Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Há várias e boas razões para a aproximação da União Europeia e da Turquia. Duas delas, centrais: a prova de que o Ocidente e a Democracia não excluem o Islão nem o mundo islâmico, e a importância da alternativa energética. Ao longo dos últimos anos, os crentes nas virtudes da aproximação apresentaram o actual governo turco como a prova do que afirmavam. Islâmico mas reformista, islâmico mas moderado, islâmico mas a favor da liberdade (mais até do que os extremistas laicos). Contra estas vozes havia quem garantisse que Erdogan era um fundamentalista disfarçado e que a Democracia turca só era possível sob tutela militar. Nas últimos tempos, infelizmente, o que chega da Turquia parece dar mais razão aos últimos do que aos primeiros. Nas relações com o Médio Oriente e Israel, há aproximação aos poderes regionais (mais autoritários do que fundamentalistas, reconheça-se) e afastamento de Israel. E há pouco mais de uma semana, quando veio a Bruxelas, Erdogan deu a entender que a viabilidade do projecto do gasoduto Nabucco estaria dependente do sucesso das negociações de adesão à UE. Se o propósito era demonstrar a importância da adesão, o resultado foi assinalar a imprevisibilidade turca. E ninguém quer passar da dependência da Rússia, que faz chantagem com o gás, para a dependência da Rússia e da Turquia, que ameaça fazer. É pena. Quem atravessa a Istiklal Caddesi, a principal avenida de Istambul, fica com a convicção de que as reformas do país são irreversíveis. Mas quem ouve o Primeiro-ministro turco fica com dúvidas.

 

No Meia Hora de hoje


publicado por Henrique Burnay às 10:03
link | merkel perdeu as eleições em frança
2 comentários:
De alice goes a 30 de Janeiro de 2009 às 12:52
Quem já trabalhou com eles poderá dizer das dificuldades que se apresentam. por experiência própria o posso garantir. Pergunte aos gregos por exemplo se querem-nos ou aos austríacos.
A Europa esta uma velha caquéctica em valores bolorentos, pois vários passei andam a curvar a espinha em humilhante posição . Pois na nossa casa todos são bem vindos desde que respeitem nossos valores culturais , nossos hábitos, enfim respeitem-nos se querem ser respeitados.


De lurdes a 30 de Janeiro de 2009 às 13:16
e mais esta:

«El Primer Ministro turco Recep Erdogan atacó ayer a Israel nuevamente durante el Foro Económico Mundial que se realiza en Davos, Suiza.

El incidente comenzó cuando el presidente de Israel, Shimón Peres que participaba en la reunión y pidió que los líderes presentes digan como responderían, si como en el caso de Israel son atacadas sus ciudades a diario por cohetes durante ocho años.

El Primer Ministro turco reaccionó con violencia y llamó a las acciones de Israel como “matanza” interrumpiendo el discurso de uno de los moderadores. Erdogan dejó abruptamente la sala y prometió luego que no volverá a participar en el Foro.

Es la segunda vez que Erdogan, que fue recibido como un héroe por una multitud a su regreso hoy a Estambul, ataca a Israel en pocos días. Erdogan había declarado que Israel debe ser expulsado de la ONU por las operaciones militares contra el Hamás.

“Cuanto tiempo este país, que no implementa las resoluciones del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, le será permitido ingresar a través de las puertas de las Naciones Unidas?” dijo.

Israel tiene plenas relaciones diplomáticas con Turquía. Cientos de miles de israelíes viajan cada año por turismo a Turquía y entre ambas hay un fuerte intercambio económico.

Peres llamó esta mañana por teléfono a Erdogan y le dijo: “lamento lo que ocurrió y los amigos a veces pueden tener una discusión. Siempre he tenido un gran respeto por la República de Turquía y con ud. como Primer Ministro. Me considero un amigo de Turquía y del Primer Ministro Erdogan”.

http://www.elreloj.com/article.php?id=27172


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