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Totta

por Rui Castro, em 11.07.08

É evidente que o Governo não pode ceder na questão dos investimentos públicos nas grandes obras (TGV e Aeroporto). É evidente que não pode, pelo menos de forma explícita, aumentar os impostos sobre os particulares (mesmo os de maiores rendimentos) - falta 1 ano para as eleições e Sócrates não pode desperdiçar 1 voto que seja. É evidente que Sócrates não pode cortar na despesa (pelo menos, sem despedir). É, por tudo isto, evidente que Sócrates só pode ir buscar o dinheiro às pretolíferas, aos Bancos e às autarquias. Resta saber se não está a dar um tiro no pé. (i) Para o ano, vai haver eleições autárquicas e não se pense que os 100 milhões a menos no orçamento não têm influência nos resultados. (ii) Por outro lado, as pretolíferas já foram avisando que vão repercutir o aumento dos impostos no preço final ao consumidor (como é que numa economia de mercado, o Governo vai impedir que os aumentos ocorram?). (iii) Já o "ataque" os Bancos, após o anúncio de prejuízos no BPI, a recessão económica de que muitos já falam e a quase conclusão das investigações à actividade do BCP - maior banco privado português - é, no mínimo, incauto, potenciando um clima de cada vez maior preocupação relativamente ao que ainda aí vem. Relembro que, há bem pouco tempo, muitos ainda guardavam as suas poupanças debaixo do colchão.

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