Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Momentos surreais*

por Sofia Bragança Buchholz, em 06.06.08

Debruçado entre as pernas de uma paciente qualquer, concentrado, algures, numa leucorreia ou numa dilatação para o parto, o meu amigo A. sente vibrar no bolso da sua bata uma chamada minha, seguida de uma mensagem onde podia ler: “Espreita aí, a ver se tem o capitão cuecas e a bronca com a malta do wc escarlate.”.

Julgando-o em casa, referia-me, obviamente, ao título de um livro para o seu filho; ele estava de urgência no hospital; e eu passeava alegremente pela Feira do Livro.

 

 

* ou: “Como uma mensagem minha pode tornar muito mais divertida uma noite de trabalho no Sistema Nacional de Saúde”

Autoria e outros dados (tags, etc)


comentários

Sem imagem de perfil

De Luís Oliveira a 07.06.2008 às 14:17

"Debruçado entre as pernas de uma paciente qualquer"

Nada de troçar com o senhor, que é para isso que lhe pagam!
Sem imagem de perfil

De Jeremias a 08.06.2008 às 00:50

Pois é. No meu trabalho não posso utilizar o meu telemóvel. Parece que é para eu não me distrair e perder tempo. Acho que tem a ver com essa coisa da produtividade. Os gestores da empresa entendem que se me pagam 8 horas de trabalho por dia, tenho que trabalhar essas 8 horas. E o cliente não é um "sujeito qualquer". Se não há cliente, não há empresa, não há salário. Pois.
Sem imagem de perfil

De Karen Vasquez a 29.10.2009 às 22:24

Encontrei o seu blog por acaso, mas feliz acaso, tenho gostado muito do que tenho lido, este post entao... Ai madre mia!! Como me ri... Obrigada pelas palavras

Comentar post