comparado com os Gulags....


De Nuno Ramos de Almeida a 31 de Outubro de 2007 às 11:59
Miguel,
Certamente se o Gulag ou o Muro tivesse sido em Portugal mereceria que a RTP fizesse muitos documentários a esse respeito. Como não é, limita-se a exibir dezenas de documentários estrangeiros sobre o Gulag e o Muro.
Agora o seu argumento de fundo parece-me pouco sério. É como acerca de a queda da ponte de Entre Rios a gente dissesse que isso não merece ser noticiado, pq na Libéria morreu muito mais gente numa cheia.
Garanto-lhe que para os muitos portugueses que morreram no Tarrafal e as suas famílias, essa ideia de mortes más (dos Gulags ) e mortes assim-assim da ditadura portuguesa não pega.


De Carlos Monteiro a 31 de Outubro de 2007 às 15:11
Uma das questões relativas ao Tarrafal e ao Gulag é que aqueles que para lá foram admiravam profundamente o regime de Estaline, que consideravam um semi deus, e apoiavam incondicionalmente a existencia do Gulag. A luta de que falavam era a luta para impor ao povo português um regime identico ao de Estaline. Eles proprios o diziam.
O Tarrafal serviu para impedir que aqueles que para lá foram, em obediencia cega à sua ideologia, transformassem Portugal num imenso Gulag.


De José Luiz Sarmento a 1 de Novembro de 2007 às 14:41
«Uma das questões relativas ao Tarrafal e ao Gulag é que aqueles [todos aqueles?] que para lá foram admiravam profundamente o regime de Estaline [e não o de Willi Brandt ou Olof Palme, or exemplo?] , que consideravam um semi deus , e apoiavam incondicionalmente [sempre?] a existencia do Gulag. A luta de que falavam era a luta para impor [impor?] ao povo português um regime identico ao de Estaline. Eles proprios o diziam. [eles próprios? Todos eles? Quais deles? Diga nomes, por favor. E já agora também os nomes dos que propunham regimes democráticos como os que vigoravam nos EUA, na Alemanha ou nos países nórdicos].
O Tarrafal serviu para impedir que aqueles que para lá foram, em obediencia cega à sua ideologia, transformassem Portugal num imenso Gulag. [Só serviu para isso? Não serviu para impedir que outros acabassem com a guerra colonial? Nem serviu para impedir que em Portugal se implantassse um regime democrático normal, ao estilo europeu, com eleições livres e limpas e com partidos políticos legais?]
Carlos Monteiro, você consegue uma proeza que não está ao alcance de qualquer um. Cada palavra que escreve é uma mentira, incluindo «de», «para», «o», «a», «os», «as», «um», «uma», «em», «e» e «mas».


De gpn a 31 de Outubro de 2007 às 16:32
Excelente comentário do Carlos Monteiro, poucas linhas mas com um enorme sentido. Pena que certos "historiadores" gostem de relativisar a história. Gosto tambem das expressões exageradas, algumas vezes histéricas que são utilizadas sobre o Tarrafal, se basta ter morrido uma só pessoa (neste caso foram 32) para que este campo assuma um papel triste na nossa história porque estes "historiadores" gostam de utilizar "os muitos", "as centenas"? Porque é que não referem o porquê, e por quem, foi fechado o campo? Já agora, porque é que não utilizam o seu histerismo para que sa faça, tambem, um comentário sobre a reabertura, após o 25 de abril, desse mesmo campo? Porque não são tão energéticos a comentarem as mortes, chacinas e torturas dos portugueses (brancos e pretos) que ficaram em africa? Lá se cai o pano do moralismo e da inocencia...


De António Vilarigues a 31 de Outubro de 2007 às 18:05
Caro GPN,
O campo foi aberto a 29 de Outubro de 1936 e encerrado em 1954, rendo sido o último preso, durante um mês SOZINHO, Francisco Miguel (total de mais de 22 anos nas cadeias fascistas), cujo centenário do seu nascimento decorre este ano.
http://omilitante.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=172&Itemid=32
O tal que morreu no Seixal, em plena sessão de esclarecimento e que Zita Seabra, em entrevista recente a Judite de Sousa, numa manifestação de vómito político e de aldrabice pura e dura, afirma que morreu como porteiro da Soeiro. Isto depois de ter escrito no livro que tinha sido Pires Jorge (ver link acima).
O campo foi reaberto em 1961, como prisão para os elementos dos movimentos de libertação das colónias portuguesas. Só foi encerrado definitivamente depois do 25 de Abril de 1974.
Deve haver alguma confusão da sua parte...


De António Vilarigues a 31 de Outubro de 2007 às 18:09
Uma correcção. Foi reaberto em 1962 e não 1961. A correcção aqui fica. Quanto ao mais está tudo correcto.


Na minha opinião pessoal

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