Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
De todas as questões que podem ser colocadas ao líder do PSD sobre o caso de Lisboa, a única verdadeiramente pertinente é se vai ou não convocar eleições. Tudo o resto, sobre a confiança em Carmona é interessante mas politicamente irrelevante.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 23:30
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O presidente do PS-Madeira recordou o passado de Alberto João Jardim para considerar que o presidente do Governo Regional foi «colaboracionista» do Estado Novo.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 20:00
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Desde que isso significasse que nunca tivesse existido. Mas infelizmente não foi assim, e foi o que se viu. Mitologia republicana? Tenho muitos cromos para vender.


publicado por Nuno Miguel Guedes às 18:18
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Se há algo que nunca percebi na iconografia republicana é a lasciva semi-nudez da Dona República. Mas o vestido rasgado, os cabelos bravios e os seios em pontas mexem comigo, confesso. 

 

A Dona República tem ar vulgar quanto baste. Menina travessa, reparo. Indomável personalidade, garanto. Foi certamente desflorada por um qualquer jovem fidalgo ao abrigo de juras de amor eterno (o que lhe explica o ressentimento contra a classe, juro).

 

Sim. A libidinosa Dona República é mulher bravia. Talvez precise de homem que a conforte.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 17:26
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Voltar às origens da República, reconstituir uma genuína "mitologia" republicana e valorizar do projecto de modernidade republicana deve constituir um objectivo primordial das comemorações.

Relatório da comissão de projectos para a comemoração do centenário da república


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 15:34
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«In this one sentence, the Prime Minister captures perfectly the fundamental philosophical difference between us. He believes that state initiatives and taxpayers' cash can ''cure'' the "nature of society". Anyone who still believes either that Mr Blair is a ''closet Tory'', or that I am anything other than a Conservative, should stick that quotation on their fridge door.

 

(...)

 

Labour's intentions may have been good, but its approach failed because its only instruments were taxpayers' money and mechanical central control.

 

(...)

 

We cannot address social problems merely with state solutions. Government has a role to play in setting the framework of law and incentives that encourage the right behaviour. But the best thing that the state can do is to help build the independent institutions of a responsible society - strong families and strong communities.»

 

David Cameron, no Telegraph de hoje.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 13:30
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Casamentos 'gay' para celebrar a República

 


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:45
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Concordo. Até porque, tendo em conta o número de vereadores arguidos, é perfeitamente possível fazer reuniões de executivo na Boa-Hora.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:12
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Sempre que vejo o Porto a jogar, encho-me de esperança. Mas a esperança só dura até ao jogo seguinte do Benfica. Seria uma chatice se o meu clube tivesse ganho ontem. Podiam chegar à conclusão que a época correu bem.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:10
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Se for verdade que Carmona Rodrigues ofereceu um palacete à Maçonaria, versão Grande Loja Legal de Portugal, e tendo em conta os apuros em que o homem anda, só se pode concluir que, das duas, uma: ou a Maçonaria já não é o que era (by the way, quem foi o malandro que revelou esta história ai ai, secreta, algum tipo de outra loja, terá sido, hmmm?), ou Carmona não sabe que os aventais não são todos iguais e nem todos os pedreiros são amigos. 


publicado por Henrique Burnay às 11:34
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Não ganham nem deixam ganhar.


publicado por lucianoamaral às 11:03
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New Cotas on the block ( a gracinha juvenil é inevitável, mesmo que aqui andemos entre a geração de 60 e a de 80). Além disso, não se pode fazer só elogios.
Tudo isto para dizer que há um novo blog na rede, que é bom e – coisa menos importante mas que a mim me interessa – andam por lá amigos, amigos de amigos e pessoas de quem temos saudades. Feitas as apresentações, e dadas as boas-vindas, cá os leremos. O link já está ali ao lado. Para começar, o editorial promete boas conversas e algumas discussões.

publicado por Henrique Burnay às 09:44
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Domingo, 29 de Abril de 2007
A nova morada da Atlântico, uma coisa clean, moderna, com désaine (como alguns acham que se diz)  já está actualizada, aí ao lado.

Se precisasse de um lema, era: "melhor, do mesmo".
publicado por Henrique Burnay às 23:49
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TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO VI

 

(clique na imagem para aumentar)

 

"Não sendo julgada conveniente a presença de certos nacionais em Moçambique por prejudicarem  o processo de descolonização em curso (...) São expulsos de Moçambique Gonçalo Mesquitela, Raul Pires e Luís Reis Costa"

 

O Alto-Comissário

Vítor Crespo"

 

Boletim Oficial de Moçambique de Dezembro de 1974


publicado por 31 às 20:17
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Foi, por assim dizer, para homens de barba rija. Quase duas horas de canções perfeitas, de pilhagem a toda a história da pop peneirenta e hedonista. Jake Shears revelou-se a mistura habitual de Marc Bolan e Liza Minelli, ali também entre Bowie, Elton John e João Baião. Ana Matronic falou demais, nomeadamente quando disse gostar muito de "Lesboa" por, entre outras razões, o símbolo da cidade ser "a huge fuckin' cock". E eu juro que vi, num dos camarotes, um grupo de septuagenárias grisalhas inglesas a gritar "Cause you can't see tits on the radio / I'll give you five fingers for a one man show".  


publicado por Francisco Mendes da Silva às 18:49
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A maior diferença entre o 24 e o 26  de Abril é que a 24 uns poucos eram responsáveis por aquilo que o País era (de bom, de mau e de péssimo); a 26 somos todos. Ou pelo menos podemos ser. E aí apenas o resultado pode ser mau, e a culpa nossa. E isso é bom.

O resto, o folclore revolucionário ou o mofo salazarista, não entusiasmam mas também não assustam.



publicado por Henrique Burnay às 18:08
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como qualquer bom benfiquista, já tinha posto na cabeça que o título era impossível e que uma ida à taça UEFA não era mau de todo. o pessimismo permitia-me a despreocupação suficiente para ignorar o jogo de hoje e o resto do campeonato. não me ia chatear mais com o assunto. era assim, até ontem à noite. maldita esperança!


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 16:46
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TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO V

"Pretende-se Ocupar Casal com filhos, decadentemente educados, pequeno-burgueses sem cheta e em vias de extinção, pretende ocupar casa de praia durante o mês de Agosto, de preferência no Algarve.

Resposta a este jornal, nº ’’X’’ anúncio do suplemento de classificados do jornal Expresso

 


publicado por 31 às 14:09
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Já lá vai o tempo em que Marcelo Rebelo de Sousa falava de Marques Mendes com enlevo. De há uns tempos para cá, quando Marcelo Rebelo de Sousa fala de Marques Mendes o tom é entre a indiferença e o desprezo evidente. O protegido já não o é. Porque já está à espera do sucessor, ou porque está à espera de ser sucessor? Se calhar o regresso de Portas estimulou-o. Dizem que o ódio cega, se calhar também abre o apetite.

publicado por Henrique Burnay às 12:44
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Maternidades, urgências hospitalares, Ota, Universidade Independente, Pina Moura na Tvi e companhia... Em pouco tempo Sócrates descobriu que podia não ser amado e o país descobriu que Sócrates podia não ser assim tão amável. A ilusão, vivida em São Bento, de que é possível governar sem falhas, está enterrada. Reposta a normalidade, afinal pode estar tudo em aberto para 2009. E no PSD, isto abrirá o apetite pelo lugar de Marques Mendes?
publicado por Henrique Burnay às 10:43
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O Estado reforçou a sua posição na área das telecomunicações. A CGD comprou 10% da PT Multimédia.

Mais uma empresa que vai ser gerida segundo critérios políticos e vai escolher os seus gestores segundo uma lógica de clientela.   

Claro está que, mais uma vez, o Governo nada soube desta decisão.

Consta que Armando Vara já anda a organizar umas festas a ver se descobre mais um seu conterrâneo que possa vir a gerir esta empresa.


publicado por Pedro Marques Lopes às 10:42
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Sábado, 28 de Abril de 2007

Costuma dizer-se que só se dá valor a uma coisa quando se deixa de a ter.

 

Nós estamos a perder a língua portuguesa na Europa. Esta é uma das línguas oficiais da União Europeia, mas é cada vez menos pedida e, consequentemente, ouvida nos trabalhos das instituições comunitárias - Comissão, Conselho e Parlamento Europeu.

A Comissão reduziu as suas línguas de trabalho ao inglês, francês e alemão. Os Deputados ao Parlamento Europeu nem sempre se têm empenhado na utilização da língua - porque não comparecem nas reuniões, e por isso a cabina portuguesa deixa de ser requisitada; ou porque, pretendendo mostrar as suas habilitações linguisticas, por e simplesmente, falam noutra língua , fazendo assim desaparecer o português do contexto europeu. No Conselho, os representantes nacionais lá o vão pedindo, quando comparecem nas reuniões.

 

A Presidência Portuguesa da UE inicia-se dia 1 de Julho de 2007, e em Junho desse ano vão anular a contratação da interpretação portuguesa em várias reuniões.  

O relato integral em português da sessão plenária do Parlamento Europeu deixará de existir a partir de Junho de 2007. Logo a seguir começa a Presidência.    

 

É o nosso património que está a desaparecer.  


publicado por tpr às 23:21
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Lisboetas, esta é a vossa Presidente.

Presidente, estes são os lisboetas.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 22:10
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Para não deixar cair no esquecimento, quero apenas relembrar que o Primeiro Ministro continua sem esclarecer as "trapalhadas" da sua pseudo-licenciatura. 

 

Lá no prédio tínhamos um vizinho que queria ser tratado por Senhor Dr. , e por isso dizia-se - ou diziam, tanto importa - que era licenciado em Direito, só porque frequentou a universidade e fez até algumas cadeiras. Creio que aqui a situação é a mesma.  

 

O Senhor Primeiro Ministro, que sempre anunciou com grande vigor os valores da seriedade e a transparência (entre outros igualmente bons) - valores nos quais me revejo -, só pode querer que eles lhe sejam igualmente aplicados. Por isso aqui estou eu a recordar que as "trapalhadas" continuam por esclarecer. Só para não deixar cair no esquecimento.


publicado por tpr às 21:07
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TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO IV

 

 

"Maturidade política há em Cuba, no Vietname, na Bulgária, etc. No nosso país, hoje, o que está maduro é o amor do povo ao MFA. Essa é a nossa maturidade real.’’ Mário Castrim

 


Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

O infeliz Marques Mendes sujeitou-se hoje à sua dose mensal de chicotadas.

A humilhação pública a que se expõe de forma sistemática deixou há muito de ser ridícula para se tornar apenas triste.  

Para piorar as coisas deixou que Paulo Portas lhe desse uma lição de política e de como fazer oposição. A “bocas” e críticas desgarradas, Portas contrapôs um discurso elaborado que revelava estudo e trabalho de casa.

Marques Mendes não tem apenas falta de jeito demonstra também uma terrível preguiça e uma evidente falta de preparação para o cargo: fala dos media sem conhecer o carácter específico de cada um deles, fala do Poceirão sem se salvaguardar das perguntas mais óbvias. Enfim, fala dos mais diversos assuntos como se estivesse à mesa de um café. Estamos em presença de um indivíduo para quem a política se resume a recitar um sem número de lugares comuns e que fazer oposição é apenas contrariar os argumentos do Governo.

Por quanto mais tempo vai deixar o maior partido de oposição ter como líder este homem? Não fosse o sistema político e económico (sobretudo este) português ser o que é, e, há muito, as estruturas do PSD o teriam mandado para casa.  


publicado por Pedro Marques Lopes às 19:14
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Durante trinta e três anos deixámos que a esquerda definisse as regras pelas quais a comunicação social se deveria governar. Deixámos que a esquerda estabelecesse o que é bom e mau jornalismo. O que é aceitável e reprovável eticamente. Deixámos que a esquerda implementasse  esse extraordinário conceito da "isenção". Conceito descrito e regulado por sindicatos, colégios deontológicos e entidades reguladoras controladas por “isentas” figuras de esquerda.

 

Pina Moura tem alguma razão. Na maior parte dos casos os projectos de comunicação social são projectos políticos. Nas origens da imprensa não estão as gazetas informativas sobre a vida da corte mas a propaganda jacobina dos panfletos contra Luis XVI. Nesse sentido a “isenção” é novidade própria do caso português. A “isenção” foi apenas o pretexto para a nossa esquerda nacionalizar, sanear e tomar de assalto as redacções no período pós 25 de Abril. E a direita, ingénua, foi na conversa. Ingénua, continua a ir na conversa.

 

Os tempos entretanto mudaram. Temos um mercado de media. Um mercado - condicionalmente - livre de informação. Nestes tempos, a “isenção” é uma opção do gestor. Um jornal desportivo pode decidir ser “benfiquista” para vender mais. Uma televisão pode decidir ser mais populista para aumentar as audiências. Nem sequer é uma opção do editor. O editor é escolhido consoante a linha editorial pretendida pelo gestor. Se quiser um jornal benfiquista, irá buscar um editor benfiquista. Se quiser uma televisão socialista, irá buscar um editor socialista. É o mercado a funcionar.

 

A esquerda percebeu bem as ameaças e oportunidades deste novo jogo e soube adaptar-se Antes mesmo do caso Pina Moura, não nos podemos esquecer que foi também um governo socialista a incentivar a compra da Lusomundo pela Portugal Telecom.

 

E o que faz a direita? Adapta-se? Claro que não. Ingénua repete um discurso com trinta anos. Reclama “isenção”. Isenção nos media públicos e (pasme-se) isenção nos media privados. Discurso que esbarra nas regras de mercado que a direita (supostamente) defende. O accionista tem direito a escolher uma estratégia e os melhores funcionários para a executarem.

 

No caso prático, é claro que eu não gosto da nomeação de Pina Moura para a Media Capital. Não gosto porque tenho inveja. Preferia que fosse um dos nossos.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 15:50
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Toda a gente sabe que é política da casa — que, ao longo dos anos, temos visto que mais ou menos ninguém respeita — que aquilo que é dito no Snob não se publica. Quem frequenta sabe que se vai lá para jantar fora d’horas ou beber um copo, num sítio onde as paredes nos reconhecem e onde as caras pouco vão variando num universo vasto mas limitado que permite o reconhecimento de um aceno de cabeça ao mais assíduos.
Coisa que também se sabe é que, ao fim de algum tempo, é bastante natural que as conversas entre mesas contíguas se cruzem e que, com o adiantar da hora, a cada noite, a profundidade ideológica dessas conversas (quer se discuta política nacional, bola ou actualidade variada da vida alheia) as torne mais assertivas e acaloradas. Nos momentos limite depende-se do Senhor Albino que exerce a sua decana autoridade detrás do balcão e, entre sorrisos e água na fervura, vai chamando pelo nome a trazendo à razão os mais entusiasmados ou menos polidos.
Por tudo isto ir ao Snob tem graça. Porque uma noite à partida pouco entusiasmante pode proporcionar tertúlias surpreendentemente instrutivas quer sobre a natureza das coisas (que se esteja a discutir) quer sobre a natureza dos homens (que estejam a discuti-las). Ou ainda porque, também ali, se aplica a velha máxima de que as condições extremas trazem à superfície o melhor e o pior de cada um. Se ali se aprende a viver com a realidade inegável de que as conversas, afirmações e declarações efectuadas não são nunca absorvidas apenas pelo seu inicial destinatário (é como sussurrar baixinho num quarto vazio com óptima acústica) também cedo se percebe que isso não é relevante ou necessariamente desagradável quando, do lado de lá do canal, esteja humanidade civilizada e com noção mínima de decoro.
Ali, como na vida em geral, há de tudo. E — como na vida em geral — o pior não é, a cada dia, haver de tudo: é, de vez em quando, haver bocados do resto.

publicado por Laura Abreu Cravo às 12:21
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Trago-vos boas notícias. Hoje é o dia da histórica separação entre rede de cobre e a rede de cabo. Entre a PT e a PTM. Agora, o maior investidor na PTM vai ser o BES. Agora, os accionistas vão continuar os mesmos. Agora, o CEO da PTM vai continuar o mesmo. Agora vai ser tudo diferente: foi finalmente separada a rede de cobre e a rede de cabo.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:14
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ainda há mais sete suplentes na lista.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:31
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- Mas que grande buraco
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:29
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TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO III

‘’ E oxalá que, realmente, não tenhamos que um dia encher a arena do Campo Pequeno com muitos contra-revolucionários, antes que os contra-revolucionários nos metam a nós no Campo Pequeno.’’ Otelo Saraiva de Carvalho


publicado por 31 às 08:57
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

- Foi hoje criado um novo movimento a favor da regionalização.

- Humpf...

- O líder é o Mendes Bota.

- Uff... 


publicado por Francisco Mendes da Silva às 23:40
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O Dr. Sampaio foi nomeado Alto Comissário das Nações Unidas para o Diálogo entre as civilizações. A única explicação é alguém em NY achar que se nós não o compreendemos, alguém o há-de entender.
publicado por Henrique Burnay às 22:23
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Carmona Rodrigues foi constituído arguido no processo Bragaparques.

LAC/HB

publicado por Laura Abreu Cravo às 22:03
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Jorge Sampaio nomeado primeiro Alto Representante da ONU para o Diálogo das Civilizações

 


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 18:23
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TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO II

 

 

‘’ O momento exige que aqueles que escolhem a revolução assumam plenamente a necessária impureza de uma revolução. Como há dias perguntava Piteira Santos, retomando Robespierre: ‘’Ou será que querem que revolução sem revolução?’’

 

‘’ Passou-se algures numa sessão de Dinamização Cultural. Chegada a hora da sessão, não havia quase ninguém, a ponto de terem de chamar povo a suas casas. (…) Ninguém parecia querer tomar a palavra, ate que uma velhinha a tomou para dizer que lá na terra tinham medo dos comunistas. O oficial dinamizador vai de puxar de todo o seu poder oratório e persuasivo, para afastar os temores da duvidosa velhinha. Que isso era tudo enganos que lhe metiam na cabeça, que os partidos pretendiam era melhorar as vidas de cada um e dar água e estradas e dar hospitais e etc. ‘‘Percebeu? ‘‘, disse por fim. ‘’Bem, se eles são assim como o senhor diz, já gosto deles. Mas então por que lhes chamam esse nome? ‘‘ Eduardo Prado Coelho

 


publicado por 31 às 17:54
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"Não tenho nada contra copys de agencias de publicidade, o problema é que quando, no dia seguinte, queremos explicar a alguém o que é que comemos em determinado restaurante só sabemos dizer se foi carne ou peixe, ou será que alguém já ouviu um amigo dizer que comeu: "Confit de cherne, em emulsão de pimenta, com alho caramelizado, sobre crosta de pepino, com crocante de coentros, espuma de mirtilos e gelatina de camarão aromatizada"?"
Tiago Machado da Graça, nos Incontinentes Verbais

publicado por Laura Abreu Cravo às 17:09
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No caso Bragaparques já foram constituidos arguidos a chefe de gabinete de Carmona Rodrigues e o vereador com o pelouro financeiro de Carmona Rodrigues.   


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 16:36
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publicado por Rodrigo Moita de Deus às 16:22
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"O vereador responsável pelas Obras Municipais, Pedro Feist, anunciou que o túnel vai encerrar na noite de sexta-feira para sábado e na noite de sábado para domingo. (…) trata-se de uma «decisão técnica cautelar» que foi tomada na terça-feira. O objectivo passa ainda por evitar que o túnel seja usado por automobilistas adeptos do tuning, ou que tenham consumido bebidas alcoólicas"


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 15:45
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Nem só de palmadinhas nas costas vive o povo e a blogosfera lentamente transforma-se. Depois de alguns ensaios, e de um acordo com a rede comercial do Sapo, o 31 da Armada passa a incluir definitivamente uma janela de publicidade. Por opção do colectivo as receitas vão ser reinvestidas no próprio 31 da Armada.    


São coisas da época. Durante a emissão especial “Victoria Abril, Sempre!” estreámos o novo template do 31 da Armada. Mais primaveril, mais leve e mais fresco. O template é como o processo revolucionário: está em curso. Há ainda muitos acertos e trabalhos para fazer. São bem-vindas sugestões, observações e críticas.  


TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO I

‘’ A nacionalização da banca, que por sua vez detém (...) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal.’’ Mário Soares


«Ninho (por Tiago Cavaco)

O Alexandre Soares Silva, insuflado do Espírito Santo, escreve: "Minhas prateleiras são um pequeno regimento de gordos, pernetas, cegos e alcoólatras que estariam ao meu lado quando o mundo se dividisse em dois, e que para todos os efeitos estão ao meu lado. Qualquer autor que falhe nesse teste é só interessantinho, ou hábil, ou algo assim". E cita ainda dois dos meus heróis: Chesterton e C.S. Lewis.


Creio que continuamos a não nos aperceber da importância de tomar partidos. A melhor coisa que a blogosfera me permitiu foi sentir que havia uma família ideológica à qual podia pertencer, sentir que haveria um pai para receber um filho pródigo como eu. As pessoas hoje desdenham dos lares, sejam eles ideológicos, religiosos ou meramente estéticos, porque gostam de se sentir órfãos. Gostam de cuspir na cara dos pais e estoirar a herança sem uma ponta de fidelidade genealógica. O que me agrada em outros, tão mais encantados pelo pathos de uma divisão que pelo abstracto universal de uma ética, é que nesses encontro a saudade de um colo parental. E um menino da mamã é sempre mais confiável que um cidadão do mundo.»


publicado por Francisco Mendes da Silva às 13:37
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Rodrigo,

 

Esforço-me para não deixar que episódios da minha vida pessoal ou familiar não interfiram na minha capacidade de julgamento. Sei porém, e por experiencia própria, que não há transições fáceis e que não há mudanças sem vitimas, umas mais inocentes que outras.    

Os nossos dramas pessoais e familiares são irrelevantes - por muito que nos possa custar - face a uma inteira comunidade.

Apesar de todos os erros e de todas as imperfeições, o 25 de Abril contribuiu decisivamente para um Portugal melhor e isso consegue apagar os meus pequenos dramas pessoais.

O mais importante, porém, foram os horizontes que aquele dia abriram, a intensa sensação de que tudo podia ser melhor. Esses momentos, repito, são muito, muito raros. Foi isto que tentei transmitir.


 

(A propósito disto e disto)

 


publicado por Pedro Marques Lopes às 12:05
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Tolerar um idiota deslumbrado com o poder que nunca exerceu parece-me aceitável enquanto exercício de valores cristãos ou simples manifestação de espírito nobre. Legitimá-lo já me parece tão desnecessário quanto perigoso.

publicado por Laura Abreu Cravo às 11:18
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Avençado esquerdo

Segundo uma ideia original de JPH, que não tem culpa da adaptação.
publicado por Henrique Burnay às 09:55
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Segundo o Diário Económico de há dois dias, “a Prisa afirma não compreender a razão da polémica em torno da nomeação de dois militantes socialistas, Joaquim Pina Moura e José Lemos, para o conselho de administração da Media Capital. O grupo liderado por Jesús de Polanco dá o exemplo de Francisco Pinto Balsemão, que fundou o PSD e o grupo de comunicação social Impresa. Fontes oficiais da empresa espanhola reagiram, em declarações ao Diário Económico, dizendo: “não entendemos esta polémica”. “Sobretudo tendo em conta que o presidente do nosso maior concorrente em Portugal é o fundador do partido da Oposição e nunca foi dito que a sua independência profissional estivesse comprometida por essa razão”, acrescenta fontes oficiais”.

Em Espanha, onde a divergência ideológica é marcante e clara, ninguém se impressiona com o facto de haver órgãos de comunicação social assumidamente de um ou de outro lado. Por cá a tradição é outra. Balsemão não foi para a comunicação social porque tinha passado por um partido, nem fundou um partido só porque tinha um jornal. Tínhamos outra tradição. Mas a tradição vai mudar.
Tanto a Prisa como Pina Moura (voluntariamente ou não) assumem que aquilo é para o que é: uma televisão ligada ao Partido Socialista. Pelo menos assim as coisas são claras. Vitalino Canas e o PS continuam a fingir que não. Acham, provavelmente, que enganam alguém. Talvez se enganem.

publicado por Henrique Burnay às 08:58
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E o blogue da Atlântico agora é aqui.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 03:49
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