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Uma saída pela esquerda baixa

por João Vacas, em 15.01.07

No passado dia 25 de Outubro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre o "processo de paz em Espanha" - cozinhada entre socialistas e liberais - na qual se saudava a intervenção do Presidente do Governo espanhol no anúncio de cessar fogo permanente por parte da ETA.

Na altura, Josep Borrell, o Presidente do Parlamento, e os restantes socialistas foram insensíveis aos apelos das associações das vítimas do terrorismo que qualificavam a resolução como "rendição" e aos avisos daqueles que consideravam não existirem duas partes com legitimidade que justificasse a denominação  "processo de paz" e que alertavam para os indícios de a ETA poder estar a aproveitar a pausa para se rearmar.

Nada demoveu Borrell e os socialistas, em particular os espanhóis, que procuravam obter fora o apoio que Zapatero perdia internamente todos os dias. Nesse dia ganharam à tangente. Mas acabaram por ser derrotados pelo seu despudorado propósito auto-laudatório e pela verdadeira natureza dos pulhas com quem têm andado a negociar.

Hoje, Josep Borrell abandonou a presidência do Parlamento mas não sem antes ter pedido um minuto de silêncio pelas vítimas do último atentado da ETA. Devia ter pedido um por si e por Zapatero.

Uma saída pela esquerda baixa.

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