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o novo romance português

por Rui Castro, em 22.02.07

"Mas falta aqui um elo crucial para a compreensão da totalidade da história, a esposa do major, a "D. Joaquina". Segundo o jornal que venho citando, a "D. Joaquina" terá aceitado tudo frontalmente. Nas palavras do escultor José Rodrigues, casado com uma irmã da mulher do major, "aceitar isto da maneira que ela aceitou é brutal. Ela tem de facto um grande amor por ele, uma dedicação tão forte que até comove". Opinião secundada por Lello, para quem "a D. Joaquina é que foi a mulher coragem, (...) que evitou fracturas". É uma perspectiva possível. Embora mentes maldosas certamente pensem de outra maneira. Nas palavras de um amigo que prefere o anonimato, a reacção da "D. Joaquina" deixou o major "de rastos", pois ter-lhe-á dito: "Então agora, toca a assumir responsabilidades." O escultor José Rodrigues ainda se lembra do dia em que "com os olhos borrados de água", o major lhe deu a nova: "Vieram os dois aqui ao meu atelier, a Quina e o Valentim (...) e ele (...) virou-se para mim e disse: 'Zé, quero que saibas que tenho dois filhos.'" Aliás, o escultor José Rodrigues aproveita para confessar: "Eu também tenho uma filha de outra senhora." É interessante, porque Rodrigues, recorde-se, é casado com a irmã da esposa do major, a "Lininha". E Rodrigues sente-se muito afortunado, porque "felizmente a Lininha também aceitou a minha filha como se fosse dela". E, melancólico, reflecte: "Parece coisa de irmãs." (Luciano Amaral, no dn de hoje)

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comentários

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De lucianoamaral a 22.02.2007 às 12:08

Vá lá, confessa, também tu ficaste comovido.
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De Rui Castro a 22.02.2007 às 12:16

Confesso a minha comoção. Obrigado, Luciano.
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De Luis Euripo a 22.02.2007 às 23:30

Hã?!

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