Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Aumentar a escolaridade obrigatória, assim, tal como foi anunciado, de forma isolada, é um erro clamoroso que trará prejuízo ao nosso ensino. A Lei de Bases da Educação tem de ser revista de forma aprofundada, onde a escolaridade obrigatória de 12 anos esteja integrada de forma coerente e harmoniosa.
Anunciar 12 anos de escolaridade obrigatória para 'amanhä' é uma irresponsabilidade que só vem comprovar o populismo de Sócrates.
De tenho medo de dizer quem sou a 22 de Abril de 2009 às 16:25
"Lei de Bases da Educação tem de ser revista de forma aprofundada, onde a escolaridade obrigatória de 12 anos esteja integrada de forma coerente e harmoniosa"
jÁ AGORA, SERÁ QUE PODE TROCAR ISTO POR MIUDOS??? O QUE SIGNIFICA ISTO
De Ana a 22 de Abril de 2009 às 19:14
mas já está integrada de forma coerente e harmoniosa: RVCC!
Ah pois...
De tenho medo de dizer quem sou a 22 de Abril de 2009 às 23:17
Sei lá, tipo alterar os tempos dos ciclos de ensino, currículos programas... formação de professores...
O PM é um tonto. Acha que é chegar à lei de alterar onde diz um 9 e colocar um 12.
Bonito.
Precisamente, Carlos!
"onde a escolaridade obrigatória de 12 anos esteja integrada de forma coerente e harmoniosa."
Para estar integrada de forma coerente é necessário que esteja adequada às necessidades da sociedade e que a dita sociedade faça uso dos estudantes e das competências adquiridas.
Mas num país em que o 12.º ano é requisito para limpeza de ruas e uma licenciatura serve para trabalhar num call-center, os 12 obrigatórios servem para destruir o ensino público. O pouco que resta...
De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Abril de 2009 às 15:42
Será que somos todos iguais? nem as máquinas que saem das fábricas são todas iguais: algumas saem da linha de fabrico com defeito. senão para que serve o controlo de qualidade?
As reprovações nas escolas públicas vão ser gradualmente banidas e a tendência será a de que ao fim de 12 anos de escola todos os alunos possam ter o 12.º ano de escolaridade, fazendo subir com isso os índices de escolarização dos portugueses. O nível de conhecimentos adquiridos será inevitavelmente muito baixo, mas o que importa são as ESTATÍSTICAS, e assim Portugal poderá figurar "orgulhosamente" na lista de países com maior número de anos de escolaridade.
O 12.º ano vai ser em breve a escolaridade mínima obrigatória. Embora os jovens passem a sair do sistema de ensino com poucos conhecimentos académicos, pelo menos, enquanto por lá andam também não figuram nas estatísticas dos desempregados, o que também é bom para as tais ESTATÍSTICAS.
Assim, o facto de virem a exibir o certificado de habilitações do 12.º ano deixará em breve de dar qualquer indicação às entidades empregadoras relativamente às reais qualificações dos jovens que então vão sair das escolas e, em consequência, terão que ser as entidades empregadoras a testar os conhecimentos dos candidatos aos empregos que oferecerem. Não começaram já a fazê-lo há algum tempo?
Os alunos que frequentarem as escolas públicas poucas possibilidades terão de atingir os necessários conhecimentos para prosseguirem os estudos. Assim, os pais que desejem para os seus filhos um curso superior terão que começar a consciencializar-se desde já que a escola pública não será o caminho aconselhável para a preparação dos seus filhos, mesmo que sejam crianças inteligentes e interessadas. O ambiente não será o melhor para que tenham sucesso por vários motivos:
1.º) na mesma sala coexistirão muitos alunos com fracos conhecimentos, porque não havendo reprovações, não haverá necessidade de empenho, nem nos estudos, nem na assiduidade às aulas;
2.º) com o fim do ensino especial terão por colegas jovens com deficiências várias: auditivas, de comunicação e até psíquicas;
3.º) nem todos os jovens são iguais: há génios, mais ou menos inteligentes e até jovens com capacidade de aprendizagem muito limitada. Mas a escolaridade obrigatória é para ser conseguida por todos eles. Quem não a conseguir nunca será um verdadeiro cidadão e poderá nem ter acesso a tirar uma simples carta de condução para ser um mero distribuidor de bilhas de gás.
4.º) porque todos os jovens são obrigados a frequentar a escola enquanto menores, mesmo que por ela não revelem qualquer interesse, terão por colegas outros jovens que apenas por lá andam porque o sistema a isso os obriga. Alguns deles utilizam a escola, os colegas e até os professores para se divertirem, gozando-os e boicotando as aulas.
Enfim, o Ensino vai de mal a pior!
Na minha opinião pessoal