Desde que isso significasse que nunca tivesse existido. Mas infelizmente não foi assim, e foi o que se viu. Mitologia republicana? Tenho muitos cromos para vender.
Se há algo que nunca percebi na iconografia republicana é a lasciva semi-nudez da Dona República. Mas o vestido rasgado, os cabelos bravios e os seios em pontas mexem comigo, confesso.
A Dona República tem ar vulgar quanto baste. Menina travessa, reparo. Indomável personalidade, garanto. Foi certamente desflorada por um qualquer jovem fidalgo ao abrigo de juras de amor eterno (o que lhe explica o ressentimento contra a classe, juro).
Sim. A libidinosa Dona República é mulher bravia. Talvez precise de homem que a conforte.
Voltar às origens da República, reconstituir uma genuína "mitologia" republicana e valorizar do projecto de modernidade republicana deve constituir um objectivo primordial das comemorações.Relatório da comissão de projectos para a comemoração do centenário da república

«In this one sentence, the Prime Minister captures perfectly the fundamental philosophical difference between us. He believes that state initiatives and taxpayers' cash can ''cure'' the "nature of society". Anyone who still believes either that Mr Blair is a ''closet Tory'', or that I am anything other than a Conservative, should stick that quotation on their fridge door.
(...)
Labour's intentions may have been good, but its approach failed because its only instruments were taxpayers' money and mechanical central control.
(...)
We cannot address social problems merely with state solutions. Government has a role to play in setting the framework of law and incentives that encourage the right behaviour. But the best thing that the state can do is to help build the independent institutions of a responsible society - strong families and strong communities.»
David Cameron, no Telegraph de hoje.
Casamentos 'gay' para celebrar a República

Sempre que vejo o Porto a jogar, encho-me de esperança. Mas a esperança só dura até ao jogo seguinte do Benfica. Seria uma chatice se o meu clube tivesse ganho ontem. Podiam chegar à conclusão que a época correu bem.
Se for verdade que Carmona Rodrigues ofereceu um palacete à Maçonaria, versão Grande Loja Legal de Portugal, e tendo em conta os apuros em que o homem anda, só se pode concluir que, das duas, uma: ou a Maçonaria já não é o que era (by the way, quem foi o malandro que revelou esta história ai ai, secreta, algum tipo de outra loja, terá sido, hmmm?), ou Carmona não sabe que os aventais não são todos iguais e nem todos os pedreiros são amigos. 
Não ganham nem deixam ganhar.

TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO VI
(clique na imagem para aumentar)
"Não sendo julgada conveniente a presença de certos nacionais em Moçambique por prejudicarem o processo de descolonização em curso (...) São expulsos de Moçambique Gonçalo Mesquitela, Raul Pires e Luís Reis Costa"
O Alto-Comissário
Vítor Crespo"
Boletim Oficial de Moçambique de Dezembro de 1974

Foi, por assim dizer, para homens de barba rija. Quase duas horas de canções perfeitas, de pilhagem a toda a história da pop peneirenta e hedonista. Jake Shears revelou-se a mistura habitual de Marc Bolan e Liza Minelli, ali também entre Bowie, Elton John e João Baião. Ana Matronic falou demais, nomeadamente quando disse gostar muito de "Lesboa" por, entre outras razões, o símbolo da cidade ser "a huge fuckin' cock". E eu juro que vi, num dos camarotes, um grupo de septuagenárias grisalhas inglesas a gritar "Cause you can't see tits on the radio / I'll give you five fingers for a one man show".

como qualquer bom benfiquista, já tinha posto na cabeça que o título era impossível e que uma ida à taça UEFA não era mau de todo. o pessimismo permitia-me a despreocupação suficiente para ignorar o jogo de hoje e o resto do campeonato. não me ia chatear mais com o assunto. era assim, até ontem à noite. maldita esperança!
TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO V

"Pretende-se Ocupar Casal com filhos, decadentemente educados, pequeno-burgueses sem cheta e em vias de extinção, pretende ocupar casa de praia durante o mês de Agosto, de preferência no Algarve.
Resposta a este jornal, nº ’’X’’ anúncio do suplemento de classificados do jornal Expresso

O Estado reforçou a sua posição na área das telecomunicações. A CGD comprou 10% da PT Multimédia.
Mais uma empresa que vai ser gerida segundo critérios políticos e vai escolher os seus gestores segundo uma lógica de clientela.
Claro está que, mais uma vez, o Governo nada soube desta decisão.
Consta que Armando Vara já anda a organizar umas festas a ver se descobre mais um seu conterrâneo que possa vir a gerir esta empresa.
Costuma dizer-se que só se dá valor a uma coisa quando se deixa de a ter.
Nós estamos a perder a língua portuguesa na Europa. Esta é uma das línguas oficiais da União Europeia, mas é cada vez menos pedida e, consequentemente, ouvida nos trabalhos das instituições comunitárias - Comissão, Conselho e Parlamento Europeu.
A Comissão reduziu as suas línguas de trabalho ao inglês, francês e alemão. Os Deputados ao Parlamento Europeu nem sempre se têm empenhado na utilização da língua - porque não comparecem nas reuniões, e por isso a cabina portuguesa deixa de ser requisitada; ou porque, pretendendo mostrar as suas habilitações linguisticas, por e simplesmente, falam noutra língua , fazendo assim desaparecer o português do contexto europeu. No Conselho, os representantes nacionais lá o vão pedindo, quando comparecem nas reuniões.
A Presidência Portuguesa da UE inicia-se dia 1 de Julho de 2007, e em Junho desse ano vão anular a contratação da interpretação portuguesa em várias reuniões.
O relato integral em português da sessão plenária do Parlamento Europeu deixará de existir a partir de Junho de 2007. Logo a seguir começa a Presidência.
É o nosso património que está a desaparecer.

Lisboetas, esta é a vossa Presidente.
Presidente, estes são os lisboetas.
Para não deixar cair no esquecimento, quero apenas relembrar que o Primeiro Ministro continua sem esclarecer as "trapalhadas" da sua pseudo-licenciatura.
Lá no prédio tínhamos um vizinho que queria ser tratado por Senhor Dr. , e por isso dizia-se - ou diziam, tanto importa - que era licenciado em Direito, só porque frequentou a universidade e fez até algumas cadeiras. Creio que aqui a situação é a mesma.
O Senhor Primeiro Ministro, que sempre anunciou com grande vigor os valores da seriedade e a transparência (entre outros igualmente bons) - valores nos quais me revejo -, só pode querer que eles lhe sejam igualmente aplicados. Por isso aqui estou eu a recordar que as "trapalhadas" continuam por esclarecer. Só para não deixar cair no esquecimento.
TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO IV

"Maturidade política há em Cuba, no Vietname, na Bulgária, etc. No nosso país, hoje, o que está maduro é o amor do povo ao MFA. Essa é a nossa maturidade real.’’ Mário Castrim
O infeliz
A humilhação pública a que se expõe de forma sistemática deixou há muito de ser ridícula para se tornar apenas triste.
Para piorar as coisas deixou que Paulo Portas lhe desse uma lição de política e de como fazer oposição. A “bocas” e críticas desgarradas, Portas contrapôs um discurso elaborado que revelava estudo e trabalho de casa.
Por quanto mais tempo vai deixar o maior partido de oposição ter como líder este homem? Não fosse o sistema político e económico (sobretudo este) português ser o que é, e, há muito, as estruturas do PSD o teriam mandado para casa.
Durante trinta e três anos deixámos que a esquerda definisse as regras pelas quais a
Os tempos entretanto mudaram. Temos um mercado de media. Um mercado - condicionalmente - livre de informação. Nestes tempos, a “isenção” é uma opção do gestor. Um jornal desportivo pode decidir ser “benfiquista” para vender mais. Uma televisão pode decidir ser mais populista para aumentar as audiências. Nem sequer é uma opção do editor. O editor é escolhido consoante a linha editorial pretendida pelo gestor. Se quiser um jornal benfiquista, irá buscar um editor benfiquista. Se quiser uma televisão socialista, irá buscar um editor socialista. É o mercado a funcionar.
A esquerda percebeu bem as ameaças e oportunidades deste novo jogo e soube adaptar-se Antes mesmo do caso
E o que faz a direita? Adapta-se? Claro que não. Ingénua repete um discurso com trinta anos. Reclama “isenção”. Isenção nos media públicos e (pasme-se) isenção nos media privados. Discurso que esbarra nas regras de mercado que a direita (supostamente) defende. O accionista tem direito a escolher uma estratégia e os melhores funcionários para a executarem.
No caso prático, é claro que eu não gosto da nomeação de
Trago-vos boas notícias. Hoje é
TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO III

‘’ E oxalá que, realmente, não tenhamos que um dia encher a arena do Campo Pequeno com muitos contra-revolucionários, antes que os contra-revolucionários nos metam a nós no Campo Pequeno.’’ Otelo Saraiva de Carvalho
- Foi hoje criado um novo movimento a favor da regionalização.
- Humpf...
- O líder é o Mendes Bota.
- Uff...

Jorge Sampaio nomeado primeiro Alto Representante da ONU para o Diálogo das Civilizações
TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO II
‘’ O momento exige que aqueles que escolhem a revolução assumam plenamente a necessária impureza de uma revolução. Como há dias perguntava Piteira Santos, retomando Robespierre: ‘’Ou será que querem que revolução sem revolução?’’
‘’ Passou-se algures numa sessão de Dinamização Cultural. Chegada a hora da sessão, não havia quase ninguém, a ponto de terem de chamar povo a suas casas. (…) Ninguém parecia querer tomar a palavra, ate que uma velhinha a tomou para dizer que lá na terra tinham medo dos comunistas. O oficial dinamizador vai de puxar de todo o seu poder oratório e persuasivo, para afastar os temores da duvidosa velhinha. Que isso era tudo enganos que lhe metiam na cabeça, que os partidos pretendiam era melhorar as vidas de cada um e dar água e estradas e dar hospitais e etc. ‘‘Percebeu? ‘‘, disse por fim. ‘’Bem, se eles são assim como o senhor diz, já gosto deles. Mas então por que lhes chamam esse nome? ‘‘ Eduardo Prado Coelho
No caso Bragaparques já foram constituidos arguidos a chefe de gabinete de Carmona Rodrigues e o vereador com o pelouro financeiro de Carmona Rodrigues.
Nem só de palmadinhas nas costas vive o povo e a blogosfera lentamente transforma-se. Depois de alguns ensaios, e de um acordo com a rede comercial do Sapo, o 31 da Armada passa a incluir definitivamente uma janela de publicidade. Por opção do colectivo as receitas vão ser reinvestidas no próprio 31 da Armada.
São coisas da época. Durante a emissão especial “Victoria Abril, Sempre!” estreámos
TESOURINHOS DEPRIMENTES DA REVOLUÇÃO I

‘’ A nacionalização da banca, que por sua vez detém (...) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal.’’ Mário Soares
«Ninho (por Tiago Cavaco)
O Alexandre Soares Silva, insuflado do Espírito Santo, escreve: "Minhas prateleiras são um pequeno regimento de gordos, pernetas, cegos e alcoólatras que estariam ao meu lado quando o mundo se dividisse em dois, e que para todos os efeitos estão ao meu lado. Qualquer autor que falhe nesse teste é só interessantinho, ou hábil, ou algo assim". E cita ainda dois dos meus heróis: Chesterton e C.S. Lewis.
Creio que continuamos a não nos aperceber da importância de tomar partidos. A melhor coisa que a blogosfera me permitiu foi sentir que havia uma família ideológica à qual podia pertencer, sentir que haveria um pai para receber um filho pródigo como eu. As pessoas hoje desdenham dos lares, sejam eles ideológicos, religiosos ou meramente estéticos, porque gostam de se sentir órfãos. Gostam de cuspir na cara dos pais e estoirar a herança sem uma ponta de fidelidade genealógica. O que me agrada em outros, tão mais encantados pelo pathos de uma divisão que pelo abstracto universal de uma ética, é que nesses encontro a saudade de um colo parental. E um menino da mamã é sempre mais confiável que um cidadão do mundo.»
Rodrigo,
Esforço-me para não deixar que episódios da minha vida pessoal ou familiar não interfiram na minha capacidade de julgamento. Sei porém, e por experiencia própria, que não há transições fáceis e que não há mudanças sem vitimas, umas mais inocentes que outras.
Os nossos dramas pessoais e familiares são irrelevantes - por muito que nos possa custar - face a uma inteira comunidade.
Apesar de todos os erros e de todas as imperfeições, o 25 de Abril contribuiu decisivamente para um Portugal melhor e isso consegue apagar os meus pequenos dramas pessoais.
O mais importante, porém, foram os horizontes que aquele dia abriram, a intensa sensação de que tudo podia ser melhor. Esses momentos, repito, são muito, muito raros. Foi isto que tentei transmitir.
(A propósito disto e disto)

