Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Serviço Público: Como recuperar dados num PC

por Sofia Bragança Buchholz, em 21.07.08

Pela segunda vez, consegui recuperar todos os dados do meu portátil que pifou porque estava infestado de vírus. Isto, sem ter de pagar um centavo àqueles abutres que são os técnicos de informática, que nos pedem exorbitâncias por uma coisa relativamente simples, que nos cobram horas por aquilo que leva poucos minutos a fazer e que − sádicos − ainda têm o desplante de nos olharem com falsa empatia e dizerem: “está aqui muito trabalhinho, não é?!”, e afirmarem, com ar pesaroso, que nem têm a certeza se o vão conseguir recuperar. Aí, a nossa predisposição para largar a massa aumenta proporcionalmente ao medo de perdermos os dados e estamos cada vez mais capazes de pagar, seja lá o que for, para os reavermos.
Mas, olhem, mandem-nos bugiar! É que basta fazer isto:

• Ir à internet e arranjar um ficheiro que se chama “pebuilder.iso”. Gravá-lo em CD (estamos a criar um CD de arranque).

• Meter o CD de arranque no computador, desligá-lo e voltar a ligá-lo.
• Entrar no Bios do computador: premir tecla F12 (nos Toshibas. Esta tecla varia de marca para marca. Pode ser a “Del”, a “F2”…) no momento do arranque. Definir gravador de CD como primeira instância de arranque (boot).
• No primeiro menu gráfico que aparecer escolher: Bart´s Windows PE.
• Depois de algum tempo aparece uma superfície de trabalho parecida com o Windows XP.
• É só copiar os ficheiros do disco interno para um disco externo.

E voilá, se eu sou capaz, vocês também. Garanto-vos!

Autoria e outros dados (tags, etc)


comentários

Sem imagem de perfil

De Anonimo a 21.07.2008 às 08:59

"Ir à internet e arranjar um ficheiro que se chama “pebuilder.iso”. "

Hummm....
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.07.2008 às 10:36

Descontando o pequeno detalhe de esse CD não poder ser legalmente usado pelos "abutres" até foi uma boa solução. E como os programas de recuperação de dados custam normalmente umas boas notas, para poderem ser legalmente usados, é quase um escândalo nacional os "abutres" não venderem os seus serviços ao preço dos impressos legais para pagamento de impostos e licenças. ;)

Sem imagem de perfil

De isa a 21.07.2008 às 13:31

prá prox compre um mac. nunca mais vai ter de se chatear com vírus, nem adware, nem malware nem porra nenhuma ;-) bjs
Imagem de perfil

De António Vilarigues a 21.07.2008 às 13:55

Faz favor de não generalizar...
Além do mais os abutres não têm culpa nenhuma dos "pecados" de alguns humanos
António Vilarigues
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
(ler em tom irónico - não me sinto minimamente ofendido)
Sem imagem de perfil

De Minhoto a 21.07.2008 às 14:03

O "muito trabalhinho" que depois cuscuvilham e copiam.
Imagem de perfil

De blogdaping a 21.07.2008 às 14:34

Finalmente, estou de acordo com o post !!! Ehehe !
Realmente, os tais abutres, pediram-me 25 €/hora para recuperar algumas coisas aqui na maquineta e tinha que deixar a maquineta dum dia para o outro, quando afinal o trabalhinho se fez em 15 minutos na mãos dum jovem estudante de informática que disse:
Quando quiser é só chamar e grátis ... eheheh !!
Nesta terra de chicos espertos... seriedade é coisa que não se sabe onde mora !!!
Sem imagem de perfil

De balsagoth a 21.07.2008 às 16:21

Ainda bem que ja sabe fazer isso. Pode agora colocar aqui um anûncio, para que quem queira, voce preste o auxilio devido sem cobrar nada. Isso sim é servico comnunitario.
Ai esses abutres que também querem ganhar dinheiro, que injustiça!
Sem imagem de perfil

De lb a 21.07.2008 às 16:38

cá em casa faz-se assim. em primeiro lugar não tenho antivírus , se de qualquer maneira eles aparecem sempre, mais vale não o ter, sempre se poupa algum.
como só tenho um disco, tenho-o separado em duas partições, uma com o sistema operativo e mais uns programas e a outra com documentos.
quando há chatices formata-se a partição com o windows e passo depois uns momentos agradáveis a reinstalar programas. os documentos ficam assim a salvo.
Sem imagem de perfil

De João Sousa a 22.07.2008 às 13:07

Como muito bem diz o António, não generalizemos. Qualquer que seja o grupo humano que estudemos, nele convivem a mediocridade, a genialidade e a mediania.

Em relação ao seu texto, Sofia, não confunda "usura" com "incompetência". Trabalhando nisto há já uns 17 anos, tenho visto de tudo. Não sei como é em outros países mas, em Portugal, trabalha-se muito mal em informática. Mas será só a informática que peca neste aspecto? Parece-me que outros mercados também possuem maioritariamente comerciantes em vez de profissionais.

Sou, porém, justo o suficiente para reconhecer que é complicado conseguir trabalhar bem nesta área. O mercado está à partida inquinado pelo factor mais valorizado: o preço baixo. Há fabricantes que criam produtos tecnicamente duvidosos; há distribuidores que não conhecem os próprios produtos que comercializam, entrando em contradição com o próprio fabricante; há vendedores que procuram a maior margem nas vendas, optando por isso pelo mais barato; há empresas que preferem compor os seus departamentos técnicos com estagiários de cursos profissionais de qualidade questionável; há clientes que querem pagar o mínimo possível e nos ocultam informações.

Se pareço um tanto pessimista e descrente, é porque o sou. Comecemos pelo facto de me ter especializado em fazer diagnósticos e ter de estudar problemas mal resolvidos por empresas (em particular, aqueles franchisados de centro comercial que proliferam por aí sem qualquer controlo sobre a qualidade dos seus funcionários). Junte-se a isso o não confiar em ninguém por partir do princípio de que, consciente ou inconscientemente, me estão a desinformar. Termine-se com o facto de ter de trabalhar diariamente com produtos que considero maus (em particular este Windows Vista que acho uma farsa).

Uma cliente disse com algum humor que eu parecia o House. Tirando os olhinhos azuis que não possuo e a genialidade que não me arrogo, talvez haja alguns pontos de contacto. Ambos temos visto muito...

(Podia continuar, mas não me quero tornar aborrecido.)

Comentar post