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Um país que antes de não ser já não era II

por Henrique Burnay, em 18.12.06
Ainda a propósito da ficcionada separação da Bélgica . Alguém, que aceita comentários mas não se identifica - o que por mim não é um problema, pelo menos neste caso - ( o Lipemarujo do 19 meses depois ) considera, ou parece considerar, que o João deu excessiva importância ao ódio mútuo entre os belgas. Ora bem, quando se diz : "eu acho o gesto de uma grande coragem, o tema mais importante para o futuro deste pequeno país está agora sim abertamente em cima da mesa", depois é difícil dizer que na verdade os belgas se amam ternamente e querem viver juntos e felizes para sempre, e que no passa nada (estou a exagerar, eu sei). Entendamo-nos.
Das duas, uma: ou afinal isto é mesmo grave e por isso é importante; ou então, como é que o que não é grave é assim tão importante? A verdade parece ser que, de facto, a Bélgica é uma criação artificial onde os habitantes não estão confortáveis com o resultado e que parece não se desfazer apenas porque ninguém sabe o que fazer depois com Bruxelas.
As histórias são imensas, mas conto-vos uma, relatada há um ano na Atlântico.
" Ódios regionais
O ano passado a DHL, empresa de correios internacional, quis aumentar o seu tráfego aéreo para a Bélgica. Acontece que os voos da DHL são nocturnos, o que implicaria algum incómodo acrescido para os residentes na zona do aeroporto que são, maioritariamente, flamengos. Mas, como fizeram questão de explicar os representantes dos residentes, a maioria dos empregados da DHL são francófonos. Ou seja, explicava esta rapaziada em protesto, os flamengos ensurdeciam, os valões enriqueciam. Intolerável. Resultado, a DHL decidiu, na altura, transferir parte das suas operações para Colónia, na Alemanha, onde beneficiários e prejudicados eram todos amigos. A Bélgica, que tem praticamente o tamanho do Alentejo e mais ou menos a mesma população que Portugal, tem três comunidades linguísticas, três regiões distintas, e sete parlamentos. Apesar de serem apenas um país, esta gente não só não se gosta, como se chega a detestar. (...)"

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comentários

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De lipemarujo a 20.12.2006 às 14:48

Caro Henrique,
de facto um dos temas centrais numa discussão via internet, msn ou blogues ou até mesmo e-mail, é a sempre delicada questão do "tom" com que as palavras são escritas e sobretudo como são lidas.
Estive em viagem nestes dias e só agora pude ler este seu post e os comentários já feitos no 19mesesdepois. Onde também irei responder.
a minha querida "chefe" aL já disse o importante e o Henrique também já o percebeu: não há nenhum juízo de valor a fazer sobre quem permite ou não comentários a um post, o João Vacas tem todo o direito de não ter caixa de comentários, aliás muito blog funciona assim, outros variam consoante o teor dos posts (abrindo ou não caixa de comentários). Como disse e acho que já está claro, o post que escrevi nasceu por eu querer comentar o que o João escreveu, só por isso. E falando em geral, se o João escreve num blogue acho que gosta de ser lido e gosta que se possa discutir sobre o que escreve.
A questão da identidade também é interessante. A aL focou muitos dos aspectos. Mas já agora, a verdade é que um nome como João Vacas ou Henrique Burnay em paralelo por exemplo com lipemarujo ou aL, julgo que me dizem os 4 a mesma coisa, ou seja pouco. O importante está de facto na questão da educação e da honestidade do que se diz, o que no nosso caso, dos 4 digamos, esteve sempre presente. E é também importante haver um sítio (os respectivos blogues) onde nos "encontrarmos". Prevalecendo estas coisas a questão da identidade na blogosfera parece-me de pouco relevo.
sobre o tema em si, a Bélgica, e as coisas novas que escreveu comentarei masi tarde, é que regressei agora a Portugal para o Natal e o cheiro a rabanadas está demasiado apetitoso.

Um abraço,

lipemarujo, e já agora como presente de Natal: Filipe Rocha Pinto da Silva :)
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De João Vacas a 20.12.2006 às 19:59

Votos de Bom Natal para o Filipe.
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De lipemarujo a 27.12.2006 às 16:23

Só vi agora João, "obrigadus" (a primeira expressão que ouvi num transporte público quando cheguei a Portugal para as férias de Natal)

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