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Larkin & FMS vs. modern jazz

por Francisco Mendes da Silva, em 05.01.07

Descontando o racismo ocasional, gosto cada vez mais de Philip Larkin. Não que considere toda a melhor música obra de "homens felizes". E não que considere, também, o jazz moderno um "ultraje" ou um desrespeito pela essência do jazz. Não sei o que é isso da "essência" de um movimento artístico ou musical (por definição eternamente mutável e transitório) e estas conversas lembram-me sempre o ressabio das hordas folk em fúria quando a Dylan lhe deu para a Telecaster ou dos maluquinhos chorosos pelo fim dos Take That. De qualquer modo, depois de inúmeras incursões por colecções paternas e amigas (imensamente frustrantes), concluí que o jazz pós-II Guerra mais não é do que um onanismo deprimente e solitário de casa-de-banho. Apenas estranho que Larkin não gostasse, de tão dado que era, segundo as biografias, a onanismos deprimentes e solitários de casa-de-banho. 

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