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descodificação

por Jacinto Bettencourt, em 07.02.07

Pediram-me para descodificar esta prosa. Assim sendo, aqui vai:

(1) O Diz que É uma Espécie de Magazine é um programa extraordinário, imperdível, que, contra censores e minoritários, bate recordes de audiências, servindo, pois, de  consagração dos Gato Fedorento. Com sorte e engenho, quem sabe se ainda não os levamos aos Grandes Portugueses?

(2) Mesmo assim, este desenxabido censor acha que o programa anda sem piada nenhum e que os Gatos deviam voltar ao nicho habitual. Critérios.

(3) Independentemente disso tudo, o RAP é o político de agenda, e o ZDQ lá vai fazendo serviços ao Bloco. O filme sobre o MRS era hilariante; as bocas à campanha do «não» no passado Domingo constituiram tempo de antena.

(4) Posto isto, o RAP, manifestamente o chefe da quadrilha, anda cheio dele próprio, e explica, pacientemente, num tom paternalista, que algumas críticas ainda não chegam ao céu. O país dá-lhe razão porque os Gato Fedorento são, desde Salazar (ou Cunhal, segundo parte da doutrina), a coisa mais importante que passou nesta península.

(5) Para já, há quem veja isto: no estado actual, os meninos do Gato andam excessivamente convencidos do seu sucesso e recusam-se a ponderar a forma como expressam convicções pessoais. Estes dois elementos juntos dão, normalmente, asneira. Mas que sei eu, um minoritário reaccionário que tem o desplante de pedir carácter  - não isenção - aos humoristas?

(6) Herman aguentou-se décadas porque não caiu na asneira de se associar a temas passageiros, muito menos de forma tão radical e pouco ponderada.  Vamos ver como estes se safam.

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