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Pevidém já tem parque infantil e uma auto-estrada

por Rodrigo Moita de Deus, em 27.11.06

Siga pela autoestrada em direcção a Ceide logo depois encontra a saída para Pevidém. Recomendamos a visita ao pelourinho.

O primeiro-ministro apresentou hoje as “soluções rodoviárias para o distrito de Lisboa”. A IC16 e a IC30 ficam para 2009 e a conclusão da CRIL para 2010. Resta dizer que estas “soluções” andam nas gavetas dos ministros há mais de duas décadas. É um atraso mais do que aceitável. Afinal, Lisboa, capital do país, a maior contribuinte para o orçamento de estado e excessivamente centralizadora, andou a pagar as autoestradas que foram construídas até à freguesia de Pevidém (antiga aldeia de Selho).
 
Preocupados em dar dignidade às ligações rodoviárias de Pevidém (com os seus 5000 habitantes) os nossos governantes nunca tiveram tempo, nem dinheiro, para resolver as “maçadas” de um milhão de outros portugueses.
 
Como somos um país civilizado, demoramos hoje menos tempo a chegar a Pevidém do que ao Cacém em hora de ponta. Tudo faz sentido. Guimarães-Pevidém em autoestrada. Sintra-Lisboa (os dois maiores concelhos do país) em itinerário complementar.  
 
O primeiro-ministro anunciou hoje a conclusão da CREL, IC30 e do IC16 lá para 2010. Estranho estas prioridades. Arcozelo das Maias (concelho de Oliveira de Frades) não tem ainda uma autoestrada. Não podemos estar sempre a beneficiar os mesmos.

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comentários

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De Daniel Marques a 27.11.2006 às 14:23

És um pouco ignorante ó Rodrigo.

1- A autoestrada A7 liga Povoa do Varzim/Vila do Conde/Guimarães e passa por Pevidém como a Autoestrada Porto-Lisboa passa por montes e serras sem ninguém. Até se inventar o tele-transporte, é assim mesmo.
2- A autoestrada A7 é da Aenor (Privada) e é paga pelo utilizador.
3- Mesmo que não fosse, estamos a falar de uma zona bastante industrializada onde temos pelo menos 3/4 empresas no top ten industrial do país. p.ex: Riopele e TMG. Ou seja pagam-se suficientes impostos ali para não serem necessárias esmolas da capital.

O dia está a correr-te mal. É melhor evitares falares de qualquer sitio acima do Cartaxo. E já agora: até civilizarmos a capital não podemos fazer nada no resto do país?
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De Anónimo a 27.11.2006 às 14:49

Calma Daniel! Eu sou dos bons e até gosto muito de Pevidém!

1. A graça de Pevidém é que tem uma saída de autoestrada. Não fosse esse o caso e lá se ia o exercício e a própria da graça;
2. A A7, como qualquer outra autoestrada do país, foi contruída ao abrigo de um contrato de concessão com o Estado. E parte do investimento para a construção de uma autoestrada sai sempre dos cofres do Estado. Se os utilizadores de todas as autoestradas para as várias pevidém conseguissem suportar os custos de investimento o défice não seria o que é;
3. Para além de ler é preciso perceber o que está lá escrito. Procurar o "gpoint" da coisa em vez de se deixar cegar pelo bairrismo. E o que está lá escrito é um exercício de ironia. Ninguém dúvida que a "autoestrada para a Pevidém" seja necessária. Tal como ninguém duvida que sejam necessárias a CREL, o IC16 e o IC30. A ironia é com a imagem de uma Lisboa "mandona" que tudo centraliza. Thats the point.

Cordiais cumprimentos,

Deus
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De Daniel Marques a 27.11.2006 às 16:20

Caro Deus,

1- You are missing the point. No post e na resposta.
2- O que eu queria acentuar era o facto da sua ironia ser falhada exactamente porque por um lado a autoestrada para Pevidem é necessária e, por outro, porque parte de um principio onde a autoestrada em Lisboa é mais necessária. A minha questão é porquê? Como vai ver em 2009 e 2010, quando os investimentos referidos estiverem completos, os problemas de circulação vão continuar e o ganho em qualidade de vida e economia de tempo vão ser diminutos. Por incrivel que pareça a autoestrada para Pevidem cria mais valor do que os investimentos da Grande Lisboa.
2- Isto sem entrar em questões de incompetência dos municipios da Grande Lisboa que em muito contribuiram para o atraso no lançamento dos projectos.
3- A prioritização de Lisboa só pela sua dimensão é que é bairrista visto que sendo assim todo o investimento disponivel teria de ser canalizado para Lisboa onde obviamente teriam a maior taxa de retorno.

PS: Logicamente que quando falo em autoestradas pagas pelo utilizador falo do principio e não da cobertura total do CAPEX pelo utilizador - o que seria ridiculo dada as sinergias criadas pela autoestrada (e outros que agora seria fastidioso enumerar). Pode crer que nos 30 anos da concessão da A7 esta vai-se pagar directamente e indirectamente várias vezes ao estado.
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De Jesus a 09.09.2007 às 20:41

Temos auto-estrada até Pevidém com muito gosto! E por sermos 5000 não temos menos direitos do que os outros, porque os 5000 de Pevidém produzem para mais de 500.000 em todo o mundo na área Textil. E para Mouros como tu, se te dói pagar para atravessar o rio, tens uma solução. Muda de País, ou pede a independência do grande Concelho que é Sintra e o seu panasca de presidente.

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