e porque até os anjos (que são os nossos leitores) precisam de uma pequena ajuda, nós aqui, no 31, damos-vos asas!
O maradona ficou chocado com o meu poste. É normal. Normalíssimo. Acontece isso cada vez que pensamos na educação na perspectiva do aluno. Em vez de invejarmos o privilégio de alguns professores que podem escolher os seus alunos, devíamos consagrar o direito dos alunos de escolherem os seus professores. Afinal, na cadeia de valor do ensino, quem é mais importante?
Um cliente vai ao banco levantar um cheque. O caixa olha para o cheque, olha para o computador e comenta:
- desculpe. Mas não tem provisão.
Pergunta o cliente:
- não tem provisão? O cheque ou o banco?
O governo regional dos Açores abriu um concurso para “prestação de serviços de lobbying a favor da Região Autónoma dos Açores, junto das instituições da união Europeia”. Ao lançar este concurso, o governo dos Açores será a primeira instituição pública portuguesa a fazer lobby em Bruxelas, e uma das pouquíssimas presenças portuguesas em aqui, incluindo empresas privadas. Pelas ruas do chamado Bairro Europeu, há centenas de empresas de lobby e escritórios de representação que vêm aqui fazer valer os seus interesses e os dos seus clientes. É isso o lobby e aqui não só é aceite como é desejado. Tomam-se demasiadas decisões, sobre demasiados dossiers, com demasiadas implicações, para alguém pensar que ouvir os diferentes interesses é um erro. Muito pelo contrário. De resto, a decisão dos Açores repete, de forma ainda incipiente, aquilo que todas as regiões espanholas, entre outras, já fazem há anos e anos. Pelo contrário, são pouquíssimas, para ser generoso, as empresas portugueses que aprenderam com espanhóis, irlandeses, suecos ou lituanos e se fazem representar aqui. Antes de Barroso havia quem pensasse que éramos demasiado pequenos e não valia a pena tentar influenciar. Depois de Barroso há quem pense que basta conhecer vagamente o presidente da Comissão para ter acesso directo aos corredores do poder. Oscilamos entre a falta de ambição e a mania das grandezas. Entretanto, os Açores, sensatos, resolveram fazer como os melhores e defender os seus interesses.
Diz Sócrates, na cimeira, no seu "momento de promoção" ao Magalhães: «Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães».
Sócrates compara o Magalhães ao Tintim.
Na cimeira Ibero-Americana a decorrer em El Salvador, Sócrates ofereceu computadores Magalhães aos Chefes de Estado e de Governo dos 22 países participantes. Enalteceu-os e informou que todos os seus assessores usam, diariamente no seu trabalho, um. “Não precisam de mais nada”. Garantiu.
Ora, parece-me que com esta explicação fica tudo muito mais claro em relação às contas e acções deste governo.
Tentanto explicar as diferenças no ranking das melhores escolas é argumento de alguns comentadores que os colégios particulares têm o luxo de escolher os seus alunos. No ensino público os professores têm que trabalhar com o que se arranja. Com o mesmo arrojo recordo que os alunos do ensino público também não podem escolher os seus professores. Também têm de trabalhar com o que se arranja.
O fascínio de uma certa direita portuguesa (em particular, a "financeira") por Obama faz-me lembrar aquela ONG do filme “Tropa de Elite”, onde trabalhavam meninos bem-nascidos que odiavam a polícia e queriam salvar os marginais das favelas. No fim, acabaram degolados pelos favelados (e os poucos que se safaram foram salvos pela polícia).
Diz Loureiro dos Santos que o "descontentamento de militares pode levar a movimentações irreflectidas". Que é como quem diz: há uns tenentes que querem vir passear de tanque para o terreiro do paço. Se o destino da terceira república é coisa menor confesso que estou preocupado com a estética da coisa. Sem Paulo de Carvalho nem Zeca Afonso qual é o sinal? Uma daquelas músicas do João Pedro Pais?
Não faço juízos sobre Miguel Sousa Tavares. Mas tenho dúvidas que os estivadores lhe batessem. E sou capaz de jurar que se isso tivesse acontecido o projecto de terminal tinha acabado poucos minutos depois.
where is the new Obama administration likely to take us? Seven things seem certain:
Ou a europeização da América.
Em 2006, as escolas públicas e privadas apresentavam um indice de 17,5 por cento de resultados positivos nos exames nacionais de Matemática do 12º ano. Em 2007, esses valores atingiram os 65 por cento. Em 2008, o Ministério da Educação anuncia ufano que se chegou aos 96 por cento de resultados acima dos 9,5. É a prova provada de que há melhorias no sistema educativo.
Ou então há eleições para o ano, não sei.
Diz que Miguel Sousa Tavares foi hoje a um debate sobre o novo terminal do porto de Lisboa. Antes do debate acabar irritou-se e resolveu abandonar a sala. Lá fora esperavam-no os estivadores para lhe pedir explicações. Sousa Tavares - o homem que prometia bengaladas a torto e a direito – fugiu outra vez lá para dentro. Diz que só saiu com escolta policial.
O micro crédito não é assim tão original. Mohammad Yunus é uma espécie de Cofidis não cotada em bolsa.
Sócrates distribui Magalhães na Cimeira Ibero-Americana
Sindicatos e movimentos de professores encontram-se amanhã para tentar marcar manifestação única
No ranking das vinte piores escolas só uma é privada. No ranking das vinte melhores só uma é pública. É claro que isto não quer dizer absolutamente nada sobre o trabalho dos professores do ensino público. Absolutamente nada. Eu é que embirro com os professores. Mas os Professores estão atentos. Olhem para eles a abordar a questão da qualidade de ensino.
Excerto do exame de matemática do 9º ano:
Um magalhães mais um magalhães é igual a quantos magalhães?
Na economia real os bancos precisam do apoio do Estado. Na economia virtual tiveram um lucro total de 600 milhões de euros.

«My dislike of Pound and Picasso, both of whom pre-date me by a considerable margin, can´t be explained in this way. The same can be said of Henry Moore and James Joyce (a textbook case of declension from talent to absurdity). No, I dislike such things not because they are new, but because they are irresponsible exploitations of technique in contradiction of human life as we know it. This is my essential criticism of modernism, whether perpetrated by Parker, Pound or Picasso*: it helps us neither to enjoy nor endure. It will divert us as long as we are prepared to be mystified or outraged, but maintains its hold only by being more mystifying and more outrageous: ita has no lasting power. Hence the compulsion on every modernist to wade deeper and deeper into violence and obscenity; hence the succession of Parker by Rollins and Coltrane, and of Rollins and Coltrane by Coleman, Ayler and Shepp. In a way, it's a relief: if jazz records are to be one long screech, if painting is to be a blank canvas, if a play is to be two hours of sexual intercourse performed coram populo, then let's get it over, the sooner the better, in the hope that human values will then be free to reassert themselves.
* The reader will have guessed by now that I am using these pleasently alliterative names to represent not only their rightful owners but every practioner who might be said to have succeded them.»
(da Introdução)
- alguém tem papel de rascunho?
- podes usar as minhas acções.
- Estou indeciso entre ir beber um café e comprar uma acção do BCP
Seria uma tragédia que te deixássemos sozinho na tua luta contra a ortodoxia musical e os seus mitos consagrados. Claro que os Radiohead são chatos. Dois álbuns apenas (OK Computer e, principalmente, The Bends) e já estão justamente no Panteão. Mas os Radiohead desta década são - cuidado com a erudição - uma merda. Um onanismo mais apreciado por quem toca do que por quem ouve ou assiste, o que é algo que pensávamos historicamente destinado ao jazz moderno.
é a quarta vez que a DECO liga para minha casa para tentar vender a revista proteste. é a quarta vez que lhes dizemos que não estamos interessados. eles insistem. nós também. bem vistas as coisas a proposta da DECO é profundamente siciliana. ou os consumidores pagam ou não os conseguimos proteger.
Vital Moreira.
Paris
Tenho sempre tendência para gostar dos filmes que a critica nacional da especialidade não gosta. Paris, o último filme de Cédric Klapisch (realizador de “A Residência Espanhola” e “As Bonecas Russas”), é mais um desses casos.
Diz o Correio da Manhã que o preço da farinha está a cair mas o preço do pão continua a subir. Leio um pouco mais e descubro que a culpa é dos combustíveis. Que é como quem diz que o preço do papo seco está indexado ao preço do barril de brent.
O Benfica ganhou ontem e passou o Porto na classificação. Hoje de manhã tirei a barba. Depois da barbinha à Al Gore tentarei para o ano um bigodinho à Sidónio.
Californianos decidem sobre proibição do casamento entre homossexuais
Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da Nortel Networks, um dos gigantes da área de Telecomunicações, hoje terias 59 Euros.
Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da LucentTechnologies, outro gigante da área de telecomunicações, hoje terias
79 Euros.
Agora, se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros da Super Bock (em CERVEJA, não em acções), tivesses bebido tudo e vendido as garrafas vazias, hoje terias 80 Euros.
Conclusão:
No cenário económico actual, perdes menos dinheiro se ficares sentado a beber SUPER BOCK o dia inteiro!
"Cavaco Silva, em 1991, mais do que pedir, exigiu uma maioria absoluta para governar, porque entendia
(Interrompendo) Eu nunca exigirei nada a ninguém! Mas deixe-me dizer-lhe o seguinte: eu estou é absolutamente concentrado na governação. É isso que os portugueses esperam de mim.
Isso sabemos, mas estamos a discutir política agora
Pois, pois, mas não ponham o carro à frente dos bois. Isso virá daqui a uns meses. Aliás, seria irresponsável da minha parte se estivesse a pensar nisso, ainda por cima num momento destes.
Deixe-me, então, fazer a pergunta de forma diferente: se os portugueses lhe pedirem que governe, não com maioria absoluta, mas com uma vitória relativa, o senhor não os abandonará?"
Entrevista do DN/TSF a José Sócrates
quem roubou o computador a Miguel Sousa Tavares?
a) Fanã
b) Vasco Pulido de Valente
c) Margarida Rebelo Pinto
d) O Magalhães
O que eu mais gostei na entrevista de José Sócrates foi o casaco. Gravata sem casaco, género sou uma pessoa muito ocupada, muito trabalhador. Estilo que contagiou os entrevistadores. E lá estavam os três. De gravata sem casaco.
Vila de Rei homenageou o seu mais ilustre filho: José Cardoso Pires. A nova biblioteca passa a ter o seu nome para que gerações vindouras não o esqueçam. Coisa curiosa esta porque em vida José Cardoso Pires também homenageou várias vezes Vila de Rei. Alias poucos disseram tanto e tão mal sobre Vila de Rei que José Cardoso Pires. E ainda assim homenagearam-no. Felizes e contentes.
E, ontem, a esta hora, dava o Delfim na televisão. Um dos melhores filmes do cinema português nos últimos anos. Seguramente a melhor voz (Rui Morrison) e a cena mais sensual alguma vez captada em pelicula.
Pois que não havendo obra, feito ou marca para mostrar depois de quatro anos disto em vez de dizer bem do governo o melhor é dizer mal da alternativa.

Algo me diz que em eleições o primeiro vai ter mais vergonha de falar do Magalhães que da promessa dos 150 mil novos empregos. Que é como quem diz que o número do Magalhães vai sair mais caro ao governo que o falhanço na política económica. Triste prenuncio o meu que, sobretudo, não abona o país.
Chegado a casa fiquei a ver a TVI. Reparei no promo do novo disco do angélico. Vi uma vez. Vi uma segunda vez. Foi só à terceira que percebi. 30 segundos de promoção a um novo disco e nem por uma vez se ouve o Angélico a cantar.
Ouvi hoje um anúncio do ministério da economia na TSF. Gabava-se a organização de ter apoiado financeiramente mais de 1000 pequenas e médias empresas. Dizia o anúncio “e queremos apoiar muitas mais”.
Pois é exactamente aqui que eu não sou socialista. Não sou socialista nem tão pouco consigo compreender que um ministério da economia se gabe do número de empresas que precisam da sua ajuda. Em bom rigor nem é caso único. Já que é igualmente frequente que o ministério da solidariedade se gabe do número de concidadãos que precisam do seu dinheiro para comer. E os socialistas são mesmo assim. Explicando com felicidade que, sem eles, ninguém comia.
O ministério da economia não serve para dar dinheiro às empresas. Serve para impedir que as empresas precisem de dinheiro do Estado. Tal como o ministério da solidariedade deve ter como missão ficar sem trabalho.
Mas socialistas são socialistas. É normal num socialista o tom de bazófia do ministério que diz: “olhem como tantas e tantas empresas precisam de nós para sobreviver”.
Culpa nossa. Do português médio. Que, grande e crescido, não larga as saias da ama, perguntando, de quando em vez, se ainda há leite na teta da república. E a ama, cada vez mais gorda de tudo e de atenções, vai escolhendo que filhos dos outros são mais aptos para sobreviver.
Admirável a intervenção de Freitas do Amaral sobre o caso Camarate. Camarate é tema que não dá votos, nem popularidade. Cinquenta por cento dos portugueses acham que não se devia falar mais sobre o assunto. Os outros cinquenta nem sabem o que foi Camarate. Nem por isso Camarate deixa de ser a nódoa maior do nosso regime democrático. Dizer que foi um acidente é, por si só, um crime.
Reza a lenda que, no tempo da outra senhora, um barco que zarpou de Lisboa para Luanda carregado de fósforos. Chegado o barco e vendida a carga constataram que nem um funcionava. Quando confrontado respondeu o fabricante: desculpem, mas não os experimentei a todos.
Bankster - Meio banqueiro meio gangster
Os nossos Eduardo Nogueira Pinto, João Vacas e Rui Castro juntaram-se a outros conservadores e abriram um estaminé tradicional aqui ao lado. É ir muitas vezes e voltar.
O sistema financeiro adapta-se aos novos tempos
Ontem à noite fiquei uma hora parado na segunda circular. Fiquei a ouvir o jogo do Sporting. Ao intervalo passei pelo acidente que congestionava a avenida Carmona até ao aeroporto. Foi então que ouvi o locutor: informação de trânsito de última hora. Acidente na segunda circular. Uma hora depois.
sobre esta coisa da crise financeira mundial há uma coisa que ainda interessa à blogosfera saber: o joão Miranda e o Rodrigo Adão da Fonseca já abriram conta na Caixa Geral?
o que é não é de boa educação, de bom tom nem decerto de boa fé, é uma pessoa, digamos, um bloguer andar a escrever durante dias sobre aquilo que considera ‘um caso’, expondo a sua visão dos maus e dos bons, dos motivos e dos objectivos, empregando nisso toda a sua esforçada imaginação e deliberação conspirativa, para depois, assumindo o ‘chapéu’ de jornalista, fazer perguntas a uma das ‘partes’, mais precisamente a parte a que imputou todos os males do mundo, como se não se tivesse alistado explicitamente num dos lados do que representa como ‘uma guerra’ e lhe interessasse para alguma coisa saber de respostas que não tenha já dado.