A coberto do seu “regime de semi-clandestinidade” - adensado pelo linguajar pseudo/quasi-antropológico que lhe é típico - Bruno Sena Martins pode dizer coisas que activistas “obrigado[s] a outra visibilidade” não podem. Por isso é interessante traduzir este post para uma linguagem acessível ao comum dos mortais. Isto é quase uma violação de privacidade, mas em português o que ele quis dizer foi:
“Claro que o casamento homossexual abre a porta ao casamento poligâmico e incestuoso. E é isso que se quer. Mas não vale a pena dizê-lo em frente a toda a gente, não se vá assustar a caça. Para já segura-se o pássaro que está na mão. Depois começa-se a atirar pedras aos que ainda estão a voar.”
Louvo a candura com que Bruno Sena Martins admite a agenda política que defende, mesmo na ilusão de que ninguém o ouve. Mas será que essa agenda política interessa mesmo às pessoas que querem casar com alguém do mesmo sexo? Duvido muito.