O euro baseou-se, não na criação de uma união de tipo federal, mas na definição de regras comuns de conduta para os seus membros: os famosos critérios de Maastricht. Por trás destas regras de conduta, há uma outra regra menos conhecida, mas não menos relevante: a dita no-bailout rule.
Para quem está com a corda na garganta, a ideia de que há alguém pronto a salvar-nos da bancarrota é reconfortante. Mas convém estar consciente de que essa borla não é de borla, e que na hora H não estaremos em grande posição para negociar o preço. Quando a factura chegar, algo me diz que a borla vai sair bem cara. Vamos pagá-la em soberania.
De Sem Anestesia a 22 de Março de 2009 às 11:55
Vamos perder soberania? Vamos deixar de ser efectivamente governados pelos nossos governantes?
Não nos tente... :)
De blogdaping a 22 de Março de 2009 às 14:16
E logo hoje que tenho gambas nº 1 para o jantar !!
Isso não se faz !!
Que me lembre, desde o reinado de D. João I , quem tem mandado aqui, são os ingleses, espanhóis, ( Catelhanos ), ingleses... e USA...
Não me tire o apetite das gambas com maionese... huuummm !! Com vinho verde do bom !!!
Ele... , há cada empata !!
De JMG a 22 de Março de 2009 às 20:04
Estou vendo: D. João II estava a mando ... dos Reis Católicos; D. João IV - dos Espanhóis; Salazar - dos Americanos (que nos patrocinaram na Guerra Colonial, pelos vistos). Aprende-se muita História por estes lados.
De artur de oliveira a 23 de Março de 2009 às 01:13
D.Manuel I é que era fantoche dos reis católicos... D. João II, nunca...
De António Pais a 22 de Março de 2009 às 15:53
Para se perder algo, em primeiro lugar, é preciso ter algo. Soberania é coisa que não se vê por estes lados desde o tempo do Marquês.
De JMG a 22 de Março de 2009 às 19:52
Quer dizer que o orgulhosamente sós de Salazar não era genuíno. Por trás dele, havia uma potência estrangeira que telecomandava as atitudes do Governo Português. Talvez o Vaticano.
De blogdaping a 23 de Março de 2009 às 02:48
Orgulhosamente sós... com o Hitler e o Caudilho...e o Vaticano, porque não ?
De António Pais a 23 de Março de 2009 às 20:07
Por essa altura Salazar já devia alguns anos à terra.
De blogdaping a 22 de Março de 2009 às 17:33
Estou-me a lembrar da nossa soberania , quando o general
Junot, sentou o cu no trono de Portugal a ler a Bola !!
De JMG a 22 de Março de 2009 às 20:00
Eu também me estou a lembrar da soberania francesa quando um oficial general alemão "sentou o cu" (para utilizar a sua elegante expressão) no Eliseu; ou quando um neto de Vikings se tornou, por conquista, Rei de Inglaterra; ou quando o patrão de Junot espalhou familiares seus, como governantes, por vários países europeus. Ou quando ... haja paciência.
De blogdaping a 23 de Março de 2009 às 17:04
A elegante expressão é de Mestre Gil Vicente... logo... culta !
Quanto ao tal general alemão, pagou bem caro como sabe, já que os franceses e demais aliados, sentaram o cu em Berlim por mais de 50 anos !!
Que me lembre, nenhum portuga fez o mesmo em Paris !!
Ou fez e não me lembro ??
De JMG a 24 de Março de 2009 às 00:02
Não conhecia a expressão como sendo de Gil Vicente, mas confesso que guardei um estúpido horror a este autor desde que há muitos anos fui obrigado a ler o Auto da Alma, daí a ignorância.
O meu ponto é simples: Com um interregno de 60 anos, Portugal tem as mesmas fronteiras e governo português desde o séc. XIII. Mais nenhum país europeu pode dizer o mesmo. Se isto não é prova de independência não sei o que é. Uma independência tradicionalmente feita de dependências, como seria de esperar de um país pequeno e pobre. Mas independência.
De blogdaping a 24 de Março de 2009 às 15:03
Por isso, somos extremamente felizes !!
De blogdaping a 24 de Março de 2009 às 15:32
Pois é !!!
Devia ter lido o Auto da Barca do Inferno...!
Daí que tenha sido gravíssimo, e a maior causa desta nossa situação, os 7 anos de governo Guterres em que foi tudo "á labúrdia"...
Mas ainda há quem diga (principalmente que fez parte desses governos, como José Sócrates) que não... esses anos não tiveram nada a haver com a nossa situação precária... a culpa foi dos 4 meses do governo de Santana Lopes.
Enfim...
De artur de oliveira a 23 de Março de 2009 às 01:10
até era bom perdermos a soberania por uns tempos, para aprendermos a ser desenvolvidos e pararmos de ser 3º mundistas...
A soberania: é mais fácil perdê-la do que recuperá-la. Mais vale prevenir...
De artur de oliveira a 23 de Março de 2009 às 02:06
PODEMOS ALUGAR PARTE DA SOBERANIA POR UNS TEMPOS E APRENDER AS BEST PRACTICES... COM CALMA. LIMPA-SE O PAÍS POR UNS ANITOS DA CHUNGARIA QUE NOS ESTÁ A DESTRUIR E DEPOIS VOLTAMOS A TER A SOBERANIA TOTAL... GET IT? TUDO DEPENDERA DEPOIS DAS NOVAS GERAÇÕES... ;)
De blogdaping a 23 de Março de 2009 às 02:49
6 mesitos ??
De artur de oliveira a 24 de Março de 2009 às 01:08
6 MESES É POUCO... MAS UM ALUGUER DE PARTE DA SOBERANIA NÃO IMPLICARIA NUNCA PERDER A DEMOCRACIA... EU NÃO SOU A MANUELA FERREIRA LEITE... NÃO DISTORÇA AS MINHAS PALAVRAS...
De blogdaping a 23 de Março de 2009 às 02:55
Na vida política interna, Manuel seguiu as pisadas de João II e tornou-se quase num rei absoluto. As cortes foram reunidas apenas três vezes durante o seu reinado de mais de vinte e cinco anos, e sempre no paço de Lisboa. Manuel dedicou-se à reforma dos tribunais e do sistema tributário, adaptando-o ao progresso económico que Portugal então vivia.
Manuel era um homem bastante religioso que investiu uma boa parte da fortuna do país na construção de igrejas e mosteiros, bem como no patrocínio da evangelização das novas colónias através dos missionários católicos.
O seu reinado ficará também lembrado pela perseguição feita a judeus e muçulmanos em Portugal, particularmente nos anos de 1496 a 1498. Esta política foi tomada por forma a agradar aos reis católicos, cumprindo uma das cláusulas do seu contrato de casamento com a herdeira de Espanha, Isabel de Aragão.
O Massacre de Lisboa de 1506 foi talvez uma das consequências da política de D. Manuel. Seguíram-se as conversões forçadas dos judeus e, depois, confiou ao seu embaixador em Roma a missão secreta de pedir ao papa, em 1515, a permissão de estabelecer a Inquisição em Portugal.
Na cultura, Manuel I procedeu à reforma dos Estudos Gerais, criando novos planos educativos e bolsas de estudo. Na sua corte surge também Gil Vicente, o pai do teatro português, e Duarte Pacheco Pereira, o geógrafo, autor do Esmeraldo de Situ Orbis.
Analisando-se a sua obra, verifica-se que avulta a tentativa de reforma do reino, «através da criação de instrumentos unificadores de carácter estatal, como sejam a publicação dos Forais Novos, reformando os antigos, a Leitura Nova (1504-1522), a compilação e revisão da legislação, consagrada pelas Ordenações Manuelinas, a reorganização da Fazenda Pública e a estruturação administrativa daí decorrente. Com ele organiza-se o Estado moderno»[2].
Manuel morreu em 1521 e encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
De A Chata a 23 de Março de 2009 às 03:26
Até já pertencemos a grupo com direito a sigla.
Há o BRIC.
Nós fazemos parte do PIGS
Portugal, Ireland, Greece and Spain.
De Kadu a 21 de Abril de 2010 às 15:19
Vender a soberania à quem? Espanha também está ameaçada. Uma união com Espanha para depois se separar, e levar Olivença e a Galiza com um Portugal novamente independente? Boa idéia. Fazer um novo grupo separado da UE, composto por Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda e Islândia? O que vai acontecer no futuro? Vão restaurar a Monarquia? O PNR governará?
Na minha opinião pessoal