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Quase memórias

por Rodrigo Moita de Deus, em 28.11.06

Esta é a minha verdade sobre o estertor do colonialismo, sobre o dossiê da descolonização e sobre os mais salientes acidentes do processo revolucionário posterior a Abril que lhe determinaram o tempo, o modo e o resultado final" , António Almeida Santos sobre o seu livro "Quase Memórias"
Lembro-me de uma entrevista em que Almeida Santos garantia que os Acordos de Alvor já estavam negociados e escritos e que foram deixados em cima da mesa para serem rubricados por ele. O Presidente do Partido Socialista começava então a querer rever o polémico dossiê da descolonização. Quem negociou aqueles acordos? Quem decidiu sobre a partilha de poder nas colónias? Não concordando, por que razão Almeida Santos assinou?
Há uns anos discutia-se se a descolonização tinha sido bem ou mal feita. Hoje, o único ponto discutível é a autoria de um desastre que custou mais caro ao povos vencedores que ao povos vencidos.
O livro é apresentado hoje, pelas 18:30, na Biblioteca da Assembleia da República, por Gomes Canotilho.

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De Brigada Bigornas a 28.11.2006 às 18:03

Mitos Comunistas



(grandes aldrabices)

A Vítima de Alegre & Companhia

Antes de ir para o Canadá como delegado português na Organização Mundial da Aeronáutica Civil, era Director Geral da Aeronáutica e despachava directamente com o Dr. Oliveira Salazar. Após esta missão foi para Washington como militar da Nato. Finda a comissão, regressou a Portugal para ocupar novamente o mesmo cargo. Mas o organograma do Estado tinha mudado e entre o Director Geral da Aeronáutica e o Presidente do Conselho havia agora o Ministro das Comunicações. Delgado não gostou e incompatibilizou-se com Salazar. Como de costume numa democracia, chegaram as eleições presidênciais e resolveu concorrer. Perdeu, o povo não se deixou enganar por um indivíduo arrogante, politicamente ambicioso e amigo das filosofias totalitárias. Como não gostou do "não", pediu asilo político à embaixada do Brazil (uma ditadura). Alguns meses depois Salazar teve pena dele e deixou-o partir. Passeou-se por vários países (incluindo muitos de leste) a dizer mal de Portugal, até que se juntou ao grupo terrorista de Argel. Depressa se apercebeu do nojo onde se tinha metido e arrependeu-se, contactando o governo do seu país, para se entregar e revelar as atrocidades que o Grupo de Argel pretendia fazer no Continente e Províncias Ultramarinas (como foi confirmado pelo genocídio africano pós-25 de Abril). O local do encontro com a Brigada da PIDE comandada por Rosa Casaco foi combinado.

Alegre e membros do PCP conseguem subornar alguns elementos desse brigada (que desapareceram após o ataque). O general tinha de ser morto ! A prova disso é que até levaram cal, escondida do chefe.

Todos sabiam que Humberto Delgado andava sempre armado e que disparava caso fosse atacado. O golpe estava montado ! Quando fez sinal à PIDE da sua posição, um dos elementos da brigada, comprado pelo Grupo de Argel, puxou da arma e disparou contra ele. Tudo se precipitou, o plano comunista triunfou, o general de meia-tijela estava prostrado no chão, juntamente com a sua secretária para todo o serviço.

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