Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

(clique na imagem para ler a notícia do SOL)

 

António Costa apresentou-se a eleições com um conjunto de propostas que à semelhança das do querido líder, também não eram para cumprir.

Lembro-me que o actual edil de Lisboa chegou a admitir a hipótese de extinguir a Gebalis para responder às polémicas que então envolviam a empresa municipal que gere os bairros municipais da capital.

Hoje, a Gebalis faz inveja a qualquer centro de emprego: não só não foi extinta, como está a conseguir admitir uma série de militantes do Partido Socialista.

Os critérios de recrutamento é que têm sido questionados. Parece mesmo que no caso específico de uma secção influente do PS/Lisboa, a Gebalis limita-se a seguir a ordem do caderno de militantes: de A a Z.

Um caso a merecer acompanhamento.


publicado por Carlos Nunes Lopes às 23:00
link | Pedro Silva Pereira escreveu sobre faqueiros de prata
2 comentários:
De Dr. Mento a 27 de Junho de 2009 às 01:06
Pelo menos, segue à risca a lógica dos discursos de Sócrates: gera emprego. Mais um bocadinho e a Gebais ajuda a cumprir um das promessas de 2005 e cria 150 mil postos de trabalho.


De artur mendes a 27 de Junho de 2009 às 12:53
LISBOA, 1882

..." O compadrio, elevado à categoria de instituição nacional, domina tudo,corrompe tudo, dissolve tudo.
Os partidosque não podem consquisar o apoio da opinião pelas ideias que representam procuram manter-se pelo o apoio dos compadres que favorecem. É na proporçao exacta do número de compadres que anualmente despacha e emprega que um partido aumenta ou diminui de adeptos, progride ou retrograda na confiança da Coroa e no favor da urna.
O dogma fundamental do compadrio impõem-se por tal modo que transforma todas as outras noções morais segundo critério de que ele é expressão. Transforma a justiça, a honra, a probidade, a pr´pria consciência....Despachando o compadre mais serviçal com exclusão do adversário mais competente, todo o governo honesto julga praticar um acto de gratidão e lealdade. E ninguém vê quanto há de profundamente subversivo da ordem moral neste simples facto tão vulgar, tão frequente, tão despercebido: a exclusão da competência!Excluir a competência, ou quando menos preteri-la, por um ano, por um mês, , por um dia, por uma hora que seja, é cometer um atentado mais criminoso de que o Estado pode ser réu diante da sociedade.Esse atentado resume todas sas violações do direito e todas as afrontas da justiça.É um roubo violento e descarado, agravado com a ofensa do mérito, com a injúria da capacidade, com o insulto ao trabalho, com o escárnio à moral, com o ultrage ao dever...."

Ramalho Ortigão ( in Farpas)


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