Querem ver que o Menezes agora é uma espécie de Hitler?
O Pedro Mexia e os seus posts encriptados. Claro que os filisteus desconhecem "Sua Santidade" e precisam que lhes guiem o intelecto e o gosto.
Aqui está ela, em baixo, acompanhada do seu Profeta.

Francisco Louçã defendeu que «uma política de transformação da agricultura do Alentejo, através do Alqueva, não é compatível com o latifúndio».
Neste sentido, sublinhou, «é importante avançar com uma reestruturação fundiária, que fixe um limite para as dimensões das propriedades com culturas de regadio» e «promova a agricultura familiar e cooperativa».
O líder do bloco de esquerda sugere que é melhor impor limites às dimensões das propriedades. A ideia não é nova. Já Vasco Gonçalves tinha defendido a mesmíssima coisa. Há trinta anos atrás.
Look at coke side of life
um poste de António Godinho de Almeida
Uncle Sam wants You

O Porto ganha com facilidade ao Boavista. O Benfica empata em casa com o sporting. Luís Filipe Menezes é eleito presidente do PSD.
Esclareça-se: não só sou o membro mais pluralista deste blogue, como não aceito qualquer discussão sobre este assunto.
Viva o 31 e parabéns, uma vez mais, ao Rodrigo.
Vocês são minhas testemunhas. Eu sempre fui menezista.
Meu caro Carlos:
O nosso blog apesar de dinamizado e gerido (brilhantemente) pelo Rodrigo, também nos pertence. Assim sendo, votei derrotado na sugestão de convidar o Daniel Oliveira para comentar as eleições do PSD. Alertei para o radicalismo e intolerância da pessoa em questão, para aquilo que, na minha opinião, não tinha nada a ver do ponto de vista pessoal e politico com os valores e princípios que acredito. Defendi, também, que o convite seria uma forma de legitimar ou tolerar todas as intolerâncias que este senhor e o seu partido têm para com tudo aquilo que defendemos. O Sr Daniel Oliveira e o seu respectivo partido, jogam o mesmo jogo mas usam outras “armas” e regras de jogo nem sempre transparentes. Foi por isso que me opus.
Ter o Daniel Oliveira a escrever no nosso blog, é tão desadequado quanto ter o Sr. Pinto Coelho (PNR) a comentar as eleições do PS. É inútil, sem valor acrescentado. Tem no entanto um valor lúdico, e pode ser visto como uma graçola para captar audiências. Se o Sr Daniel de Oliveira se presta a esse papel, e tudo faz para conquistar GRP´s, é livre de o fazer. Não conte é comigo para o ajudar.
Fui democraticamente derrotado e por isso, democraticamente suspendi a minha participação. Intolerante, meu caro, teria sido se tivesse abandonado o blog. Suspendi porque não quero estar associado com o dito senhor nem com os seus cometários. Intolerante é a tua critica, desadequada para quem tomou uma posição pessoal como uma declaração de voto. Intolerante é, quem nem sequer percebeu que no meio de tudo havia também uma certa dose de humor.
Quando numa festa de um amigo, está outro convidado de quem eu não gosto, do qual não tenho interesse em conhecer, vou-me embora, partilhando com o dono da festa, as razões da minha saída. Não corto relações com o dono da festa e procurarei voltar estar com ele na primeira oportunidade. Foi exactamente isso que fiz.
Fico contente com o teu espírito de tolerância, com a tua vontade em o impor a terceiros. A minha noção de tolerancia é no entanto um pouco diferente. Assim sendo meu caro, não aceito as tuas (simpáticas) lições de democracia. Não se aplicam neste caso.
PS Parabéns ao Rodrigo pela ideia. Se o Daniel Oliveira é o nosso Marco (que com o pontapé fez explodir as audiencias do programa Big Brother), isso significa que ontem entraram no site centenas de novas pessoas. Da minha experiencia retenho que estes eventos são bons para gerar experimentação, e findo estes, muitos delas se tornam fiéis aumentando a nossa média diária de page views. Há que repetir estes eventos, para a proxima sugiro o José Cid ou o Vitor Espadinha.
Ser mulher é coisa complicado
Um poste de António Godinho de Almeida
Agradeço ao Carlos do Carmo Carapinha a breve dissertação que me ofereceu sobre a direita, matéria sobre a qual raramente me debruçei e onde a sua avisada experiência me é útil. E agradeço que tenha classificado a minha renúncia temporária como um acto de extrema-direita (ou extrema-esquerda), não só porque tal me permitiu reflectir sobre o que ando a fazer da minha vida mas, sobretudo, por se trata de um juízo que passou a barreira da tolerância constitutiva de alguém que não é de extrema-direita (ou extrema-esquerda). E isso é para ser levado a sério.
Seja como for, gostaria de deixar a minha pequena contribuição sobre o que é direita e sobre o que é um democrata. Na «minha» desviada e intolerante direita, eu tenho uma esfera pública e uma esfera privada. Na minha esfera pública, eu aprovo (como sucedeu) e louvo o convite e a participação de Daniel Oliveira, e sujeito-me a discutir com quem me aparece pela frente: o que está em causa é o blogue, os seus valores e os fins que o mesmo prossegue. Na minha esfera privada, não aperto a mão a toda a gente. Há mesmo pessoas que não quero conhecer melhor e a quem me recuso a falar, ponto. Sou mais ou menos intolerante, consoante o que me apetece e desde que tal não prejudique a minha performance pública (a qual, na minha singela e burguesa vida, se resume a um modesto exercício de advocacia). Claro está que, para quem não compreende, nem aceita, esta distinção -- olhem, por exemplo, certa esquerda radical... --, todos os meus actos pessoais são sindicáveis publicamente. O que eu não sabia é que existe uma segunda escola liberal que envereda pelo mesmo caminho.
Acrescento que a «minha» preconceituosa direita tem espaço para convites e espaço para coerência. Afinal, acho muito bem que os meus amigos convidem quem querem e bem entendem para jantar em suas casas, do mesmo modo que lhe peço que compreendam a minha ausência em alguns desses jantares, até porque a minha presença serviria, apenas, para estragar a boa disposição reinante. Não existem, portanto, nem podem existir, fracturas ou zangas nesta matéria: entre verdadeiros liberais (e amigos), há espaço para tudo, incluindo para princípios, para coerência e para um ou mais maluquinhos que não querem prejudicar a emissão sobre as directas por causa das suas opiniões pessoais.
Em jeito de conclusão, e de um ponto de vista (ainda) pessoal, devo dizer que me estou nas tintas para as opiniões de quem acha que isto tem alguma coisa a ver com democracia e tolerância.
De resto, por cá continuo, esforçando-me por não usar certas palavras em vão.
Esta noite fizemos uma experiência. Com os vídeos, os convidados e a cobertura ao minuto, esticámos outra vez os limites dos blogs. E aprendemos. Aprendemos que ainda há muito mais para esticar.
A coisa deu imenso trabalho a imensa gente.
Deu trabalho à fantástica equipa do Sapo que assistiu e promoveu esta emissão. Especialmente à
Deu trabalho ao
Deu trabalho ao
Do Tiago direi apenas que tentei evangelizar, mas sem sucesso. Ao Daniel chapéu e urra. Teve os tintins para aceitar o convite. Chapéu e urra aos Balduínos, e outros, que tiveram os tintins para lhe abrir as portas de casa. A pluralidade é uma coisa bonita.
Sobrevivemos e cumprimos os objectivos. Só até à meia-noite de ontem o 31 da Armada esteve perto das dez mil page views, o que será inédito num blog.
Obrigado a quem esteve desse lado.
FIM DE EMISSÃO
Na sede da candidatura, os depoimentos de quem elegeu Luís Filipe Menezes.
O que as televisões não mostraram na noite de triunfo de Luís Filipe Menezes no Sheraton.
Com o regresso de Portas e a vitória de Menezes, a direita volta a ter sensivelmente a mesma configuração que lhe valeu o pior resultado de sempre em 2005. Nessa noite pensei que se começara a cumprir uma das muitas profecias de Sá Carneiro (oportunamente lembrada por Rui Ramos): a profecia universalmente conhecida como «até que eles se espetem».
Depois de Santana tomar conta do poder, o Governo «espetara-se» com a eloquência mediunicamente anunciada pelo fundador do PSD. Segundo a profecia, restaria então esperar que um novo partido se formasse, juntando os militantes do PSD e do CDS, altura em que voltaríamos vigorosamente ao ataque e, inevitavelmente, ao poder. Não voltámos, ninguém concebe seriamente que possamos voltar nos próximos tempos, e hoje espetámo-nos mais uma vez.
Depois deste repetido espetar de esquina em esquina, à direita parecem sobrar duas alternativas terminais: ou aguarda pacientemente pelo cumprimento da profecia ou continua na sombra a ouvir e a falar de fantasmas.
Luís Filipe Menezes representa o pior do PSD profundo: sem ideologia nem programa, refém de caciques. A oposição do PSD será de esquerda quando o vento sopra da esquerda, de direita quando o vento soprar de direita. O nível da sua campanha para as primárias é um cheirinho do que nos espera. Espera-nos o PSD dos autarcas.
Se acreditasse que Luís Filipe Menezes era um líder para ficar diria que o PSD se preparava para um crise de identidade sem remédio. Acredito que o seu arqui-inimigo, Rui Rio, ficará à espreita. E Rio Rio é o oposto. Um autoritário de uma direita liberal, um pequeno Sarkozy à pindérica dimensão nacional. Não aprecio o estilo, mas ele seria o que o PSD precisava: um dirigente com um perfil ideologicamente marcado. Menezes poderá fazer guerrilha, mas não construirá um exército para tomar o poder. Não tem nem nunca terá uma ideia política. Aliás, quem ouviu o seu paupérrimo discurso percebeu que Menezes tenciona fazer oposição a Sócrates pela esquerda. Um disparate de cálculo. O PSD arrisca-se a não recuperar o que perdeu e a perder o que tem.
Agora vamos aos problemas práticos que estão à frente de Menezes:
Menezes não é deputado. Com as alterações ao funcionamento do Parlamento, os debates com Sócrates ganharam importância. E com o líder do PSD fora da Assembleia é lá que Sócrates vai querer fazer os debates. Quem encontrará ali espaço para brilhar? Santana Lopes. Sobretudo tendo em conta que aqueles foram os deputados que ele escolheu. Ou seja, ou Menezes escolhe dar protagonismo a quem lhe vai cavar o túmulo ou fica sem nenhuma voz de peso no Parlamento.
Segunda dificuldade: os pesos pesados do PSD estiveram calados. Suponho que assim continuarão. E enquanto Marques Mendes, mesmo sendo fraco, era um dirigente com dimensão nacional, Menezes terá um partido de anónimos ou de apoiantes transitórios.
Terceira dificuldade: Menezes fez toda a campanha contra Mendes defendendo aqueles que Mendes afastou com argumentos morais, fossem falsos ou verdadeiros. Isaltino já prepara o regresso. Os caciques virão cobrar a dívida.
Os militantes do PSD acharam que precisavam de um líder mais forte. Um erro. As próximas eleições já estão perdidas. O que o PSD precisava era de um líder sólido que estruturasse uma alternativa para daqui a seis anos. Uma alternativa de direita que empurrasse o PS à esquerda e recuperasse para o PSD o eleitorado do centro. Com Mendes adiava essa urgência. Com Menezes afasta-se dela.
Resumindo: fora do Parlamento, sem os pesos pesados, sem solidez política, entregue às exigências do pior que o PSD tem, Menezes será um líder forte de coisa nenhuma. Sócrates pode ignorá-lo como ignorou Mendes. Com uma vantagem: não se tem de cruzar com ele.
Quem ficará em dificuldades é Paulo Portas. Tem um concorrente no terreno populista. Ele é melhor, mas o seu partido é mais pequeno.
Uma direita ideológica e alternativa a Sócrates fica adiada. Mas, para dizer a verdade, talvez ainda não fosse o tempo dela. O programa da direita está a ser aplicado. É por isso mesmo que Manuela Ferreira Leite fica
E aqui me despeço. Os balduínos podem voltar. É melhor tirarem-me a senha ou eu começo a escrever posts-elogios a Sá Fernandes em nome do Paulo Pinto Mascarenhas. Uma nota de lamento: passar por aqui sem que este blogue impluda é uma mancha no meu invejável currículo. Até à próxima. Sabem onde me encontrar. Obrigado ao 31 da Armada pelo simpático convite.
A candidaturas das bases, do povo anónimo contra os notáveis, tinha sede no Hotel Sheraton e suite no 15º andar.
Tenho de ir para a cama (amanhã de manhã cedo volto ao trabalho na Igreja Baptista de S. Domingos de Benfica). Não escrevi muito. Três posts. Um por cada pessoa da Trindade.
Lamento não ter conhecido o Daniel Oliveira até porque acho que não há endemoninhado que não simpatize com o sacerdote.
Creio que continuo a desejar que o PSD fosse o meu partido mas pelo andar da carruagem nenhum dos dois vai ter a coragem e o talento de dar o primeiro passo.
Obrigado às gentes do 31 e especialmente ao Rodrigo. As aprendizagens desta noite perdurarão no meu espírito.
A coisa está negra para a blogosfera política de direita.

Se bem que, neste caso, tendo em conta a noite de hoje, talvez "Mourinho" seja exagero.

Ouço Marques Mendes discursar de voz embargada e não consigo deixar de me lembrar daquela noite de Fevereiro de 2005 em que, numa conferência de imprensa claramente preparada com bastante antecedência - e num tom muito mais cortante -, se pendurou no péssimo resultado de Santana Lopes nas Legislativas para dele retirar vantagens puramente pessoais.
Poucas vezes vi tamanha demonstração de aproveitamento político da desgraça alheia, de petulância politiqueira e de falta de sentido de oportunidade. Independentemente do que pensemos do anterior governo, de Santana e de Menezes, é agradável imaginar que o destino não paga a traidores.
Nuno Costa Santos em busca dos militantes do PSD
Tanto índio p´ra nada
Ao telefone, o Paulo Mascarenhas deu-me as condolências
estou boquiaberto...
Deus permitiu-me passar por uma secção de voto do PSD (onde me cruzei no elevador com o marido da Doutora Judite Sousa). Havia espaço para um bar improvisado com jovens vestidos in a yachting kind of way (eu era o único presente calçando os Vans da época). Surpreendeu-me no entanto que a divisão tivesse grafitis na parede. Como se o Sam The Kid fosse aparecer de surpresa a fazer beatbox com o "Paz, Pão, Povo e Liberdade".
Pedro Passos Coelho foi eleito delegado ao congresso pela secção D. É invulgar. A lista única.
Pedro Passos Coelho é um "possível" há muito tempo. Talvez demasiado tempo.
Quando Menezes se tornou conhecido no discurso dos "sulistas, elitistas" tinha barba. Desde esses dias que a sua compleição facial evoluiu. Urge reflectir sobre o que leva homens na meia-idade a simplificarem-se capilarmente.
parece óbvio que menezes fez a "birra" dos últimos dias para marcar o lugar da fila em 2009. resultou. seja qual for o resultado anunciará que é "muito positivo" até porque é preciso "ter em conta as circunstâncias". as circunstâncias são os índios e o multibanco. o cenário está montado para isso. mas só falando com as bases conseguimos perceber os estragos que estes últimos dias fizeram na candidatura do autarca. os militantes, mais puros, dificilmente lhe perdoarão a mediatização de problemas que sempre existiram mas sempre se resolveram dentro de casa.
nas secções maiores ainda se contam e discutem votos. um a um. as secções mais pequenas já fecharam e enviaram os resultados para a sede. os resultados que existem interessam pouco. os cem votos do mem-martins ou os dez de pero pinheiro não compensam os milhares de militantes de benfica gaia ou trofa.