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e há bolas de berlim na praia

por Rodrigo Moita de Deus, em 02.09.09

Carlos Santos, o economista, assina um belíssimo texto sobre a qualidade dos programas do PSD e do Bloco de Esquerda. Até Carlos Santos, o socialista, terá de reconhecer que nem todo o programa do Bloco de Esquerda é mau. Aproveita-se, por exemplo, a parte do programa do Bloco de Esquerda que Carlos Santos, o bloquista, assina.

Carlos Santos contribuiu para o programa do Bloco e agora comenta o programa do bloco como apoiante do PS. Não acredito que esta mudança revele qualquer tipo de oportunismo, de heteronomia ou de bolina ideológica. É normal que um homem mude de ideias. Que o faça em apenas 5 meses serve apenas para confirmar que Carlos Santos (o bloquista, o socialista ou o economista) é mesmo um fora de série. Qualquer um deles. 

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comentários

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De TricAnti-LPM a 02.09.2009 às 14:37

(...)

se nunca como hoje se sentiu uma tão grande ape­tência do poder executivo para conhecer, seduzir e in­flue­nciar a agenda mediática?


Como podem assegurar-se as condições lineares do debate democrático, do debate aberto e franqueado no espaço público, se esse impulso de se­du­ção e do­mí­nio perpassa do alinhamento e da agenda­ para o controlo mais directo ou indirecto de órgãos de comu­ni­cação ou das suas estruturas de gestão?


E não falámos apenas e só da política de comuni-ca­ção – verdadeira prima inter pares do poder exe­cutivo deste tempo –, nem da conivência ou da ba­nali­zação e vulga­ri­zação dos contactos institucionais com jorna­lis­tas, nem das nomeações de administradores ou editores convenientes, nem das soluções legislativas que ava­liam e adjectivam a qualidade do jornalismo.


Falamos também – e com farta preocupação – da liberdade de expressão individual e da sua evidente castração. Também o cidadão comum, trabalhador ou empresário, desempregado ou quadro médio, estu­dan­te ou funcionário público


sofre e padece o efeito de tenaz da crise eco­nó­mi­ca, por um lado, e da dependência estatal, pelo outro. A conju­gação de uma grave situação económica com um dis­curso oficial de pensamento único, de auto-elogio ma­niqueísta e de optimismo compulsivo produz uma atmosfera pro­pícia ao medo e ao re­ceio do exercício da liberdade crítica e da assunção pública da divergência. Não, não são só os media; é também a sociedade por­tu­guesa que está condicio­nada.


Nunca como hoje, em décadas de democracia, se sentiu este ambiente de condicionamento da liberdade. Do ponto de vista dos valores proces­suais da liberdade de opinião e da liberdade de expres­são, vivemos, aqui e agora – ai de nós! – num tempo de verdadeira “claus­tro­fobia consti­tu­cional”, de verdadeira “claustrofobia de­mo­crática”. (...)



Intervenção de Paulo Rangel -25/04/2007

Na Sessão Solene Comemorativa do 33º Aniversário do 25 de Abril

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De Luis Santana a 02.09.2009 às 14:50

E tu não o conheceste há 10 anos, quando ele se achava marcelista (MRS) desde pequenino. Ainda não reparaste que ele anda a fazer-se a Secretáro de Estado Seja-Lá-Do-Que-For?
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De Anónimo a 02.09.2009 às 14:55

Muito bom!
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De Carlos Santos a 02.09.2009 às 15:38


Caro Rodrigo,

Agradecido como sempre pela atenção que lhe pareço merecer, quando está até envolto em problemas jurídicos para os quais lhe desejo a melhor sorte, não podia deixar de o esclarecer sobre as dúvidas que o apoquentam. Melhores cumprimentos, Carlos Santos.
http://tinyurl.com/nputgx

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