Sábado, 31 de Março de 2007
A nossa queridíssima
Mafalda Avelar apresenta o seu novo projecto a solo:
Livros à volta do mundo. Vale a pena.
Quase que foi notícia: O advogado de Amadeu Lima de Carvalho, accionista da empresa que detém a Universidade Independente, alertou hoje para a possibilidade de um conflito diplomático entre Portugal e Angola caso não haja «cuidado» no processo que envolve a instituição.
Primeiro foi o caso das cartas de condução. Depois foi o dono da produtora Casablanca que avisou para não se meterem com ele pois era protegido do governo de Luanda. Agora é um advogado da Universidade Independente a lembrar que é melhor "cuidado" na investigação porque alguns sócios são angolanos relacionados com o poder.
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
Será que se esta história da licenciatura de José Sócrates se tivesse passado com Santana Lopes teria saído dos jornais tão cedo?

Quando é manipulada com gosto e mestria, como é feito diariamente
aqui, vale muito mais. Muito mais.
"Estamos a apontar para o mês de Abril, tudo leva a pensar assim", disse o vereador aos jornalistas. O vereador está a apontar para o mês de abril. Mais coisa menos coisa. Ele liga para a semana para confirmar. Para a semana já é abril, mas deixem estar.
Entretanto, precisam de mais umas fotografias do vereador ou está bem assim?
A data definitiva de abertura do Túnel do Marquês deverá ser conhecida na próxima semana, anunciou hoje o vereador das Obras Municipais da Câmara de Lisboa, Pedro Feist, numa altura em que se fazem testes de segurança na obra.
O vereador chamou a comunicação social. Disse-lhes hoje que diria qualquer coisa para a semana. Mais coisa menos coisa. Mas ele prometeu que para a semana voltavam a falar. Só não disse o dia.

2 anos de Atlântico.
Porque não é fácil ser de direita — e criar um espaço nos media para a discussão aberta e séria nesse quadrante — num país que vive na sombra do complexo da ditadura salazarista; porque não é fácil dar, confiadamente, oportunidades a quase desconhecidos e apostar em gente nova com coisas para dizer; porque não é fácil fazer estas (e outras coisas) e ter qualidade: está de parabéns a Atlântico, e, no passado recente, em especial, o PPM, pela dedicação e generosidade com que abraçou o projecto.

Clique aqui para ver o filme em que o actor principal é Nuno Costa Santos.
[Também no blogue da Atlântico]
Chego um pouco atrasada à polémica. Culpa de circunstâncias tão variadas quanto desinteressantes e de alguma hesitação quanto à pertinência ou sequer necessidade de escrever sobre este assunto.
Não vou opinar mais sobre o Dr. Pacheco Pereira, cujo brilhantismo e lisura de carácter me deixam, a cada dia, visivelmente mais impressionada. Não vou sequer manifestar e minha perplexidade ante a grandeza de um homem que, ainda assim, não se permite identificar destinatários para as suas críticas virulentas. (Para que conste, no 31 da Armada somos muitos, mas não fazemos mal a ninguém e eu, enfim, não conto para efeitos de infantaria).
Mas interessa-me, particularmente, a questão do “tratamento cruel, mesquinho e machista”. Ora, se, por um lado, aprecio a crueldade (em matéria de maldade, já tenho defendido a tese de que será sempre preferível a elevação da crueldade eficaz à comezinha pilhagem de galinhas), já a mesquinhez e machismo me indispõem e deixam vagamente mareada.
Contudo não me parece que, neste caso, se aplique uma ou outra qualificação. A mesquinhez (como estreiteza de espírito) e o machismo (como subalternização da mulher) não estiveram presentes nos comentários que fui vendo passar por este blogue. Ninguém questionou ou relativizou o valor da Dr. Odete Santos como mulher ou como deputada. A Dr.ª Odete Santos, como muitos de nós, ao logo do desempenho das nossas funções como profissionais ou cidadãos activos politica, cultural ou socialmente) aceitou o grau de exposição (mediática e ideológica) que estava inerente à participação num programa televisivo. Nessa medida, permitiu conscientemente a difusão da sua imagem e, naturalmente, aceitou o risco dessa mesma exposição. Assim, criticar as ideias defendidas por Odete Santos durante aquela emissão e, acessoriamente, tecer comentários sobre a postura que tenha adoptado nesse mesmo programa é uma decorrência de uma liberdade que a senhora deputada e cidadã exerceu. Não decorre do facto de ser mulher, de esquerda, mais ou menos bonita ou insinuante.
Cavaco Silva, se bem se lembram, foi arrasado com o seu momento Bolo-rei, Jerónimo Sousa mimado por todos os quadrantes políticos pelo seu pezinho de dança, Alberto João Jardim por ter sido apanhado em cuecas por um fotógrafo do Tal & Qual numa troca de roupa num cortejo carnavalesco. Aparecer, meus amigos, é, em larga medida, pôr-se a jeito. E, neste caso, ajeitar a lingerie em frente às câmaras e proferir jargões anti-o-que-quer-que-seja (nesta caso o fascismo) quando não era sequer isso que se discutia é, no mínimo, pôr um pé do lado de lá no que ao decoro diga respeito. Nesta medida, Odete Santos foi alvo de piadas, críticas e algumas graças cuja pertinência, utilidade ou qualidade humorística caberão a cada um dos leitores aferir. Mas não foi nunca posta em causa enquanto deputada (no que à qualidade do seu desempenho diga respeito) e muito menos enquanto mulher.
Isto, meus caros, até para quem, como eu, conhece o machismo de bem perto, é, quando muito, uma espécie de morte social assistida — quer na perspectiva utilitária, quer na perspectiva mediática — que não chega sequer a preencher o tipo criminal do homicídio a pedido da vítima.
Militares responsabilizaram os alvos utilizados pelo falhanço do exercício.
Luiz Arouca saiu em liberdade depois de ter pago 250 mil euros de caução.

"Eles foram muito amigáveis e hospitaleiros e nos explicaram por que havíamos sido detidos. Não houve agressão"
É ela e Francisco Louçã. Mas Faye Turner tem desculpa. Louçã nem por isso.
(via bonnie situation)
Se Telmo Correia tivesse ganho o congresso a Ribeiro e Castro, Paulo Portas seria agora candidato?

Já está nas bancas a edição de Abril da Revista Atlântico. E como é Abril temos um especial "abrilada" versão 31 da Armada. É o princípio de uma belíssima relação. Agora, na compra da revista Atlântico, ganhe todos os meses duas páginas 31 da Armada com a "crueldade" e "falta de carácter" que são a nossa marca registada.
Continuam os ataques "crueis, mesquinhos e machistas" à deputada Odete Santos. Desta feita na página 62 da revista Sábado. Revista Sábado, uma publicação mirim onde há muitos jornalistas-mirins e "pessoas-mirins" que não passam da "miséria do pensar e de um defeito de carácter".
Revista Sábado onde Pacheco Pereira colabora semanalmente.
Estamos certos que Pacheco Pereira, como pessoa "bem formada" deve ter ficado "envergonhado" com aquela edição. Como homem de "carácter" acima de qualquer suspeita não temos uma dúvida que saberá tomar uma posição sobre o assunto ou que dê o exemplo abdicando da avença.
(Rui Castro e Rodrigo Moita de Deus)

(click na imagem para aumentar)
A ideia do PNR não devia ser completamente desaproveitada. Em vez dos imigrantes que são, no geral, gente pacata que corre riscos para tentar viver um pouco melhor e faz bem ao país, se puséssemos os PNRs todos dentro de um ou dois aviões (não devem ser necessários mais) e os mandássemos voar até acabar o combustível (depois pufff, olha, azar acontece), talvez isto ficasse um lugar mais simpático.
Isto sim era a Bem da Nação.
Domingo, a partir das onze da manhã, digo tudo: de onde vêm as obscuras fontes de financiamento deste blogue, como tudo isto é uma gigantesca conspiração para tomar de assalto um partido qualquer e ser dirigente de futebol, quando é que se almoça nesta casa, a receita de migas com espargos e plumas de porco preto e o estado de graça que é ser da Académica de Coimbra.
Há também cerca de 15 segundos de conversa interessante. NMG, a blogosfera e o 31 da Armada, no programa de Pedro Rolo Duarte(Antena 1) , no próximo domingo das onze ao meio dia. Com Norah Jones. Também se poderá ouvir aqui. E tudo com uma bedroom voice que nem vos conto.
Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Pacheco Pereira deixa a revista Sábado.
Nota: amanhã apresentaremos desenvolvimentos da notícia.
Maria José Nogueira Pinto aproveitou o "empurrão" de Hélder Amaral para sair do partido.
Pedro Marques Lopes, Francisco Mendes da Silva e demais "tripeiros" aqui da casa:

No próximo domingo nem o Espírito Santo vos safa
"Passatempo: Vá ver Vitorino em Aveiro" (DD)
"Lenine no Tivoli, em Lisboa" (DD)
SDASDSD

Em resposta à mais recente campanha do PNR em que são visados os imigrantes, optou o Governo pelo estudo de uma solução jurídica que possa pôr em causa a continuação da referida campanha. Pelos vistos, há ainda quem não tenha percebido o que se passou com a eleição de Salazar no concurso Grandes Portugueses.
Tenho para mim que a vitória de Salazar no concurso e o crescimento de um partido como o PNR beneficia, para além do próprio, os partidos de extrema-esquerda, como o BE, que vão crescendo com a radicalização do discurso de ambos os lados da barricada. Pena é que o Governo, ainda que de forma involuntária, "vá a jogo" nestas condições.

O nome "allgarve" é só um pormenor. E pouco importante. Verdadeiramente arrojado, inovador e revolucionário é uma campanha de promoção turística sem imagens do produto que estamos a vender. É assim mesmo! Sempre a inovar.
Lembramos Janet Jackson e a final do Super Bowl de 2004. Quem se preocupa com a segurança das nossas crianças tem a obrigação de lançar a pergunta: deve a RTP impor um delay de alguns segundos nas suas transmissões em directo?
Marca Allgarve já existe há cinco anos. O ministério pagou 3 milhões de euros pela campanha.
O sacripanta do
João Pedro Henriques parece que também é um tenebroso direitista perverso.
Abrupto says.
A FHM faz dois anos e amanhã (hoje) há festa no Beato. Quem vai? Para já, ficam aqui dois magníficos sítios da revista. Ora vejam:

A
Declaração de Berlim , prometida como um grande momento de renovação do espírito europeu, acaba por resumir-se a isto, que é o seu último parágrafo:
“A unificação da Europa veio dar vida a um sonho de gerações passadas. Manda a nossa História que preservemos tal fortuna para as gerações vindouras. Devemos para isso moldar, a cada passo e ao ritmo dos tempos, a configuração política da Europa. Por isso nos une hoje, cinquenta anos passados sobre a assinatura dos Tratados de Roma, o objectivo de, até às eleições para o Parlamento Europeu de 2009, dotar a União Europeia de uma base comum e renovada.
Porquanto temos a certeza: a Europa é o nosso futuro comum.”
Há quinze dias escrevi,
na Atlântico que hoje está nas bancas, que "o mundo mudou, os dirigentes europeus sabem-no, mas não têm coragem política para o confessar. O resto que dizem é bonito, mas tem pouca utilidade. Ou alguém acredita, a sério, que por este andar em 2010 a Europa será, como prometia a Agenda de Lisboa, a economia do conhecimento mais dinâmica?"
Podia ter me enganado, ou ter mudado de ideias entretanto. Nem uma coisa nem outra. Aliás, afinal foi pior do que eu pensava.
Os europeus parecem precisar de uma razão para a UE. Qual é a resposta dos seus líderes? “o objectivo de, até às eleições para o Parlamento Europeu de 2009, dotar a União Europeia de uma base comum e renovada”.
Achar que isto é muito pouco é ser-se eurocéptico?
Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Claro que a eleição de Salazar num passatempo televisivo - que deveria ter sido chamado Mrs.Santos Show - é irrelevante. O que me assusta e maça é a criação de uma nova
blog police, tanto mais temível quanto mais inteligente. Medo, muito medo.
Como sempre, quem deu a entender o que não foi escrito foi o dr. Pacheco, perito em lançar atoardas enquanto vai publicitando subentendidos que ninguém escreveu. Eu gosto imenso da dra. Odete Santos, ainda que seja evidente que a sua defesa atabalhoada de Álvaro Cunhal contribuiu grandemente para a vitória de Salazar. E já não é a primeira vez que o dr. Pacheco dá relevância mediática ao diz-que-disse sobre outros políticos portugueses, enquanto vai - supostamente - criticando esse mesmo diz-que-disse.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 17:25
link

Amanhã nas bancas, com um Especial 25 de Abril assinado pelo colectivo trabalhador do 31 da Armada. A revista Atlântico comemora o seu segundo aniversário com José Sócrates, mas só nos cartoons.
Não posso falar em nome dos outros. Da minha parte, juro-vos (!) que preferia não ter visto a roupa interior de Odete Santos. Aquele imagem não me sai da cabeça.
O Dr
Pacheco Pereira é, a bem da Nação, detentor de uma moral poderosa que serve de padrão a tudo o que mexe. E de um rancor notável. Só isso explica o post que evidentemente nos dirige.
Pacheco Pereira podia ter razão, mas não tem. Ninguém atacou o carácter de Odete Santos, ninguém gozou com a sua origem social ou se meteu com a sua vida privada nem ninguém filmou nada às escondidas. Em qualquer lugar do mundo, o que Odete Santos fez em directo na RTP é gozável. Mesmo por quem ache, como eu, que Odete Santos é uma mulher com qualidades políticas e humanas notáveis. E que respondeu com uma lição à piada demagógica do
Gato Fedorento, como Pacheco diz.
O Dr. Pacheco Pereira é dos homens mais inteligentes que o país tem. E acha-se legitimamente grande, longe da maralha-mirin. Talvez. Mas era certamente melhor homem se fosse um pouco menos inteligente e um nadinha mais modesto nas presunções e sério nos ódios.

Tente o Dr. Pacheco afagar o peito por debaixo da camisa numa Quadratura do Círculo e verá se não vem aqui parar directo. Por mais pergaminhos sociais que acredite ter.
Pacheco Pereira aceitará um pedido de desculpas mirim?
O tratamento cruel, mesquinho, machista que alguns blogues, tidos como sendo de "direita", dão a Odete Santos deve envergonhar qualquer pessoa bem formada. (José Pacheco Pereira referindo-se à roupa interior de Odete Santos)
Sobre Salazar e o concurso que ganhou, têm sido ditas algumas coisas interessantes e inúmeras enormidades. Das enormidades, destaco o paralelismo com Cunhal - como se o Salazarismo, com todos os seus vícios, defeitos, abusos, crimes, violência e indignidades, pudesse, alguma vez, assemelhar-se a uma ideologia que destruiu a vida a milhões de pessoas culpadas por com ela não alinharem ou, tantas vezes, apenas por existirem. Das coisas interessantes, destaco este post, do Adolfo Mesquita Nunes, até agora o que melhor resume o que penso.
De resto, e pelo que se tem visto, as “elites” continuam com cassete de sempre: uns insistem que Salazar foi o pior tirano da História universal (“cometeu crimes contra a humanidade!”, excita-se o deputado Fazenda); outros que era provinciano, mesquinho e ignorante; poucos se mostram interessados em perceber o que de facto – para lá do maniqueísmo primário - Salazar foi. No meio disto, o povo (ora soberano ora analfabeto, consoante as conveniências) parece cada vez menos impressionado com as tentativas mediáticas de lavagem ao cérebro colectivo. Perante os alarmes e alertas de que Salazar iria ganhar e o país cair em vergonha, esteve-se nas tintas: “Deixá-lo ganhar. Poupou 60 cêntimos e foi tratar da vidinha.
O Napoleão era um menino.
Santa Comba, Lisboa, Paris, o Mundo
Be afraid, be very much afraid.
A não perder. Aqui: Uhhhhh

Rita Vaz, 23 anos, coordenadora nacional da juventude nacionalista.
Este é um nacionalismo muito mais "giro" que o nacionalismo do "velho das botas".
...a verdade é que Salazar nunca perdeu uma eleição.
Odete Santos não olhou a meios para seduzir o eleitorado masculino (via Tristes Tópicos).
Na marcha do Porto, os manifestantes que pretendam ocultar a sua identidade, por motivos profissionais ou familiares, podem pedir máscaras à organização no local da concentração, na Praça do Marquês de Pombal, disse à agência Lusa João Carvalho, do núcleo local do MGM.
Máscaras? Máscaras? E como é que eles conseguem fumar seja o que for se estiverem de máscaras?