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Bom dia!

por Rodrigo Moita de Deus, em 12.02.07
Então? Acordaram todos mais europeus, modernos e civilizados?

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comentários

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De radiomafia a 12.02.2007 às 11:25

ehhehe sem dúvida sem dúvida!

(parabéns pela prestação de ontem na RCP)
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De Anónimo a 12.02.2007 às 12:58

Não me sinto mais moderna enquanto houver pessoas como V. Exa., lá isso é um facto.
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De Pedro Almeida a 12.02.2007 às 13:20

Um bocadinho menos restringido nas liberdades, sim.
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De vmalaika a 12.02.2007 às 15:24

devo dizer que sim...

finalmente podemos dizer que os portugueses deixaram de ser hipócritas (será que também inserir neste grupo vossas excelências???)

ai que bem que acordei :)
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De O Catraio a 12.02.2007 às 16:46

Enquanto me chamarem de hipócrita por defender a vida quando ceifada num rude egoísmo por parte da mãe, irresponsável aquando do acto sexual, este país é de 3º mundo.

E esta vitória não é das mulheres mas do exagero, da procurar de renovação. Em Portugal, foge-se aos impostos como forma de orgulho, elege-se governantes corruptos nas Câmaras Municipais (ex.: Felgueiras), temos cada vez mais crianças obesas, mas continuamos a tentar ser renovadores, liberais.

Parece-me hipócrita a votação no "Sim" quando, na generalidade, não há gente de 1º mundo nas fileiras da esquerda. Quando a mulher for moderna o suficiente para se proteger e houver utilização de métodos contraceptivos, então aceitarei o aborto como prática de recurso final. Até lá, sou céptico quanto ao 'desenvolvimento', quanto à 'democracia' e, principalmente, quanto ao "deixamos de ser hipócritas". Agora somos cínicos.
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De Anónimo a 12.02.2007 às 18:31

em primeiro lugar:

"Em Portugal, foge-se aos impostos como forma de orgulho, elege-se governantes corruptos nas Câmaras Municipais (ex.: Felgueiras), temos cada vez mais crianças obesas, mas continuamos a tentar ser renovadores, liberais." - o que tem isto a ver com o tema em discussão?

em segundo lugar:

"não há gente de 1º mundo nas fileiras da esquerda." - leia uns livros de política/vivência em sociedade e entao depois mande alarvidades dessas. ainda não percebi em que se prendem tanto vocês para a questão do aborto ser uma questão de esquerda ou de direita quando, na realidade, é uma questão humana.
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De O Catraio a 13.02.2007 às 11:19

Caro Anónimo,

Não se prenda pela minha estupidez. Eu estou ciente da minha falta de saúde mental e agredir-me com os meus próprios posts desprovidos de fundamento não me fere.

O tema da discussão, infelizmente, pauta-se muitas vezes por sermos modernos. Modernices à parte, eu sou modernista. Mas não considero marca de civilização quando, em Portugal, se têm atitudes pobres, podres e palermas. E é nestas atitudes irrisórias que se fica a modernice. Perde-se a razão de falar em gente mais civilizada quando se têm atitudes socialmente pouco higiénicas.

Quanto à sua crença da humanidade da questão, pode então explicar-me porque se gerou uma campanha - corrija-me se estiver errado - manifestamente política em torno da questão? Pareceu-me descabido o dispêndio de 1,6 milhões de euros em campanha por uma questão em que não deveria de haver indecisos. De tão humana que é, o "Não" foi realçado na direita e o "Sim" na esquerda. Não me fale de humanidades quando há esta linha divisória.
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De Anónimo a 13.02.2007 às 20:44

pois n fui eu que desenhei a linha, não fui eu que fiz a campanha e não foram gastos em mim esses 1,6 milhoes de €.

'atitudes pobres, podres e palermas'? - pois ERAM.
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De O Catraio a 13.02.2007 às 22:30

Não o acuso de semelhante coisa. Não achei que você traçasse linhas políticas invisíveis. Faz parte de uma sociedade que tenta ser política mas onde a abstenção atinge proporções desmedidas.

Ainda bem que concorda com a existência das atitudes pobres, podres e palermas. Mas não se ficam pelo dinheiro dispendido. Estão em toda a parte e tentamos escondê-las com modernices e liberalizações. E eu sou modernista!
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De O Catraio a 12.02.2007 às 16:34

Sinto-me muito contente por as mulheres poderem abortar. Eu próprio, na minha masculinidade vou abortar assim que for promulgada a nova lei.

Rodrigo, lamento que a direita fatalista tenha perdido este referendo. Não se tratava da opinião dos cidadãos mas sim de um golpe golpista da esquerda renovadora. E nós perdemos. Mas não me parece que alguém dê a palavra à abstenção, que é tão maravilhosa que nos permite ouvir o som do silêncio das pessoas que, por ignorância ou preguiça, não votam. E essas, são um "Não" ribombante.
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De Anónimo a 12.02.2007 às 18:31

isso de vossa ex.ª abortar diz apenas respeito a você e ao conjunto de atributos fisionómicos que possuir.

quanto à abstenção, já teve o seu tempo de falar, ficando calada. quem lhe diz que a voz que se calou era maioritariamente pelo "Não"? Ou isso ou entao sua excelência acha que isto é uma especie de jogo de futebol em que se podia ter ganho, tivesse uma das equipas tido a sorte de ter mais 3 minutos de compensação.

cure-se.

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De Vítor Palmilha a 12.02.2007 às 16:57

Daqui a alguns milhares de abortos veremos todos estes novos europeus, mais modernos e civilizados.
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De Anónimo a 12.02.2007 às 21:22

sr. vítor:

aposto uma palmilha consigo em como o número de abortos não irá aumentar substancialmente. Isto, porque quando o aborto tem de acontecer não é a lei que o evita, muito menos uma lei que põe em causa a integridade física das mulheres.

E não se trata de uma questão de civilização, modernidade ou de me sentir europeu - essa parte deve ser um trauma qualquer seu que ficou por resolver.
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De O Catraio a 13.02.2007 às 11:30

Sr. Anónimo,

Apostaria duas palmilhas consigo em como as vendas da pílula do dia seguinte iam ser diminutas. Mas não são. E a pílula do dia seguinte tem o condão de afectar de uma forma extremamente negativa a mulher. Não consigo comparar o dano com o do aborto mas será de maiores proporções.

Agora, se o senhor ainda quiser apostar a palmilha pelo aborto, faça-o. Eu não ponho as mãos no fogo. Não ponho porque a nossa sociedade já deu provas de que não respeita a integridade física. Use outro argumento, se fizer o favor.
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De Anónimo a 13.02.2007 às 20:43

meto as mãos no fogo quando n o sentir e pelo contrario o sentir a apagar.

e sim, a palmilha ainda está em jogo.

mas já não estao em jogo (desculpe a redundancia) jogos do esconde-esconde nem abortos auto-infligidos

'Não ponho porque a nossa sociedade já deu provas de que não respeita a integridade física' - no meu entender, deu-se um passo em frente para que esse respeito possa ter o seu incremento devido.
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De O Catraio a 13.02.2007 às 22:25

No meu entender, deu-se um passo em frente para que haja mais liberdade de escolha. E foi bonito apesar de eu não concordar com liberdade neste prisma.

Contudo, também foi bonito "liberalizar" a pílula do dia seguinte e, tenho em meu conhecimento, uma pessoa que já tomou três desde esta "liberalização". Tome-me por ingénuo mas, é ou não verdade que a sociedade - ou alguns elementos muito particulares dela - se flagelam com esta nova liberdade.

Não pretendo que se criem leis que protejam a mulher. Longe de mim pedir isso porque a mulher moderna sabe o que faz. Só não recorre aos métodos contraceptivos.
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De Anónimo a 12.02.2007 às 18:18

não, não acordei.

ou deverei dizer SIM?

ahah.

quem n acordou menos imbecil foi o senhor pelos vistos.
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De Sara a 12.02.2007 às 18:45

Acordei feliz por haver um pouco menos de hipocrisia......moderna já me acho há muito tempo, além de tolerante, visionária e no mínimo não tão estúpida como o senhor........
Não me sinto mais nada porque infelizmente ainda existe a forma da imbecilidade por aí......
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De O Catraio a 13.02.2007 às 11:20

Espero que na sua modernice se manifeste o uso de métodos contraceptivos que não o aborto. Não vá o diabo tecê-las.
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De O Catraio a 13.02.2007 às 11:24

Acho sempre divertido quando os liberalistas agridem gente como eu. Agridem-me na via do comentário. E fazem-no chamando-me de mulher. Quem escreve falando da sua masculinidade sofre destes problemas.

Fere-me o orgulho, Sr. Anónimo, em considerar-me tão feminino. E há a questão da abstenção. Quem queria pôr um |x| no "Sim", fê-lo. Os outros não se interessam, não se preocupam, não sabem, não pensam na questão. Ou são preguiçosos para ir votar. Parece-me aceitável dizer que eles responderam "Não". "Não vou votar porque é parvoíce". Cabe agora a vossa excelência, Sr. Anónimo, agredir-me com o meu post pateta.
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De Anónimo a 13.02.2007 às 20:54

Liberalistas? - alguém viu um rótulo por aí caído no chão?

"Não vou votar porque é parvoíce" - AHAHAHAH, deve ter sido vossa excelencia que dirigiu a campanha do "Não".

Boa noticia para si caso esse femininismo se concretize quando falando num universo unicamente físico: ganhou mais direitos no domingo passado. :)

outra notícia: 'Cabe agora a vossa excelência, Sr. Anónimo, agredir-me com o meu post pateta.' - já percebi que já nem preciso disso, você encarrega-se dessa agressão, uma espécie de auto-agressão digamos, mas que n deixa de perder o seu carácter de agressividade. Acaba sim por ganhar, vistas bem as coisas, um certo 'meter dó'.


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De O Catraio a 13.02.2007 às 22:20

Caro Sr. Anónimo,

Tento 'meter dó' sempre que posso. Fica bem.

Não me venha com a do rótulo porque sei bem que há muita gente que vota "Sim" porque é moderno, renovador, quase sindicalista pedir a liberalização do aborto.

De resto, não me flagelou muito. Perde a eficácia. Lamento mas tenho-me como tão grande palerma que a auto-agressão acaba por não me magoar.
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De Anónimo a 13.02.2007 às 22:57

'Lamento mas tenho-me como tão grande palerma que a auto-agressão acaba por não me magoar.'

Ora aí está a ignorância no seu máximo esplendor:
Ao serviço do ego.

Boa Páscoa.

.
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De O Catraio a 15.02.2007 às 00:22

Ignorância, Sr. Anónimo? Ignorância?

Eu sei onde estão os meus limites, as minhas fraquezas e as minhas características mentais. Desconhecia o meu lado ignorante. Sou palerma, de facto. Sou palerma e, como tal, agredirem-me com as minhas palavras (ainda que seja eu a realizar tal proeza) não me magoa. Interpretou-me mal. Eu tenho um ego abaixo do mediano.

Mas agradeço a proposta. Para mim a Páscoa significa férias. Não me tentem convencer que um homem qualquer ressuscitou após quarenta dias. Já agora, digam-me que o aborto é giro e faz bem à mulher.

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