Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

BLOCOSPOTTING - A primeira cobertura blogosféria de um congresso partidário. Um rigoroso exclusvio 31 da Armada na Convenção do Bloco de Esquerda. Este fim-de-semana.
O assassínio de Haririr vai chegar a tribunal. De vez em quando franceses, britânicos e americanos têm interesses idênticos. É, em parte, o caso do Líbano. Seja como for, a resolução que decide a criação de um tribunal para julgar o assassinato de Hariri - se os libaneses não o fizerem - é uma boa notícia para a diplomacia francesa. E, no estado em que as coisas têm estado no Líbano, para a região também. Quer dizer, é uma boa notícia que pode provocar algumas explosões, mas é uma uma boa notícia.
Obrigado ao sempre atento Alfredo.
Em mês de greve geral, e outros casos que mais, um primeiro-ministro da repúlica vai ao segundo órgão de soberania do estado fazer o papel de revendedor autorizado de telecomunicações.
"Esteja" ou não com a Ana, tenha ou não "transado" com o Tó, de uma coisa estamos certos: o Zé faz falta.
A gaffe de Mário Lino teve o mérito de generalizar a expressão "margem Sul" até então usada quase exclusivamente pelos habitantes da outra banda.
publicado por João Vacas às 18:09
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Em Luanda, em Pequim e em Moscovo. E em Lisboa? Será que alguém já viu Sócrates a fazer o seu jogging matinal ali no jardim da Estrela?
O problema da indisponibilidade de certos direitos laborais é um problema que vai muito para além da impossibilidade legal de abdicar do direito à greve.
A legislação laboral portuguesa é assustadoramente paternalista. Continua a tratar o trabalhador como um quase inimputável. O Estado Português – por intermédio das leis que cria - não permite que o trabalhador, ainda que na plena posse das suas faculdades, acorde livremente com a empresa sobre matérias tão significativas para o dia-a-dia da relação contratual como: prazo do contrato, horário de trabalho, trabalho suplementar, dias de descanso, férias e até salários.
Para além disso, aos direitos imperativos legais acrescem os criados pelas convenções colectivas “celebradas” pouco depois do vinte e cinco de Abril, e que hoje continuam a vigorar na maioria dos sectores de actividade. Direitos que não resultaram de nenhuma negociação mas sim da irresponsável capitulação ideológica do Estado - então detentor de quase todos os meios de produção - perante os sindicatos comunistas.
O Estado, em Portugal, tem sido um pai para os trabalhadores. Só que os direitos que tem criado são, em grande parte, direitos dos quais os trabalhadores não podem dispor. São direitos que estes não podem usar a seu favor, excepto num cenário de feroz luta de classes, em que a empresa é vista como alguém que tem por único objectivo lixar-lhes a vida.
Sucede que, num mercado aberto onde as fronteiras geográficas cada vez contam menos, é este amontoado de direitos indisponíveis que acaba por lixar os trabalhadores. As empresas sérias, que não recorrerem a artimanhas para contornar a lei, ou fecham ou põem-se a andar ou, na melhor das hipóteses, porque o risco das contingências laborais é maior, investem e contratam menos. O Estado fica de consciência tranquila, já que mandou publicar umas leis “que visam a defesa dos trabalhadores”. E os trabalhadores, os desgraçados dos trabalhadores acabam por ficar com os seus direitos adquiridos e indisponíveis, com as suas quarenta horas semanais, com os seus vinte e cinco dias de férias e quinze feriados, com o seu salário mínimo, mas, cada vez mais, sem os seus empregos.

O Presidente da secção francesa da Defence for Children International (DEI) criticou a Provedora da Criança do seu país por ter escolhido o Astérix para promover a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
O problema é que Astérix é "demasiado gaulês para representar a sociedade francesa tal como ela é hoje" e a sua tenaz "resistência ao invasor" pode ser mal compreendida numa sociedade que "aspira à convivência pacífica das diversidades que a compõem".
Como é que estes tipos hão-de defender as crianças se não são sequer capazes de se defender do ridículo?
publicado por João Vacas às 13:52
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Ainda sobre gravatas: Ontem, para falar da greve geral, o secretário de estado da administração pública, João Figueiredo, apresentou-se aos portugueses de fato cor de camelo com oito botões que quase lhe apertavam o pescoço ornamentado com uma gravata de cornucópias claras que eu nunca teria imaginado existir. Foi mais um sinal claro de que a máquina socialista controla a comunicação social. Em qualquer outro país aquelas imagens só passavam às onze da noite, depois das crianças terem ido para a cama.

30 milhões é muito dinheiro. Dá para comprar 6 Leos Lima, 5 Claudios Pitbull e 4 Renterias.
Estes
rapazes de boina, que têm sempre umas opiniões muito moralistas, muito “nós é que sabemos o que está certo e a malta da direita é toda, sem excepção, uma manada de selvagens” não encontraram um pretextozinho para escrever sobre o episódio da DREN. E sobre Mário Lino o que os incomodou foi o cartaz da JSD. A lealdade orgânica é bonita, pá.

Holanda: homossexuais atraídos por outros homossexuais a irem a festas homossexuais privadas foram drogados, violados e deliberadamente infectados com HIV.

Ao que parece, o Prof. Charrua é a sexta vítima da sanha persecutória da Directora da DREN. Num dos casos anteriores, o delator terá até sido o mesmo. Com toda esta informação, só não percebo por que razão ainda não lhes deram, a ela e ao bufo, tratamento condizente com a sua actuação. Não é muito ético, nem muito jurídico, nem muito hierárquico, mas sabe bem que se farta.
publicado por João Vacas às 11:32
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Com
esta notícia sobre a tranquilidade que é viver em Portugal, aposto que alguém na campanha de Costa já está a dizer: "pá, temos de aproveitar isto, tu (eles tratam-se todos por tu, não é?) é que eras o Ministro da segurança e essas coisas".
Costas à parte, viver em Portugal é, de facto, bastante tranquilo.

Ainda há esperança, se isto for verdade: Andrei Lugovoi, acusado na Grã-bretanha de ter envenenado Alexander Litvinenko, acusa por sua vez o MI-6 da autoria do envenenamento. Uma charada, embrulhada num mistério, dentro de um enigma.

Se há tipo a quem nada corre bem, Marques Mendes pode candidatar-se ao galardão máximo.
Vejamos o que um dos gurus (João Cabral Fernandes) da mente ouvidos pela "Visão" diz sobre o nº1 laranja: MM é como um " ' saguim' que vai trepando a todos os galhos que escolhe ou que lhe indicam".
Valha-nos Deus!...
Depois de ter assente parte do discurso da sua campanha sobre política externa no não à Turquia – tal como Merkel – o presidente eleito francês – tal como Merkel – tem agora um discurso mais realista sobre a Turquia.
“Despite his opposition to Turkey's EU entry, French President Nicolas Sarkozy has signalled that he would not block current membership negotiations ahead of the June Summit, saying the "real rendezvous" will be in December.” Isto não quer dizer que Sarko mudou de posição, quer apenas dizer que os líderes europeus estão a fazer uma de três coisas: dê isto no que der, vão tentando promover reformas na Turquia; evitar temas que os dividam enquanto não resolvem a questão da arquitectura institucional; chutar a bola para a frente. Provavelmente estão a fazer as três ao mesmo tempo, e ainda bem. O maior erro que a UE podia cometer agora era dizer já que não. Mesmo que no fim seja essa a resposta, todas as reformas que forem sendo introduzidas são necessárias e podem trazer frutos, haja adesão ou não. E, até lá – e lá é daqui a pelo menos dez anos -, pode ser que os engenhosos europeus inventem uma solução útil.
O momento alto da noite estava reservado para a sessão de perguntas e resposta quando alguém desabafou: “Fez muitas vezes o diagnóstico. Falou dos o quês, mas não falou dos comos”. Marques Mendes não enjeitou a oportunidade para brilhar: “O cumu é simples” – disse ele para a audiência. “Como?” – perguntei eu para o vizinho do lado. “Cumu disse?”- devolveu-me. “Disse, como” – insisti eu surpreendido. “Foi isso que ele disse: cumu”. Abóboras! Querem ver que o problema do país é mesmo a falta de “comos”?
Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
O
Ivan Nunes tem um
novo blog. E tem lá um
link para o óptimo artigo sobre A Vida dos Outros, um filme de que o Ivan, e muita gente, não gostou. E de que
eu gostei muito.
O presidente da "distrital" socialista do Porto, Renato Sampaio, disse hoje à agência Lusa que o professor Fernando Charrua insultou o primeiro-ministro, José Sócrates, "em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN".
NOTA: Um senhor chamado Renato Sampaio antecipou hoje os resultados do inquérito oficial da direcção regional de educação. Fê-lo na qualidade de Presidente da distrital socialista do Porto.

A Metro do Porto foi a única empresa metropolitana de transportes que ontem anunciava serviços a 100% durante a greve geral. Infelizmente, alguém andou a cortar cabos durante a noite para garantir que isso não acontecia. Para ler o resto aqui.

Segundo diz um
jornal brasileiro, os "especialistas" consideram que o segundo lugar atribuído a Natália Guimarães no concurso Miss Universo 2007 é injusto - ou seja, deveria ter ganho à concorrente japonesa. O concurso teve algumas peripécias: a americana
estatelou-se no chão (ainda assim ficou em quinto lugar) e a sueca abandonou o concurso porque parece que o dito foi considerado "degradante". Peço a ajuda dos especialistas desta casa, incluindo os leitores (podem ver o "
slideshow"). Eu voto na concorrente angolana, Micaela Reis, que ficou entre as dez primeiras no final.

Só cá da casa escrevem a Laura Abreu Cravo, o Alexandre Borges, a Rita Barata Silvério, o Henrique Burnay, o Rodrigo Moita de Deus e o Pedro Marques Lopes (antecipa o congresso do Bloco). E só não escreve o Vítor Cunha e o Francisco Mendes da Silva por erro meu - que também escrevo. Podemos dizer por isso que esta é uma espécie de auto-publicidade.
Estamos de serviços mínimos
French President Nicolas Sarkozy has said that his country would veto any World Trade Organization agreement that is not in the interests of France's farming industry.Mesmo acreditando, e eu acredito, que Sarkozy é o mais liberal e pro-market dos franceses, o mais realista e talvez o menos francês deles todos, ainda assim é presidente da República de França. Liberal ma non troppo.

BlocoSpotting - Este fim-de-semana o 31 da Armada mobiliza vastos meios humanos e técnicos para assegurar a primeira cobertura de um congresso partidário na história da blogosfera. Na V Convenção do Bloco de Esquerda vamos contar todos os pormenores, sem mitos nem preconceitos. O partido visto para além da cortina de fumo. Quem são? O que dizem? O que discutem?
Tudo o que queria saber sobre o Bloco mas teve vergonha de perguntar.
Para outra utente deste serviço, Maria João Silva, os sindicatos, «além de estarem a obrigar os funcionários da Transtejo a cumprirem a greve, alargaram uma greve forçada» às centenas de pessoas que não se podem deslocar para o seu local de trabalho.
«Não temos qualquer transporte alternativo que nos leve para o nosso local de trabalho, o que faz com que eu perca o meu prémio de produtividade no penúltimo dia do mês, visto que não poderei apresentar-me hoje ao serviço», sustentou Maria João Silva.
uma utente da transtejo em declarações à Lusa

Passei de mota por intermináveis filas de carros parados. Gente que vai perder uma manhã inteira dentro de um automóvel. As greves têm cada vez menos adesões porque a economia é cada vez mais privada. É por isso que o sucesso e impacto de uma greve geral já não se mede número de pessoas que não foram trabalhar. Mede-se pelo desconforto e incomodo que causam nos outros. Mede-se pelo número de pessoas que foram impedidas de ir trabalhar.

"Os juízes do supremo não emitem opiniões pessoais nos seus acordãos"
Juíz Rui Rangel, ontem à noite na RTP
Terça-feira, 29 de Maio de 2007
A greve geral de amanhã vai causar grandes complicações na rede de transportes públicos.
É com estas medidas de amor aos trabalhadores que Carvalho da Silva se prepara para tramar a vida ao grande capital.

Alguém me diz por onde anda o democrata Soares e os seus entusiastas apoiantes?
A celebrar a democratização da Venezuela?
E agora, já se vê a foto?
Da DREN para o Maxime
a transferência do dinheiro das propinas da conta do pai para a conta do filho é uma forma de evasão fiscal ou de branqueamento de capitais?

(anota aí o nome do tipo que não votou a favor)
É verdade. Outra inédita. Outra emissão especial. O 31 da Armada vai ser credenciado para acompanhar os trabalhos da V Convenção do Bloco de Esquerda do próximo fim-de-semana. É a primeira emissão blogosférica de um congresso partidário e o primeiro blog credenciado para o fazer. Depois damos os pormenores.
Rui Tavares, na sua já famosa pose de altivez certificada frente a Pedro Lomba (Choque Ideológico, RTP-N), confessou ao auditório que gosta de Mário Lino. Este, ao menos, «diz o que pensa» (sic).
De per si, Rui Tavares considera isso uma bênção, quer se tratem, ou não, de baboseiras ou boutades ofensivas. E, desta vez, Mário Lino não só falou o que pensa como disse a verdade: a sul do Tejo existe muita pouca gente (gente que desgraçada e estupidamente ainda não deu o pulo) e qualquer opção a sul obrigaria as pessoas a «passar o Tejo», rumo ao norte, o que seria uma tragédia uma vez que só existem duas pontes. Rui Tavares parte do princípio de que as «pessoas», chegadas a sul do Tejo, vão querer passá-lo porque toda a acção se presume na parte de cima. Em «baixo» o interesse é parco, em «cima» o frenesi é irresistível. E ficamos por aqui.
Para esta gente, o país é isto: Lisboa e arredores-norte. Rui Tavares deve passar a vida a pavonear-se na sua Lisboa cosmopolita, onde existe uma Tema para adquirir as revistinhas da praxe; onde os restaurantes da moda e os cafés tertulianos oferecem estímulos de vária ordem; onde os museus e «centros culturais» o deslumbram; onde o seu meio académico sobrevive mais ou menos incólume face aos «bárbaros»; onde há estúdios de televisão para o Sr. Rui Tavares aliviar a sua imensa sabedoria. Essa coisa do país real, da descentralização e do combate às assimetrias é só para inglês ver. As assimetrias não só existem, como são para cumprir. Há que povoar e edificar até à exaustão todo o metro quadrado de superfície a norte de Lisboa porque, a sul, os «resistentes» hão-de capitular e, mais tarde ou mais cedo, dirigir-se para norte. É o mesmíssimo tipo de critério utilizado à escala global, e tantas vezes criticado pela esquerda do Sr. Rui, na hora de decidir investimentos e incursões a sul: o critério utilitarista e economicista. Porque o sul é pobre, tem pouca gente, tem pouco interesse.
Apetecia responder, eu que sou do sul e que no sul vivo: ó Rui, fica lá com a merda do aeroporto. Não tragam para aqui gente, barulho, poluição. Podia, mas não devo. E não devo não só por uma questão de educação – jamais me atreveria a escrever a palavra merda num blogue – mas, sobretudo, porque sei o que os meus conterrâneos sentem. Sei dos custos e das dificuldades das empresas, das escolas e dos hospitais por culpa da interioridade. E sei de outras coisas que, está visto, para o Rui Tavares e para o Sr. Ministro, pouco interessam. É melhor ficar por aqui. O país tem os ministros e a
intelligentsia que merece.

Um professor é suspenso no âmbito de um processo "político" e o que fazem os sindicatos? Uma vigília? Uma greve? Um protesto à porta da direcção regional de educação? Uma bombástica conferência de imprensa? Um comunicadozinho? Alguma coisa? Nada!
Ele há bons professores e ele há outros que não são do partido.

Luís Figo anunciou que não vai para a Arábia Saudita. O internacional português acusa o Al-Itihad de não cumprir as obrigações previstas e, por isso, não há acordo.

às nove e vinte da manhã, para delírio dos corretores e consultores que aqui trabalham, passava Clash no elevador do edifício. Prevê-se um dia instável nos mercados.
Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Sócrates vai dar uma corridinha em Moscovo.
A história é uma repetição de Luanda, Rio, Macau e mais não sei o quê. E é, também, uma imitação de Sarkozy quando foi a NY. Mas é, sobretudo, uma inutilidade. Ninguém lhe pede que seja jovem, saudável ou que venda essa imagem dos lusitanos. Nem se consegue imaginar a utilidade do exercício (literalmente falando também não, já que o senhor em Lisboa não consta que corra entre a rua Castilho e São Bento, ou coisa que o valha).
Sócrates corre porque alguém no gabinete acha que um primeiro-ministro que faz desporto faz bem à imagem do homem e à empatia com o povo. Em tempo de campanha, talvez. Em tempo de governo, fica-se apenas com a ideia de que o senhor primeiro ministro ou não tem muito que fazer, ou que muito do que faz é só para a imagem. Nos tempos que correm, correr assim não leva a lado nenhum
Há clubes que vivem exclusivamente para a sua pobre cultura de triunfo, e não sabem o que fazer com a derrota. Depois há este.
(embora desse algum jeito que ganhássemos de vez em quando outras coisas, mas não me queixo, não me queixo)
Afinal onde está Osama Bin Laden?
11 de Maio:
Putin convida Sócrates a ficar no Kremlin
Gesto inédito de cortesia» do presidente russo para com primeiro-ministro português
28 de maio:
José Sócrates e a comitiva que acompanha o primeiro-ministro na visita à Rússia viram hoje o helicóptero pesado Kamov-32, modelo de que o Estado Português adquiriu seis unidades para o combate aos incêndios florestais.

No Millenium/BCP um senhor de 72 anos recusa sair de cena e insiste em tratar outro senhor de 47 anos como se fosse um miúdo. Estamos a falar de um banco mas podiamos estar a falar de uma universidade, de um partido político ou de um clube de futebol. Já sabemos que os velhos não se levantam da cadeira. Têm de cair da cadeira.
Ministro japonês envolvido em escândalo de corrupção comete suicídio
A imprensa japonesa acusara recentemente dois comitês de apoio eleitoral a Matsuoka de ter recebido milhões de ienes de construtoras e empreiteira, que por sua vez ganharam licitações de uma agência de gestão florestal controlada pelo governo. O ministro também era acusado de ter declarado gastos de funcionamento exorbitantes em seu gabinete parlamentar.
Em Portugal o senhor seria, no mínimo, candidato a uma autarquia. Com estas noções de honradez e integridade os japoneses nunca vão chegar a lado nenhum.

Certamente a pensar no verão os incontinentes verbais fizeram um lifting.

Leva o Inter no coração. Com o Sporting, Real Madrid, Barcelona, Parma, Juventus e sabe Deus com que mais equipas assinou contratos. Figo tem um coração enorme.

Desde a meia noite de ontem que a Venezuela é oficialmente uma ditadura.
É bom que a comunidade internacional não se esqueça disso.
Tenho seguido com higiénica prudência o debate presidencial nos Estados Unidos e a sensação que Ron Paul tem causado entre a blogosfera lusa - e, muito sinceramente, não percebo a excitação.
Vejo, por exemplo, que o
António Costa Amaral coloca no blog um vídeo – supostamente abonatório do
seu candidato – em que Ron Paul recupera toda a magnanimidade soarista e propõe, muito conspicuamente, que nos sentemos à mesa dispostos a dialogar com os terroristas que aterraram uma certa manhã em Nova Iorque.
Mais: dizem-me – diz-me sobretudo o
André Azevedo Alves do inalcançável cume em que exibe ao mundo o seu impoluto compromisso com a liberdade – que entre Giuliani e o resto, o povo escolhe naturalmente o
resto. Mas é preciso não esquecer que se o candidato dos três insurrectos pecadilhos («gay rights», «pro-choice» e «gun control») ultrapassa pela esquerda a sra. Clinton em muitos assuntos, deixa livre a Ron Paul a passadeira do esquerdismo mais obtuso e radical no que à utilização do bom senso diz respeito.

[Imagem utilizada pelos apoiantes de Ron Paul, via
O Inominável]