

(Pelo menos a partir de Maio...)
Não me surpreende que notícias (retirado daqui do Jorge Costa) deste género não comovam muita gente. Como não envolvem os Estados Unidos ou o imperialismo capitalista, o assunto não tem grande interesse. Este ano, por causa da construção de uma mesquita na baixa de Nova Iorque, o mundo politicamente correcto (PC) indignou-se contra aquilo que seria a prova evidente que a América estava em guerra contra o Islão. Não que interessasse a simbologia do local escolhido (no ground zero do ataque de terroristas islâmicos), que na própria cidade de Nova Iorque existem centenas de mesquitas e também que, desde o 11 de Setembro, o número de mesquitas nos Estados Unidos mais que duplicou. Não. O que interessava para os PCs é que os Estados Unidos estavam a dar uma prova que são intolerantes perante o Islão, e que era preciso a todo o custo proteger a liberdade de religião nos Estados Unidos. Como se alguma vez esta fosse colocada em questão. Mas, e o que faz agora o gang PC perante notícias que no mundo islâmico, os cristãos são cada vez mais perseguidos? Este texto do Rui Herbon no Jugular (ai que a Palmira vai ter um ataque) é revelador da insensibilidade com que o Ocidente encara o problema dos cristãos nas sociedades islâmicas. A indiferença e a negação perante esta realidade assustadora não me surpreende. Mas não deixa de ser um sinal dos tempos em que vivemos.
Compraria um 2010 usado a este homem?
QUE VENHA 2011.E que seja mesmo um ano Novo.
É recorrente. O optimismo exacerbado no Primeiro-Ministro redunda sempre num desmentido categórico. Desta vez foi o próprio Ministério da Educação a fazê-lo.
Manuel Alegre não perdeu o debate apenas porque Cavaco Silva está melhor preparado para exercer o cargo de Presidente da República. Alegre perde o debate porque, ao contrário de Cavaco, não estuda, não se prepara. O candidato do BE e do PS não percebeu que os tempos mudaram e que as frases feitas ou os comentários de circunstância já não chegam.
Neste excerto do debate podemos verificar como Alegre, questionado por Judite de Sousa, não fazia a mais pequena ideia do conteúdo das declarações do "paizinho" do SNS, a propósito de outra medida social(ista) que vem dificultar, ainda mais, o acesso aos cuidados de saúde por parte dos mais desfavorecidos.
Confesso que não nutro pelo Prof. Cavaco o mesmo entusiasmo de outros cá de casa. Mas fica aqui também o meu compromisso: se ele nascer duas vezes, em menos de 24 horas, e andar, enquanto não renasce, com uma panela de pressão atada ao pescoço pelas veredas onde passeia a gente séria... também voto nele. As vezes que forem precisas.
Cavaco Silva venceu quatro eleições nacionais em Portugal. Três delas com mais de 50 por cento dos votos. E a única que perdeu foi em 1996, depois de 10 anos de desgaste do poder. Mesmo assim teve 46 por cento. Está certo: Cavaco exibiu resultados e isso contribuiu imenso para as vitórias eleitorais destas três décadas. O seu carácter inatacável (os socialistas, logo eles, bem têm tentado, mas não conseguem atingir Cavaco) e o seu percurso de vida tornou-o no político mais confiável aos olhos dos portugueses. Mas isso não explica tudo. Cavaco Silva, que ontem teve o último debate da sua longa carreira política, prepara-se para alcançar o seu melhor resultado de sempre e fechar assim um ciclo na democracia portuguesa. Ganhar tantas vezes e com estes resultados tão dilatados, só se consegue possuindo estas características: capacidade de comunicação, uma honestidade inabalável e grande sentido de responsabilidade. E sim, a sua imagem é trabalhada ao milímetro, como deve ser na politica moderna. No debate de ontem contra Manuel Alegre, estas características estiveram todas em evidência, mostrando que não deixa nada ao acaso e que se prepara para comunicar com a opinião pública. Por isso agrada-me imenso observar a fúria que a esquerda, especialmente a socrática, destila contra Cavaco Silva. Não conseguem perceber mesmo a relação de confiança que Cavaco estabeleceu com os portugueses ao longo destas décadas. Talvez porque desconheçam o conceito.
Um abraço à família, em especial ao Feu e ao Zé.
Um abraço também à Alice e ao Manuel Castelo-Branco.
Ao apelar, numa retórica ultrapassada, ao voto do grande "povo da esquerda", Manuel Alegre apresenta-se como um corpo político congelado no PREC e que agora desbarata parte importante do milhão de votos obtidos nas últimas presidenciais.
Nunca ataques o teu adversário, em comícios, com acusaçőes que não vais conseguir repetir num frente-a-frente com o próprio.
foi o último programa do ano e tivemos a visita do Ricardo Alves do blog esquerda republicana. Adoro esquerdistas republicanos.
Já se sabia, mas confirma-se: nem o PSD de Passos, nem o PS de Sócrates têm um candidato à Presidência da República. Entre o próximo 1.º Ministro e o próximo Presidente não haverá cooperação estratégica para reformar este estado social falido.
A coligação PS/BE tem a responsabilidade de ajudar Manuel Alegre a terminar esta campanha com dignidade. Não vai ser fácil, é verdade.

Já só faltam dois dias para que o ano das comemorações do centenário da nossa Marianne à la portugaise termine como começou - em total balbúrdia financeira e descrença popular nas instituições que em 52 anos de democracia republicana nunca foram a votos e que contribuiram decisivamente para o desastre que está à vista de todos.
Para 2011, da jovem e libertina Marianne de 1910 só sobram de facto a tesoura e o moucho.
A tesoura que nos vai continuar a cortar nos salários, nas reformas e até no tecido social (desde esta semana que passaram a existir duas categorias de pobres: os muito pobres - com rendimentos mensais até €500 - e os pobres propriamente ditos, cidadãos que auferindo por exemplo €510, para não passarem a pagar taxas moderadoras nos hospitais terão que provar até Fevereiro que não são "milionários").
Tudo isto, claro, sem esquecer as tesouradas na comunicação social, consumadas nas 1ª e 2ª Repúblicas e (pelo menos) tentadas nesta 3ª. Poder-se-á dizer, enfim, que da tesourada só escapa a b(r)anca nacional, preocupada a "coitadinha" por já ninguém lhe dar crédito.
E porquê um moucho? - É a única espécie indígena, olhos sempre bem abertos, que tem visto com atenção os debates presidenciais.
Votos de um real Ano Novo para todos!

Por Manuel Alegre.
Do tempo em que os corporativos eram alegristas
O deputado socialista Defensor Moura critica Cavaco por este não o ter demitido no início do ano.
- O Melhoral não faz bem nem faz mal.
O nosso Manuel Castelo Branco está em belíssima posição para ganhar o prémio de blogger do ano do programa combate de blogs. Já enviei o link para todos os primos e tios mas é preciso mais.
How WikiLeaks Just Set Back Democracy in Zimbabwe (via Insurgente)
(...)Later that day, the U.S. embassy in Zimbabwe dutifully reported the details of the meeting to Washington in a confidential U.S. State Department diplomatic cable. And slightly less than one year later, WikiLeaks released it to the world.
The reaction in Zimbabwe was swift. Zimbabwe's Mugabe-appointed attorney general announced he was investigating the Prime Minister on treason charges based exclusively on the contents of the leaked cable. While it's unlikely Tsvangirai could be convicted on the contents of the cable alone, the political damage has already been done. The cable provides Mugabe the opportunity to portray Tsvangirai as an agent of foreign governments working against the people of Zimbabwe. Furthermore, it could provide Mugabe with the pretense to abandon the coalition government that allowed Tsvangirai to become prime minister in 2009. (...)
Aqui está uma prova do poder "democrático" e "transparente" do Wikileaks. Acredito que muitos dirão que o Primeiro-ministro do Zimbabwe não tinha nada que ter conversações com os americanos sobre Robert Mugabe, esse paladino da liberdade dos povos africanos. E também que é prejudicial para a democracia ter uma posição em privado e outra em público. As tretas do costume. Neste caso, só é pena que a democracia não exista no Zimbabwe, e que graças ao Wikileaks, poderá ficado ter ficado ainda mais longe.
Anestesiados, por Paulo Marcelo.
No meu concelho não há iluminação de Natal nas ruas por razões orçamentais.
No entanto, foi instalado um artesanal sistema de som por toda a cidade (por ajuste directo, claro) onde o jingle bells é interrompido pela mensagem político-natalícia do Presidente da Câmara. Mais ou menos de cinco em cinco minutos.
Dá gosto andar na rua.
Os debates dos candidatos a Presidente já acabaram?
Edite Estrela, socialista e amiga de José Sócrates e Armando Vara, surgiu hoje na campanha presidencial para pedir explicações a Cavaco Silva por ter comprado acções da SLN. Além de estar de má fé, como explica aqui o Manuel Pinheiro, a Eurodeputada andou a dormir quando os referidos amigos foram apanhados em verdadeiras trapalhadas. Uma questão que deixo: será que Edite Estrela considera Armando Vara como "pessoa de bem"?
Acho que estão todos a brincar com o fogo. Estão.
Os sociólogos, que não sei bem o que fazem, estão receosos que haja gente e explodir em 2011 porque – pelo que percebi – “encheram” muitíssimo em 2010 e porque estão habituados a “encher” desde os tempos do Salazar. Esta coisa de “encher” tem limites e a esquerda está aí à coca. Não a esquerda caviar de que o triple A fala porque essa gosta de barulho e gente com cabelo rastafari mas como gosta de cinema independente cazaque, compra o bilhete e dorme durante as 4 horas e meia de silêncio artístico.
Também não é qualquer outra esquerda que ande por aí a assobiar os amanhãs que cantam.
A fome é que ainda lixa isto tudo, os filhos com fome.
Grande revolução no panorama blogueiro:
O blogue “Cinco Dias” dará lugar ao Blogue “Capitalism, I Lóve U” e isto após o Renato Teixeira herdar um bairro inteiro apenas para descobrir que entre os inquilinos estão certos companheiros de blogue que não pagam a renda. Renato descobre então os confortos do capitalismo selvagem e, em Novembro de 2011, estará a ler as obras completas de Pedro Arroja enquanto na lareira da sua casa (Vila Cavaco) na Lapa crepitam as cartas de Carlos Vidal e outros inquilinos relapsos e chatos.
Palmira da Silva passará seis meses a espreitar pelo telescópio novo que recebeu no Natal como preparação do seu novo post “Estive seis meses a espreitar pelo telescópio novo que recebi no Natal e posso confirmar que não existe Deus nenhum lá no Céu.”
Será um post de importância capital para a blogosfera e a porá à prova a Fé muitos mas não a dos autores do Cachimbo de Magritte, que durante todo o ano de 2011 estarão ocupados em profundas discussões sobre quem é que foi mais mauzinho na Segunda Guerra.
Filipe Nunes Vicente escreverá uma nova série de posts denominada: "Zenão é sereno ou não?"
Não se vai perceber metade e a outra metade só vai irritar. Será um grande sucesso.
Henrique Raposo será acusado de ignorante, imperialista, Foxnews dos pequeninos, por esta ordem e às vezes não mas a novidade é que será atacado com unhas e dentes pelo Renato Teixeira por ser um esquerdista envergonhado.
João Gonçalves declarará Sena morto e compensará com 5 milhões de posts citando livros de auto-ajuda. Escreverá o Prefácio do novo livro da Margarida Rebelo Pinto.
O Maradona descobrirá as alegrias da caça com zagalote e furão. Acabará o ano preso por tentar matar um leopardo no Zoo de Lisboa porque queria mesmo um tapete novo.
Eu comprarei um prontuário ortográfico apenas para descobrir que é praticamente uma obra ilegível e com vírgulas a mais.
O diploma que regula o apoio do Estado aos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo parece ter sido completamente alterado para acomodar as reservas do Presidente. Embora o texto final ainda não seja conhecido, torna-se evidente que deve ter feito uma série de viagens entre Belém e S. Bento, até chegar à redacção final.
Este vai-e-vém terá mesmo sido uma constante ao longo do mandato, com muitos outros diplomas do Governo a viajarem em movimento cooperativo.
A diferença é que desta vez Cavaco Silva fez questão de explicar o procedimento a todos.
fonte: site da Presidência da República
Com atraso mas cheio de natalícia boa vontade aqui fica o último combate de blogs. Sobre o BPN. Mais ou menos sobre o BPN.
Alegre diz que não completou o curso e sublinha: “Nem o quis fazer por via administrativa.”
Manuel Alegre não concluiu o 3.º ano de Direito, daí o uso de aspas no verbo “arranjassem” (...).
Fonte: Sábado.

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Sem a sua presença e esforço, o Afeganistão estaria hoje novamente a ser governado por uma ultra minoria de terroristas, fanáticos religiosos que matam indiscriminadamente "infiéis" em Nova York, Londres, Madrid, Kabul, ou mesmo na mais pequena aldeia afegã que não respeite as suas ideias "divinas".
Bem hajam militares da ISAF! Força pessoal!
alguém está a trabalhar hoje?


O deputado do Partido Socialista tem um papel a cumprir nesta campanha presidencial.
Um Santo Natal para todos
Queridas Crianças,
O Pai Natal é a mamã e o papá.
Com amor,
Wikileaks
* recebido por e-mail
Fernanda Câncio "claramente disse adeus ao jornalismo".
Alegre não é o único está desesperado nesta campanha presidencial. Alguns dos seus apoiantes também evidenciam um estranho nervosismo perante a eminente derrocada do seu candidato. Esta gente, supostamente "cosmopolitas" e "cultas", simplemente não aceita que o Cavaco de Boliqueime ganhe eleições em Portugal. Definitivamente não aprenderam nada desde 1985.
Alguém sabe se Daniel Oliveira já assinou a ficha do PS? Ou ainda está à espera de algo...
- Sabe o que me diz o dr. Soares, sabe?
Manuel Alegre: um candidato, dois sistemas.
Fernando Nobre faz de Manuel Alegre (v. 2006).
Alegre desta vez é o candidato do sistema.

Recebido por email
Francisco Lopes fez ontem um excelente debate, falou para os seus e segurou o seu eleitorado no PCP. Finalmente.
O eleitorado católico tornou-se central nas preocupações de Manuel Alegre e Fernando Nobre.
(DN de 20 de Dezembro)