Torturas, sequestros, violações continuadas, cadáveres às postas quase não constam do nosso cardápio.
Em compensação é no coração das sociedades tidas como o expoente máximo da civilização que medram os monstros. (...)" (escrito pela Teresa Ribeiro, no Corta-Fitas)
Entrevista da Tabu a José Mário Branco:
- Diz-se que o FMI foi o percussor do rap
Ao que parece, nasceu mais um partido, o MMS. Diz que não se revê nas orientações políticas da esquerda nem da direita. Assim como o Pedro Passos Coelho.
Pedro Passos Coelho diz que não é de direita nem de esquerda. No fundo, é um morno, que não aquece nem arrefece.
Madonna comporta-se como uma bela adormecida que carece que meninas lhe dêem beijos na boca para acordar (Britney Spears, Christina Aguillera, Justin Timberlake - a minha preferida do trio). As letras são medíocres e a auto-celebração constrange-nos. É revelador que tenha sido capturada enquanto símbolo (pós) feminista de um século sexualmente estafado. Acontece que chegámos ao XXI. (Tiago Cavaco)
The tragedy of this episode is that Obama has such potential to be a racially unifying force. His speeches show that he is not interested in perpetuating old divisions but now thanks to his acceptance of a man who appears to relish these divisions, his message is being compromised. (Spectator)
Obama said he is outraged by Wright's remarks that seemed to suggest the U.S. government might be responsible for the spread of AIDS in the black community and his equation of some American wartime efforts with terrorism. (CNN)



O síndrome dos braços levantados.

O ministro da Administração Interna considera "desaconselhável" haver apenas um agente numa esquadra da PSP e que "não podem ser locais vulneráveis". (Público)
• Eu
• Simão, 7 anos (2ª ano do Ensino Básico)
Cenário:
Num caderno de trabalhos de casa, o Simão tem anotadas as revisões da matéria para o teste de Estudo do Meio, do dia seguinte. A temática é os animais, a sua classificação, deslocação, alimentação e reprodução.
Folheio-o e, numa das páginas, posso ver escritos com uma caligrafia mal desenhada os seguintes exemplos:
Acção:
Homem: são mamíferos, nascem no ventre da mãe, têm o corpo coberto por pêlos, deslocam-se andando e comem carne e plantas.
Galinhas: são aves, nascem de ovos, têm o corpo coberto de penas, deslocam-se andando e comem grãos.
Cão: são mamíferos, nascem no ventre da mãe, têm o corpo coberto por pêlos, deslocam-se andando e comem ração Royal Canin Júnior.
* O título "Manela, estou aqui" é do Bernardo Pires de Lima no Blogue Atlântico. Proponho, como nos jornais de antigamente, que legende você mesmo esta fotografia do DN.
Em caso de derrota - "Passos Perdidos"
Em caso de decisões importantes - "Passos a dar", "Passos firme"
Em caso de vitória - "Passos seguintes"
Em caso de desistência para Ferreira Leite - "Passos de Ferreira" (sugestão de leitor)
Mais sugestões:
Passos do concelho
Passos do conselho
Passos doble
Passos d´Arcos
comPASSOS de espera
ò tio patinha! antão?
Tio Patinha
O presidente do Governo Regional da Madeira e líder do PSD madeirense, Alberto João Jardim, revelou hoje que tomará a decisão de avançar ou não para a liderança nacional do partido na Comissão Política Regional dos social-democratas madeirenses de 15 de Maio. (Público)
"Ferreira Leite não consegue obter apoios entre Menezistas e Santanistas" (Paulo Gorjão)
O Paulo Gorjão manifestou a sua preferência pela candidatura de Pedro Passos Coelho.
a compra de novas armas para a PSP é, pelos vistos, um desperdício de tempo e dinheiro.

Associações sindicais de polícia queixam-se de insegurança e exigem medidas.
"De acordo com o jornal 24horas um grupo de 10 a 15 homens invadiu domingo à tarde, cerca das 17:00, a esquadra da PSP de Moscavide, concelho de Loures, agredindo um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo. Ainda segundo o jornal, na esquadra estava apenas um agente." (DD)
Marco António Costa começou por pedir a Menezes que se recandidatasse. Depois virou-se para Alberto João Jardim. Assume-se hoje como apoiante de Pedro Passos Coelho. É a chamada 3.ª Via.
Segundo alguns comentadores, Pedro Passos Coelho representa a mudança no PSD. Para já, conta com o apoio do filho mais velho de Menezes e de Marco António Costa, líder da distrital do PSD Porto. Há quem lhe prefira chamar mudança na continuidade.
Fora de prazo (mea culpa, já que foi o primeiro texto recebido), deixo o post que o André Azevedo Alves teve a gentileza de nos enviar para publicação no 31:
O problema da direita inexistente
Os dias agitados que se vivem no PSD têm levado a uma intensificação da discussão sobre pessoas, mas, no que diz respeito à discussão de ideias, o panorama - pelo menos no espaço público - continua muito pouco animador. Não partilho por isso o optimismo do André Abrantes Amaral sobre o fim da social-democracia, da mesma forma que tenho muitas dúvidas sobre o potencial da presente crise para impulsionar a criação de uma alternativa viável de governação com um programa não socialista, que se libertasse pela primeira vez do espartilho do imposto pelo processo revolucionário (e que continua infelizmente bem marcado na Constituição).
O impasse a que se chegou no espaço político-partidário que deveria apresentar uma alternativa de direita tem a meu ver três causas principais.
A primeira é a governação social-democrata de Sócrates, que tornou evidente que o PSD não está hoje em condições de oferecer nem uma alternativa programática nem ideológica ao PS.
A segunda tem a ver com a fraca qualidade de grande parte das supostas "elites" dos partidos à direita. Um dos aspectos mais irónicos das ferozes críticas lançadas contra Luís Filipe Menezes nos últimos meses é que - não raras vezes - elas se poderiam aplicar de forma pertinente aos autores dessas mesmas críticas. A falta de preparação teórica e a inconsistência argumentativa são características que, infelizmente, marcam parte substancial dos mais notórios quadros ligados ao PSD e ao CDS. Num cenário assim será sempre muito difícil construir alternativas credíveis.
A terceira causa tem a haver com o verdadeiro deserto em que se tornou o CDS de Paulo Portas. O partido que mais poderia (e deveria) capitalizar com a crise do PSD tem-se revelado absolutamente incapaz de o fazer. O desgaste e descredibilização de Paulo Portas são cada vez mais notórios e tomadas de posição como esta não ajudam.
Em suma, as perspectivas para a constituição de uma alternativa não socialista continuam pouco animadoras. Neste contexto, talvez o melhor que pudesse acontecer à direita portuguesa fosse mesmo - paradoxalmente - a implosão do PPD-PSD e, já agora, também do CDS-PP. Veremos.
André Azevedo Alves
O trailer do filme O Contrato. Prova de que o cinema português está a ficar diferente.
Na Foto: Patrícia Tavares; © Foto: ?
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Repost daqui
O bastonário da ordem dos médicos e queixou-se ao presidente da república dos protocolos que algumas autarquias assinaram com Cuba para fazer cirurgias. O bastonário afirmou que era possível resolver o problema das listas de espera oftalmológicas sem recorrer aos manos Castro.
A solução pode passar por convencionar com hospitais privados ou abrir os blocos operatórios dos hospitais públicos portugueses durante a parte da tarde. É que em Portugal só há cirurgias de manhã. Evidentemente para convencionar com os privados é preciso pagar extra. Para por os cirurgiões dos hospitais públicos a trabalhar durante a parte da tarde também é preciso pagar extra.
Ou seja, os médicos portugueses só resolvem o problema dos pacientes portugueses se os portugueses pagaram mais. Falta competitividade à contra proposta nacional. É que entre pagar mais aos tipos do costume e dar uns mergulhos no Caribe, venha daí o Caribe.

Vila Real teve ontem o seu primeiro caso de carjacking. Roubaram o carro a um casal de namorados que imediatamente apresentaram queixa. No entanto, segundo a RTP, o incidente é um alegado incidente. Alegado porquê? Porque a secretaria da polícia de Vila Real está fechada durante o fim-de-semana. Só na segunda-feira as forças da autoridade podem confirmar o roubo.

A imagem da tocha olímpica rodeada de milhares de seguranças, polícias e manifestantes faz da candidatura da China aos jogos a ideia mais infeliz da história das ideias infelizes.
O subprime é um esquema em pirâmide só que praticado por entidades respeitáveis.

34 anos depois do 25 de Abril ainda temos que gramar ritualmente com cantautores obscuros, as suas barbas e boinas, os seus arremedos e palavras de ordem, os seus filhos e sobrinhos, as suas guitarras e gaitas, os seus pífaros e adufes, os seus guinchinhos, trinados e onomatopeias, o seu bucolismo campesino e o seu reaccionarismo vanguardista, a sua má música e pior voz.
Valha-nos a televisão pública que entendeu oferecer um momento burlesco para aliviar o choque estético decorrente destas cruéis aparições: Otelo Saraiva de Carvalho a falar de democracia e de respeito.

A RTP entrou em directo da Avenida da Liberdade onde "milhares se juntavam para as celebrações populares da revolução". A jornalista quis saber a opinião dos manifestantes sobre o discurso do presidente da república e o conhecimento que os jovens têm da abrilada. A jornalista procurou mas entre os milhares de manifestantes não havia jovens.

Das duas uma: ou Taur Matan Ruak tem um irmão gémeo ou o Gastão Salsinha fez uma operação plástica.
A cerca de meia dúzia de metros da entrada para o parque de estacionamento de um centro comercial do centro da cidade, um carro topo de gama assenta arraiais em cima de um traço amarelo, um jeep de alta cilindrada pratica escalada desportiva no passeio e uma carrinha monovolume instala-se estrategicamente numa curva, impedindo a visibilidade. Depois de esgotadas todas as possibilidades de transgressão, ainda restava a 2ª fila e foi mesmo isso que aconteceu com um utilitário muito desenrascado. A tudo isto assisto na fila para entrar no parque de vários pisos onde não faltam lugares, enquanto os condutores destas viaturas, indiferentes aos sinais de proibição, se dirigem sem pressas para o centro comercial. Mais tarde haveria de me cruzar com a condutora do jeep acompanhada dos filhos num dos corredores da área de informática e com o tripulante do topo de gama (cujo rosto reconheci) a tomar calmamente o seu café num dos bares do edifício.
Sei bem que são muitos anos de maus hábitos, vícios tramados de vencer, num país com uma diminuta cidadania participativa, demasiada permissividade social para com estes comportamentos, sempre a contar com a morosidade da justiça, com a inércia da polícia ou com as vindas do Papa. Escrevo de Lisboa, onde diversas gerações nunca viram a cidade sem carros nos passeios, mas infelizmente o problema encontra-se um pouco por todo o lado. Corremos o risco que seja considerado normal que em certas zonas (não falo de zonas históricas ou outras de impossível intervenção) dois peões mal consigam circular lado a lado, que os semáforos raramente estejam temporizados em função de quem se desloca a pé e que os passeios se encontrem atafulhados de carros, sinais de trânsito mal colocados, caixas de electricidade ou excesso de publicidade. E avaliar pelo exemplo acima, convenhamos que o exemplo dos pais em pouco abona a favor de uma pacífica e agradável convivência urbana entre quem circula no espaço público. Entretanto, chegamos encantados de Amesterdão, Estocolmo e Viena, onde um sinal de proibição de estacionamento não é uma ficção e onde os passeios são território livre de dejectos de animais (pelo menos por onde tenho andado).
Nada disto está certo para quem, devido a problemas físicos ou algum tipo de deficiência, vê reduzida a sua capacidade de se deslocar. Que cidade esta onde tanta gente tem lata para deixar as latas onde devem circular as pessoas. Constrangida com o enorme número de obstáculos, expressei a minha indignação a uma amiga cega, que aliás tem uma autonomia incrível. Ela riu-se e respondeu-me que consegue andar, mas à custa de muitas nódoas negras nas pernas. Há muito tempo que não sentia tamanha vergonha.
Por estas e por outras é que quem está mal, muda (*) e fico satisfeita por saber que ainda há gente que anda por aí à procura de moinhos de vento com uma lanterna acesa durante o dia.
E como o 25 de Abril é quando o homem quiser, até que cada co-peão veja reconhecido seu direito a um metro de passeio, a Luta Continua!(*)
Art. 14: É proibido a um automóvel estacionar a menos de dois milímetros de uma porta ou portão
Art. 37: É proibido ao peão que se desloca no passeio subir para cima de um automóvel estacionado a 2 milímetros de uma porta ou portão.
Art. 76: O peão ligeiro deve recolher os ombros ao cruzar-se com um pesado.
(*) “Sinais do Trânsito” – Manuel João Ramos, Lisboa: Assírio & Alvim, 2000.
miss pearls (aka Isabel Goulão)
Isabel Goulão, blogosfericamente conhecida como miss pearls, é a Senhora que se segue. Veterana dos blogues, é seguramente uma das mais simpáticas. Teve a amabilidade de nos enviar o texto que se segue.
LIBERDADES E PROGRESSOS: Há 40 anos as pessoas precisavam de licença para terem isqueiro, hoje são os isqueiros que precisam de ter licença.
Naquele distante dia de 1974 houve um homem que se distinguiu. Um homem de galhardia e de bravura singular. Um homem de firmes vontades que nem ameaças, gritos, armas ou tanques conseguiram fazer vacilar. Talvez o único que naquele dia soube cumprir o seu dever até ao fim. Um homem a quem a história ainda hoje não fez justiça: O comandante do quartel do Carmo.
LIBERDADES E PROGRESSOS: Há 40 anos pedia-se respeitosamente licença para fumar à mais importante ou à dona da casa, hoje requer-se licença à ASAE e à DGS. Também respeitosamente, não vá o diabo tecê-las.