De Nuno Nasoni a 16 de Janeiro de 2008 às 11:19
Só considera "pérola" quem não conhece a realidade partidária. Porque a verdade é que as mulheres não aparecem nas reuniões - mesmo quando integram os órgãos partidários, o absentismo é grande. Nas assembléias gerais, são raríssimas. Até se compreendem as razões. Sendo as reuniões partidárias realizadas à noite, as mulheres têm uma aversão maior à comparência nas mesmas. Embora as poucas que efectivamente participam sempre tenham sido positivamente discriminadas na preparação das listas, o seu número é reduzido. Por isso, quando aparecem as cotas de mulheres para listas, o resultado é o que se imagina - muitos dos seus principais dinamizadores vêm-se na necessidade de procurar convencer as respectivas mulheres, ou familiares chegadas, a integrarem as listas (muitas vezes sob a condição de irem em lugar não elegível).
Caro Nuno,
O que o personagem disse não é bem isso.
Ele afirma que é fácil arranjar as mulheres mas que as mesmas não prestam.
De Nuno Nasoni a 16 de Janeiro de 2008 às 12:57
Pois, é fácil se a qualificação for a de ser parente de alguém que já está na lista. Se se pretender algo mais, ou seja, que resultem numa efectiva mais-valia, já não é nada fácil. É essa a leitura que faço da frase que transcreve (nota: nem sequer conheço o autor da afirmação). Se a resposta que é dada ao problema - formação especificamente dada a mulheres - é eficaz ou não, é outra questão. Por um lado, não vejo que formação é que podem dar às mulheres que não seja útil para todos (ou seja, da experiência que tenho de listas, a falta de formação não será propriamente um problema ligado ao sexo. Aliás, se for vista no plano académico, as mulheres tendem a ser mais qualificadas). Por outro lado, o problemas é mais profundo do que isto. Resulta, em grande parte, do desinteresse que a maior parte das pessoas em geral, e as mulheres em particular, têm em relação ao desempenho da actividade política. E esse problema, de facto, não percebo como se poderá resolver com formação.
De Nuno Nasoni a 16 de Janeiro de 2008 às 12:58
Errata: onde se lê "parente", deve-se ler "familiar".
De
jmvfaria a 16 de Janeiro de 2008 às 12:56
AS mulheres não prestam , mas ele é bom!
De tenho medo de dizer quem sou a 16 de Janeiro de 2008 às 15:46
Essa coisa das quotas femininas tem muito que se lhe diga. A vossa, por exemplo: até há bem pouco, havia uma senhora que se prestava voluntariosamente a passar modelos de outras senhoras, em lingerie...
de facto, ficava difícil gritar "machistas!", e sempre se ia fazendo o gostinho à vista.
it's all about the quality. Mas o que vale é que ainda é possível encontrar Mulheres com M grande, perdidas por aqui e por ali...
Na minha opinião pessoal