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O fecho das contas

por Laura Abreu Cravo, em 06.01.07
Dezembro será sempre o mês das grandes balanços e Janeiro o das grandes decisões. A vida em geral: família, trabalho, saúde e relações afectivas (não necessariamente por esta ordem) são escrutinados, diagnosticados nos seus males e respectivas terapêuticas prescritas pelos mesmos que, ineptamente, fizeram falhar cada um deles nos 365 dias anteriores.
Nunca percebi bem a febre do diagnóstico que assola o mundo no fim de Dezembro. Um pouco como o pânico dos moribundos que toda a vida foram má rês e que se vergam solícitos, num último momento, à piedade da extrema-unção. Como se, todos os anos, na última semana de cada um dos que vivemos, nos fosse dada uma última oportunidade, que agarramos, de cada vez, sedentos de redenção.
Sempre disse, em tom de graça (embora acreditando piamente nisso), que todas as mulheres - mesmo as mais duras - querem, na verdade, ser salvas; e creio, na mesmíssima medida, que os homens querem ser perdoados e querem transformar-se em homens capazes de as salvar (pelos menos durante os 30 minutos, no fecho do ano, em que pensam nisso).

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comentários

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De Anónimo a 07.01.2007 às 17:54

salvas de quê?

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