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Para a Odete, da Luísa

por João Vacas, em 27.11.06

Luísa sobe, sobe a calçada,

sobe que sobe que é deputada.

Sobe, Luísa, Luísa, sobe,

sobe que sobe sobe a calçada.

Não é nova,

é articulada,

de fala redonda,

bem torneada.

Ferve-lhe o sangue

de afogueada;

escapam trejeitos

na arengada.

Foge, Luísa, Luísa, foge,

foge que foge, vai ser despejada.

Educação pioneira

e estatizada.

Leva a primeira

grande estalada.

Saída da Comissão

foi inesperada;

e volta à sessão

para estar calada.

Corre, Luísa. Luísa, corre,

corre que corre, vai ser saneada.

Passam camaradas,

rapaziada,

mandam-na às malvas

não dá por nada.

Grita, Luísa, Luísa, grita,

grita que grita, "nem arrastada!".

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