A maior e mais grave violação do segredo de justiça no caso Freeport terá ocorrido ontem e foi perpetrada pela procuradora Cândida Almeida.
Num Estado de Direito democrático, em que vigore um processo penal garantístico como em Portugal, para além da apresentação de uma queixa-crime, a procuradora seria imediatamente demitida.
Ontem, a procuradora não se limitou a esclarecer meias verdades ou falsidades vindas a público.
Ontem, a procuradora deu a sua opinião pessoal sobre o caso, tendo chegado ao ponto de dizer que compreendia a indignação do primeiro-ministro.
Se na altura ficámos na dúvida sobre se as notícias vindas a público seriam todas falsas, percebemos já hoje, pela leitura da carta rogatória e através da transcrição de alguns e-mails trocados no seio da empresa Freeport, que a procuradora foi muito além da legitimidade conferida pelo cargo que exerce.