‘If somebody was sending rockets into my house where my two daughters sleep, I’m going to do everything in my power to stop that. And I would expect the Israelis to do the same thing (...) [It is] very hard to negotiate with a group that is not representative of a nation state, does not recognise your right to exist, has consistently used terror as a weapon and is deeply influenced by other countries’.
Barack Obama, Sderot, Israel, Julho de 2008.
Hoje não há tempo para muito, mas não queria deixar de fazer um brinde e de vos desejar:
© Foto: ? / Na foto: Eva Herzigova
Um BOM ANO de 2009!

Os cavaleiros templários eram capazes de lutar até à morte pela sua fé. Fundiam a vocação espiritual do homem com a sua vocação militar. Os taliban também.

Com o objectivo de afastar a prostituição das ruas de Roma o município aprovou um novo regulamento que proíbe “mulheres com vestidos indecentes”. Na prática a ideia é tentar moralizar os hábitos moralizando os hábitos. Mais ou menos assim não fosse Roma, Roma e os romanos, romanos. A ideia pouco ou nada desagradou às meninas que vendem felicidade a metro. Pelo contrário. Assim como assim, com a chegada do inverno, continuaram os seus giros mas menos permeáveis às gripes. Os protestos, os problemas, vieram de outro lado. De todas as outras mulheres, oficialmente mais sérias, que passaram a ser confundidas na rua por condutores mais desprevenidos. É que à mulher de César não basta ser séria. E às outras também não.
Interesses partidários, absurdos e deslealdades. De todas as críticas e recados do Presidente da República ao parlamento retive apenas uma: dá jeito ler as coisas antes de votar.
Em filmes o natal repetiu-se o pleno: Música no coração, As sandálias do pescador e o eterno Ben Hur.

Este ano não houve Coro de Santo Amaro de Oeiras na televisão.
Volto à bloga. Oito quilos depois.
“Com um pouco de febre” e vai contribuir para entupir as já sobrelotadas urgências do País?
[Se fosse um cidadão comum gramava com um Posto Médico e estava cheio de sorte se, quatro horas depois, já tivesse sido atendido.]
Personagens:

Que me desculpem os nossos leitores mas isto das anjas está a ficar estranho.
Primeiro eram mulheres com asas, depois com asas mas em (ou com? como se diz?) lingerie, agora só com a lingerie e já sem asas, a seguir...
Não é que eu desgoste das fotografias mas, para isso, há toda uma outra blogosfera dedicada e bem sucedida.
E depois houve o Natal.
Mea culpa que não postei nada , confesso, mas custa-me que, para lá das anjas-natal, a única referência divina neste blogue tenha sido o link para o site "E Deus criou a mulher".
Nada me move contra as anteriores fadas tornadas em anjas ou, mesmo, contra a lingerie mas, será que, não poderia ter havido uma única referência verdadeiramente natalícia?
Dirão - e porque não o fizeste? E com razão. É que convinha ter lembrado o porquê de existirem - culturaly speaking que não estou para polémicas - anjos e até presentes, mesmo o singstar dos ABBA, nesta época.
Nem a culpa é da Sofia nem isto é um ataque. Não quero sequer parecer beato mas este é um blog de guerra cultural, caramba!
Num blogue que celebra a beleza e a sensualidade através de seres específicamente assexuados - uma preversão celestial, portanto - podia, digo eu, lembrar antes o essencial. O príncipio. O Verbo.
Assim, e antes que acabe o ano, volto, atrasado, ao básico:
A todos, um Santo Natal.
A senhora sabe se é seropositiva? – Perguntou a médica, dirigindo-se à prostituta que acompanhava os dois rapazes.
– Fiz o teste há pouco tempo e deu negativo – respondeu a mulher.
– Fizeram bem em vir os três à urgência. Se houver algum problema, quanto mais cedo se descobrir, mais hipóteses de sucesso se tem no ataque – informou, surpreendida por ver aquele trio entrar-lhe porta adentro e ao mesmo tempo satisfeita por terem tido a destreza de o fazerem.
– Ai, Doutora, que o diacho do preservativo tinha de romper! – Lamenta o rapaz, em pânico – Acha que posso ter apanhado a SIDA? Estava a fazer sexo anal… é pior não é, Doutora? – baralhava o rapaz, habituado aos ensinamentos masculinos da família, que em casa a mulher é para procriar e vias só há uma, aquela por onde nascem os filhos. E na rua, sim, onde está a maldade e o pecado, qualquer orifício serve, sendo os de maior prazer os proibidos no lar.
O outro rapaz mantinha-se calado. Na orgia tinha sido o escolhido, e premiado com um preservativo sem defeito. Ou mais resistente. Ou, talvez, a sua performance tenha sido menos entusiasta que a do outro, que fora brindado com um puf seco do látex.
A prostituta acompanhava-o no silêncio, parecendo inume a emoções. Se mentia nas respostas não se notava, se sofria com a sentença não dizia, se ansiava um prognóstico omitia. Parecia indiferente a tudo e a todos que a rodeavam, um autismo apurado, fruto de longos anos de treino a que a obrigava a sua profissão.
O rapaz chorava. Dois anos na prisão por tráfico de droga, um azar, nem precisava de andar nessa vida, pois que os pais tinham posses, comerciantes conhecidos que eram, fora apanhado a fazer um favor a um amigo que sofria na ressaca e ansiava por uma dose. E agora fora apanhado, novamente, mas na inconsciência dos seus tenros anos e do seu modelo de vida, pois que o pai também ia às putas, e gabava-se em casa em frente dos filhos homens, enquanto a mãe e a irmã, na cozinha, preparavam o cozido e temperavam os tomates para a salada.
– Ai, Doutora e agora? Não quero dar mais um desgosto à minha mãezinha, coitada. Já basta eu ter estado preso e agora isto…
E agora isto, o resultado foi positivo, o primeiro teste, e a médica guardava para si aquela informação, esperando a confirmação do resultado, sem querer alarmar antes de garantia, sem poder actuar antes de provas. E se tudo aquilo lhe parecia estranho à luz dos seus comportamentos e valores, não deixou de pensar naquela vez, há muito tempo, muito mesmo, antes do marido e dos filhos, da licenciatura e do doutoramento, do apartamento na Lapa e o BMW na garagem, em que numa semana de Queima das Fitas, numa noite de bebedeira, o álcool e o desejo falaram mais alto e deu uma queca com aquele tipo que não conhecia de parte nenhuma.
E ela, sim, nem sequer pediu para ele usar preservativo…
© Sofia Bragança Buchholz, 2005. Reprodução Interdita.
Há cinco dias que a desgraçada da gaivota, ali em baixo, no rodapé, voa, voa sem parar. Alguém, por caridade, lhe dá um poiso, se faz favor? Obrigados!
Um post dedicado ao nosso querido amigo Francisco:
Eu só gostava de saber quem foi o cretino que se lembrou de inventar esta coisa que aterrou em todos os lares este ano:
eles esiveram aqui no dia 24 de Dezembro.
Personagens:
• Simão
• Eu
Cenário:
Numa loja, pergunto à empregada se tem a parka que seguro na mão num tamanho mais pequeno, ao que ela responde: “vou ver menina”. O Simão está comigo e depois de ouvir aquilo diz-me, inocentemente:
Acção:
– Reparaste? Ela tratou-te por menina. Mas tu já tens quarenta! Tu já não és uma meni…
Nem o deixei continuar. Agarrei-me ao seu pescoço, simulando um estrangulamento:
– Olha, lá, pá, tu não queres ter presentes no Natal, pois não?! Pior, tu queres ser deserdado?!!!
para os nossos leitores:
O red bull do costume, claro!
Para as nossas leitoras:
Vá, e agora não se queixem mais que eu não vos dou “asas” também!
Personagens:
• Simão
• Eu
Cenário:
No início do mês de Dezembro, dei ao Simão e ao Tomás um calendário de Natal. Para quem não sabe, este é, assim, uma espécie de “amortizador de ansiedade” da miudagem, constituído por 24 janelinhas, cada uma das quais com um chocolate dentro, que se vai retirando, um de cada vez, claro, todos os dias, até 24 de Dezembro, dia esse, em que as crianças terão direito, então, ao tal presente a sério, o tão, ansiosamente, esperado. Contudo, o Simão não resistiu e alguns dias depois foi apanhado pela mãe a lambuzar-se com o vigésimo quarto chocolate.
Quando soube, eu, a gozar, mas num tom sério a armar-me em moralista, repreendi-o:
Acção:
– Comeste os vinte e quatro chocolates todos de uma vez?! Que vergonha, Simão! Que vergonha!...
E ele, com um sorriso meio atrapalhado, mas com a maior das latas:
– Então, o Natal não é quando um homem quiser?!
Robbie Williams & Nicole Kidman - Something Stupid
O meu fornecedor de Internet mandou-me uma mensagem de Boas Festas. Dizia: “Que todos os seus pedidos se tornem realidade!”. Ora bem, eu já nem pedia tanto, só que me enviassem a porcaria do router que se estragou e que há mais de três semanas ficaram de me mandar.
© Foto: ?/ Na foto: Karolina Kurkova
– Hum... o que é que eu vou oferecer este Natal?
[mais aqui]
Na TSF, o eng. Nuno Salpico falava sobre lençois de água nas estradas.

«Praga» de gaivotas preocupa autarcas no Grande Porto
100 mil pessoas sem trabalho no distrito do Porto
Norte, a região mais pobre da Europa
É a menina dos totós, a rapariga e o namorado, a bolacha americana, a gorda da coxa grossa. Os dois velhotes bem vestidos, a jovem do collant de renda, a senhora dos tremoços, o rafeiro farfalhudo, o cão de raça pela trela. É a foto de família, o casalinho do filho pequeno, o relato de futebol, o fumo do cigarro. É a moça da saia comprida, a velha que fica a olhar, a neta lambida da velha, o senhor da castanha assada. É o cata-vento que brilha, o menino que faz birra, o pai contrariado, a mãe com ar de má. É o fotógrafo a aguardar o momento, é a rapariga do gelado, a outra dos óculos escuros e o rapaz do blusão à maneira. É a menina dos patins em linha, o senhor da biciclete, o menino do skate, o atleta da corrida. São os carros em fila na marginal, a música alta que toca, é o parolo do cabriolet, o bimbo da lambreta. É a loira das raízes escuras, o puto ranhoso gordo, as velhinhas de braço dado e as meninas do jogging. São os pescadores de cavalas, os Labradores e os donos, as senhoras perfumadas, os cavalheiros de gel. É a menina dos totós, a rapariga e o namorado, a gorda da coxa grossa e mais bolacha americana…
No barbeiro:
- Como quer o cabelo?
- Em silêncio.
Querido Pai Natal,
a minha lista pode ser igual à desta menina. A morada é a do costume.
Muito agradecida.
Um Espinho de Marfim e outras histórias – Marina Colasanti
“Durante quarenta anos gerou filhos que, ampla e generosa, continuava a abrigar no ventre passado o tempo da gestação. Por que atirá-los no mundo se, mãe, a todos podia conter e alimentar?
Achando porém necessário dar-lhes boa educação, fez quatro vezes o serviço militar para atender às necessidades cívicas dos seus filhos homens, e completou oito cursos de corte e costura para garantir o futuro de suas filhas mulheres.
Já estava quase chegando à velhice, quando a doçura de netos começou a lhe parecer mais desejável do que tudo. Não resistindo, deitou-se enfim no centro da cama e, abertas as poderosas coxas, começou o esforço. Em vão suou lençóis e fronhas, em vão inchou as veias do pescoço. Passadas horas, passados dias em que sem descanso lutava para expelir, compreendeu: por amor e segurança seus filhos se recusavam a deixá-la. Nunca seria avó.
Então a tristeza abateu-se sobre ela. Emagreceram as pernas, emagreceram os braços. Só a barriga não emagreceu, vagando imensa pela casa. Mas a pele se fez cada vez mais fina, e em certas horas da manhã, quando a luz bate clara e penetrante sobre o ventre de opalina, já se podem ver os rapazes garbosos na ordem unida, e as moças que cosem infindáveis camisolas.”
Marina Colasanti in “Um Espinho de Marfim e Outras Histórias”; No Aconchego da Grande Mãe, pág. 109; Editora Figueirinhas.
Este é um dos muitos contos que integram este livro de contos de fadas para adultos.
Outro pode ainda ser lido aqui.
Epá, depois desta até eu vacilo em comer perú no Natal.

"estimulo ao crescimento"
Portugal é o segundo da UE com maior taxa de cesarianas
Há anos que Portugal tem este problema. Há anos que os contribuintes gastam milhões de euros em intervenções cirúrgicas sem qualquer tipo de justificação ou propósito. Há anos que todos conhecem o problema e há anos que ninguém o resolve. Como sempre é mais simples fechar os olhos que enfrentar o corporativismo da classe médica que se recusa a ficar sem estas suas "horas extraordinárias". Curiosamente fico com a ideia que se não estivessemos a falar de médicos e de saúde estariamos a discutir o assunto com termos como "burla", "dolo", "pena de prisão" e "dano físico".
É o que eu digo. Este mundo está perdido!
O socialismo em versão moderna é bastante mais pragmático que o socialismo em versão antiga.
Governo vai criar 30 mil vagas para professores

Tacho/José Paulo Carvalho
ofereçam apenas pequenas lembranças.
© Foto: ? / Na foto: Bianca Balti
Depois da campanha "100% Cool", a ANEBE lança a campanha bebacomcabeca.pt.
«Esta campanha não proíbe. Só chama a sua especial atenção para as consequências de determinados comportamentos (...)»
O site tenta responder a algumas questões pertinentes: "Porque me sinto embriagado?" ou "O que é uma ressaca?" e tem uma área de simulador de consumos.
A aplicação diz-me que um homem adulto saudável não deve beber mais de 3 canecas de cerveja por dia.
Todos os outros, podem beber à vontade!

"Deus queira que no futuro os deputados, a par do partido que representem tenham de prestar contas do seu mandato aos votantes que os elegeram. Mas por ora, parece-me da mais basilar ética política que José Paulo de Carvalho abandone o lugar que ocupou no grupo parlamentar do CDS. Apenas porque no actual sistema eleitoral aquela cadeira não lhe pertence." (João Távora)
Esta vossa casa encontra-se num honroso sexto lugar no Top 100 da Twingy dos blogues em língua portuguesa mais visitados. Acima de nós só oBlasfémias, em 5º lugar.
Só podemos agradecer a quem por cá passa.
Começou com o Busch Stadium (na foto).
Outros clubes seguiram esta estratégia para angariar receitas.
A experiência alastrou-se à Europa
(na foto: Allianz Arena)
Por cá, António Costa parece tentado a vender alguns espaços

na foto: Praça TMN
Ainda a propósito dos 150 mil empregos:
Recuperar:
Verbo transitivo, reaver (o perdido); readquirir; recobrar; restaurar, consertar; fazer melhorar; continuar, depois de uma interrupção; regenerar, reabilitar.
in Infopédia
"O ex-seleccionador de Portugal, Luiz Felipe Scolari, começa a sentir os efeitos negativos da série de maus resultados em Stamford Bridge (apenas uma vitória em 5 jogos). Pouco amado pela imprensa inglesa, o técnico brasileiro é notícia quase todos os dias e sempre pela negativa." (Record)
"Ferreira Leite avisa que sozinha não consegue dar a vitória ao PSD" (DN)
"(...) A opção por este pequeno mar da Palha à direita só se pode justificar como um instinto de sobrevivência colectivo - e não exclusivamente pessoal, do seu líder - se dermos como certa a suspeita de que o CDS não tem, neste momento, dimensão, massa critica, vitalidade, pensamento e estratégia que o justifiquem como força política representativa no espaço da direita. O partido é, então, o Dr. Paulo Portas, a sua cartola e os coelhos que restam. Melhor que nada, dirão alguns, sobretudo na perspectiva de se poderem constituir nas migalhas que, juntas ao bolo, podem ter uma inesperada utilidade, seja o bolo do PS seja o bolo do PSD. Neste ponto não podemos deixar de nos interrogarmos se haveria alternativa a este modelo personalizado de um chefe e uma corte, modelo exclusivamente assente na capacidade de este esporadicamente cavalgar, com reconhecido talento, as vicissitudes políticas do momento (...)" (Maria José Nogueira Pinto)
"Cada vez mais abre caminho a suspeita de que, sem o generoso bolso do contribuinte, a CGD teria sido o primeiro banco a cair."