Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Fred Thompson criticou a ida de Michael "Sicko" Moore a Cuba e a visita a Fidel, a propósito da realização do seu último "documentário". 

 

Moore desafiou, em resposta, o Senador a debater com ele o sistema de saúde norte-americano e, ainda, referiu que Thompson violava o embargo a Cuba ao fumar charutos.

 

Esta é a resposta:

 

 


 

 

"De poooois a 31 de Outubro de 2007 às 10:57

Ó pá, tão lindo, e que comovente esse diálogo, pá... não podem por aqui em fundo uma musiquinha do Aaron Copland?"

In comentários a este post.


publicado por DBH às 12:15
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O Jorge Lima, além de um grande amigo, é para muitos (para aí umas milhares de pessoas - no mínimo!) um vício diário com os seus "pensamentos" matinais recebidos por e-mail. É também tradutor de muitas colectâneas de tiras humorísticas, editadas pela Gradiva, Bizâncio, Baleiazul ou Devir. Traduziu, por exemplo, a série Mutts. É, pois, com incontida satisfação que vejo chegar às livrarias o PDL II (Pensamentos do Dalai Lima), o qual, estou certo, fará sorrir o mais sisudo dos leitores. Vão lá comprar.


publicado por Rui Castro às 11:21
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http://mariolopes.files.wordpress.com/2006/12/91596-carolina.jpg
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 01:27
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Anyone who knew me before I joined knows that I am quite aware and at times sympathetic to the arguments against the war in Iraq. If you think the only way a person could bring themselves to volunteer for this war is through sheer desperation or blind obedience then consider me the exception (though there are countless like me).… Consider that there are 19 year old soldiers from the Midwest who have never touched a college campus or a protest who have done more to uphold the universal legitimacy of representative government and individual rights by placing themselves between Iraqi voting lines and homicidal religious fanatics.

I was having a conversation with a Kurdish man in the city of Dahok (by myself and completely safe) discussing whether or not the insurgents could be viewed as "freedom fighters" or "misguided anti-capitalists." Shaking his head as I attempted to articulate what can only be described as pathetic apologetics, he cut me off and said "the difference between insurgents and American soldiers is that they get paid to take life—to murder, and you get paid to save lives." He looked at me in such a way that made me feel like he was looking through me, into all the moral insecurity that living in a free nation will instill in you. He "oversimplified" the issue, or at least that is what college professors would accuse him of doing.

 

O que fazer ou pensar quando descobrimos que o soldado americano de 23 anos que escreveu estes excertos se voluntariou para o Iraque - e aí foi morto - por influência dos nossos escritos acerca da justeza da invasão e da guerra?

 

Mais uma pièce de résistance de Christopher Hitchens na Vanity Fair.  


publicado por Francisco Mendes da Silva às 23:16
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Agora sim, o futebol português pode estar perdido: Luís Filipe Vieira pediu a demissão de presidente do Benfica.

Esse personagem incontornável que tanto tem lutado pela regeneração do futebol português ameaça abandonar esta cruzada.

Caros amigos benfiquistas, é preciso uma vaga de fundo liderada pelas grandes figuras do clube. Lembro-me, assim de repente, de Fernando Seara, António Sala, José Manuel Antunes e Joe Berardo. Não deixem este homem sair.

Bem sei que vai ser difícil fazer este homem vertical dar o dito pelo não dito, mas o que seria de sete milhões de almas sem a sua palavra sempre serena, sem a sua denúncia dos podres do nosso futebol, sem esta inolvidável gestão desportiva que a tantos títulos tem conduzido. E o futebol de salão? Sim, o que será do futebol de salão sem este homem?

Lanço daqui o meu lancinante apelo: VIEIRA FICA.


publicado por Pedro Marques Lopes às 18:37
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a minha mulher fez hoje nova ecografia. diz que não se conseguia ver se era rapaz ou rapariga. expliquei-lhe que era rapariga. se fosse rapaz via-se logo.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 16:54
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Jardim Gonçalves sai se fusão com BPI avançar
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 14:40
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o meu serviço blogosférico esteve suspenso por uns dias. ando com os caixotes para a frente e para trás e com escrita intermitente. deixem-me arrumar os tarecos, e aprender a trabalhar com o Vista, que eu já volto.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 13:43
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Escrevem vários cá da casa. Mais pormenores aqui.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 12:57
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Visto aqui, do post do Jacinto.


publicado por DBH às 12:19
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um dos "sobreviventes" explicava que tinha estado preso quatro anos. só porque tinha participado num golpe de estado. quatro anos! fascistas! malandros! 
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:08
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Ia jurar que a coisa era da autoria da Diana Andringa.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:07
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Uma vez que, por solicitação de alguém não identificado, deixou ser possível colocar aqui, ou noutro blogue qualquer, o vídeo, captado pela Euronews, do Senhor Primeiro Ministro de Portugal a abraçar-se a diversos chefes de governo europeus, tu cá, tu lá, entre palmadinhas nas costas, uns apertos de bochechas e um ministro da Defesa de mão estendida e certamente incrédulo perante o  comportamento do nosso chefe de governo, aqui segue a ligação: http://www.youtube.com/watch?v=e9K9RxX_ecQ

 

Pedro, se queres companhia, reserva-me um bilhete para o Burkina Faso.

 


publicado por Jacinto Bettencourt às 12:04
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O Tratado de Lisboa do Deserto

 

"dada a natureza extremamente inóspita do documento e da maioria dos temas nele tratados." Vital Moreira.


publicado por DBH às 12:03
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que coisa maravilhosa. de quinze em quinze segundos ouvia-se a expressão fascista. de trinta em trinta a expressão campo de concentração. a dado momento o narrador explica "o sol tropical dava cabo da saúde dos presos". donde se conclui que o sol tropical é um fascista.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:03
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publicado por Pedro Marques Lopes às 11:24
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Um presidente de um dos maiores bancos portugueses vem discutir para a televisão os negócios do banco que dirige, dois accionistas de outro banco vêm fazer campanha para melhor valorizar os seus activos, uma apresentadora que não faz ideia do que se está a discutir e um “especialista” em questões bancárias armado em esperto…

Ao pé destes senhores, o Dias Ferreira e o Aguiar são uns príncipes. Até o Seara que enquanto 80.000 dos cidadãos da autarquia que preside estão sem luz vem discutir bola para a televisão parece um tipo decente.

Amanhã compro o bilhete para o Burkina Faso.   


publicado por Pedro Marques Lopes às 23:48
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publicado por Francisco Mendes da Silva às 22:31
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"Rego's idol is Goya and you can see his fiercely political approach in the 1960, satisfyingly shocking 'Salazar Vomiting the Homeland', a singularly brave work, now owned by the Gulbenkian Foundation, but painted while the dictator of Portugal, who made Franco look like a true democrat, still had another eight years in power".

 

Tom Rosenthal, numa crítica da exposição de Paula Rêgo no Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid, publicada na Spectator da semana passada.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 22:05
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Em resumo, o estudo de Roberto Carneiro de que se fala hoje conclui que os portugueses consideram más as condições de trabalho dos funcionário públicos e óptimos os próprios funcionários. Tendo em conta que não deve haver praticamente nenhum português que não seja funcionário público ou que não tenha um na sua família directa mais próxima, não se trata verdadeiramente de um estudo, mas de auto-avaliação.  


publicado por Francisco Mendes da Silva às 21:14
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Algum stiff upper lip, por favor. Estreia já esta semana.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 13:30
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O Ministério da Educação lá continua a sua missão iconoclasta de ir empurrando os clássicos para fora dos curricula e da avaliação. Este ano, os meninos vão poder acabar o secundário sem provar que estudaram Cesário, Eça, António Vieira, Gil Vicente e Garrett. Por mim, não pretendo contribuir para qualquer escândalo. Convém resguardar os clássicos da barbárie e o Ministério não é decididamente um clube de que eles gostassem de fazer parte.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 13:18
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Vamos lá ver se nos entendemos: este estudo realizado pela Universidade Católica (que insiste naquilo que todos sabemos há muito, ou seja, que o sector público português não vale a ponta de um chaveiro), e por mais que o Senhor Ministro das Finanças tente e queira, não confirma que o diagnóstico deste Governo está correcto.  Quanto muito, sendo o Governo responsável pela actual situação do sector público, ou, pelo menos, pela ausência de melhorias visíveis, o relatório confirma que o nosso diagnóstico, acerca deste Governo, está correcto.

 


publicado por Jacinto Bettencourt às 13:07
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Já pode ler o Henrique Burnay directamente no pdf do Meia Hora. Amanhã escrevo eu.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 12:25
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Bom, não foi bem em Paris, foi antes na gravação dos 60 minutes da CBS que Sarkozy abandonou uma entrevista. Allez, disse ele, por não concordar com uma pergunta de Lesley Stahl sobre Cecilia.

 

 


publicado por DBH às 11:22
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Sneaking a constitution through on the sly is a bad idea for all Europeans

 

SURREALISM works well in art, not in politics. When René Magritte wrote “Ceci n'est pas une pipe” under a picture of a pipe, it was funny. On October 18th the leaders of the European Union took the constitution that voters in France and the Netherlands had rejected in 2005, changed the odd phrase, muddled the odd concept and presented the Lisbon “reform treaty” to the world, boldly declaring “Ceci n'est pas une constitution”—so there is no need for it to be put to any difficult referendums. Still more surreal has been the reaction: nobody other than a few British Eurosceptics really seems to care. Continental voters who once howled about the treaty have shrugged their shoulders; after barely a week many of the conjurors in Brussels have already given up the subterfuge, reassuring everybody that it is a constitution, after all.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 11:11
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Dia 6 de Novembro a Comissão Europeia vai publicar o seu relatório anual sobre os progressos da Turquia na via da adesão, e previsivelmente vai dizer que as reformas continuam mas que ainda faltam muitas, vai felicitar a democraticidade do processo eleitoral e a não interferência do exército ao mesmo tempo que deverá manifestar o desejo de que o partido vencedor continue a ser reformista e que não se torne mais islamista. Previsivelmente será assim, e se for é um bom sinal.
A tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque pode levar alguns a pensar que esta é uma prova de que os turcos estão longe de poder entrar na União Europeia e concluir que o melhor é fechar já essa porta. Seria um erro. 
Para perceber a importância estratégica da Turquia para a Europa basta olhar para um mapa e ver com que países faz fronteira: do lado de cá, com a Bulgária e a Grécia,  do lado de lá,  com a Geórgia, a Arménia, o Irão, o Iraque e a Síria. Da segurança à economia, da demografia ao abastecimento energético, a Turquia é parte da reposta a quase todos os principais problemas da Europa. Criar um sentimento anti europeu ali seria um enorme erro, e a nossa má-fé negocial previsivelmente produziria esse feito. 
Ao longo dos últimos vinte anos a expectativa de adesão à “Europa” tem sido um factor de reforma nos países candidatos sem paralelo, e uma Turquia reformada, moderna e economicamente saudável é muito desejável. Portanto, há que manter a expectativa e a boa-fé.

Publicado esta segunda, no Meia-Hora

publicado por Henrique Burnay às 10:48
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

 

 Servetus, teólogo e físico, foi condenado pelos Católicos como pelos Protestantes, sendo estes últimos que, no final, o apanharam e queimaram. A 27 de Outubro em Geneva.

 

Ao ver a efeméride na wikipedia, lembrei-me deste livro, que conta a história de um dos mais raros livros do mundo.

 


publicado por DBH às 19:47
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Até dói de bom
publicado por Pedro Marques Lopes às 19:47
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el pibe é mais um a mudar-se para os blogs do Sapo e veio com um template que tem qualquer coisa de marchas populares.

 

Pronto, já podes agradecer.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 19:39
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"For our discussion today, I would like to propose two principles that should guide our security policy-making.

They represent a change, I believe, from the approach of the recent past - certainly in the UK.

My first principle may seem counter-intuitive: that to help protect international security, any state must put its own national security first.

My second principle is that we should replace the doctrine of liberal interventionism, famously propounded by former Prime Minister Tony Blair in a speech in Chicago in 1999 with the doctrine of liberal conservatism - conservatism not in its narrow party political meaning, but in the sense of a sceptical attitude towards the ability of states to create utopias.

I believe that these two principles - national security first, and liberal conservatism - together represent the right combination of realism and idealism that we need to deal with the serious dangers of the modern world
".

 

David Cameron, ontem, em Berlim


publicado por Francisco Mendes da Silva às 19:23
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Não perder Pedro Mexia e Nuno Amaral Jerónimo no Descubra as Diferenças, uma parceria da Revista Atlântico com a Rádio Europa (90.4 FM).

Temas e outros pormenores no Jazza-me Muito.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:32
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publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 00:35
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
... Parabéns Isa!
publicado por DBH às 23:19
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É um filho da putin, mas é o nosso filho da putin.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 22:31
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Pergunta Vital Moreira, Presidente da Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário da República: "A que título é que a UC se arroga um tratamento de favor em relação às demais universidades privadas? "

 

A que título? bom, vejamos, que tal pelo título de não ser uma universidade privada? Que tal o título de "universidade pública não-estatal?" Sabemos que lhe custa, mas tem de reler a Concordata.

 

Depois de propor, na Comissão a que preside, um verdadeiro programa legislativo revolucionário para celebrar a república - com que legitimidade? - e de atacar a Igreja Católica na questão das capelanias, já percebemos como pretende, o nomeado republicano, celebrar o referido centenário: quer trazer de volta "A questão religiosa".

 


publicado por DBH às 14:47
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"praticamente, um príncipe dinamarquês.."

 

 

A 25 de Outubro de 1920 morreu o Rei Alexandre dos Helenos, de septicemia, por ter sido mordido por um macaco.

 

Uma Tragédia Grega?

 

Vejamos: sucedeu ao rei seu pai, casou com uma plebeia, morreu por mordida de macaco, foi sucedido pelo seu pai que entrou numa guerra - por causa da ambição da "Megali Ideia" - que perdeu.

 

Segundo Churchill: "it was a monkey bite that caused the death of those 250,000 people."

 

I rest my case.


publicado por DBH às 00:59
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Ao cuidado de ENP,

O final da carta de Aguirre para Felipe II:

 

(...)nos dé Dios gracia que podamos alcanzar con nuestras armas el precio que se nos debe, pues nos han negado lo que de derecho se nos debía. Hijo de fieles vasallos en tierra vascongada, y rebelde hasta la muerte por tu ingratitud.

Lope de Aguirre, el Peregrino.


publicado por DBH às 15:47
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Leio no Diário de Notícias que um deputado Angolano foi eleito para o parlamento Suiço. Suiça, repito. Em Portugal, país dos pantones, a nossa assembleia é de uma assustadora lividez.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 14:59
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Apesar das recentes e públicas alterações na minha carreira profissional posso asseverar que o meu registo blogosférico não sofre qualquer alteração. Serei tão tendencioso, amiguista e parcial como antes.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:54
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Ontem à noite, no jornal dois (o meu preferido) vi Teresa Salgueiro de cabelo solto. Ver Teresa Salgueiro de cabelo solto é privilégio que estava reservado para o marido. Vinha apresentar um disco. Cantava grandes clássicos. Foi a primeira vez que ouvi Teresa Salgueiro cantar qualquer coisa fora de madredeus. Mas a voz de Teresa Salgueiro é como o caril. Até o arroz sabe  a caril.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:51
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Para celebrarem o primeiro ano do blog, o Vila Forte convidou António Câmara (Prémio Pessoa) para uma conferência em Porto de Mós. António Câmara aceitou. É dia 29 de Outubro no Auditório da Ecoteca em Porto de Mós. Leiam mais aqui. 


Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

«Celebração de um pacto social a médio/longo prazo que assegure a perenidade intocável dos direitos sociais em paralelo com ajustes que modernizem a legislação laboral», propôs o Dr Luis Filipe Menezes em 31 de Agosto.

Na altura em que isto foi dito, o Dr Menezes ainda gozava da inimputabilidade que lhe dava o estatuto de eterno candidato a líder do PSD que ninguém levava muito a sério.

Parece que, infelizmente, Menezes ainda não realizou que é líder da oposição e putativo candidato a primeiro-ministro. É que um político, com as responsabilidades que ele hoje tem, não pode dizer umas “coisas” do género: “consensos políticos em áreas como a modernização da legislação laboral.

O que é que isto quer dizer? Será que está a defender que o suporte físico da legislação seja uma pen-drive (agora é que o procurador geral da República vai ficar confundido) em vez de um livro? Será que modernizar a legislação laboral será liberalizar os despedimentos? Acabar com o período experimental? Contratos a prazo? Acabar, de uma vez por todas, com os despedimentos seja por que razão for?

 Das duas, uma: ou tem propostas e di-las ou cala-se. O que não pode é dizer coisas sem sentido como nos tinha habituado no passado.


publicado por Pedro Marques Lopes às 18:12
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É por uma boa causa e ainda por cima pode ler o Rodrigo.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:04
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LPM

Para a supervisão do Radar Legislativo da LPM foi contratado o consultor Rodrigo Moita de Deus, que passa a integrar os quadros da empresa como director de projectos. Rodrigo Moita de Deus trabalhava na Fundação Champalimaud, sendo referenciado ainda pelas suas actividades na blogosfera, nomeadamente no 31 da Armada, e em foruns políticos.


No blogue de Luís Paixão Martins


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 13:33
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Este é, seguramente, um dos emails mais divertidos que já nos caiu na caixa de correio aqui da casa:

 

Olá Blogger! Vamos criar um Movimento de Bloggers para mudar a LETRA DO HINO NACIONAL ?!

.

A minha PROPOSTA:

.

"A Liberdade" (um povo sem formação não é um povo livre).

.

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

.

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há-de guiar-te à vitória!

.

Agora a parte em que se faz a ALTERAÇÃO:

.

///// Às aulas, às aulas!

///// Na Escola e no Trabalho,

///// Às aulas, às aulas!

///// Pela Pátria aprender

///// Contra o atraso estudar, estudar! (*2) .

.

(*2) - ALV - Aprendizagem ao Longo da Vida.

.

"Toda e qualquer actividade de aprendizagem, empreendida numa base contínua, com o objectivo de melhorar conhecimentos, aptidões e competências".

.

Site em

http://www.alv.gov.pt

A propósito dos favoritismos filiais de que se tem falado, tenho-me lembrado de Adam Bellow, sobre o qual escrevi um dia na Atlântico.

 

 

Em Março de 2004, enquanto Kofi Annan enfrentava feroz escrutínio público a propósito do envolvimento do filho Koji nos dividendos do Programa Petróleo Por Alimentos, Alexander Waugh assinava artigo no Daily Telegraph em tentava a defesa do Secretário-Geral das Nações Unidas. Perante a comoção generalizada, que envolveu diversos pedidos de demissão, não era o mais provável ou sensato dos desideratos. E o método, esse, não era também o mais ortodoxo. Waugh dizia compreender Annan por a sua alegada atitude de favorecimento não ser mais do que uma manifestação do desejo natural e irreprimível, comum a todo o ser humano, de transmitir conhecimento, propriedade e autoridade às gerações sanguíneas que lhe sucedem. É nesse instinto básico, sustentava, que residem os alicerces de todas as grandes civilizações. O argumento não é original e, ao longo do artigo, o autor reconhece a fonte da inspiração: In Praise of Nepotism, o livro que Adam Bellow publicou em 2003. Citação óbvia. Waugh e Bellow estão juntos na mesma sina e ambos carregam em ombros o peso dos apelidos, símbolo de superioridade literária e desvio da norma. O primeiro é bisneto de Arthur, neto de Evelyn e filho de Auberon; o segundo é filho de Saul.

In Praise of Nepotism é um objecto extravagante. Pelo tema, pela tese e pelo autor. No estado actual das ciências humanas (em que não há comportamento, por mais minoritário, que não seja objecto de estudo exaustivo), estranha-se a ausência de literatura séria e aturada sobre o nepotismo, essa forma milenar de favoritismo, o acto egoísta do indivíduo que se esforça por conferir um benefício a um familiar, ou, mais genericamente, a preferência atribuída às relações de parentesco quando - nas empresas, na política, na edição literária e em todas as áreas da actividade humana - a opinião politicamente correcta é a de que a livre concorrência e o mérito devem prevalecer. Adam Bellow, a quem a própria circunstância pessoal proporcionou a investigação empírica necessária, ocupa-se do assunto, e não pelo ângulo mais fácil. Defende o nepotismo como uma relação profundamente moral, pela qual se opera a transmissão dos valores culturais e sociais entre gerações e na qual assenta o próprio sistema capitalista (a preocupação com o bem-estar da descendência, alega, é um dos maiores incentivos à inovação e à criação de riqueza); exemplifica – para deleite dos cínicos – com a organização tenazmente hierárquica, patriarcal, pré-moderna e pré-estatal da máfia (o “ultimate family business”); e, em geral, fala da família como agente subversivo e do princípio dinástico como um correctivo para a tendência extrema da meritocracia (“An elite that regards itself as fit to rule by virtue of its «merit» owes no gratitude or deference to anyone. It has no «ethical tie» to the mass of ordinary people and is therefore unresponsive to their needs”). In Praise of Nepotism é um livro notável de investigação, elegância estilística e, acima de tudo, de originalidade e desafio intelectual.     

Não admira. Por muito que a coisa possa parecer obra de um admirador de Pat Buchanan, Adam Bellow não é propriamente um apóstolo redneck da Bible Belt. Conforme a linhagem permite supor, a sua formação foi a de todos os esquerdistas devidamente encartados e com o pedigree do upper west side nova-iorquino: nos mais exclusivos colégios privados, acompanhada da prol de outros escritores, músicos, actores e negociadores de arte, em marcha permanente contra a guerra e a fumar charros no Central Park. Segundo o próprio Bellow, em artigo elucidativo na New York Magazine de Setembro de 2004, “politics was everywhere, but in a sense there were no politics, because everyone I knew agreed on everything”. Foi a percepção da natureza atrofiante e conformada deste ambiente que fez Adam ponderar se a discussão em torno das grandes questões estaria, de facto, fechada ou se não estaria aquela “contracultura” orgulhosa a transformar-se na mais rígida e intolerante das ortodoxias. Ponderação a que a vida tratou de dar resposta.

Bellow fala do seu primeiro emprego como a primeira epifania. Saído da universidade, entra na redacção do New York Daily News, jornal de forte implantação nas comunidades irlandesa, italiana e da Europa de Leste, com previsível inclinação conservadora – “o jornal do Archie Bunker”, como se lhe gosta de referir. Para um progressista empertigado, a experiência significava perceber a humanidade crua das pessoas normais e reconhecer os preconceitos classistas por detrás da cartilha “liberal”. O processo de desintoxicação continuou durante a era Reagan, com Adam a partilhar o anti-comunismo do Presidente e a deplorar o excesso dos viupérios que lhe eram dirigidos, tendo culminado, em 1987, quando Allan Bloom publicou o clássico The Closing of The American Mind. O ataque que este dedica ao relativismo cultural e a sua defesa dos Grandes Livros provocaram reacção desmesurada e insultos vários à volta da santíssima trindade: racismo, sexismo, elitismo. Adam, que tinha em Bloom um antigo professor e um amigo próximo do pai, impressionou-se decisivamente com a desonestidade da maioria das críticas e assumiu a partir desse momento a ruptura com o seu passado intelectual.

Adam Bellow é hoje um consagrado editor da intelligentsia conservadora americana, de Kristol a Horowitz, de David Frum a Jonah Goldberg, ainda que igualmente um crítico frequente da Administração Bush. O que confirma o padrão. Gente livre também tem amigos, cumplicidades e lealdades grupais. Mas não alinha em tribalismos paroquianos. E a esquerda americana, arregimentada em torno de documentaristas sem escrúpulos e editorialistas ressentidos, insensível ao mundo que existe para além da Ivy League e da Greenwich Village, é cada vez menos um rebanho recomendável.


publicado por Francisco Mendes da Silva às 00:30
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

É com sentida tristeza que constato que um dos meus blogs de consulta regular está a ficar perigosamente inactivo.

É sempre desagradável ver pessoas sair de sítios onde estavam bem.

Volte depressa Pedro Santana Lopes, a blogosfera e o país ficar-lhe-ão eternamente agradecidos.  


publicado por Pedro Marques Lopes às 17:39
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A generalização da educação sexual coincide com a redução da taxa de natalidade. Andam a ensinar alguma coisa mal.
publicado por Henrique Burnay às 17:19
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