Cândida Almeida disse na semana passada, em entrevistas concedidas a diversos órgãos de informação que também ela, se estivesse no lugar do primeiro-ministro, se sentiria incomodada com o timing das notícias vindas a público. Disse ainda que não havia arguidos, nem sequer suspeitos, tendo diminuido as provas amplamente divulgadas pela comunicação social. Não obstante, a procuradora não pugnou pela falsidade de tais provas, limitando-se a desvalorizar o DVD que alegadamente estará na posse das autoridades inglesas, por, em seu entender, não constituir prova admissível em face da lei portuguesa. A procuradora não explicou por que razão o processo estava parado em Portugal há mais de 4 anos e, no radioclube, chegou a desvalorizar o processo, afirmando que o mesmo tinha começado mal, através de uma denúncia anónima.
Refrão: depois dos socialistas, nomeadamente o primeiro-ministro, terem feito do caso Freeport uma questão política, será que a procuradora se sente capaz de, de forma imparcial e isenta, continuar a coordenar o inquérito?