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O fim do sorriso

por Francisco Mendes da Silva, em 04.01.07

Zapatero foi aos escombros de Barajas fazer cara de mau. Falou - e falou bem - da não intimidação das instituições democráticas perante a barbárie. Mas não resistiu a encerrar o esforço dramatúrgico com a primeira pessoa. Que dará o melhor de si mesmo pela paz, que a sua energia e determinação para acabar com a violência é agora ainda maior do que antes. Acredito que sim (hoje pôde observar a ruína trágica das suas convicções pacifistas). Mas o que é para já interessante é a pessoalização do discurso. Zapatero percebeu que, no imediato, é também ele próprio que está em causa - a sua disposição dialogante, o seu sorriso confiante, símbolos de uma nova era prometida de "civilidade", "humanidade" e "modernidade". Um dia os espanhóis acordarão para a irracionalidade da escolha que fizeram num momento de compreensível irracionalidade nacional.

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comentários

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De rouxinol a 06.01.2007 às 17:40

O atentado já foi reivindicado??
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De Infidel a 06.01.2007 às 19:03

A Ana Gomes já denunciou a situação: quem fez o atentado foi o Aznar para se vingar da superior capacidade dialogante & diplomática do Zapa.

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