Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

A coberto do seu “regime de semi-clandestinidade” - adensado pelo linguajar pseudo/quasi-antropológico que lhe é típico - Bruno Sena Martins pode dizer coisas que activistas “obrigado[s] a outra visibilidade” não podem. Por isso é interessante traduzir este post para uma linguagem acessível ao comum dos mortais. Isto é quase uma violação de privacidade, mas em português o que ele quis dizer foi:

“Claro que o casamento homossexual abre a porta ao casamento poligâmico e incestuoso. E é isso que se quer. Mas não vale a pena dizê-lo em frente a toda a gente, não se vá assustar a caça. Para já segura-se o pássaro que está na mão. Depois começa-se a atirar pedras aos que ainda estão a voar.”

Louvo a candura com que Bruno Sena Martins admite a agenda política que defende, mesmo na ilusão de que ninguém o ouve. Mas será que essa agenda política interessa mesmo às pessoas que querem casar com alguém do mesmo sexo? Duvido muito.


publicado por Vasco Campilho às 09:44
link | Pedro Silva Pereira escreveu sobre faqueiros de prata
1 comentário:
De tenho medo de dizer quem sou a 19 de Fevereiro de 2009 às 11:36
A "agenda politica"? ui, ui. O Bruno deve andar a conspirar nos subterrâneos para implementar poucas vergonhas na sociedade. E vai haver fornicação de irmãos e irmãs e pais e filhas no meio da rua, e pragas de gafanhotos e muito ranger de dentes e o fogo do Senhor cairá sobre nós... Eu ontem li um comentário fantástico sobre isto. Dizia um tipo, muito assustado, que a aprovação dos casamentos homossexuais iria provocar uam confusão de identidades que levaria muita gente aos psiquiatras. Boa oportunidade de negócio. Acho que ainda tenho tempo de tirar o curso de psi.

Pedro


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