Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

"Quando avançamos sobre o impossível, ele recua"


publicado por lucianoamaral às 20:23
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E eu a pensar que este je-ne-sais-quoi, este mal à l'aise se devia apenas a uma noite mal dormida. Afinal não. Afinal lembrei-me.
publicado por Nuno Miguel Guedes às 17:47
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Gostei muito de ver os perfis de Eduardo Nogueira Pinto e do Pedro Lomba no "Público" de hoje. Quanto ao ENP, não sei se pode ser lido como justificação para a sua posição actual no referendo, mas gostei de saber que ele já esteve "no lado da esquerda".
Seja lá isso onde for.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 17:47
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«When I became editor of The Spectator, Wendy Cope wrote a gloomy poem entitled "The editor of The Spectator is only 27".»

 

Charles Moore, na Spectator desta semana.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 14:22
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publicado por Francisco Mendes da Silva às 14:20
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Henrique, meu caro, sabes porventura qual é a medida mais relevante do famoso pacote do Cravinho? Pois bem, é presunção de enriquecimento ilícito de todos aqueles que apresentem sinais exteriores de riqueza. Uma inversão do ónus da prova inaceitável a quem defende a rule of law. Vingue o pacote Cravinho, e teremos todos que demonstrar publicamente, sob pena de condenação, por que razão não nos limitamos a viver uma vida modesta e despojada.

 

Acho muito bem que se reforcem os mecanismos policiais e jurídicos de combate à corrupção. Mas pela via decente. Da investigação e da prova, com o ónus a recair sobre quem investiga, de que alguém corrompeu ou se deixou corromper. Passarmos a ser todos presumíveis culpados porque o Estado não tem capacidade para investigar é que nem pensar. Não é por acaso que o BE vai recuperar esta proposta.

 

Admito – porque não conheço a fundo – que o pacote Cravinho tenha medidas aproveitáveis. Mas esta, que acabou por ser a mais notada, é má. E não é pelo facto de poder servir de arma de arremesso contra um governo PS que passa a ser boa.

 

P.S.: quanto ao referendo, pergunto-me como é que alguém que o acha tão supérfluo e marginal passa os dias a escrever sobre o assunto. Mas isso sou eu, que cada vez percebo menos do que quer que seja.



publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:50
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Ontem no debate do Aborto na SIC Notícias, José Pinto da Costa (não confundir com Jorge Nuno) sentava-se do lado do Sim enquanto especialista médico. Isso mesmo. José Pinto da Costa, o médico legista.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:50
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mais uma musiqueta para estragar o dia a toda a gente.

 

*da compilação «The Snob Sessions». É mais forte do que eu, desculpem lá. Eu já volto para escrever um post decente.


publicado por Nuno Miguel Guedes às 10:48
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Nas pré-primárias do PSD - um tema fascinante que o «referendo» promove de forma suave -, José Pedro Aguiar Branco defrontou-se ontem com Rui Rio, na SIC N, e ganhou de forma clara. Nem todos perdem se o «sim» ganhar.

vc
publicado por Vítor Cunha às 09:54
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Na China, quantos cartões de visita distribuirá o presidente da Siemens Portuguesa?
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:26
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...na sede do Movimento do Não, as pessoas passaram a cumprimentar-se com dois beijinhos. Na sede do Movimento do Sim, com apenas um.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:26
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Fidel Castro reapareceu hoje. Outra vez com Chavez. Outra vez com o mesmo pijama.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:26
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...ninguém estranha se o resultado do Não no referendo for directamente proporcional ao resultado do Benfica nesse fim-de-semana.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:26
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It's my birthday
No one here day
Very strange day
I think of you day
Go outside day
Sit in park day
Watch the sky day
What a pathetic day
I don't like this day
It makes me feel too small
I don't like these days
They make me feel so small

 

(Blur, "Birthday")


publicado por Francisco Mendes da Silva às 00:04
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007



Onde está Mário Soares, que nunca mais ninguém o viu?

[Adenda: Viu sim senhor, o PPM errou: afinal Soares reapareceu hoje para dizer que se o "Não" ao aborto vencer "não é nenhuma tragédia". Desculpem a minha falta de atenção]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 23:08
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O António Figueira chegou de Londres.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 21:01
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TV Bloco

Diverti-me imenso com o genial vídeo dos Gato Fedorento a propósito do Assim Não do Prof. Marcelo. Espero aliás poder ver já na próxima semana o mesmo tipo de sátira ao vídeo - ou vídeos - do Dr. Francisco Louçã. Não só pela graça que terá certamente mas também como uma demonstração do pluralismo democrático dos melhores humoristas portugueses. O material é bom e demonstraria a todos que os Gato Fedorento não transportam militâncias para o programa de televisão na RTP. Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 19:47
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Chama-se José Manuel Pureza.

Apareceu ontem no Prós e Contras. A voz à Teatro Nacional D. Maria II e um esgar à Paulo Portas. Menino marrão, cheio de certezas e com incorrigível risinho de Mutley. Conheço o género dos meus tempos no Pedro Nunes. Fiz a folha a uns quantos. Só umas galhetas. Obviamente não chegaram. Nunca chegam.

*Espero que o Carlos não estivesse convencido que eu era monogâmico.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 16:14
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Conseguirá Sócrates na China mais minutos de televisão que Cavaco na Índia?


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:57
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Bush, generosamente, oferece umas carícias a Angela Merkel. A chanceler Alemã finge que não gosta.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:53
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...tem sempre restaurantes típicos. É o caso desta Zona Fantasma do Luís Rainha e do Jorge Mateus. Nesta minha demanda para arranjar uma polêmica de jeito, deposito grandes esperanças na Zona Fantasma.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:37
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O lipemarujo diz que gosto de estar do lado dos vencedores e que, pelo sim pelo não, vou preparando a derrota do Não no referendo.

 

Caro lipemarujo,

Sou benfiquista com ternura pelo belenenses, sou católico, monárquico, conservador, tradicionalista, sidonista,marialva (de fados e tourada), miguelista e em rugby estou sempre pelo País de Gales. Preparar-me para a derrota? Para a derrota? Ò meu amigo, a vitória é que me faria muita confusão.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:12
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Se as vulgares férias de verão nos compelem a reflectir sobre o corpo que temos, as de inverno obrigam a análise interna (que tal vai esta alma? se se define em abdominais sólidos ou chocalha de muito pouco estéticas dúvidas? quantas cicatrizes? que somos ainda a mais ou a menos que elas?), uma espécie de praia à beira de nós, no interior dos silêncios da época baixa. Regressados, trazemos excesso de bagagem: a morte de Fiama e a certeza rigorosa disso nos importar mais, muito mais, que as discussões em torno do aborto. E, no entanto, sabemos que também teremos de o discutir, que uma-coisa-não-tem-nada-a-ver-com-a-outra-como-diabo-podia-ter. Mas, primeiro, é preciso que nos demoremos um pouco por aqui. Fiama. O nome estranho com que nos acenaram os amigos avisados, anos atrás, por altura das primeiras desventuras (e a palavra não é, aqui, hábito de linguagem) literárias, pouco mais que adolescentes. A grande lição sobre poesia que qualquer mestre nos poderia dar, a nós, cheios do que papagueávamos em versos borbulhentos e pretensiosos. "'Três Rostos', para começar", disseram-nos então esses amigos, mas o subtexto era outro: "Aprende". E vieram os 'Três Rostos' e a 'Área Branca', 'Homenagemàliteratura', a versão do 'Cântico Dos Cânticos', as 'Cenas Vivas', anos mais tarde, o tardio romance 'Sob O Olhar De Medeia', por aí afora. Há muitos anos que, por aqui, aqui dentro, Fiama passou de estranho a nome mais suave e familiar que os dos outros a quem conhecia muito mais que algumas fotografias, com quarenta anos, numa praia qualquer. E continua a não apetecer falar de aborto nenhum, ainda que nos tenhamos de obrigar a isso depois. A morte de Fiama é que me preocupa. E deveria ter sido referendada. Mas o resto do mundo não estava em férias de inverno como nós, e ficou a discutir o que era realmente importante, não o que era realmente importante.

publicado por Alexandre Borges às 05:42
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Kátia Guerreiro confessou-se chocada com as descriminações que «as gentes» do interior poderiam sentir caso o aborto fosse despenalizado, uma vez que não disporiam do mesmo nível de informação e assistência médica disponível na centralista Lisboa.

É um facto que as assimetrias regionais são um dos grandes males deste país. Mas nesse caso a questão nem se colocaria, querida Kátia. Afinal a abortista Espanha é ali bem perto.


publicado por Tiago Geraldo às 02:44
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Rodrigo, embora a expressão possa parecer ligeiramente «engajada» não consta que tenha sido baptizada por nenhum barbudo.

Como já disse no Blogue da Atlântico, ainda que determinado crime se revele conforme a uma dada opção moral, é necessário que à conduta criminalizada corresponda uma «reprovação ética geral» (fundada na tal consciência social dominante que não é obviamente confundível com a rousseauniana «vontade popular»).

Confesso o meu fetichismo com alguma extrema-esquerda e a tendência para criticar o marxismo na fnac, nas casas de banho públicas e no parlamento. Mas parece-me despropositado praticar e desenvolver esse fetiche neste momento.

A questão básica começa e acaba aqui: se somos pluralistas devemos ser contra incriminações que tenham por base um juízo moral que não reúne consenso da sociedade.  E não me parece que este tipo de afirmações possa ser considerado sintoma de relativismo. Aproveito para dizer «qualquer coisa de direita» e cito a meu favor John Kekes, um autor certamente benquisto entre as hostes cá de casa, para lembrar que um estado relativista tenderá a defender que todos os valores são dependentes do contexto. Para o Estado relativista é a própria pluralidade dos valores, associada à dependência destes valores de um qualquer contexto, que «exclui a possibilidade de crítica e justificação objectiva». O que torna o pluralismo diferente de outros «ismos» é a rejeição partilhada por monistas e relativistas que só um valor incondicional pode ter autoridade moral, racional e independente do contexto. Neste referendo, para muito boa gente, o único valor ponderável é o Bébé-que-mexe-e-dá-pontapés. O contexto não entra nas contas. Essa absolutidade é profundamente contrária à mais elementar noção de pluralismo que devia ser dado adquirido nas nossas sociedades.

E não me parece que a importância do «pluralismo» tenha sido anunciada pelos amanhãs que cantam nem pelo farto couro cabeludo do dr. Vital Moreira nos loucos anos da Revolução.

(actualizado)


publicado por Tiago Geraldo às 02:19
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...de cada vez que oiço a expressão "consciência social dominante" começo a fazer as malas para fugir para o brasil.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 02:15
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...lembrar com Vital Moreira os bons velhos tempos da "consciência social dominante"


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 01:52
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E pelos comentários de Aguiar Branco - um homem que começou o debate por lembrar simpaticamente que tinha cinco filhos, dado relevantíssimo e fundamental para o debate - é óbvio que nem dispensou de oral. O ex-Ministro da Justiça mais bem penteado de sempre disse sem se rir que neste referendo «não é o Código Penal que está em questão».


publicado por Tiago Geraldo às 01:49
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15 a zero?


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 01:00
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Vai para os livros: Vital Moreira começa o debate "simpaticamente" lembrando que Aguiar Branco era aluno quando ele já era professor.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 01:00
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Avô cantigas         Vital Moreira


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 01:00
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Entre os discursos xaroposos e entusiasmados da plateia nesta edição do Prós e Contras, destaco o daquela senhora cujo nome agora não me recordo mas que quando fala parece ter vontade de nos saltar para cima e unhar a garganta, que disse, com a voz embargada, que o Não combate o aborto por pressão do patronato.


publicado por Tiago Geraldo às 00:00
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Ódios, ódios de estimação; são fundamentais para manter a nossa sanidade intelectual, mental e ideológica. E é bom mantê-los, nem que seja em lume branco. Muitas vezes sem motivo racional que o justifique, vamos cultivando-os com pequenos comentários azedos com aqueles que nutrem o mesmo sentimento pelo ser visado.  É saudável, liberta-nos dos maus fígados .

Aproveitem esta época pré referendária para os actualizarem. Não faltarão alvos apetecíveis!


publicado por tpr às 21:33
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Recomendamos vivamente o magnífico sketch do gato fedorento sobre o aborto, transmitido ontem na RTP.  Os interessados podem vê-lo no site do Bloco de Esquerda.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 21:01
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Elsa Pataky, a namoradinha do Adrien Brody.
Porque eu sei que os meninos do 31 também gostam destas coisas.
publicado por Rita Barata Silvério às 19:34
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...e o Alexandre Borges continua de férias, aqui fica a repetição do magnífico video de Henrique Burnay sobre as declarações You Tube de Francisco Louçã.



http://linhasdeelvas.net/2006/2873/Ana%20Drago.jpg

Onde está Ana Drago que nunca mais ninguém a viu?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:35
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* A não perder o ataque cerrado de Deus aos nortenhos e à sua hiperactividade:

"O Norte é uma espécie de hiperbolização. Metáfora. Exagero literário. E logo na definição geográfica. Este Norte começa na avenida dos Aliados e acaba na rotunda da Boavista. A norte da VCI já é Espanha e a sul do douro estamos no Magreb. É que os do Porto não falam como os de Matosinhos. Os de Matosinhos embirram com os de Leça e os de Leça cortaram relações com os de Gondomar. Pelo caminho, ninguém se dá com Braga nem Braga se dá com o Norte. Conclusão: o “norte” tem mais facções que os territórios palestinianos. "

Mais, só na edição que sai quarta-feira. Todos às bancas!

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:03
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De que tamanho serão as bandeirinhas do Frei Bento Domingues e do Padre Anselmo Borges ?
publicado por Pedro Marques Lopes às 15:47
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A coisa mais excitante da blogosfera desde a carta aberta do António Figueira ao Pulido Valente: "Chegou o momento. Depois destes dias em que trocámos argumentos virtuais, convidamos o blog Sim no Referendo para um debate real. Três de cada lado. Quinta-feira, às 21:30, em local e com moderador a designar." Eu ofereço-me como moderador.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 15:25
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O poste chega mais tarde do que era suposto porque o trabalho não permitiu sequer convalescer decentemente das festividades.
O Frágil, com direito a panfleto Pró-SIM logo no bengaleiro (desconfio que obra de alguns infiltrados), apresentava uma invulgar mas simpática heterogeneidade. Entre corpos que espreitavam de dentro de camisolas de alças lá se vislumbrava, a espaços, um ou dois blazers de veludo e tweed ou camisas impecavelmente engomadas.
A Blogosfera respondeu em peso ao apelo festivaleiro da Direita e, entre liberais a conservadores os locals lá foram dando um ar de sua (infinita) graça.
O nosso PPM circulava, entre abraços e beijinhos, na sua pele de irrepreensível e charmoso anfitrião; O Luciano, mais ou menos a meio dos dois espaços sociais, fazia convergir, com o seu encanto blasé, aqueles que passavam, para dois dedos de agradável conversa; O Pedro e o Vasco Rato fizeram saber ao mundo que não tinha complexos com as suas (ditas más) companhias ou com as respectivas bandeirinhas (confesso que esta parte não percebi bem, mas é por ser menina), O Vitor Cunha foi tão cavalheiro como, a cada momento, seria expectável; o Henrique Raposo revelou-se um afável Pedro Burmester da Blogosfera em busca de um Mário Laginha à sua altura (talvez mandar vir do Botswana); O Rodrigo estava inconsolável, a um canto, por não ter conhecido a Isa; O Tiago deve ter tido medo de ir à festa, não fosse mais alguém pedir-lhe uma remodelação de template ou a resolução do problema técnico do leitor que não consegue visualizar a página do blogue por causa do Mozilla albanês (anda lá Tiago, nós prometemos que nos deixamos dessas coisas) e os três impecáveis DJ’s incendiaram o dance floor, embora nem por um momento o frágil tenha deixado de lembrar, a uma só voz, a falta que o Nuno nos fez.
Enfim, estamos (todos), depois dos necessários cuidados paliativos, à espera da próxima festa.

publicado por Laura Abreu Cravo às 15:24
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«O Simão mete a bola onde mete os olhos».

*o Jorge


publicado por Nuno Miguel Guedes às 12:49
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Gerador                             Geravidas


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:00
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1. Ainda a festa: o Vítor diz que fiz furor. Não notei nada. Mas se ele notou, gostava só de saber entre qual "comunidade". Não foi de certeza entre a "comunidade cabo-verdiana".

2. Outra vez a festa: Vítor, se não estou a ser indiscreto, em que é que as amigas da Laura se revelaram conservadoras?

3. Ainda a propósito da festa: o Henrique aconselha ao Pedro um livro ateu. Henrique, o problema do Pedro não é intelectual. É psíquico. É um trauma. Pergunta-lhe lá sobre quando, já ele era homem feito (a caminho de se licenciar), outro homem o arrastava pela orelha e lhe perguntava: "Ó Pedrinho, então e sexo?"

4. Quem é que contratou o Carapinha para esta treta? Foi barrete. Afinal, o gajo escreve que se farta. Só não escreve é para aqui.


publicado por lucianoamaral às 11:23
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As companhias têm causado sensação neste referendo. O Rodrigo e o Paulo não gostaram das bandeirinhas do Pedro Marques Lopes e indignaram-se com as más companhias do Vasco Rato. O Pedro respondeu com uma caterva de idiotas inúteis chamada PNR. O Jorge Ferreira foi - e bem - sobejamente lembrado.
Devo confessar que o fenómeno das «companhias» neste referendo não me escandaliza absolutamente nada (nem descubro quaisquer intenções sub-reptícias de legitimação política por parte de seja quem for), ainda que a «dissidência» do Não à direita - deve-se dizê-lo - seja incomparavelmente mais notada e criticada do que no lado contrário em relação à «dissidência» do Sim (talvez porque no lado do Não ainda não tenham havido grandes surpresas nessa caminhada heróica pela Vida – sempre com maiúscula).
Sabemos que a decisão no próximo referendo é uma questão que atravessa os partidos, que não é de «esquerda» nem de «direita» - coisa tão vazia e inconsequente que os importantões cá do burgo se fartam de repetir abundantemente.
Mas não passa ao lado de ninguém que com este adeus às armas entre pessoas que se encontram normalmente em campos políticos opostos (tudo em prol da tal «questão transversal») se têm promovido algumas falsas canonizações e alguns reconhecimentos de humanismo - como dizer? - embaraçantes. Ainda que não possamos com isto soltar foguetes à paz perpétua e à fraternidade universal, não há, atenção, rigorosamente nada a criticar no facto de que pessoas habituadas a diabolizações recíprocas convivam agora pacificamente. Mas continua a não ser fácil imaginar que aqueles que durante anos vergastaram a possidente e exploradora e imperialista direita liberal reconheçam agora em alguns dos seus espécimes (eu incluído) um q.i. aceitável, alguma dose de bom senso e a extravagante capacidade de articular três letrinhas sensatas.

publicado por Tiago Geraldo às 02:52
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Foi por um quase imperceptível capricho temporal que Al Gore, esperado por cá esta semana, não nos falou do "aquecimento global" numa Lisboa debaixo de neve.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 01:49
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"(...)o Rodrigo Moita de Deus é mais jovem e menos barrigudo do que pensava"

Miguel, é verdade sim senhor. Mas antes que faças qualquer convite, aviso que eu só tenho olhos para o Carlos Abreu Amorim.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 00:24
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"foi engraçado partilhar os urinóis com Vasco Rato"

Miguel Vaz no República dos Desalinhados, fazendo a crónica da festa de sexta-feira.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 00:24
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Sobre o respeito pelas mulheres tão profusamente repetido pelos adeptos do "Sim" vale a pena ler um poste assinado por Nhó Nhó Nhó Barreto no Sim ao Referendo. Aviso-vos que o homem é um caso de estudo raro pela sua congénita alarvice. Por vezes, perante alguns disparates que se escrevem, fico na dúvida se eles estão lá para defender as vítimas do aborto ou para se autopromoverem com meia dúzia de larachas e patetices a que devem achar muita piada.
O assunto diverte-os imenso.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 00:17
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