Jaime Gama está a discursar. O político da ala direita do PS é hoje um velho senador do partido, já sem o fulgor de outros tempos. O seu papel político nunca chegou a ser aquilo que se esperava dele. Tem a sala cheia para o ouvir, mas o entusiasmo que (não) gera é sintomático. Os seus sucessores no PS, nomeadamente Luís Amado, terão de evoluir noutro sentido. A seriedade de Gama não se coaduna com este PS.