Segundo o Jornal Público um grupo de argentinos propõe a candidatura de Fidel Castro ao Nobel da Paz de 2010. Razão principal: «baseada nos progressos cubanos nos campos da saúde e da educação». Ainda bem que não se lembraram dos presos políticos, dos fuzilamentos e da censura.
Personagens:
- Nunca pensei que o robalo estivesse assim tão caro
Há um ano atrás vários profetas da desgraça olhavam para a crise financeira mundial com uma ponta de satisfação. Era o fim da economia do mercado, do liberalismo económico e da globalização. A redução do peso do estado na economia, o fim ou a limitação da participação do estado em grandes empresas publicas era urgente e necessário. O abandono da intervenção do estado na economia teria tido consequências brutais na vida dos cidadãos.
Nada disso foi verdade. A economia de mercado conjugado com a crescente democratização nas economias emergentes, tinha trazido uma prosperidade enorme ao mundo como um todo, nos últimos 15 anos, de uma forma nunca vista. A economia tornava-se global com crescentes oportunidades. Os países desenvolviam as suas áreas de competência que podiam comercializar a uma escala global. O proteccionismo era cada vez menor. Nas grandes economias emergentes, o Gini index aproximava-se do zero demonstrando uma cada vez maior igualdade na distribuição da riqueza. Todos os anos milhões de pessoas saíram da pobreza extrema engrossando as fileiras da classe média, em países como Índia, China, Brasil e Rússia e num numero crescente de outras economias asiáticas.
Em 2008 chegou a crise, de uma forma brutal e inesperada. Era um misto de financeira, imobiliária e principalmente de confiança. A economia tinha crescido demasiado e muito depressa. Havia algumas bolhas que convinha reduzir. Matérias primas e fontes energéticas demasiado inflacionadas. Expectativas demasiado altas e não sustentadas no crescimento real da economia. Existiam agora demasiadas instituições com um peso na economia global, o risco sistémico do sector financeiro tornou-se uma realidade e " o simples bater de asas de uma borboleta no Brasil tinha efeitos em Londres".
No entanto a crise teve também resoluções rápidas e eficientes quer a nível europeu quer conjugando com as outras economias globais. Os G20 reagiram de forma consistente evitando a facilidade do proteccionismo. O estado interveio sempre que possível indirectamente e só entrando no capital em ultimo recurso e de forma temporária. Ao final de alguns meses, a economia começou a dar sinais de recuperação: lenta mas sustentada. Hoje a discussão é sobre a forma como o Estado deverá reduzir os apoios e sair das empresas entretanto intervencionadas. A economia de mercado voltou a funcionar e a globalização mantêm-se como factor de crescimento.
Ao contrario do que diziam alguns profetas da desgraça (ainda me lembro de algumas intervenções muito infelizes do Dr. Mário Soares ou do Dr. Alegre e seus discípulos), tudo se recompôs, lentamente, com sobressaltos, mas na direcção correcta. Nada ficou com antes. A principal alteração aconteceu na regulação, penalizando os ganhos especulativos e de curto prazo. Criando mecanismos de regulação de corporações com presença multi-região. controlando os efeitos do risco sistémico entre o sector financeiro limitando os empréstimos inter-bancários (os bancos também emprestam dinheiro uns aos outros). A protecção do consumidor foi reforçada. A nova regulação optou por tornar o sector financeiro mais seguro em vez de tentar controla-lo ou limita-lo. As bolhas imobiliárias e das matérias primas foram ajustadas, não por decreto, mas por efeito da oferta e da procura. O comercio global parece estar a recuperar e as democracias emergente não foram afectadas..
Ao final de pouco mais de um ano, temos uma economia de mercado mais sólida, mais robusta. O estado que limitou a sua actuação à conjuntura procurando retirar-se da estrutura. Os tempos serão novamente de crescimento para o globo e os profetas da desgraça que defendiam modelos económicos caducos dos anos 60 e 70 provaram novamente o seu falhanço. Felizmente.
A proibição da excisão feminina não é um sinal de intolerância religiosa?
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Para além das tshirts agora tem a possibilidade de personalizar o seu laptop com telas do 31 da Armada. É simples é barato e ainda está a contribuir para o nosso financiamento oculto. É aqui mesmo.
A Camara Municipal de Elvas instalou 800 m2 de ringue de gelo no Coliseu Rondão de Almeida. Feliz natal.
Na discussão dos minaretes o menos importante são os minaretes.
A PSP avisou que, por causa da Cimeira, o trânsito vai estar condicionado na Avenida Marginal e na A5. A alternativa para chegar a Cascais é, certamente, um sistema de catapultas humanas a instalar no Cais do Sodré.
Frederico II da Prússia: Rei e "primeiro servidor do Estado", general, escritor e compositor.
Há duas semanas, Sócrates pediu a Hugo Chavéz que se portasse bem na cimeira Ibero-Americana, que agora começa em Lisboa.
Em resposta Chavéz mandou Sócrates dar una vuelta...
O ditador cubano, o mano Raul Castro, também não aceitou o convite de Sócrates para estar presente.
O ar de Lisboa ficará certamente mais respirável por estes dias.
José António Saraiva, director do “Sol”, «assumiu ter “recebido dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que, se não publicássemos notícias sobre o Freeport, os nossos problemas se resolveriam”. Em declarações, no domingo passado, ao “Correio da Manhã”, o director explicava que o jornal estava com um problema grave de tesouraria e que, depois da publicação das primeiras notícias sobre o outlet de Alcochete, “uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida”. O responsável pelo processo no jornal no banco privado “era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas”, acrescentou José António Saraiva» (citação retirada do Expresso de 28.11.09).
Ver a justiça a ser avacalhada é uma coisa que me chateia, pá. Chateia-me, pá, ver o Ministro da Economia a chamar espiões aos juízes. Chateia-me, pá, ver o Pacheco Pereira a querer discutir escutas na praça pública. Chateia-me, pá, saber que há quem ponha escutas na rua porque não acredita na Justiça. Chateia-me, pá, saber que há quem avise suspeitos de que estão a ser escutados.
Continue a ler aqui, pá.
Economia de mercado é isto. Uma mulher que compra uma fábrica falida e lhe triplica a facturação, aumenta em mais de 20% o número de trabalhadores e explica que é uma questão de produzir com qualidade o que o mercado quer.
As deslocalizações não se proíbem, evitam-se; não se impedem, contrariam-se.
Alguém que dê uma medalha a Conceição Pinhão, no meio dos monos do costume galardoados no 10 de Junho.
Peixe graúdo a 10 mil euros?
Era roubá-lo
Sigamos, agora, o robalo.
27/Nov/09, 16h32:
Carro de Jaime Gama choca com o de Mário Mendes na Av. da Liberdade
A "corte" sediada em Lisboa é de uma tal dimensão que os seus membros já se atropelam, mesmo nas mais largas ruas da capital.
Portugal corre o risco de cair para o Atlântico, ironizava Fernando Ruas algumas horas antes do infeliz incidente.
Votos de rápidas melhoras para os feridos.
O da fotografia ainda não consegue conter o espanto de estar metido em tal pescaria!
Definitivamente, é mais uma campanha negra...
Como marxista convicto e anti capitalista militante foi sempre demasiado ambíguo. Sem ser da esquerda totalitária esteve sempre muito próximo dos comunistas . cujos ideais democráticos eram (e são) praticamente nulos.
Por várias vezes, no pós 25 de Abril, Melo Antunes preferiu institucionalizar o PCP, proteger a extrema esquerda e assumir posições anti ocidentai, em vez de verdadeiramente contribuir, como outros, para a criação das bases de um estado democrático e livre. Teve por isso, um contributo para a história mais do que hesitante e duvidoso.
Os melhores momentos do 25 de Novembro do 31 da Armada. Tipo fama show mas sem a Orsi.
A direita portuguesa mantém um estranho fétiche pelo 25 de Novembro de 1975. Uma atracção fatal que, deitada no divã, explica muito sobre a sua impotência política e o domínio ideológico da esquerda estatista em Portugal.
Este Governo tem uma relação tensa com poderes que não consegue dominar. Tem sido assim com a comunicação social - recordo aqui os ataques à TVI e aos jornais Público e Sol - e agora com o poder judicial, acusado pelo ministro Vieira da Silva de “pura espionagem política”. É conhecido o desconforto socialista, que vem já desde o processo Casa-Pia, perante a independência dos procuradores do Ministério Público.
Se há coisa que continuo sem compreender no PSD é o medo que parece existir entre alguns dos seus militantes com uma vitória de Passos Coelho. É esse aparente medo que vem alimentando a já cómica “novela Marcelo”, que no essencial consiste numa data de pessoas a empurrarem o pobre professor para o patíbulo, enquanto o professor lhes vai dando a entender da melhor e mais simpática forma possível que avancem eles. Tal como estão a fazer o filme, até parece que acham que Passos Coelho, uma vez conquistado o PSD, vai dominá-lo para sempre e, por essa via, dominar o país pelo futuro afora. Se não querem ir para lá e se o professor também não quer, deixem ir quem quer realmente ir. Às tantas, ainda vão verificar com alívio que daqui a uns meses (ou um ou dois anos, vá lá), o homem regressa ordeiramente a Vila Real (é uma metáfora) à sua vida pacata. E mesmo que não regresse e ganhe umas eleições, ainda terá de governar, o que não é para todos. Assim, limitam-se a fazer a melhor propaganda para o adversário.
Entretanto, talvez fosse mais interessante deixarem-se de fazer política por interpostas escutas e fugas de informação e passarem a coisas mais interessantes.
Post deste calibre são para por aqui também, Luciano.
Leio que há um arguido do caso Face Oculta acusado de violação do segredo de justiça. Repito: acusado por violação do segredo de justiça. Repito de outra maneira: acusado de violação do segredo de justiça pelo ministério público.
Votamos ou chamamos já o FMI?
O governo pode aumentar os impostos. 3 ou 10 por cento. É igual. Não há onde ir buscar mais.
O Francisco acertou na mouche. O jornal Público (e muito bem) reconhece o facto este domingo com uma entrevista.
Vivemos tempos difíceis. A nossa democracia é jovem, diz-se há algum tempo e padece de muitos males e ainda que com evidentes vantagens sobre outros regimes, em tempos como os que vivemos sobem à superfície os costumeiros estratagemas. Os bons espíritos que advogavam o mérito ainda o fazem mas só por distracção é que ignoram a sua aplicação prática. O mérito não se reconhece mas atribui-se e quem o atribui normalmente depende de um certo número de pessoas de mérito para manter essa posição, sendo o resultado evidente e lógico. Não há verdadeiro mérito mas interdependência.
Depois do jantar, o 31 da Armada tomou de assalto uma fábrica lisboeta, numa acção de duvidosa ilegalidade. E festejou o seu terceiro aniversário. Aqui estão algumas fotos da noite.
Aos 24 dias de Novembro do Ano da Graça de 2009, os bloggers do 31 da Armada reuniram-se no restaurante sito ao nº 31 da Praça da Armada, também conhecido como 31 da Armada. E jantaram. Aqui estão algumas fotos do evento.
O PS convive definitivamente mal com os princípios da separação de Poderes e da independência do Poder Judicial.
Esta evidência tem sido sistematicamente confirmada, seja no processo Casa Pia, seja no caso Freeport e, agora, no processo Face Oculta.
A respeito deste último, assistimos já ao ministro Vieira da Silva acusar directamente o Ministério Público e a judicatura de fazerem “espionagem política” (?), como se as magistraturas andassem a escutar os amigos do Primeiro-Ministro suspeitos de crimes, à espera que Sócrates pusesse a pata na poça para, enfim, ser decapitado, na patética alegoria de Francisco Assis.
Agora, das duas três, como um meu amigo costuma dizer: ou Viera da Silva concretiza essa sua acusação quando daqui a uns dias for dar explicações ao Parlamento, ou se retrata por ter ofendido gratuitamente um Órgão de Soberania (os Tribunais), ou, então, podemos concluir que a sua declaração foi puro terrorismo político. O que é inadmissível num membro do Governo, diga-se.
Como se estes factos não bastassem, sabe-se hoje que um advogado, eleito pelo Parlamento na lista do PS para o Conselho Superior da Magistratura, considera ético manter essa função num órgão com poderes disciplinares e sobre o desempenho dos juízes e, ao mesmo tempo, integrar a equipa de defesa de um arguido no processo Face Oculta que acusou um juiz, em concreto, de ter proferido, em relação ao seu constituinte, uma decisão "ofensiva dos mais elementares princípios do direito".
A possibilidade de esse advogado poder mais tarde avaliar esse juiz que foi publicamente desconsiderado pelo seu colega de equipa, não o parece incomodar.
De facto, por este andar, Rui Teixeira não ficará a marcar passo sozinho por muito mais tempo…
No último programa "Eurodeputados", Miguel Portas insurgiu-se contra o facto de alguns dos membros do Parlamento Europeu viajarem em classe executiva. Claro que, como já estamos habituados em políticos do Bloco de Esquerda, a prática muitas vezes é contraditória com a retórica. No mesmo programa, o deputado do PSD José Manuel Fernandes confirmou aquilo que muitos sabem: os eurodeputados do BE também viajam em executiva. Nada tenho contra os eurodeputados viajarem em 1ª classe, mas incomoda-me a hipocrisia destes "santos" da vida pública, que pregam a moral, mas não a praticam. Alguém se lembra da deputada accionista ou dos PPRs de Francisco Louçã? Pois...
O caso das alegadas pressões de Lopes da Mota, presidente do Eurojust, aos magistrados que investigam o caso Freeport, data de Abril passado, ou seja, tem já sete meses e ultrapassou três eleições.
Parece que deve estar à espera do arquivamento mais do que previsível do caso Freeport, a fim de - que pena! - perder o objecto por inutilidade superveniente da investigação...
Para além da guerra das estrelas, das alterações aos nomes das ruas, das estátuas, dos debates monarquia/república, dos filmes e, claro, dos milhares de posts sobre política, actualidade, cultura e outros disparates, o 31 da armada lança agora a sua linha de roupa.
Esteja do lado direito da força e contribua para o nosso financiamento (pouco) oculto!
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Ainda há quem nos pergunte: para quê tanto trabalho a comemorar o 25 de Novembro? Para que serve isto tudo? Aqui fica a resposta. Em vídeo. Os alunos da Escola António Arroio falam sobre a data e sobre a história contemporânea do seu país. São da Escola António Arroio mas podiam ser de outra escola qualquer.