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Os interesses

por Henrique Burnay, em 26.01.09

Independentemente do que o caso Freeport seja ou venha a ser, há outra história aqui que interessa. Num país onde toda a gente conhece toda a gente, onde todos são tios, primos ou amigos de todos, há uma horrível falta de transparência na defesa de interesses que podem ser legítimos.
Sindicatos, corporações, ONGs, todos promovem os seus fins e objectivos descarada e publicamente. Empresas, investidores, promotores de negócios, não podem. Legalmente não têm como o fazer com transparência. Uma reunião com um ministro é pressão, uma alteração de legislação é provavelmente corrupção. O resultado é que uns, sindicatos, corporações, ONGs, o fazem às claras (pelo menos também às claras). Os outros, empresas, investidores, promotores de negócios, são empurrados para os piores caminhos. Um país que considera vergonhoso ter interesses acabará a lamentar coisas vrdadeiramente vergonhosas.  
 

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comentários

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De José Machado a 26.01.2009 às 16:51

Quanto a mim não me parece que as Empresas, investidores e promotores de negócio, pretendam transparência nos seus fins e objectivos, tendo em conta que uma maior parte destas cumpre com directivas que não respeitam a legislação constitucional. Quanto às alterações legislativas, tem se vindo a verificar que as já concebidas ao longo dos últimos 30 anos vêm ao encontro dos benefícios do patronato e nunca dos Sindicatos ou trabalhadores, basta dar uma vista de olhos no código do trabalho. Gostava mesmo muito que as Empresas , investidores e promotores de negócios fossem transparentes , pois talvez assim a opinião pública mudasse em relação às únicas organizações que ainda lutam mesmo sobre calúnias eficazes .

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