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Amor Platónico em Rousseau

por Tiago Geraldo, em 29.11.06

Em Intellectuals, de Paul Johnson, um livro que nos conta a vida dos grandes homens para além dos livros (a coisa reúne Rousseau, Shelley, Marx, Ibsen, Tolstoy, Brecht, Sartre, Norman Mailer e está às carradas na Fnac do Chiado), num ror de diatribes capaz de espantar qualquer criatura pacata, podemos ler, no capítulo dedicado a Rousseau, esta afirmação visivelmente impossível de conter, depois de uns floreados e umas quantas platitudes sobre a auto-comiseração do pobre Jean-Jacques:

 «It is true that he always had trouble with his penis».

Há problemas assim, pessoalmente trágicos e historicamente irónicos. Rousseau, o homem que alardeava aos sete cantos o seu rígido e submisso «amor à Humanidade», não a podia sequer levar para a cama. Depois da recuperação da «cidadania» da República, este é outro conceito que o girondino foi buscar a Platão.

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comentários

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De ds a 29.11.2006 às 00:53

Quando é que mudam a cor do pano de fundo. Que isto está uma bela merda
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De octanas a 29.11.2006 às 01:39

(...) " Não poderemos nós imaginar homens que têm conceitos de cor diferentes dos nossos? E isto por sua vez, quer dizer, não poderemos nós imaginar homens que não têm os nossos conceitos de cor, mas que têm conceitos, de tal forma próximos dos nossos, que também lhes chamaríamos conceitos de cor? "
Ludwig Wittgenstein

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