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Péricles, engenhocas e o bolo da vitória: Boris no seu habitat

por Francisco Mendes da Silva, em 29.11.06

A proximidade entre eleitos e eleitores sempre me pareceu um argumento fraquinho para a necessidade de círculos uninominais. Primeiro, porque me parece de todo desaconselhável para a saúde mental de ambos a sobre-exposição de uns à presença dos outros. Depois, porque duvido sempre desse discurso marxista que acentua as iniquidades do sistema. Ao culpar a super-estrutura que é o nosso actual sistema político eleitoral, os primeiros aliviam-se da prestação de contas e os segundos desresponsabilizam-se do acompanhamento e consequências das sua escolhas. A verdade é que não há nada que os círculos uninominais permitem que não seja também permitido pelas listas plurinominais.

No entanto, do Reino dos círculos uninominais chegam-nos, por vezes, óptimos exemplos de prestação de contas por parte dos políticos eleitos:

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De Brigada Bigornas a 29.11.2006 às 13:59

" Todos aqueles que agora gritam "Aqui Del-Rei" sobre a Educação actual, foram os que tiveram passagens administrativas no 25 de Abril, passaram directamente do 7º ano (11º actual) para a faculdade, sem fazerem qualquer tipo de exames e a licenciatura foi um estantinho, sem nunca serem avaliados; e não nos podemos esquecer dos muitos retornados que chegaram a Lisboa a dizer que tinham feito o exame do 7º ano, sem qualquer tipo de comprovativo; foram aqueles que passaram o Ano Propedêutico chumbados a todas as disciplinas excepto às nucleares, porque o Ministério alterou as regras após os resultados dos exames; foram aqueles que fizeram os exames do 2º Ano do Curso Complementar (11º ano), o que toda a gente sabia dois dias antes , e o que o veio substituir depois, acabando por se fazer a média dos dois resultados (quem levou feito o primeiro apanhou 20 valores e só foi preciso assinar o segundo para passar e ir para a faculdade). E não nos podemos esquecer das constantes RGAS (Reunião Geral de Alunos). A maioria acabou por fazer carreira nos partidos e estão agora com belas reformas, apesar de estarem muitos deles no activo. O problema do Ensino são os intelectualóides de meia tigela que acham que até ao nono ano se devem considerar todos os alunos como futuros engenheiros e matemáticos; são os intelectualóides que acham que os alunos têm de gramar com bêbado do Camões, o xungoso do Pessoa e o escabroso do Saramago." – Quitéria Barbuda in "A Verdadeira Geração rasca", revista "Espírito", nº 16, 2005.

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