Domingo, 2 de Novembro de 2008

Ainda no mês passado, o CDS fez a seguinte pergunta ao Governo:

 

"Em primeiro lugar, é ou não verdade que as dívidas do Estado às pequenas e médias empresas já são dívida pública, só que ela não está escriturada? Aceita emitir dívida pública para pôr na tesouraria das empresas, rapidamente e depressa, aquilo que o Estado deve?"

 

Resposta de José Sócrates:

 

 

"Sr. Deputado, no próximo ano, vamos pagar mais umas centenas de milhões de juros. Se aumentamos a dívida pública, aumentamos os juros sobre essa dívida! Não há «almoços grátis», como o Sr. Deputado sabe! E é por isso que o Estado não quer aumentar a dívida pública. E não a quer aumentar para poupar aos portugueses o encargo com os juros, porque essa dívida pública tem juros que pesam no Orçamento.
E se, para o ano, já vamos pagar mais juros do que este ano, dada a subida do custo do crédito, é evidente que a proposta que faz tem um peso orçamental,…

O Sr. Paulo Portas (CDS-PP): — Qual?!

O Sr. Primeiro-Ministro: — … que, do meu ponto de vista, não é suportável.

"

 

O take da lusa de hoje:

 

" O Governo admite recorrer à emissão de dívida pública para regularizar as dívidas do Estado às empresas, estimada pelo executivo em 2.450 milhões de euros, revelou hoje o Ministro das Finanças."


publicado por DBH às 19:01
link | nunca erro e raramente me engano
5 comentários:
De morgado_do_bombarral a 2 de Novembro de 2008 às 21:41


De jmvfaria a 2 de Novembro de 2008 às 22:23
Sócrates mente hoje para ganhar amanhã.


De JACorreia a 2 de Novembro de 2008 às 23:16
E o Portas que diz que nacionalização do BPN é "defensável"?
Como já estamos habituados a que do CDS venha de tudo, ninguém acha estranho...


De Pedro Lourenço a 3 de Novembro de 2008 às 00:31
Na minha opinião...

...foi buscar muito bem esta aos arquivos. Só é pena que não haja um Jon Stewart para colocar isto no ecrã de televisão.


De tenho medo de dizer quem sou a 3 de Novembro de 2008 às 01:31
É o costume, meu caro, é o costume.

Este PM aldrabão, primeiro dá-se ares de fanfarão quando interpelado legitimamente pelos representantes na AR, depois tem que "meter o rabinho entre as pernas" quando tem que tomar medidas concretas.
Um filme dejá-vu.


Na minha opinião pessoal

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