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Pedro Miguel está de volta. Com honras de horário nobre, muito graças à inabilidade dos assessores do Presidente da República, ombreando e ultrapassando Cavaco Silva nas audiências daquela noite.

Pedro foi maltratado, recolheu para reflectir e escreveu um livro (que confesso ainda não ter lido). Aceitou governar um país que sempre o olhou com a tolerância com que se olham as graças tolas dos miúdos pequenos. Quando podia ter usado a sua irreverência juvenil para recusar um cargo insustentável não resistiu ao apelo circunstancial. Fez-se menino guerreiro e sentou-se numa cadeira de pregos. Levado até Belém pelos mesmos que, meses depois de o terem apresentado a Sampaio como a única saída razoável, olharam vagamente o seu fracasso como se lhes fosse uma realidade distante e alheia.

É certo que havia adversidades, que os media lhe mordiam os calcanhares, que o partido não o acolheu no seu morno regaço, mas Pedro Miguel não foi uma vítima da maldade dos outros. Não apenas. Foi, sobretudo, uma vítima da sua ambição política. Da incapacidade de conter o brilho nos olhos que identificamos nas crianças quando olham as montras das lojas de doces.

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comentários

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De Anónimo a 28.11.2006 às 12:50

:D

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