...garanto que não acabou o curso num domingo e/ou por fax.
Como diria Almeida Santos, estava tudo a correr tão bem no governo Sócrates: Défice público de 7,7 por cento no primeiro trimestre.
Fernando Rosas classificou alguns dos novos governantes como "rapazolas". E assim o Bloco de Esquerda vai caminhando para a sua extinção.
Ler aqui esta pequena história que se passou na nossa terra (minha e do João Afonso)
O PSD está no poder e nos próximos anos haverá o risco de o mesmo se confundir com o governo. Na verdade isso tem sido assim com todos os governos, uns mais do que outros. Neste último governo socialista, simplesmente não havia a mínima distinção entre o PS e o governo, funcionando ambos como uma entidade unificada. E como se faz para manter o vigor do partido numa altura destas? Para mim parece evidente que é preciso inovar e fazer o que só é normal fazer quando se vai para oposição. O PSD pode fazer aquilo que nunca fez no passado em Portugal: renovar as lideranças regionais e dar espaço a novos protagonistas para desempenharem a sua parte. E isto pode ser feito em separado com o trabalho do governo, mantendo uma saudável liberdade entre as duas estruturas.
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que a menina Ana Cássio, suspendendo momentaneamente as suas monótonas divagações sobre as pessoalíssimas crises que a afectam, anda agora muito zangada com o mundo dos colégios e da "segregação social". Os preconceitos infantis que aqui dispara sobre os outros e os pais dos outros, sugerem que o problema que deu origem a ao texto se encontra dentro da cabeça da menina Ana Cássio (reformulo: na percepção mental que a menina Ana Cássio tem do seu papel e da sua rede social), e não tanto no tema da sua leviana reflexão. Seja como for, é agradável saber que por obra e graça da mui oportuna segregação social, a menina Ana Cássio não faz a mínima ideia do que pensam os pais dos "outros", não tem qualquer contributo a dar sobre o tema que a motivou a escrever e permanece mesmo assim imensamente revoltada com qualquer coisa. Ainda bem que assim é e que não somos todos iguais.
Aqui e ali umas críticas sobre a atitude do Primeiro-Ministro acerca dos Governadores Civis, uns apelos a uma dignidade que esse cargo foi perdendo`muito graças aos termos e processos que levaram à nomeação de pessoal político e "loosers" de eleições locais para esses mesmos Governos Civis. Tudo isso é passado, agora parece que o cargo tinha uma função para além da que lhe foi dada no passado recente, uma função e até dignidade.
Whatever...
Entretanto há boas notícias em S. Bento, na PCM e alguns ministérios que vou tomando conhecimento. Gente competente e capaz. Isso é bom.
Passos Coelho resolveu dar o exemplo num país que detesta exemplos, detesta que lhe recorde que anda a viver acima das suas possibilidades há muito tempo e com os resultados que se conhecem. Basta ler as reacções dos socranetes que ainda sobrevivem, as alusões a Massamá, as graçolas típicas dos deslumbrados que nos governaram durante 6 anos. Não mudaram nada.
An eight-year-old girl has been killed after insurgents used her in a bomb attack on police in southern Afghanistan, the government has said. Na BBC
ENTRE BEJA E LONDRES Dois meses depois da inauguração, o aeroporto de Beja recebe um voo regular semanal, de Londres. No último domingo, o avião com capacidade para 49 lugares, trouxe sete passageiros. Ao final da manhã já não havia vestígios dos turistas e os serviços de apoio estavam fechados. O promotor das viagens considera “pobre” o primeiro mês de voos. Uma opinião contrária à do diretor do aeroporto, que faz uma avaliação muito positiva da nova pista de aterragem alentejana.
Retirado da capa do Expresso desta semana.
Pedro Passos Coelho passa a viajar em classe económica dentro da Europa. Chegará ao mesmo tempo que chegaria se viajasse em executiva, mas poupa dinheiro aos contribuintes. À esquerda, grita-se demagogia. À direita, pouca dignidade para o cargo.
Eu aplaudo o exemplo. Exemplo para a esquerda que sempre usou a demagogia para gastar mais dinheiro. Exemplo para a direita (ou parte dela), que tende a dar demasiada importância a pormenores bacocos. Os homens não se medem pelos fatos Armani que vestem, pelos concertos no S. Luís a que chegam atrasados, pelas férias de luxo que passam no Quénia.
No essencial, PPC passou a mensagem: o tempo é de poupança e o exemplo virá de cima. joaompinto
(Marianne et Hugo)
Alegre abriu o discurso. Nobre continuou. Os eleitos acham-se donos dos votos. E quanto mais independentes mais donos se acham. Não é verdade. Os votos não têm dono. Os votos apoiam num determinado momento uma determinada proposta. Rui Tavares não tinha o direito de fazer o que fez. Sem discutir intenções, que não conheço, Rui Tavares está a trair a confiança de todos os que votaram na proposta apresentada pelo bloco de esquerda nas últimas europeias. Se eu fosse eleitor do BE ficava pior que estragado. Rui Tavares tinha que se demitir. Ponto.
neste país as crianças têm primeiro o número de contribuinte e só uns anos depois o cartão de cidadão
Foi o Presidente Van Rompuy que fez os convites protocolares para o jantar desta noite, preparatório do Conselho Europeu.
Não é difícil adivinhar que da ementa faz parte, como entrada, um consomé económico-financeiro preparado pelo federalismo europeu, seguindo-se umas costeletas em brasa (magras, por causa do colesterol) vindas dos PIG's, acompanhadas por batatinhas alemãs, lavadas na Áustria, alouradas em França e enviadas pela Holanda para Bruxelas.
Durante o jantar, bem regado eventualmente por um excelente Cabernet-Sauvignon do Chile, as conversas informais versarão as mais "diversas questões diversas", - desde comer jaquinzinhos que estão proibidos "europeisticamente" em Portugal mas autorizados em Espanha, até ao "que fazer depois de 2013 se o Euro se continuar a afundar, mesmo que os PIG's cumpram todas as dietas que assumiram?".
No final do repasto desta noite, os ricos comensais europeus, acompanhados pelos homens de fraque do BCE e FMI, confirmarão que emprestam dinheiro para que os comensais pobres possam pagar a factura deste repasto e dos banquetes europeus dos últimos vinte anos.
Eu não sei se Pedro Passos Coelho teve tempo para escutar ontem na SIC-Notícias as reflexões (há muito pensadas e escritas) de João Ferreira do Amaral sobre as consequências de uma eventual saída de Portugal do Euro a médio prazo.
Sei também, porque o conheço bem, que Pedro Passos Coelho vai conseguir cumprir o acordo com a "troika". Trata-se de uma questão de Honra e Dignidade nacionais.
Mas na "digestão" desta cimeira, não tenho a menor dúvida de que a nossa eventual saída do Euro a médio prazo, é um debate que só agora pode ter o seu início, não só técnico, mas político.

Leitura recomendada, em tempos de calor tropical.
Há uma diferença clara entre Miguel Portas e Rui Tavares. O primeiro sai da comissão política, questionado o posicionamento e estratégia adoptadas pela liderança da qual fez parte. Propõe uma renovação, onde o próprio não se inclui. O segundo, amua com tricas caseiras mesquinhas e desliga-se do Bloco. Apropria-se dos votos que pertencem exclusivamente ao partido que o elegeu e procura um colo mais quente em outras paragens. Duas abordagens , duas formas distintas de actuar. Dois estilos: um coerente e outro oportunista.
Daqui a de dois / três anos, na altura das eleições europeias iremos assistir a uma trânsfuga de Rui Tavares para o PS (quem sabe se acompanhado com o seu ex colega de blog), com a promessa de um futuro lugar na AR. É de facto uma forma possível de entrar no arco governativo!! Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.
Há de facto muitos caminhos para chegar a Roma, mas nem todos são bons ou recomendáveis.
O candidato à liderança dos socialistas quer que o PS seja o primeiro partido em Portugal a escolher os candidatos a primeiro-ministro, deputados e autarcas em eleições primárias abertas à sociedade. No DN.
Uma proposta interessante lançada por Francisco Assis para o debate público. Não sei se alguma vez entraremos nesta lógica de escolha dos nossos representantes políticos, mas não deixa de ser relevante que seja um político a colocá-la pela primeira vez na praça pública em Portugal. Tendo com o exemplo os Estados Unidos, a introdução de um sistema de primárias efectivas no inicio da década de 70 retirou poder aos partidos e às máquinas partidárias - hoje na prática, os partidos nos Estados Unidos são apenas organizações burocráticas sem peso na escolha dos candidatos - e entregou esse poder de escolha aos eleitores, reforçando a importância do "candidato". Em todas as eleições que temos por lá (e são milhares todos os anos), são os cidadãos que escolhem directamente o candidato de cada partido e não os "party bosses", como ficaram popularmente conhecidos no século XIX e XX. Apesar de um sistema deste género poder gerar outros problemas, com as devidas adaptações, poderia ser uma lufada de ar fresco para o nosso sistema político. Claro que não teria grande lógica os candidatos a deputados serem escolhidos nesse sistema, pois são listas que vão a votos, mas na escolha de cada partido para Primeiro-ministro ou Presidentes de Câmara, poderia fazer algum sentido.
A ler o Diário Americano

Depois de ter feito o que mais ninguém fez, tem todo o direito de fazer o que qualquer um faria. O resto é conversa de Superior Sul.
Teixeira dos Santos sai "tranquilo" e com "algum alívio"...
os deputados do BE já cabem todos no mesmo plano e ainda sobra espaço para um outro do PCP.
Há uns dias, em resposta a um comentário de Rui Tavares a um post meu, fiz estas perguntas:
Pode um partido apoiado pela esquerda de pendor mais libertário ser dirigido de modo consequente por quem tem tentado fazer dele um PCP b)?
Os eleitos e eleitores do Bloco revêem-se em quem apresenta tiques de «masoquismo-leninismo» (palavras de Rui Tavares no Público de ontem)?
Pode a «esquerda grande» recusar-se a debater com as instituições que concederam ajuda externa ao país?
Pode a «esquerda moderna» fazer parte do mesmo grupo do PCP no Parlamento Europeu sem sentir incómodo por pertencer a uma família política que integra os mais impenitentes herdeiros do estalinismo?
Não haveria outros grupos mais condizentes com a visão que o BE dá, tem ou deveria ter de si próprio?
Aqui está uma possível resposta: Rui Tavares rompeu hoje com o Bloco de Esquerda e passou para o grupo dos Verdes no Parlamento Europeu.
gosto muito da série mas o desgraçado do Patrick Jane tem muito que aprender com os mentalistas do regime.
... as análises filisóficó-psicológicas vão para gaveta com o nome de Assunção Esteves em cima da mesa.
Pela primeira vez "desde o 25 de Abril", como recordou uma jornalista da TSF, um candidato a Presidente da AR é chumbado duas vezes. Se tivessem insistido meia dúzia de vezes este record absoluto ficaria muito mais difícil de bater. Enfim.
Miguel Macedo, comovido com o chumbo reiterado do seu candidato a Presidente da AR, reconhece ter o Dr. Nobre prestado um grande serviço, o primeiro, à Democracia. O primeiro. Boa malha. Imaginem o que poderíamos todos dizer se ele nem sequer se tivesse candidatado a deputado.
Descobri no outro dia que a Cândida Santos Silva deixou o jornalismo para se dedicar a uma actividade bastante mais divertida: juntar o que Portugal tem de melhor.
As bolachas e as compotas da Casa de Juste, as bolachas de Sintra chamadas Casa Fina, pórtegidas por um elegante frasco hermético de vidro, o chocolate artesanal de Lisboa Denegro, os rebuçados da Régua e de Portalegre, as pêras bebâdas, as ameixas de Elvas, a Ginja de Óbidos, os moscateis de Setúbal, o vinho do Porto, o mel da Serra da Estrela, o azeite português, os espumantes nacionais, conversas variadas, como as Tricanas ou o
chá Gorreana dos Açores.
Acrescentou os vinhos. Os melhores vinhos. A preços "não especulativos" – como gosta de dizer. E pronto. Temos loja. E a Cândida tem outra vida. Fica no atrium Saldanha. Para conhecer.
Os críticos têm razão. Passos Coelho devia ter deixado o lugar de presidente da AR para um dos barões do PSD. Mas não. Pela primeira vez o presidente de um grande partido, do partido mais votado, decide dar o lugar a um independente. E o que fazem os partidos? Chumbam o nome. Alguém estranha?
Semanalmente a Rádio Europa Lisboa deu voz à direita portuguesa. Ou, pelo menos, a parte dela. Mas como tudo que é bom acaba, foi emitido na semana passada a última edição do programa. Parabéns ao André Abrantes Amaral e à Antonieta Lopes da Costa por terem mantido este pedaço de liberdade na antena durante estes anos. E também ao Paulo Pinto Mascarenhas, que moderou o programa inicialmente.
Fernando Nobre: Entre a primeira e a segunda volta alguém usou a caneta do Manuel Monteiro
De quanto é a cláusula de rescisão do Domingos?
André Villas-Boas vai treinar o Chelsea
Extremadura - Os comunistas da IU decidiram apoiar o PP e o PSOE perdeu o governo da Junta. Aquele simpático socialista de Olivenza, e neto de portugueses, ficou sem o lugar. Volta a ser um espanhol a presidir à Extremadura.
Morreu Clarence «Big Man» Clemons.
O Jungleland do Born to Run está em repeat.