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O neoliberalismo em que vivemos é uma pandemia pior que o vírus da gripe “A”. Ele até contagia instituições bancárias supostamente insuspeitas como o BEI, Banco Europeu de Investimentos, que nasceu e vive à sombra da União Europeia e de dinheiros públicos, incluindo capitais do estado Português.

A 16 de Junho último o BEI emprestou 15 milhões a uma empresa privada especializada em “microfinanças” - a Shorecap Internacional Limited  com sede nas ilhas Cayman e é difícil vislumbrar-se qual o interesse público do empréstimo.
Nos últimos doze meses, o BEI financiou projectos na Índia em 65 milhões através de famosas empresas de “fundos de desenvolvimento” como as Adlevo Capital, Afrincinvest Limited, GroFin e Lipfrog Investments, todas sediadas nas Ilhas Maurícias.
As Maurícias estão cada vez mais a constituir-se num requintado paraíso fiscal. Deve ser o processo mais transparente para os dinheiros comunitários "ajudarem" os Países pobres.
Canalizam-se assim para as “ong” (“organizações de negócios gananciosos”), - não confundir com as ONG sérias, quase todas de inspiração cristã -, as supostas ajudas  ao “desenvolvimento”. 
Quanto a debates políticos interessantes, apenas há notícia de que os Deputados alemães não tiveram férias este Verão.
Ficaram em casa para fugir à gripe? A ver na TV a todas as horas uma Ministra a falar da pandemia? Não, estiveram ocupados a tempo inteiro em reforçar os poderes do Bundestag em nome da soberania alemã, para melhor poderem fiscalizar a aplicação do "Tratado Lisboa-porreiro pá".
Será que uma variante do virus da gripe neoliberal também já atacou os nossos candidatos a deputados à assembleia da república e a Primeiros Ministros e que ela os impede de pensar, ao menos um segundo que seja, no buraco europeu em que vivemos? 
 
 

 

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De Marquesa de Carabás a 03.09.2009 às 10:05

Bom dia Sr. Respública;

Passei aqui num instantinho para lhe deixar uns bifezitos temperados e olhe, faça um arrozinho que eu hoje tenho muito que fazer. Tenho também que ir comprar os livros e os cadernos da moça e não sei como vai ser porque recebi um papelucho em casa que diz que a gripe se pega principalmente nos carrinhos do supermercado. Em assim sendo dá-se-lhes uns pontapés para andarem? Não faço ideia?
Não sei se viu o post do Rodrigo Moita de Deus a dizer que este blog é uma democracia e portanto manda quem pode  e obecedece quem deve.Como até sou bem mandada aqui me tem. Desejo-lhe um excelente dia de praia em Tavira a apanhar uns polvozitos para as minhas saladas, uma vez que o tempo está a esmorecer. Mas até é giro: monta os vasos, acoita-se nas moitas e no fim de uma longa espera pode ser que eles lhe venham comer à mão.
Se encontrar por lá a menina Patrocínio,com aquele bronze ela deve estar lá sempre, diga-lhe que este medo que ela tem das grainhas e dos caroços da fruta, não tem nenhuma razão de ser. Quem engole uma broa beirã a seco e sem conduto, já tudo lhe passa no goto. A não ser que não tenha sido a seco e tenha sido com foi gras que são nada mais, nada menos ,que os fígados dos patos todos esmigalhados e metidos numa terrina a macerar.
Lá para o Minho a safra vai de feição. Eles agora têm que apanhar o máximo que puderem de pêras e maçãs e do que por lá houver. Não tarda vem a geada, o sol a chuva e depois é aquela trabalheira de preencher os papelinhos dos apoios à agricultura que pode dar tendinites.Aquilo é tudo pessoal jovem, dos programas dos jovens agricultores, ou seja, com menos de 65 anos.
Depois assim que a safra acabar eu aviso-o, para ver se lhe calha uma cabazada de pêras. Está-me a parecer que sim, que lhe calham umas peras para acompanhar os rissoles.
Então faça assim: aguente-se à bronca que é para isso que lhe pagam. Depois quando eu puder passo cá para lhe dar uma ajudinha com os bifes.

Um dia lindo e a todos.


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