Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

A propósito desta nova ideia do MAI de colocar um dístico em cada condutor relativamente ao número de sinistros obtido, senti imediatamente uma repulsa sem perceber de onde me vinha a náusea.

 

A catalogação, a  humilhação, o ostracismo, a forma básica como se destrói em vez de construir e agregar, é exactamente o mesmo princípio que Hitler utilizou para com os Judeus.

 

Depois da Estrela de David ao peito, foi o que se viu!!  


publicado por Manuel Castelo-Branco às 10:07
link | nunca erro e raramente me engano
12 comentários:
De Nuno Abrantes a 2 de Novembro de 2007 às 11:09
Claro! Tem tudo a ver! O MCB é um génio... Santa paciência


De Joaquim Amado Lopes a 2 de Novembro de 2007 às 14:59
Desde já, os disticos não serão colocados nos condutores mas sim nas viaturas, o que parece fazer pouco sentido.
Se uma viatura fôr conduzida por mais do que uma pessoa (um casal, p.e.), o dístico refere-se aos acidentes causados por que membro do casal? Quando o outro conduzir a viatura, vai ser julgado pelos outros condutores pelos erros (ou falta deles) do seu conjuge.
E quando se conduzir o carro dos pais ou de um amigo?

Como serão catalogados os condutores recém-encartados? Não tendo causado nenhum acidente (ainda) mas também sem qualquer experiência além das não-sei-quantas aulas, serão condutores de risco zero?

À primeira vista, esta ideia até parece ter algum mérito mas não resiste a dois segundos de ponderação. Um pouco como a comparação com a Estrela de David.


De antónio a 2 de Novembro de 2007 às 18:58
E no caso dos carros das empresas? Eu proponho um esquema de piercings, aplicados aos condutores.


De tenho medo de dizer quem sou a 2 de Novembro de 2007 às 23:23
Apoiado!

É uma ideia curiosa e interessantíssima! Hip-Hip Urra! Viva Portugal!

Agora já somos modernos e vanguardistas! Saímos da cauda da europa!


De antónio a 2 de Novembro de 2007 às 18:56
Mas tem tudo a ver: é o autoritarismo no seu esplendor.


De rvn a 2 de Novembro de 2007 às 19:10
Merda! Detesto que sejam os outros a ter posts brilhantes como este. O exemplo acabado da tal 'imagem que vale mil palavras'. Está de parabéns o MAI. Depois da cultura dos bufos, esta é mais uma bufa cultural. Viva Portugal.


De francisca a 2 de Novembro de 2007 às 20:26
Estranho muito que apresente esta proposta como sendo do MAI,porque não é. Mas talvez a verdade seja algo que lhe interessa pouco se não servir os seus propósitos.


De Fernando a 2 de Novembro de 2007 às 21:45
Começam com a escola inclusiva e terminam com uma sociedade exclusiva.

O maior problema disto tudo é o facto de tudo isto sair de cabecinhas, isso mesmo, cabecinhas pequenininhas e coitadinhas que vivem num mundo irreal, próprio de atrasados mentais.

Alguém percebe uma visão de sociedade nesta gente?
São, de facto, do mais português que existe. Isso ninguém pode negar. Vento, só vento e presunção.


De bujão da coisa a 2 de Novembro de 2007 às 23:59
Proponho utilização de capacetes às cores.


De Oppenheimer a 3 de Novembro de 2007 às 18:55
Caro Manuel Castelo-Branco

Sem querer envolver-me no debate sobre a justeza da decisão do MAI, pedia-lhe que tivesse algum pudor no uso das analogias. Há acontecimentos históricos que importa não banalizar ainda que para si possam não passar de recursos estilísticos, ou fontes de inspiração para floreados retóricos. É uma questão de respeito pela memória histórica, mas acima de tudo é uma questão de senso comum.


De Oppenheimer a 3 de Novembro de 2007 às 18:57
Caro Manuel Castelo-Branco

Sem querer envolver-me no debate sobre a justeza da decisão do MAI, pedia-lhe que tivesse algum pudor no uso das analogias. Há acontecimentos históricos que importa não banalizar ainda que para si possam não passar de recursos estilísticos, ou fontes de inspiração para floreados retóricos. É uma questão de respeito pela memória histórica, mas acima de tudo é uma questão de senso comum.


De Nuno a 6 de Novembro de 2007 às 10:35
Erm... A proposta não é do MAI mas sim de uma tal agência chamada Peres & Partners.

Agora, não percebo como é que o MAI ainda perde tempo a analisar propostas idiotas.


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