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Isto depois passa-me

por João Vacas, em 20.12.06

Que bonito, o Natal.

As ruas iluminadas. As lojas cheias. As músicas repetitivas. A caixa do correio entupida. Os e-mails em catadupa. Os assuntos que ficam pendurados até Janeiro. O caos no trânsito. As ofensas trocadas gratuitamente em cada cruzamento. Os gnomos e os duendes. Os presentes e as encomendas que se vão buscar ao fim do mundo. A pedinchice das crianças. Ah, e as suas inesquecíveis birras! As vozes dos anúncios de brinquedos. E a sua frequência. A Barbie, o Nenuco e os Pin y Pons. As barriguitas. A neve artificial. A Leopoldina e o mundo encantado do Continente. O enxame de pais natais que se penduram em todo o lado. O Mon Chéri, que não é um bombom qualquer. O peixinho, o gato que o comeu, o cão que fez esconder o gato, o coelhinho e o resto das Fantasias de Natal (chocolate de leite) que vão de comboio ao circo. A consoada em Faro e o almoço em Viana do Castelo. A Julie Andrews e a Trappalhada toda. As várias famílias de cada lado. A patroa do bravo! Ambrósio. A tonelagem do peru. O oh-oh-oh. O Rudolf e o resto das renas. Os guizos. Os embrulhos. A pergunta: é para menino ou para menina? As fitas. As árvores de plástico.

É tempo de paz. E deve-se à exaustão.

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