Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Paulo Portas e Sócrates discutiram hoje na Assembleia da República as diferenças entre "calote" e "caloteiro".
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 15:21
link | nunca erro e raramente me engano

A vitimização de Sócrates a propósito desta história do acordo para a Justiça é tão mais acentuada quanto permitida por Menezes. O PSD é um partido político num regime democrático e não precisa de demonstrar - como desesperadamente tenta fazer - o alegado ou eventual incumprimento, por parte do PS, dos termos pactuados. Basta-lhe referir o óbvio: em democracia, um partido na oposição não faz acordos com um partido de governo com maioria absoluta no Parlamento; apresenta alternativas. Quem violou as regras da sanidade e da clareza democráticas foi Mendes, e não Menezes - o qual, apesar de muito afoito a sacudir do dorso a herança dos líderes recentes, tem tido a inabilidade suficiente para não esclarecer esta regra essencial.    


publicado por Francisco Mendes da Silva às 14:47
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (5)
Um conselho do ECFR para os políticos europeus.

"In a report published today, Andrew Wilson argues that instead of rushing to embrace Dmitry Medvedev - Russia's likely new president after the 2 March elections - European Union leaders should agree on a joint Russia strategy and set a series of tests for Putin's successor.

"A repeat of the experience of 2000, when European leaders rushed to establish their own 'personal relationships' with Putin, would further hinder the development of a common EU policy on Russia," Wilson argues in the report.

The EU has a small window of opportunity to develop a unified strategy toward Russia, and to establish new foundations for its bilateral relationship, based on mutual respect for the rule of law. "We should take Medvedev, the lawyer, at his word when he talks about the importance of strengthening the rule of law in Russia," the report says.

The policy brief recommends that the European Union restart negotiations on the Partnership and Co-operation Agreement (PCA) and include another country, possibly Poland, into trilateral summits between Russia, Germany and France to emphasise the importance of a collective EU approach. 

The report also proposes that inter-governmental organizations, such as the Council of Europe and the OSCE, should strive to keep Russia within their ranks but strengthen mechanisms which can put pressure on Russia to meet its commitments.

Finally, the report compares the Medvedev succession with that of Putin in 2000, and reveals the full context of Medvedev's rise to the top, including listing 8 discarded scenarios that have emerged in "Operation Successor 2.0". "

The report can be accessed here:
http://ecfr.eu/page/-/documents/ECFR-Policy-Brief-Medvedev.pdf

publicado por Henrique Burnay às 13:05
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)
Vinte anos passados, muitos dos sons da minha memória da História contemporânea são os sons da TSF. Mesmo os que me irritam.

A TSF é jornalismo feito por jornalistas convictos. É por isso que, não sendo a minha rádio, é a rádio que oiço quando quero mesmo saber o que se está a passar. Se amanhã houvesse uma catástrofe e eu fosse no carro, sintonizava a TSF. É simples.

Uff. No começo do século XXI os jornalistas já usam gravata para ir a uma festa de um órgão de comunicação social. Ou pelo menos blazer.

Parabéns à TSF

publicado por Henrique Burnay às 10:28
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)

A educação portuguesa é uma lástima. os principais responsáveis pela educação são os professores.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:26
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (9)
Nesta coisa da reforma da Educação, o centro do debate são sempre os professores. Quando o centro do debate sobre a educação são os professores em vez dos alunos, está praticamente tudo dito.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:24
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (7)
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

 

The Leader

 

I wanna be the leader

I wanna be the leader

Can I be the leader?

Can I? I Can?

Promise? Promise?

Yippee, I'm the leader.

I'm the leader.

 

OK what shall we do?


publicado por Francisco Mendes da Silva às 23:05
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)

Luis Filipe Menezes lá teve os seus cinco minutos de fama, em directo, no jornal da SIC generalista. Mais pelo interesse da própria estação do que pela bondade intrínseca da medida que fez a espuma destes últimos dias. Se Menezes quisesse verdadeiramente afirmar uma posição de ruptura, não defenderia  o projecto Balsemão, mas sim a pura e simples privatização da RTP. Para além da iniquidade civilizacional que é um Estado manter órgãos de comunicação social, a concorrência no mercado da televisão de sinal aberto - de que o PSD se julga o exército de salvação - não é de qualquer modo defendida com o afastamento de um concorrente, mas pela colocação de todos nas mesmas condições. 


publicado por Francisco Mendes da Silva às 21:19
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)

 

"For now sits Expectation in the air
And hides a sword from hilts unto the point
With crowns imperial, crowns and coronets,
Promised to Harry and his followers."

S., W. - Henry V, Prol.


publicado por DBH às 18:54
link | nunca erro e raramente me engano


E, é assim, meus caros amigos, que se roubam coisas das malas, nos aeroportos. E nós, tranquilos, a pensarmos que estão seguras… fechadinhas.


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:07
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)

Pronto. Admito. Não percebo nada. Querem agora ver que também não caminhou sobre as águas, não ressuscitou o Lázaro, não multiplicou os pães e até atirou meia dúzia de calhaus à Maria Madalena. E não há-de um cidadão andar confuso. Onde anda o espírito santo quando precisamos dele?  


publicado por Pedro Marques Lopes às 16:01
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (6)

Na sede do PS estão a debater a possibilidade de fazer os próximos outdoors do partido com fotografias de Luís Filipe Menezes.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:25
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (2)
Algumas das propostas apresentadas por Luís Filipe Menezes têm a cara de Ribau Esteves.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:25
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)
Onze toneladas de droga queimadas na Valorsul
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 11:13
link | nunca erro e raramente me engano

Ora bolas para este programa de computador que me enfia fotografias de militantes do PSD em postes que não têm nada a ver com eles. Diacho! 


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:58
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (4)
Depois da entrevista de Menezes, parece-me evidente que a RTP vai continuar a ter publicidade.
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:57
link | nunca erro e raramente me engano

96 quilos de Liamba vão ser queimados nas instalações da ValorSul


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 10:54
link | nunca erro e raramente me engano
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Em complemento ao artigo do Paulo Marcelo que o PPM cita, vale a pena ler John O'Sullivan na New Criterion de Janeiro. Um excerto: 

 

«[T]he Left showed unsuspected resilience. It was, however, a different kind of Left. Left-wing parties no longer sought to nationalize and administer industries in the interests of the working class. But they had not lost the itch to regulate. In domestic affairs that instinct now migrated to social policy, health policy, race relations, gender equality, and much else. As the late Frank Johnson summed it up: “Because they’re not allowed to nationalize industries anymore, they nationalize people instead”


publicado por Francisco Mendes da Silva às 23:48
link | nunca erro e raramente me engano
Quase diariamente, a resistência iraniana (existe e foi quem contou ao mundo a história do programa nuclear) dá conta do que se passa no Irão. Umas vezes conta a história de rapazes que são enforcados por serem da resistência ou por serem homossexuais, outras vezes fala de manifestações de protesto. Ontem era isto:

"More than 1,500 students, for the second day in the row, held anti-government demonstration on Shiraz University campus in southern Iran yesterday."

Entretanto, a União Europeia e os Estados Unidos continuam a considerar este movimento (NCRI) como uma organização terrorista, apesar de todas as provas em sentido contrário. Um dia irão perceber o erro.

publicado por Henrique Burnay às 21:26
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (2)

Chovem, quase diariamente, nas nossas caixas de correio, mails com petições contra os mais variados tipos de atrocidades infligidos, mundialmente, a animais.

A maior parte das vezes, apagamo-los, porque na nossa já tão complicada vida queremos é esquecer a desgraça e iludir-nos que o mundo corre, senão belo, pelo menos harmoniosamente, à nossa volta.

Nos últimos tempos, contudo, tenho reflectido sobre este assunto e visto vídeos e fotografias onde estas barbaridades estão documentadas. Digo-vos, não é fácil! Estas são atrozes, chocantes, repugnantes. A maioria das vezes, tenho dificuldades em as conseguir ver até ao fim!

A carnificina é variada:

Há quintas onde animais são mantidos nas condições mais degradantes – expostos na sua já curta vida ao frio, à fome, à sede e a falta de espaço – para acabarem mortos por electrocussão anal ou vaginal, para que a sua pele não fique danificada, muitas das vezes, não sendo esta fatal à primeira, acaba por ser arrancada ainda com eles vivos.

Já na romântica e requintada França há quintas de criação de gansos e patos para produção da famosíssima delicatesse “fois-gras” que são autênticas fábricas de tortura. Este, consegue-se através da alimentação forçada dos animais, sendo-lhes enfiados tubos pela garganta, duas ou três vezes por dia, e quantidades absurdas de ração e gordura bombeadas continuamente para o estômago destas aves, que lutam desesperadamente para fugir. Muitas vezes, os tubos perfuram as gargantas dos animais, causando-lhes hemorragias fatais e dores insuportáveis.

Na China, por exemplo, os animais são apanhados pelas autoridades de forma brutal, literalmente, engaiolados em compartimentos minúsculos onde mal se podem mexer e ficam imobilizados horas para serem abatidos de forma cruel, à paulada ou enforcados.
Também neste país, animais domésticos
mas também vacas, galinhas e coelhos… são jogados vivos nos recintos dos leões e tigres, em jardins zoológicos, e servidos como alimento. Funcionários do zoo incentivam os turistas a comprar estes animais para oferecer aos predadores e assim se divertiram a presenciar o repasto.

Tudo isto, já para não falar no uso de animais na indústria do entretimento, na cosmética, na decoração, na experimentação e até na pornografia!

É evidente que é impossível a alguém civilizado ficar indiferente a esta barbárie e, aqui, é fundamental o papel das instituições de defesa dos animais na divulgação e sensibilização destes crimes. Contudo afasto-me destes organismos, geralmente nisto: é que na defesa de princípios inquestionáveis caiem, grande parte das vezes, em radicalismos extremos.

Comer carne é natural para nós, como o é para os tigres e leões e para todos os outros carnívoros à face da terra. O que é inconcebível é que os bichos que comemos tenham de sofrer para/ e ao morrer. Sendo nós, os humanos, especialmente, mestres na tecnologia (e no Direito), porque temos de infligir vários choques até que a nossa presa morra electrocutada? Porque temos de lhe tirar a pele ainda viva? Porque temos de a deixar sangrar até morrer? Porque temos de a manter, nas suas já curtas vidas, em compartimentos minúsculos, amontoada com milhentas outras, nas condições mais adversas de higiene, rodeadas de fezes, urina e escuridão, vivendo na mais profunda infelicidade?

Em nome da economia de custos, dos costumes e da moda, entre outros, eu sei, mas com estes não posso compactuar.

É inconcebível que em pleno século XXI um artista plástico – o costa-riquenho Guillermo Habacuc Vargas – exponha um cão vadio numa galeria de arte e o deixe morrer à fome e à sede perante os olhos atentos de um público faminto de cultura. E que ainda para mais seja premiado por isso! (o artista foi escolhido para representar o seu país na "Bienal Centro-americana Honduras 2008")

É estapafúrdio que num país como o nosso, em nome da tradição, os organizadores da festa de Carnaval em Campia (Vouzela) metam um gato num cântaro de barro – onde, em pânico, fica fechado até à hora da festa – o icem num mastro forrado com palha, para, no fim do desfile, lhe lançarem fogo, que, ao queimar a corda, o deixa cair ao chão e, então, sair o pobre gato que corre desnorteado, tendo ainda à perna foliões mascarados que o perseguem com paus e tenazes na mão, tentando apanhá-lo. Repito, é surreal!

Há, ainda, outra questão porque me afasto do radicalismo destas organizações: é que compreendo que em muitos dos países onde isto acontece, a vida humana tem um valor diminuto, comparado com o que se lhe atribui nos países ditos civilizados, e não são respeitados nem os direitos humanos quanto mais os direitos dos animais! Nestes casos, assinar petições contra o boicote mundial dos seus produtos seria, para além de nada resolver em relação aos animais, contribuir para a degradação do seu já, muitas das vezes, miserável povo. E entre os animais e os humanos – por muito que algumas vezes me custe – ainda escolho, obviamente, os segundos.

 


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 20:45
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (10)

A União Europeia decidiu suspender o embargo à carne brasileira.

Pior, ainda, à carne «in natura» brasileira!!!


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:23
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (3)


“Se Deus tivesse feito o corpo humano para fumar, então as nossas narinas seriam para cima”

 

Bispo Edir Macedo in “O Bispo, a história revelada de Edir Macedo”


publicado por Pedro Marques Lopes às 12:34
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (3)
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

rapapé


s. m., pop.,

acto de arrastar o pé para trás, ao cumprimentar;


fig.
,

(no pl. ) bajulação;

(no pl. ) adulação;
(no pl. ) salamaleque.

 

 

Ou pelo rapapé ou pelo incensador, o homem prudente deve ir fazendo assim uma série de sábias adulações, desde a Arcada até ao Paraíso. Com um compadre no bairro, e uma comadre mística nas alturas – o destino do bacharel está seguro.

[Em “O Mandarim”, de Eça de Queiroz, Edições Livros do Brasil, pág. 30]


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 20:17
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)

publicado por Pedro Marques Lopes às 18:17
link | nunca erro e raramente me engano

Imperdível, a conversa entre João Pereira Coutinho e Diogo Mainardi.

«(...)

Antes de qualquer pergunta sobre o seu livro, gostei de ver nele as fotos dos seus filhos brincando com um pelúcia do Lula. Em São Paulo, um amigo mostrou-me o mesmo boneco e disse-me que tinha sido criado por um artista plástico. Ainda tentei comprar um, mas não consegui. Você sabe onde eu posso encontrar esse boneco?

Vou ver se arrumo um boneco extra.

Obrigado. Você não acha que o boneco tem uma graciosidade que falta ao presidente?

Pouco tempo atrás, acordei no meio da noite e flagrei o boneco roubando minha carteira e tentando matar o peixe no aquário.

E o que você fez? Não me diga que pediu impeachment...

Tranquei o boneco no armário da cozinha.

 

(...)

 

Por que motivo os petistas nunca acertam com o seu nome? É sempre "Diego", "Diego".

O petismo tem um problema com a língua portuguesa, Juan.

 

 

(...)

 

Abrindo um pouco mais a conversa: como você observa a política da América Latina --Chávez, Morales e tutti quanti?

Jura que você quer falar sobre essa gente?

Claro. O grotesco diverte-me.

Em excesso, o grotesco enjoa.

Apesar de tudo, seria improvável que Lula seguisse os passos da "revolução bolivariana" de Chávez, não?

Eu sempre reconheci uma qualidade em Lula: ele é maricas demais para se meter numa fria dessas.

 

(...)

 

Você tem candidato favorito nas eleições americanas?

Meu preferido é John McCain. Os americanos têm o dever de ajeitar as coisas no Iraque, e o único que capaz de fazê-lo é o velhote.

Meu preferido é Obama, por causa do antiamericanismo mundial. Seria uma lição para o mundo eleger um negro.

Se eu fui demasiado otimista com o Brasil, você está sendo demasiado otimista com o mundo.

E o Brasil? Seria capaz de eleger um negro?

O Brasil seria capaz de eleger uma anta.

 

(...)»


publicado por Francisco Mendes da Silva às 10:37
link | nunca erro e raramente me engano

 

Foi bom, não foi?


publicado por Francisco Mendes da Silva às 10:24
link | nunca erro e raramente me engano

Lições de ciência política.

Quando um pobre, operário, analfabeto, urbano vota à esquerda, é porque os partidos de esquerda defendem os interesses das classes oprimidas. Quando um pobre, agricultor, analfabeto, rural vota à direita é a expressão do conservadorismo retrógrado e ignorante.


publicado por Henrique Burnay às 09:29
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (6)
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Na semana que passou, depois da declaração de independência do Kosovo, houve quem lamentasse que, uma vez mais, a “Europa” não falasse a uma só voz e que entre os 27 Estado membros houvesse reacções completamente opostas. O lamento é compreensível, mas a divisão é justificada e inevitável. Compreensivelmente, cipriotas e espanhóis olharam para a declaração dos kosovares albaneses lembrando-se dos seus países e das suas populações que ameaçam a unidade do Estado (como a parte norte da ilha, em Chipre, ou os bascos, em Espanha). Do outro lado, ignorando esse tipo de problemas – porque os não têm – franceses e alemães, entre outros, optaram pelo reconhecimento por puras razões de interesse nacional. No meio, como de costume, ficou a “Europa”, sem voz própria nem unidade. Os “europeístas” mais entusiastas lamentam estes factos como se fossem expressões indesejáveis de nacionalismos arcaicos e incompatíveis com o projecto europeu. Um lamento sem razão de ser. A “Europa” é um sucesso, e o facto de os próprios kosovares declararem, à nascença, o desejo de virem a aderir prova que continua a atrair os países à sua volta. De resto, também os sérvios, apesar dos protestos dos últimos dias, estão no caminho da adesão à UE. No entanto, entre quem entrar – e quanto mais entrarem maior será a diversidade – sempre haverá diferentes interesses nacionais e diferentes opções, alianças e estratégias a nível externo. E não é a existência de um presidente do Conselho ou de um Ministro dos Negócios Estrangeiros (com outro nome) que vai alterar esse facto. O erro, aliás, é acreditar que sim. Pior do que uma “Europa” diversa é uma “Europa” feita contra a sua História e a sua natureza.

No Meia Hora de hoje
publicado por Henrique Burnay às 21:09
link | nunca erro e raramente me engano


Relembro, começa hoje a 28ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto.

A Sessão de Abertura é às 21.30h, com o filme “Este País Não é Para Velhos” (No Country for Old Men), de Ethan e Joel Coen, filme vencedor do Oscar para melhor filme do ano.


Informações sobre a programação: aqui


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:03
link | nunca erro e raramente me engano


Está a decorrer a reunião da National Governors Association, de onde, provavelmente sairão os candidatos a vice-presidente de ambos os partidos. Especialmente porque os nomeados serão senadores, esta reunião está a ser vista como uma entrevista de emprego para quem estará a um "heartbeat away from the Oval Office".


publicado por DBH às 15:22
link | nunca erro e raramente me engano

O actual estado do CDS faz lembrar uma cena da Vida de Brian onde estão reunidos uns activistas de um movimento. Nesse encontro clandestino vão vociferando contra o invasor romano mas quem eles não gostam mesmo é dos membros dos outros grupos que teoricamente também lutam contra os mesmos romanos. Claro que acabam por lutar apenas entre eles. 

Pelo que li esta semana no Expresso, parece haver mais grupos de “reflexão” que militantes. Nenhuma destas alas ou grupos de reflexão gosta de Sócrates mas de quem eles não gostam mesmo é de Paulo Portas (a ala liberal gosta assim-assim).

O CDS cada vez mais se parece com os partidos de extrema-esquerda em 1975. A grande diferença é que estes aprenderam com os erros e conseguiram-se fundir no BE. As guerras e os ódios dentro do BE estão bem vivos mas eles perceberam que apenas conseguem sobreviver se se mantiverem juntos. O CDS está a fazer o caminho inverso e ameaça fragmentar-se em pequenos grupos.

O CDS conseguiu manter a aparência de união à custa de líderes fortes. O problema é que Portas deixou de ser esse líder. 

 

também publicado aqui
publicado por Pedro Marques Lopes às 14:21
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (3)
O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, acompanha quarta-feira uma delegação de 80 empresas portuguesas de calçado, que participam entre terça e sexta-feira na maior feira do sector do mundo, em Milão, Itália
publicado por Rodrigo Moita de Deus às 12:04
link | nunca erro e raramente me engano

A opinião publicada condenou Telmo Correia. Faz sentido. Parece que o ministro do CDS tomou decisões, assinou papéis e até trabalhou no último dia em que lá esteve. Ministeriou. Se não tivesse feito nada, ninguém diria nada.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 09:52
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (9)
Paulo Bento no Paquistão
publicado por 31 às 05:02
link | nunca erro e raramente me engano

Melhor guarda-roupa: Elizabeth - The Golden Age

Melhor Filme de Animação: Ratatouille, de Brad Bird

Melhor Maquilhagem: La Vie En Rose

Melhores Efeitos Especiais: The Golden Compass (A Bússola Dourada)

Melhor Direcção Artística: Sweeney Todd - The Demon Barber Of Fleet Street

Melhor Actor Secundário: Javier Bardem (No Country For Old Men).

Melhor Curta-Metragem: Le Mozart Des Pickpockets

Melhor Curta de Animação: Peter And The Wolf

Melhor Actriz Secundária: Tilda Swinton (pelo filme “Michael Clayton).

Melhor Argumento Adaptado: No Country For Old Men

Melhor Montagem de Som: The Bourne Ultimatum

Melhores Efeitos Sonoros: The Bourne Ultimatum

Melhor Actriz Principal: Marion Cotillard (pelo filme “La Vie En Rose”)

Prémio Carreira: Robert Boyle

Melhor Filme Estrangeiro: The Counterfeiters (Áustria)

Melhor Canção: “Falling Slowly”, Once

Melhor Montagem: The Bourne Ultimatum


Melhor Fotografia: There Will Be Blood.


Banda Sonora Atonement

Melhor Curta- Metragem Documental: Freeheld

Melhor Documentário: Taxi To The Dark Side

Melhor Argumento Original: Diablo Cody (pelo filme “Juno”)

Melhor Actor Principal: Daniel Day-Lewis (pelo filme “Haverá Sangue”)

Melhor Realização: Ethan & Joel Coen, pelo filme “Este País Não é Para Velhos” (No Country For Old Men).

Melhor Filme: Este País Não é Para Velhos (No Country for Old Men) de Ethan e Joel Coen

 

E como a noite já vai longa, por este ano...


That`s All Folks!


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 04:49
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)
O Alexandre Borges está aqui ao lado, no Blogue Atlântico, também a fazer a cobertura dos Óscares. E ele vai mais adiantado do que nós: já vai no décimo-quarto!

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:46
link | nunca erro e raramente me engano

O Jack Nicholson não consegue ler o ponto de óculos escuros.


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:29
link | nunca erro e raramente me engano



A Pequena Sereia. Vulgo, Marion Cotillard (em La Vie En Rose).


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:21
link | nunca erro e raramente me engano

Oscarizado.

 

Livra, que raio de palavra!


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:10
link | nunca erro e raramente me engano
Jessica Alba
Cate Blanchett
Nicole Kidman...
Para já. Mas, como diz o apresentador, a noite ainda é uma criança e o Jack Nicholson está na assistência.

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:01
link | nunca erro e raramente me engano


Juno (Ellen Page) é uma rapariga de 16 anos, que gosta de andar ao seu ritmo, de preferência ao som de uma qualquer canção dos The Stooges mas que, apesar do seu ar duro e rebelde, é apenas uma adolescente que tenta descobrir quem é. Enquanto a maior parte das colegas passa o tempo a actualizar a página na comunidade virtual MySpace ou no centro comercial, Juno recusa-se a imitá-las. Até que uma tarde, tão aborrecida quanto outras, tudo vai mudar: Juno decide fazer amor com Bleeker (Michael Cera), um rapaz charmoso e um pouco pretensioso. A falta de cuidados leva Juno a ficar grávida e decide dar o bebé para adopção. Com a ajuda da melhor amiga, Leah, procura nas páginas de classificados o casal de pais adoptivos perfeito até que descobre Mark e Vanessa Loring, que sonham adoptar um filho. Mas durante os nove meses seguintes, Juno terá de passar diversas provas de maturidade e provar a sua coragem.


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:47
link | nunca erro e raramente me engano
Em vez de Cate Blanchett a fazer de homem, ganha Thom Yorke a fazer de mulher.


O Alexandre Borges tem razão. A noite dos Óscares é uma versão americana dos Globos d'Ouro da SIC, com um apresentador com piada, bons momentos e pessoas famosas, e em que o Rui(y?) de Carvalho não ganha o prémio carreira.
publicado por E às 02:33
link | nunca erro e raramente me engano

publicado por 31 às 01:57
link | nunca erro e raramente me engano


"A história começa quando Llewelyn Moss (Josh Brolin) descobre uma pickup rodeada por um grupo de mortos.
Um carregamento de heroína e dois milhões de dólares em dinheiro vivo estão ainda na caixa aberta da carrinha.

Quando Moss leva consigo o dinheiro, despoleta uma reacção em cadeia de catastrófica violência, que nem mesmo a lei – na pessoa do idoso e desiludido Xerife Bell (Tommy Lee Jones)  – consegue travar.

À medida que Moss procura escapar aos seus perseguidores – em particular a uma misteriosa personagem (Javier Bardem) que atira a moeda ao ar para decidir se poupa ou não uma vida – o filme simultaneamente desmonta o género do crime dramático americano e alarga os seus interesses para abordar temas tão antigos como a Bíblia e tão sanguinariamente contemporâneos como os cabeçalhos desta manhã." (sinopse adaptada desta daqui)


Este filme tem estreia prevista para Portugal no próximo dia 28, mas quem estiver no Porto pode já vê-lo amanhã, às 21.30h, na Sessão de Abertura da 28ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto.


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:53
link | nunca erro e raramente me engano
No Country for Old Men merece ganhar tudo aquilo para que está nomeado. É o melhor dos Coen, incluindo Fargo. Uma espécie de Blood Simple pós-11 de Setembro, onde a lógica do assassino deixa de ser criminosa e passa a ser terrorista. O lado visível da Lua (escuríssimo, diga-se de passagem) de Zodiac. Javier Bardem é das personagens mais violentas dos últimos anos. Um Frankenstein sem a bonomia do original. Gigantesco e infalível, porque o mal pode vencer sempre. Ou pelo menos até ao juízo final, que fica obviamente para além do cinema.

I'm Not There é fraquinho e longo. E Cate Blanchett não passa de uma caricatura apalhaçada e desengonçada de um action man de Dylan circa 1966. Temo que ganhe, pois a Academia adora papéis anormaloides.




Um épico sobre a família, a febre do petróleo, a ambição e a vingança, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis, numa interpretação que lhe pode valer um segundo Óscar e que tem sido descrita como a mais memorável interpretação de um actor neste século), um prospector de prata que cria sozinho o filho, decide partir para a Califórnia quando ouve falar de uma pequena cidade onde um oceano de petróleo está a revelar-se à superfície. Daniel resolve então tentar a sua sorte em Little Boston, uma cidade degradada e miserável onde a comunidade é uma fervorosa adepta dos sermões do pregador Eli Sunday (Paulo Dano). E, efectivamente, sai-lhe a sorte grande. Mas mesmo com uma fortuna crescente, nada será como antes: as tensões crescem, os conflitos eclodem e valores como o amor, a esperança e a fé são ameaçados pela corrupção e pela desmedida sede de petróleo.



publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:05
link | nunca erro e raramente me engano
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008


(…) São essas qualidades - inteligência, elegância, modernidade - que reencontramos na segunda longa-metragem de Wright, adaptando o romance de Ian McEwan sobre uma paixão destruída por um mal-entendido na Inglaterra da II Guerra Mundial.

A "expiação" do título é o "mea culpa" de Briony Tallis, que conhecemos na primeira imagem do filme com apenas 13 anos de idade a terminar a sua primeira peça para ser representada com os primos numa "soirée”  familiar na sua casa de campo, e que nos abandona nas últimas imagens (sob os traços de Vanessa Redgrave), idosa escritora celebrada que acaba de publicar o seu derradeiro romance, intitulado "Expiação”. Tudo o que se conta nas duas horas que medeiam entre ambas é o  que se conta no romance: o relato autobiográfico da tragédia que a adolescente precipita nessa noite fatal na província inglesa e as suas consequências, cinco anos mais tarde, já em plena II Guerra Mundial. (…)


Expiação é uma obra sobre a criatividade. Essa maravilhosa capacidade de nos transportar para uma realidade à parte, segura e harmoniosa, onde é possível reescrever a história e – desta forma – criar finais felizes.


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:54
link | nunca erro e raramente me engano


"Michael Clayton (George Clooney) é o homem a quem todos recorrem num dos maiores escritórios de advogados de Nova Iorque, a Kenner, Bach & Ledeen (KBL), quando são precisos métodos pouco ortodoxos para tratar de um processo.
Sob a alçada do co-fundador da firma, Marty Bach (Sydney Pollack), Clayton faz o trabalho sujo e limpa os podres dos clientes da firma. Mas desta vez há um caso que ele talvez não seja capaz de resolver. A KBL está a gerir um processo multimilionário de uma empresa de agroquímica, a U/North, que parece encaminhar-se para um brilhante desfecho do qual depende o posto da consultora legal Karen Crowder (Tilda Swinton). Mas o advogado de topo da KBL, Arthur Edens, tem um aparente esgotamento e começa a deitar tudo a perder, sabotando provas. Clayton é então enviado para gerir o processo, mas quanto mais tenta resolver as coisas, mais tudo se vira contra ele, colocando em risco até a sua própria vida.
"


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:26
link | nunca erro e raramente me engano

A entrega dos prémios está marcada para o Kodak Theatre, em Los Angeles, e o anfitrião da noite volta a ser o comediante Jon Stewart.

Com oito nomeações cada, entre as quais melhor filme e realização, surgem "Este país não é para velhos", de Ethan e Joel Coen, e "Haverá Sangue", de Paul Thomas Anderson.
Com sete nomeações figuram "Michael Clayton - uma questão de consciência", de Tony Gilroy, e "Expiação", de Joe Wright
Com 4 nomeações Juno, de Jason Reitman.

Na categoria de melhor realizador, estão todos nomeados pela primeira vez:

Paul Thomas Anderson (Haverá Sangue);
Ethan e Joel Coen (Este País Não é Para Velhos);

Tony Gilroy  (Michael Clayton - Uma Questão de Consciência);

Jason Reitman (Juno); e Julian Schnabel (O escafandro e a borboleta)


George Clooney, Tommy Lee Jones, Viggo Mortensen, Johnny Depp e Daniel Day-Lewis irão disputar a estatueta para melhor actor principal.


Para actriz principal estão nomeadas Cate Blanchett, a jovem Ellen Page, protagonista de "Juno", a veterana Julie Cristie, pelo papel em "Away from her", a francesa Marion Cotillard, por ter encarnado Edith Piaf, e Laura Linney em "The Savages".


Na categoria de melhor documentário, dominam os filmes sobre a guerra no Iraque "No End in Sight", "Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience" e "Taxi to the Dark Side", aos quais se juntam "Sicko" e "War/Dance".

Para melhor filme de animação a decisão será tomada entre "Persépolis", "Ratatui" e "Surfs Up".
"

 

Eu estarei por aqui, a partir da uma da manhã, a fazer a sua cobertura em directo, até que o sono me vença…


publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:02
link | nunca erro e raramente me engano | raramente (1)
31s | Editorial | Email
Twitter | Facebook | 31tv-1 | 31tv-2 | 31 CCTV
Sei o que assinaste em Maio passado

Shopping 31

31 no Combate de blogs / TVI24